História UNIDADE CONTRA TERRORISMO - DELTA 6 - Capítulo 1


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Tags Armas, Cão, Exército, Fuzil, Pistola, Policia Federal, Polícia Militar, Submarino
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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Policial, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Este é meu segundo trabalho, estarei postando regularmente a cada dia...

Capítulo 1 - O assassinato


Fanfic / Fanfiction UNIDADE CONTRA TERRORISMO - DELTA 6 - Capítulo 1 - O assassinato

Unidade Contra Terrorismo – Delta Seis

Autor: COLIN DEEP

CAPÍTULO 1

O Assassinato

Eram seis e meia da manhã, o sol já se fazia presente, início de dezembro o Dr. Marco Aurélio, físico nuclear, chefe de divisão de desenvolvimento de produtos do Centro de Aramar, acabara de beijar sua esposa na porta de sua residência, e após esse momento aperta o botão que aciona a abertura do portão que começa a abrir, nesse instante se depara com dois homens cada um em uma motocicleta, ambos de capacetes eles se entre olharam e disseram:

- É esse aí!

Nesse instante sacaram de suas pistolas semi-automáticas e passam a disparar na direção daquele homem, a maioria dos tiros acertou o peito e a cabeça da vítima, curioso notar que nenhum tiro se desviou do alvo.

Um dos assassinos desceu da moto enquanto o outro permanecia em alerta, este olhou para o corpo estendido ao chão e efetuou mais dois disparos na região da cabeça da vítima, verificando então que estava realmente morto a vítima; a esposa de Marco começa a gritar de forma histérica quando visualizou a ação dos marginais, ela simplesmente não acreditava que aquele horror estivesse ocorrendo com seu esposo, o matador vai se retirando de forma lenta, olha para ela com desprezo, sobe em sua motocicleta e ambos os assassinos saem com velocidade.

 Os tiros foram efetuados por armas que tinham um supressor de ruído, ninguém nas imediações ouviu coisa alguma, nada, nenhum barulho aparente, apenas a esposa a Senhora Miriam, pode constatar o trágico fim que teve seu marido.

Miriam entrou rapidamente para sua residência e ligou imediatamente para a central de policia, e após alguns minutos uma viatura da Polícia Militar da cidade veio atender a ocorrência, os Policiais Militares quando se depararam com o corpo estirado ao solo, logo perguntaram a esposa da vítima o que havia ocorrido e em seguida quais eram as características dos indivíduos que realizaram aquele crime bárbaro.

Miriam estava trêmula, quase em estado de choque, mas pensou que se não fosse forte o suficiente não ajudaria nas buscas dos responsáveis pelo crime, então criou forças e passou a relatar que se tratava de dois indivíduos, não deu para ver as características faciais de ambos, pois estavam com capacetes, notara que as viseiras eram douradas e que eram pessoas altas e magras, notou ainda que um dos indivíduos em sua saída dissera algo que tinha um certo sotaque, que não era daqui, tinha quase certeza que era estrangeiro, lembrou que ambos estavam com luvas e jaquetas de motociclistas, e notou ainda,que as motos eram de grande porte, do tipo trail uma na cor branca e a outra na cor azul. Os policiais então rapidamente repassaram as informações para todas as cidades vizinhas, pois ali naquela cidade somente aquela viatura fazia a segurança dos moradores.

Tão logo souberam do assassinato o Departamento de Segurança de Aramar, deslocou uma guarnição de fuzileiros a casa do Dr. Marco e com eles estavam o oficial Marcondes, estes tiraram fotos do local bem como do corpo da vítima, o chefe dos fuzileiros notou que nenhum dos disparos atingiu o carro ou a parede da casa, no gramado em frente a residência estavam os estojos dos disparos efetuados como ainda não havia chegado a criminalística, mesmo com o pedido de brevidade para o local, o oficial pegou com uma pinça três cápsulas e tirou ainda fotos das marcas dos pneus das motos, bem como dos calçados dos possíveis atiradores, registrou tudo com suas impressões, afim de que o departamento de segurança pudesse traçar uma linha de investigação dos motivos da morte daquele homem, que em Aramar era o chefe da divisão mais importante do Centro.

Quando da chegada da policia técnica no local a equipe de segurança de Aramar se retirou, o corpo foi encaminhado à perícia, sendo ainda, destacado uma assistente social para cuidar de tudo junto à esposa do cientista, pois sabiam que não havia nenhum familiar dele aqui no país.

