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História Unholy Confessions - Capítulo 7


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Notas do Autor


Este é único capítulo que é 100% novo, os outros foram somente editados. Sinceramente, eu nunca tinha planejado um final para esta história, então foi um pouco difícil fechar este ciclo. Enfim, obrigada a você que veio até mim e bom final de fanfic.

Capítulo 7 - VII. Unholy Confessions


Quando a luz parecia não ter mais fim, acabou.

Demorou para que seus olhos se acostumassem, no entanto, não muito para conseguir distinguir quem era e o que estava acontecendo ali. Os muitos fios por volta de si o deixaram confuso e o impediram de se mover por alguns instantes, e o longo suspiro chamou a atenção de alguém. O homem alto e moreno, cheio de tatuagens, se aproximou de si.

As lágrimas escorriam sinceras de seu rosto, quase como se não acreditasse no que via. Johnny não compreendia, porém, chorou junto. Reconhecia aquele homem, muito embora não conseguisse falar nada num primeiro instante. Os médicos enfim entravam no quarto, igualmente felizes e aliviados.

- Johnny.... Sou eu, Brian! – O homem enfim dissera, segurando em sua mão. – Lembra de mim?

O garoto sentiu o coração acelerar e, com ajuda dos profissionais da saúde, foi colocado sentado enquanto faziam diversos exames consigo. Brian sentou-se no sofá do cômodo, mal conseguindo conter as lágrimas – assim como o jovem. No entanto, Johnny não entendia nada do que acontecia ali. Que marcas eram aquelas em seus braços? Agulhas? Facas? Arranhões? Não entendia nada, e o isso o deixou emburrado.

Pela tarde toda os exames aconteceram e, mais importante, Johnny respirava quase totalmente sozinho, com ajuda apenas do oxigênio. Do lado de fora do quarto, agora num jardim, podia observar o horizonte. O sol fraco não lhe pareceu incomodar – mas, principalmente, lhe era bastante familiar. Tentou fazer um esforço para se lembrar de onde o vira pela última vez. De repente, uma mão lhe pousou no ombro e um sorriso de falsa esperança surgiu.

- James? É você?

A voz fraca saiu pela primeira vez no dia, chamando pelo primeiro nome que viera à sua mente – mas a imagem que vira era totalmente diferente da que imaginava. Notou que se tratava de seu pai, Brian, sorrindo alegre e aliviado por ver o jovem aparentemente tão bem. O senhor sentou-se ao seu lado, segurando em sua mão.

- Ainda não se esqueceu do James, não?

O mais velho ficara sério, com os olhos marejados. Johnny não entendeu, e isso lhe pesou no coração. Haviam muitas dúvidas pairando ali, talvez a maioria sem nenhum tipo de resposta. O que estaria acontecendo, afinal? Como que o jovem tinha ido parar naquele lugar? Qual a necessidade, se tudo estava bem ao lado de seu amado namorado?

Será que estava mesmo tudo bem?

- O que aconteceu.... Pai? Onde o senhor estava? Por que sumiu? – O jovem lhe atirou as perguntas, se exaltando um pouco.

- Ei, calma, uma pergunta de cada vez. – Brian riu, estendendo a mão para pegar a garrafa de água em cima da mesa para o filho. – Você realmente não se lembra de nada?

Johnny negou. Brian respirou fundo e, antes que pudesse iniciar, os passos que vinham de longe ficaram mais altos e fortes. Agora, uma terceira pessoa se unia à família. Uma jovem moça de cabelos longos e ruiva se sentou de frente para o jovem. O garoto arregalou seus olhos e, por um momento, pensou que fosse cair em prantos.

Na identificação, Dra. Leana Sullivan. Alguns flashes passaram por sua mente, e aquela mulher lhe traziam tantos pensamentos. Mas, de onde? Observou-a fazendo inúmeras anotações, às vezes retribuindo o olhar sério e profundo. Via, principalmente, o crucifixo que carregava em seu pescoço, bem grande e imponente. O coração pareceu parar, e o mesmo quase se despedaçou ao ouvi-la começar a falar.

