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História Unidas Pela Arte - Capítulo 1


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Notas do Autor


Tive essa ideia enquanto assistia um episódio de Glee e resolvi colocar em andamento. Espero que gostem.

Música cantada pela Harley: https://youtu.be/6913KnbMpHM

Capítulo 1 - O Início De Um Sonho


Fanfic / Fanfiction Unidas Pela Arte - Capítulo 1 - O Início De Um Sonho


Mais uma manhã ensolarada começava na cidade de Nova York. Em um simples apartamento no interior do Brooklyn, uma jovem loira de 24 anos preparava seu café da manhã animadamente enquanto ouvia Bad Romance da Lady Gaga no último volume do seu celular. Hoje seria um grande dia para Harleen Frances Quinzel, ou como ela preferia ser chamada, apenas Harley Quinn. Depois de tanto tempo correndo atrás desse sonho, Harley estava a poucos passos de poder transformá-lo em realidade. Tudo iria depender de como a loira iria se sair em seu teste.

Harley sempre gostou de atuar e cantar, era completamente apaixonada pela arte. Desde criança que seu maior sonho era algum dia poder estrelar um musical na Broadway e cantar para uma platéia enorme, e graças a uma manchete no jornal anunciando que estavam abertas as audições para um novo musical, Harley estava perto de conseguir viver o que tanto sonhou desde que era uma menininha. Desde o dia que tinha visto o anúncio no jornal, há exatamente três semanas atrás, a loira ensaiava todos os dias e todas as noites de forma intensa em seu apartamento e também durante as aulas na faculdade de artes cênicas. A garota era bolsista, pois não tinha condições de pagar a mensalidade tão alta mesmo com seu emprego de cantora de um restaurante italiano aos finais de semana. E falando na faculdade, foi lá que Harley conheceu o seu ex namorado no qual viveu um relacionamento abusivo por quase três anos. No começo tudo parecia lindo e cheio de amor, mas logo Jack, ou Mr. J como ela o chamava na época, mostrou-se quem realmente era. Além das agressões verbais, abusos psicológicos e sexuais, Jack passou a agredir fisicamente Harley. A garota estava tão cega de amor que não conseguia enxergar o quanto aquele relacionamento a estava prejudicando e a levando para o fundo do poço. Quando finalmente se deu conta e conseguiu se separar de vez do lunático, Harley teve que frequentar várias sessões de terapia no psicólogo pois acabou desenvolvendo ansiedade, depressão e síndrome do pânico por conta de tudo que sofreu nas mãos de Jack. Mesmo estando melhor, a jovem prometeu para si mesma que nunca mais se apaixonaria novamente e nem deixaria ninguém mais usá-la. E têm sido assim desde então.

— Hey, Bruce, hoje será um grande dia para a mamãe. — a loira fazia uma voz de bebê enquanto falava com seu cachorro da raça golden.

Dando um giro ao ritmo da música, Harley pegou sua xícara de café e foi sentar no sofá enquanto assistia TV. Bebia seu café devagar e comia um sanduíche de ovos com pedaços de bacon.

— Bruce, eu preciso muito passar nesse teste. — a loira falava enquanto encarava o golden com seus olhos brilhando em expectativa. — Ou eu passo, ou não me chamo Harleen Frances Quinzel. — as orbes azuis de Harley brilharam mais ainda e um sorriso confiante tomou conta de seus lábios.

Terminando de comer, Harley arrumou a cozinha e colocou a comida do seu amado Bruce. Se dirigiu até o banheiro em passos rápidos e tomou um banho relaxante para conter o nervosismo que insistia em querer aparecer. Arrumou seus longos fios dourados, fez uma maquiagem simples e procurei sua melhor roupa para aquele dia tão especial.

Depois de está devidamente arrumada e de ter deixado a casa muito bem organizada, a jovem se despediu do seu fiel companheiro Bruce e foi saltitante até o elevador do apartamento. Apertava o botão de forma insistente e ansiosa. Por mais que tentasse esconder de si mesma, Harley estava com seu coração a mil e suava frio. Estava nervosa e com medo, sentia que poderia ter mais uma de suas crises a qualquer instante e temia que isso fosse a prejudicar. Respirando fundo e mordendo os lábios com força, Harley buscava lembrar das palavras de seu terapeuta na esperança de manter-se calma e evitar que tivesse alguma crise. Seu coração estava tão acelerado quanto um carro de corrida, o suor frio estava deixando suas mãos escorregadias, seu corpo começara a ficar levemente trêmulo e sua respiração estava começando a falhar.

— Respira, Harley Quinn, respira. — falava para si mesma enquanto entrava no elevador e apertava apressadamente os botões para que o mesmo chegasse logo no estacionamento. — Lembre-se da terapia.