No Centro de Aramar o oficial Marcondes leva algumas cápsulas e pede que sejam analisadas de forma urgente, bem como as fotos retiradas do local, o Diretor da Unidade se reúne com seus Oficiais que comandam o maior centro de pesquisa de enriquecimento de urânio do hemisfério sul, Marcondes apresenta suas impressões a um seleto grupo de apenas quatro homens, e naquele momento passamos a conhecer quem era o Dr. Marco, este era um cientista polonês, físico doutorado em energia atômica, que fora recrutado pelo governo brasileiro para desenvolver as pesquisas tanto do enriquecimento de urânio e plutônio, como ainda aperfeiçoar as tecnologias das ultra-centrífugas; desde a criação de Aramar nunca nenhum dos seus engenheiros ou pesquisadores sofrera um atentado, a dúvida que pairava no ar era simples, seria apenas um roubo seguido de homicídio, um crime passional ou algo maior fruto da espionagem internacional. A desconfiança invadiu a mente daqueles que estavam naquela sala de reunião.

Como haviam recebido ordem para analise das cápsulas deflagradas na cena do crime, de pronto veio um primeiro resultado, eram cápsulas no calibre 10 mm, da marca Federal, ou seja, eram munições oriundas dos EUA, muito utilizadas pelas forças policiais americanas, isso chamou a atenção de todos, imediatamente o Diretor de Aramar, entrou em contato com o Comandante da Marinha, que por sinal logo após se inteirar dos fatos, acionou o Ministro da Defesa.

Uma videoconferência fora estabelecida e todos manifestaram surpresa e um tanto de inquietação sobre o assunto. O Diretor de Aramar citou a explosão em Alcântara na base de lançamentos da agência espacial em agosto de 2003, quando dos testes do foguete balístico e sua explosão. Logo após a reunião urgente o Ministro da Defesa entrou no gabinete do Presidente e manifestou sua preocupação com os fatos, mas antes mesmo dessa reunião já haviam notificado o Ministro da Justiça e este imediatamente mandou deslocar um grupo de investigadores federais de Brasília para São Paulo, homens do departamento de contra terrorismo, unidade de elite criada logo após a série de atentados contra as torres gêmeas, e atuavam na defesa da soberania nacional.

O Dr. Marco Aurélio fora recrutado na Polônia ainda na década de noventa era um jovem entusiasta e promissor cientista que desejava de alguma forma deixar aquele país frio e de poucas oportunidades e vir morar num local como o Brasil que apresentava altos índices de crescimento, com uma democracia pujante, sem mencionar que era um apaixonado pelas mulheres brasileiras, pelo futebol e pela liberdade que esta nação dá aos seus cidadãos e assim tão logo chegou ao Brasil, passados alguns meses conheceu Miriam uma moradora da cidade de Iperó no interior do estado de São Paulo, onde fica situado o Centro de Pesquisa e se casaram, ela inicialmente cuidava da residência dele, e nos momentos em que estava na casa conversavam muito para afugentar a solidão, passaram a se conhecer um ao outro de onde veio a admiração e a posterior união do casal, ele era um ótimo esposo, aprendeu a língua portuguesa e se dedicava sempre de forma exemplar conforme o relato da viúva, não tinha filhos, pois, ela era estéril, mas isso não preocupava o jovem cientista, quando chegou ao país foi dado uma nova identidade ao pesquisador e assim passou a ser chamado Marco Aurélio, “o polaco” apelido carinhoso dado por seus amigos de pesquisa.

Dentro do Complexo de Aramar ele estava vinculado ao desenvolvimento e a construção do primeiro reator nuclear para o submarino brasileiro; no final dos anos 80 o Brasil através de um acordo de compra secreto tentou negociar um submarino nuclear russo da Classe 971 – Tshuca “B” que estava desativado no estaleiro russo Sevmash, baseado em Severodvinsk, a intenção era realizar procedimentos de engenharia reversa sobre tal equipamento e com isso aperfeiçoar o submarino, dando origem a um novo produto, mas quando o governo americano descobriu através de intensa espionagem, ameaças de boicote aos produtos brasileiros junto aos países da Europa foram realizadas e o negócio não pode ser concretizado, mas os russos em contra partida, forneceram nomes de diversos pesquisadores que poderiam ajudar o governo brasileiro a realizar o desenvolvimento das pesquisas, onde foi desencadeada uma operação de recrutamento de mentes brilhantes no exterior, mais precisamente no leste europeu, as embaixadas brasileiras através de seu corpo diplomático, passou a assediar de forma positiva esses pesquisadores e foi oferecido além de dinheiro, moradia, carros e pasmem havia um vídeo mostrando o carnaval brasileiro, na Marques de Sapucaí com suas mulheres exuberantes, estes homens ficaram entusiasmados, mal sabiam eles que onde iriam trabalhar ficava a milhares de quilômetros daquele paraíso, muitos aceitaram a oferta de trabalho e rumaram para as terras brasileiras com a intenção de “ajudar” no desenvolvimento das pesquisas, o próprio Dr. Marco Aurélio disse em sua entrevista de seleção que o que chamava a sua atenção para este país era a possibilidade de diferentes povos trabalharem de forma igual, sem preconceito de raça ou qualquer ato que afrontasse a dignidade do homem, esse era o seu real motivo por ter escolhido a nossa pátria.