- Você nos deu trabalho, jovem. – Ela suspirou alto, enfim se permitindo sorrir. – Hoje você completou um ano internado. Sabe que está em uma clínica de reabilitação?

Johnny negou. Como poderia? E todas as coisas que viram? E tudo o que sentira? As marcas, arranhões, beijos, medos, Matthew, James. Onde estava tudo aquilo? Em sua mente, dois meses haviam se passado quando, na verdade, fora um ano. Como a realidade estava tão distorcida assim? Brian, ainda mais emocionado, parecia bem abatido. Enquanto isso, Johnny via, em seus braços, marcas das mais diversas, além das feitas pelos profissionais de saúde do local.

A tarde foi passando lentamente, com a médica lhe enchendo de perguntas e mais perguntas, quase sem fim. Como imaginava, sem respostas no momento. Ao vê-la sair, o jovem deixou as lágrimas caírem silenciosamente por seu rosto. Brian o chamou para um abraço, sendo retribuído em segundos. Sentia tanta a falta de seu menino, e adoraria saber o que se passava na cabeça dele. Porém, era informação demais para ele em um só dia.

- Filho, por favor, confie em mim. – O senhor dissera depois de algum tempo. – Sei que não sou o melhor pai do mundo, mas por favor, confie em mim. Do que você se lembra?

Aos poucos, o céu foi sendo encoberto de algumas nuvens cinzentas e, devagar, começou a chover. Ao voltarem para dentro do estabelecimento, Johnny quis voltar para o seu quarto. O ambiente lhe era, de alguma forma, familiar. Não era muito grande, porém, até que era um pouco aconchegante. O olhar dos outros pacientes não lhe incomodava, embora fossem bem intimidadores.

De volta ao cômodo onde ficava só, sentou-se de frente para o seu pai, em uma pequena mesa de jantar com cadeiras que haviam ali. As pequenas mãos do jovem repousavam na mesa fria, bem como a sua pele pálida. Seu rosto abatido entregava o quão sofrível tinha sido o último ano, ainda mais agora com o inverno tão próximo. Pensava e repensava a pergunta do pai, pensando no que e como diria o que queria dizer.

- Eu estava morando com o James, pai. – O rapaz dissera num tom baixo, ainda assim chamando a atenção do pai. – Ele me mandou uma carta dizendo que você tinha ido embora e veio ficar comigo.

Brian chorou em silêncio. Abaixou o rosto em vergonha do que ouvira. Jonathan ficou confuso, segurando as mãos do pai em resposta, como se o confortasse. Eu deveria saber que tinha algo acontecendo, o mais velho dissera para si. Deixou as lágrimas rolarem por seu rosto, enquanto a culpa tomava conta de seu coração.

- Pai... onde o senhor estava? – Johnny prosseguiu, cheio de saudade e tristeza em sua voz. – Ele me disse que você tinha morrido.

O silêncio parecia ser tão alto e incômodo quanto o barulho de suas mentes. Aos poucos, as imagens dos supostos últimos dois meses voltaram à mente do jovem, porém, algumas delas não quis contar ao pai no momento. A quietude, no entanto, fora quebrada pelo som do salto alto ecoando no corredor e, em instantes, no quarto. Pouco depois, a imagem da moça loura e sorridente surgiu, logo puxando a cadeira e se sentando ao lado de Brian.

- Esta é Michelle. Consegue se lembrar dela, filho?

Johnny negou. Logo, o jovem percebeu as alianças nas mãos dos dois, o que indicava que haviam se casado em algum momento do último ano. O rapaz chorou. Não se lembrava nada sobre a mulher, nem mesmo sequer de seu nome. A grande estrela colocada em seu surrado uniforme azul entregou sua profissão – policial militar.

Um arrepio passou pelo corpo do garoto, o deixando ainda mais desconfortável.

- Pai... onde está o James? Por favor, como ele está?

A insistência do filho lhe partia o coração mais ainda, e por mais que tentasse, não iria conseguir evitar o assunto por muito mais tempo. O casal se entreolhou, com Michelle o incentivando a falar com o jovem. O senhor suspirou alto, sem saber como lidar com aquilo. Queria ter terceirizado tal responsabilidade para outra pessoa, mas se quisesse ter um mínimo de confiança do rapaz de volta, teria de ajuda-lo a voltar à realidade.