Vendo que já estava mais calma, Harley caminhou até o lugar onde sua moto estava estacionada e subiu colocando seu capacete preto. Com seu melhor sorriso e 99,9% totalmente confiante de si, Harley acelerou a moto e foi rumo ao local da audição.

***

Enquanto isso, em um dos teatros da Broadway...

Pamela estava impaciente, isso é fato. As audições já deveriam ter começado há exatos 20 minutos, mas por problemas técnicos teve que atrasar. Sabia que a lista de candidatos era extensa e levaria horas para analisar todos os candidatos, então cada minuto perdido era precioso ali. Quando já estava prestes a levantar-se da cadeira e ir novamente chamar a atenção de sua equipe, um dos técnicos chegou para avisar que a audição já iria começar. Pamela sorriu e levantou as mãos para o céu em forma de agradecimento. Iria avaliar os candidatos junto com sua parceira de trabalho, Selina Kyle, que foi contratada como coreógrafa do musical que Pamela iria dirigir. Junto delas estava o renomado ator e cantor de importantes musicais, Edward Nygma, que também iria ajudar com a escolha dos atores. Pamela iria dirigir um musical que contava a história de uma mulher lésbica nascida em família conservadora que tinha o sonho de se tornar uma estrela do rock. Era uma história original escrita e produzida pela própria ruiva.

Cada participante que entrava deveria apresentar-se com seu nome completo, idade, para qual papel na peça veio fazer o teste e logo em seguida cantar a música que havia preparado junto com uma esquete teatral. Claro que todos os participantes enviaram seus currículos para serem analisados na hora de suas apresentações para contar como pontos extras. Pamela avaliava cada um atentamente e fazia anotações em seu caderno juntamente com Selina e Edward. A ruiva era extremamente dedicada ao seu trabalho, não fazia nada de qualquer jeito e não sossegava até que estivesse tudo devidamente correto e perfeito. Alguns dizem que Pamela exagera muito no trabalho as vezes, mas acontece que foi no seu amor pela arte de dirigir que Pamela encontrou uma válvula de escape para todas suas inseguranças e sua ansiedade.

Para quem não conhecia a história da ruiva, poderia jurar que ela sempre teve a vida perfeita e tudo que queria na palma de sua mão quando bem entendesse. Bom, quem dera que fosse assim. Infelizmente a ruiva nunca teve uma boa relação com seu pai, o que acabou desenvolvendo muitos traumas e muita insegurança em sua personalidade. Atualmente seu pai estava preso após comprovarem todos os maus tratos que o homem praticava com sua mãe e com ela durante a infância e adolescência. A ruiva havia encontrado um ponto de paz nas artes cênicas e também na botânica, que era seu hobby favorito quando estava com tempo livre.

Depois de horas analisando candidatos e tendo quase 100% dos papéis já decididos, Pamela se virou para Selina e percebeu que a mesma também já se encontrava cansada. A ruiva riu baixinho mas ainda assim Selina notou.

— Do que está rindo, Ivy? — Selina falou chamando-a pelo seu apelido de ensino médio.

— Da sua cara de morta viva. — Pamela brincou e Selina riu junto com ela. — Anime-se, Selina. Falta decidirmos apenas quem ficará com o papel principal.

— É aí que está o problema, Pamela. — Selina falou frustrada e Pamela arqueou uma sobrancelha confusa. — Já analisamos diversas garotas e para ser honesta... — a morena suspirou e apoiou seu queixo em sua mão. — ainda não acho que encontramos a pessoa ideal.

— Meninas, ainda falta uma candidata. — Edward chamou a atenção das duas que logo voltaram com suas posturas firmes. — Por favor, pode entrar... — o homem fez uma breve pausa e verificou mais uma vez a lista de nomes. — Harleen Frances Quinzel.

Harley caminhou até o centro do palco com um sorriso tímido e as mãos de trás do corpo. Toda a calma que Harley havia lutado para conseguir manter foi por água a baixo quando olhou para a bancada de jurados e encarou as intensas esmeraldas de Pamela. Durante os poucos segundos que ela encarou a ruiva fixamente, Harley começou a sentir coisas que não sentia já não sentia há muito tempo. Novamente seu coração voltou a palpitar apressado, borboletas tomaram conta de seu estômago, o suor frio incomodava suas mãos e a deixava agoniada. Harley já não conseguia mais saber se estava daquele jeito pela tensão da audição, ou por não saber lidar com a beleza ensurdecedora daquela mulher.