A operação recebeu o codinome de “terra brasilis”, idealizada com a finalidade de recrutar mentes brilhantes que estivessem com a disposição de viver em outro país, e mais de uma centena de pesquisadores foram aliciados.

A perseguição

Concluído o assassinato os motoqueiros rumaram da cidade de Iperó para a vizinha Sorocaba, por uma estrada vicinal, as motos eram uma BMW 990 e a outra uma Tenerê 750, motocicletas muito potentes e nas mãos certas ágeis para fugir e despistar qualquer perseguidor, ambos estavam equipados com pistolas customizadas Tanfoglio Gold Mach em calibre 10 mm, os projéteis tinham uma configuração especial, pois quando em contato com o alvo, a deformação do projétil era como o de uma estrela, aumentando a área de contato tendo como conseqüência o aumento de lesão interna no individuo não permitindo a sua sobrevivência.

Estes homens estavam se deslocando em alta velocidade pela estrada, e em determinado momento já próximo de Sorocaba, na Cruz de Ferro, uma guarnição de Tático Móvel se depara com os fugitivos, nesse instante o auxiliar da equipe menciona aos demais componentes da guarnição que aquelas motos provavelmente eram as mesmas da ocorrência de Iperó, momento em que a equipe de policiais trocam olhares de que aquele era o instante para agirem, de imediato recebem ordens do Oficial que comanda a guarnição para irem pra cima daqueles suspeitos; o motorista aciona a sirene bem como o highlight da viatura e passam a perseguir as motos. Com o “caneco” na mão o comandante informa ao centro de operações da PM que avistaram duas motos e que elas estão empreendendo fuga pela Avenida Ipanema, e que as guarnições que estivessem copiando o comando se aproximassem e realizassem o acompanhamento daqueles suspeitos, imediatamente as viaturas passaram a mencionar seus prefixos e que estavam se deslocando para as vias marginais e próximas da perseguição.

Os motociclistas aumentaram a velocidade e passaram a cruzar pelos veículos de forma frenética, a equipe policial irradia o acompanhamento e outras viaturas policiais entram também na perseguição com a intenção de capturar tais homens.

Num determinado momento naquela via, um grupo de adolescentes estão cruzando a avenida quando um dos motociclistas retira da jaqueta um pacote de notas de cinquenta reais e as joga para o ar, as notas começam a cair e os adolescentes vendo o que aconteceu vão em direção ao dinheiro para pegar, nesse instante duas viaturas freiam e batem em outros veículos, a viatura do comando não os perdem de vista, as motos ganham uma certa distância, mas mesmo assim a perseguição volta a tomar seu curso e num determinado cruzamento as motos se separam uma seguindo pela Rua Hermelino Matarazo e a outra a direita no sentido da Rua Comendador Oeterer (sentido centro da cidade), a equipe do Oficial segue a da direita e anuncia a fuga da outra moto pela esquerda, o fugitivo da esquerda pilota a BMW, e logo em seguida vê um grupo de idosos a frente próximo ao cemitério, sem pensar muito saca sua pistola e desfere alguns tiros naqueles populares, atrás a equipe de policias vê um, dois e três senhores sendo alvejados, o pânico nas ruas de Sorocaba está instalado, uma gritaria começa a ocorrer, a viatura que está logo atrás do tático móvel diz no rádio para o Oficial continuar a perseguição que eles irão dar todo o apoio e socorrer aquelas vítimas, o Tenente não tem como disparar sua ponto quarenta, nem utilizar seu fuzil 556, que está a sua disposição na viatura, a tensão ainda não permite, e o cuidado com os civis é necessário, nesse momento da perseguição o comando do tático móvel pede o apoio através do rádio do grupamento aéreo “Águia”, a solicitação está sendo feita.