- O James nunca existiu, meu filho.

•••

Os dias pareciam se arrastar diante dos olhos de Johnny.

Sentado na sala comum dos pacientes da clínica, olhando para a neve cair pesada do lado de fora, agora estava um pouco melhor – ao menos fisicamente. Faziam três semanas que acordada do coma, e já começava a se alimentar sozinho. Vivendo em seu mundinho, mal conversava ou respondia às perguntas dos médicos quanto ao seu estado. A imagem da médica ruiva ia e vinha junto dos pesadelos que tivera ao longo do tempo.

E, como pensamento costuma atrair, a bela moça sentou-se ao seu lado, com um enorme sorriso em seu rosto. Havia um objeto em suas mãos e, embora não quisesse demonstrar, estava curioso com o que ela queria desta vez. Ficaram um bom tempo em silêncio, com a médica entrando no clima do rapaz.

- Então, Jonathan. – A mulher enfim começou a falar, enfim revelando o objeto que trouxera consigo. – Achei que seria um bom momento para lhe devolver seu diário. Se quiser, pode compartilhar comigo.

O caderno de veludo com alguns adesivos grudados fez o jovem esboçar um enorme sorriso, bem como algumas lágrimas de alegria que escorriam por seu rosto. Delicadamente, pegou o objeto e agradeceu à mulher, enfim abrindo o objeto. Como se fosse ontem, lembrou-se de quando começou a falar sobre James ali e relembrou mais um pouco de seus segredos.

O dia passou devagar sem que os dois notassem. Ainda que Johnny não se sentisse totalmente seguro e estivesse bastante assustado ainda, foi compartilhando quase tudo o que viera em sua mente – de James o protegendo, quando conheceu Zachary e Matthew e do mal que estes fizeram para si. Conseguia, em meio a muitas lágrimas, longas pausas e enormes suspiros, relatar tudo o que acontecera naquele espaço de tempo tão curto, sem se lembrar ou distinguir o que era real ou pesadelo.

Porque, para si, parecia tudo tão real! O seu amor por James e as vezes com Joey. Quem era este pequenino, afinal? Sabia sobre os três rapazes de idade similar à sua, seu pai e sua médica, porém nada sobre a criança por enquanto. Quis deixar isto de lado por enquanto, sem saber bem como lidar com este assunto. Quando o pôr do sol surgiu, a médica se despediu, decidindo o deixar só com o seu diário.

Pois, ali, estava toda a sua realidade – ou o que cogitava ser. Seria tudo efeito de produtos ilícitos? Em nenhum momento se recordou de James ou da criação dele em sua mente – talvez, as muitas pequenas overdoses tenham apagado este momento de sua vida. De qualquer forma, sentiu um enorme vazio dentro do peito. Chorando pelos cantos, Jonathan ficou por mais algumas horas, que se tornaram dias, que se tornaram semanas, que se tornaram meses.

A dura realidade o deixou, principalmente, quase com desejo de ter uma recaída. Lá no fundo de sua mente, sabia que as drogas circulavam facilmente dentro daquele lugar, mesmo com toda a segurança do mundo. Aos poucos foi sabendo mais sobre si mesmo, sobre seu uso contínuo de cocaína, LSD e algumas outras substâncias. Era assustador, mas felizmente não se lembrou de nenhuma das vezes as quais se entregara ao vício.

Aos poucos, voltou a escrever e abrir seu coração – sempre pensando em James. Numa tarde fria, estava concentrado, pensando no que poderia fazer para ajudar na recuperação. Sem pensar muito, pegou seus lápis e começou a desenhar. Queria tornar o seu amor minimamente palpável, então deixou-se levar pelas lembranças e foi dando forma ao Reverendo. Mesmo com os enfermeiros indo e vindo, ficou quieto em seu mundinho, até que em um determinado momento, parou. Exatamente como se lembrava, tão belo e tão... tão realista. Chorou em silêncio, acreditando estar sozinho.

- Filho? Está tudo bem? – Brian dissera logo depois de entrar, notando a tristeza do filho. – Quem é este?

- O James, pai. – O rapaz respondera, deslizando os dedos gentilmente pelo retrato. – Ele... ele não existe mesmo?

O pai simplesmente respirou fundo e o abraçou, confirmando ao filho que o homem desenhado não existia – ao menos não na realidade. Com a doutora Sullivan observando de longe, Brian incentivou o filho a continuar falando e a desenhar. Faça o que der vontade, filho, esperarei o tempo que for, dissera. Johnny pensou, mas logo destacou duas novas folhas do bloco que havia ganhado do pai e da madrasta. Pouco mais de uma hora se passou, e dois novos desenhos surgiram. Por mais doloroso que fora, o jovem conseguira colocar para fora o que mais lhe incomodava – na verdade, quase todo o seu pesadelo.

Com os nomes de Matthew e Zachary enfim escritos próximos de seus respectivos rostos, Jonathan chorou.

- Matt e Zachary foram reais? – A pergunta saiu tímida, quase inaudível. – Matt foi tão maldoso comigo... foi tudo de verdade?

Foi sim, meu filho, a resposta veio enfim. A dura conversa logo veio – Jonathan achou que seria interessante bancar o filho rebelde. Após a morte da mãe, viu seu pai tão distante. À noite, fugia quase sempre e ia vadiar por aí. Em um destes momentos, conheceu os valentões expulsos da quinta escola só naquele semestre. Achou que seria bacana uma aventura ao lado deles e foi se debandar junto deles.

A cerveja levou ao uísque, que levou à outras bebidas, que levou à maconha, que levou a outros materiais alucinógenos. A violência e a dependência arrastaram o jovem a um mundo do qual acreditou que não iria sair vivo. No meio do caminho, se perdeu em meio a tantos problemas, criando seu próprio universo paralelo, quase indo morar de vez lá.

De qualquer forma, podia sentir que isso teria um final em algum momento. Teria de ter, mesmo que demorasse. Por mais leve que se sentisse, sabia que estava somente começando a trilhar seu caminho. Aos poucos, quem sabe, se reconciliaria com seu pai e daria uma chance à sua nova esposa. Se não se lembrava dela, que mal faria começar de novo e se esforçar?

- Jonathan, quero que saiba que quero fazer um teste com você. – A médica enfim dissera, com sua doce voz ecoando alegre no quarto. – Seu pai veio te buscar para passar uma noite na sua casa, com sua família. Que acha disso?

O jovem sorriu junto do pai, o abraçando logo em seguida. Por mais que soasse estranho, estava feliz. Mudar o ambiente o faria bem, e lhe traria novas lembranças. Ao final da tarde, quase início da noite, o garoto estava pronto para sua primeira experiência fora da clínica depois de quase dois anos internado ali.

Com uma pequena mala arrumada, o jovem se apoiou no braço do pai, caminhando lentamente sob a neve espessa e logo entrando na antiga pick-up de Brian. Jonathan recordou-se vagamente de alguns momentos, e sentiu a culpa recair sob seus ombros. A neve batia devagar na janela do carro, enquanto seguiam a viagem para casa. Foram duas horas e meia de quietude, suspiros e olhares vazios vindo do jovem, no entanto, isso tudo pareceu mudar aos poucos.

Quando, em casa, a surpresa para Johnny – não se parecia em nada com o cemitério ou com o que se lembrava. Haviam muitas casas grandes, colinas, trilhas, natureza viva. Como pôde se esquecer disso tudo? Não demorou muito para a família sair do carro e entrar em casa, pois o frio estava sendo impiedoso. Jonathan não se lembrava de absolutamente nada, e isso o deixou bastante triste.

Porém, algo atraiu a sua atenção e quebrou o silêncio finalmente.