Durante a perseguição o motoqueiro da BMW escorrega com sua moto numa mancha de óleo e vai deslizando pelo asfalto, isto se dá por alguns instantes momento em que ele se levanta e com a arma em punho desfere uma sequência de tiros contra os policiais, momento em que se agacha e rapidamente troca o carregador, a viatura para e todos desembarcam dela, o Tenente está portando um fuzil Imbel modelo MD97LC em calibre 556 que passa a procurar seu alvo; momento em que o fugitivo retira seu capacete e escondido por entre outros carros que estão estacionados na rua ele faz sua visada no policial e efetua o primeiro disparo que acerta o peito do policial e este cai, o colete protegeu seu tórax e mesmo ferido vai agachado procurando sair da linha de tiro do marginal; o fugitivo faz ainda mais dois disparos contra outros policiais, infelizmente um deles é atingido na cabeça, o Tenente está tentando fazer a visada e encontra a cabeça do assassino, o atirador não se intimida parece até que está acostumado com esse tipo de ação, nota-se que é frio e muito bem treinado, quando vai atirar mais uma vez contra os Policiais recebe um tiro na caixa craniana, o corpo cai imóvel, o Tenente olhando pela objetiva da luneta sente um alívio pelo dever cumprido, o suor escorre pela sua testa, o coração está em disparada, as mãos estão umedecidas, mas o alvo foi atingido; momento então que os Policiais Militares vão chegando perto, alguns se entre olham, nunca naquela cidade havia ocorrido uma perseguição tão estressante e complicada quanto aquela; mortos foram vários, feridos então não se tem conta, nesse momento o helicóptero da polícia sobrevoa o local indo em direção a outra moto, que tenta desesperadamente empreender fuga, as viaturas que rumam em sua direção, tomam um “vareio” desse fugitivo, que entra em ruas na contra mão de direção, sobe calçadas, passa por vielas, o motoqueiro não sente mais a presença das viaturas, mas ouve a chegada do helicóptero não tem como fugir; ele para a moto e desce correndo, pula um muro e ali vai deixando de lado, o capacete e alguns pertences.

 O motoqueiro volta a rua e vê uma jovem dentro de um veículo Citroen, com a arma em punho faz sinal de parada e a jovem temendo pela sua vida para o veículo, o marginal de forma agressiva pega a mulher pelos braços e puxa em direção a ele, tirando-a do assento, ela é arremessada ao solo, que devido a situação pensa ela ser um roubo, passa a gritar histericamente, nesse instante diversos policiais estão vasculhando o local, um dos policiais vê o veículo e pede para que o motorista desça do veículo, o motorista ignora o sinal de parada e acelera indo em direção ao pontilhão que liga o bairro ao centro da cidade, o marginal olha para o policial que esta a sua frente e efetua diversos disparos contra o agente da lei que também revide com alguns tiros contra o carro, outros policiais saem correndo em direção ao evento, as motos da PM vem em direção ao veículo em fuga, este passa o pontilhão e quando estando do outro lado da avenida o marginal deixa o carro e sai correndo, se misturando por uma multidão de pessoas que estão no centro, ele corre desesperadamente, o centro da cidade está todo cercado, muitos policiais passam a revistar lojas e corredores, becos de ruas, prédios, casas, eles querem encontrar aquele que foi ousado em enfrentar a policia local.

O fugitivo entra numa loja e procura por outra jaqueta de cor diferente, pega uma que está disponível nos cabides das gôndolas, nesse momento uma vendedora pergunta se ele vai pagar em dinheiro ou no cartão, ele então olha com indiferença e aponta o cano de sua arma para a vendedora e diz:

 - Fica calada e fecha essa boca senão estouro sua cabeça.

A garota nervosa ao ver a arma não entende uma só palavra daquele homem, mas seguindo seu instinto atira-se ao chão e coloca as mãos sobre a cabeça, outras pessoas que estão na loja seguem o exemplo da moça; quem observa a garota nota que esta acabara de urinar na calça devido ao pavor e medo, ela está imóvel em estado de choque, enquanto isso o suspeito sai de sua loja.

Esse homem que foge tem aproximadamente trinta anos, a pele morena, com mais de um metro e oitenta, é magro, mas forte, cabelos raspados, sua calça do tipo militar, num tom verde escuro, com bolsos laterais, a camisa e agora sua nova jaqueta são mais coloridas, sua arma está na lateral de seu corpo junto ao coldre, outra coisa que chama a atenção é o tipo de calçado que usa uma bota tipo militar, própria para eventos como este; ele está nervoso, não sabe que seu parceiro está morto, não tinham imaginado que tudo isso fora ocorrer, mas quem pensou que cruzariam com uma guarnição de tático móvel, logo após o evento morte, ele precisa encontrar um lugar seguro para se recompor e preparar sua fuga, precisa entrar em contato com seus amigos para a retirada do local.



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