Os passos rápidos descendo a escada logo revelaram um menino com seus cinco anos de idade ou algo perto disso. Aquele olhar, aquele jeitinho, aquela aura tão pura e doce... Jonathan chorou. Viu o menino ir até si e pedir por um abraço, não demorando para o pegar no colo e o aninhar ali. Não sabia bem se ele sabia quem era e até onde ele sabia, mas só de estar junto dele novamente, o fez se sentir em paz.

- Pelo visto, você e o Joey se lembram um do outro.

Que bom que você existe, Joey, o rapaz proferiu em tom baixo, sinceramente feliz por algo de suas lembranças ser verdadeiro. Ao deixar seu pequeno meio irmão livre, foi com o pai até seu antigo quarto, vendo o cômodo limpo e arrumado. Sentado na cama, diante da janela, podia observar o céu e a lua tão altos e tão bonitos.

Brian ficou ao seu lado o tempo todo, observando o filho. No silêncio, podiam se entender, ao menos por enquanto. Se casou a mãe biológica dele quando ainda era um pequeno menino, da idade de Joey. Sempre fora chamado de pai, nunca o forçou, porém, o garoto gostava disso. Em algum momento, perderam a boa ligação que tinham um com o outro.

De qualquer forma, havia ali uma nova oportunidade para recomeçarem. Tome um banho, meu filho, daqui a pouco vamos jantar, Brian enfim falou, enquanto procurava uma toalha para o jovem. Jonathan assentiu, vendo o pai sair do quarto e o deixar só. Vez ou outra, se encontrou de volta em seus pesadelos; nos momentos junto de James ou sozinho em seus momentos de maior solidão. Suspirou alto, mas decidiu acatar a ideia do mais velho. Afinal, há horas que nada comia, e sentia mesmo que precisava se sentir limpo novamente.

Debaixo da água quente, tomou o banho mais devagar de sua vida. Via o vidro do box todo embaçado e, por um instante, decidiu desenhar ali. Riu baixo com sua pequena distração, mas algo o chamou a atenção. Seu riso ecoou ali? Olhou em volta e nada encontrou. Sentia que algo ou alguém o encarava e ria de sua imagem, porém, tentou ignorar ao máximo.

Já vestido, voltou a passos lentos ao quarto. Como se alguém o seguisse e esperasse por si, rezou baixo para que isso não se tornasse um problema mais tarde. No entanto, ao entrar no quarto, viu alguém sentado na cama, de costas para a porta. Ignorou por um instante, mesmo notando o corpo totalmente imóvel ali.

- Ei pai, pensei que estivesse ajudando a Michelle lá embaixo.

O corpo permaneceu parado, e nem parecia se mover. Preocupado, Johnny se aproximou e, antes que pudesse tocar, o rosto dele virou para si. Os olhos inconfundíveis, o sorriso e aquele jeito tão único. O ar pareceu faltar, o coração disparou e Jonathan caiu de joelhos, chorando um tanto quanto aliviado.

- Seu pai se enganou dizendo que eu não existia.

Jonathan sorriu, se vendo abraçar James mais uma vez. Era tão real! Como que ousaram duvidar da existência de algo tão bom? Os olhares se encontraram, as mãos se uniram. Eu te amo tanto, o mais jovem dissera, ganhando um sorriso sincero. Assim ficaram, sabe-se lá por quanto tempo, mas ficaram. O garoto esqueceu-se do mundo outra vez, sem se importar se seria perigoso ou não. As palavras mal conseguiam sair, mas seu coração não podia estar enganado.

- Promete ficar comigo para sempre?

O silêncio voltou. Johnny ouvia seu nome ao longe, e sabia que deveria ir. Mas não queria contar nada a ninguém e nem deixarem descobrir. Com o olhar fixo em James, conseguiu enxergar a luz do sol que ele tanto falou no último encontro. A paz veio junto consigo, e então encontrou-se novamente protegido. Antes que viessem atrás de si, viu a figura do amado sumir, mas não sem antes lhe dar uma certeza:

- Eu prometo. Vou cuidar de você para sempre.


Notas Finais


Eu não sei bem como me sentir agora, como disse acima, eu nunca pensei em um final para esta história. Ficou meio no ar, e prefiro assim. Espero que tenham gostado, até um próximo momento!


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