Pamela não se encontrava diferente. Logo quando Harley entrou no palco e parou no centro do mesmo, a ruiva encarou a loira de cima a baixo sem se importar se estava disfarçando ou não. Afinal de contas, ela era mesmo uma mulher ou um anjo? Ou melhor, ela era mesmo real? Porquê se tem uma coisa que Pamela podia ter certeza é que uma mulher daquela era linda demais para ser de verdade. Estava tão admirada pela figura de Harley que nem se deu conta de que Selina a cutucava insistentemente. A ruiva só veio perceber sua amiga quando a mesma cansou de ser ignorada e lhe deu um pequeno tapa em seu braço.

— Vê se pelo menos disfarça. — Selina sussurrou próximo ao seu ouvido e Pamela sentiu seu rosto queimar em vergonha. Caramba, foi tão perceptível assim?! — O que preparou para nós, Harleen? — Selina virou-se para a loira com um sorriso.

— Eu vou cantar a música “I Feel The Earth Move” de Carole King. — Harley disse enquanto colocava suas mãos no apoio do microfone.

— E a esquete, Harleen? — Edward indagou anotando algo em seu caderno.

— Preparei uma esquete baseada na letra da música. — Quinzel falava com um sorriso enorme e Pamela sentia se derreter inteira com o sorriso da loira.

— Mostre o seu melhor, Quinzel. — Pamela falou com uma voz rouca e Harley sentiu até o último pêlo de seu corpo arrepiar com aquela voz.

Harleen começou a apresentar sua esquete e Pamela teve mais dúvida ainda se ela era realmente de verdade. Além de ser linda como uma obra renascentista, a loira atuava divinamente bem. Em uma simples esquete teatral pôde perceber que Harley era bastante versátil e conseguia dominar qualquer tipo de papel, e sem contar a naturalidade absurda que ela assumia o personagem. Depois de avaliar a atuação, chegou a hora de Harley cantar. Okay, Pamela pensou que não poderia como essa mulher surpreender mais do que já estava surpreendendo.

Harley aproximou-se cautelosamente do microfone e o segurou firmemente, como se ali estivesse o seu porto seguro. A mulher respirou fundo e fechou seus olhos, abrindo os mesmos depois de alguns segundos e encarando os jurados em sua frente. Olhou mais uma vez bem nas orbes esverdeadas de Pamela e sentiu vindo dali a segurança necessária que precisava naquele momento. Harley viu que Pamela sorriu timidamente para ela e a loira quase teve um treco ali mesmo com aquilo. Retribuiu o sorriso de forma tímida e suspirando mais uma vez, acenou positivamente para a banda e logo começou o instrumental da música.

I feel the earth move under my feet

I feel the sky tumbling down

I feel my heart start to trembling

Whenever you're around

A voz de Harley soou tão melodiosa em seus ouvidos que Pamela podia jurar que estava no céu. Quando ela achava que a loira não podia mais surpreender, ela se revela como uma das vozes mais bonitas que Pamela já teve o prazer de ouvir.

Ooh, baby, when I see your face

Mellow as the month of May

Oh, darling, I can't stand it

When you look at me that way

Harley tirou o microfone do suporte e começou a cantar fazendo uma coreografia que ela estava criando em sua mente ali e agora. Mesmo com todos os seus problemas e psicológico fodido, Harley sentia nascer de novo toda vez que fazia aquilo que tanto amava. Fazia arte.

I feel the earth move under my feet

I feel the sky tumbling down

I feel my heart start to trembling

Whenever you're around

Selina e Edward sorriam animados com a apresentação de Harley, ela realmente tinha muito talento. Pamela não sabia se ficava vidrada na beleza da loira ou em sua voz tão potente e caprichosa. Estava completamente encantada por Harleen Quinzel.

Ooo, darling, when you're near me

And you tenderly call my name

I know that my emotions

Are something I just can't tame

I've just got to have you, baby, uh huh huh uh huh huh yeah

Harleen se aproximou da bancada e sem ao menos se dar conta do que estava fazendo, puxou Pamela pela mão e a trouxe até o centro do palco consigo, a fazendo dançar com o corpo colado ao seu. Quando se deu conta do que havia feito, ficou com medo de que ali teria colocado tudo a perder e que seu sonho iria por água a baixo. Mas ao ver um sorriso no rosto de Pamela, seu coração acalmou e continuou a cantar e dançar com a ruiva.

I feel the earth move under my feet

I feel the sky tumbling down, a'tumbling down

I feel the earth move under my feet

I feel the sky tumbling down, a'tumbling down

I just lose control

Down to my very soul

Normalmente Pamela teria interrompido a apresentação e eliminado Harley na mesma hora por ter a puxado para dançar do nada, mas acontece que a ruiva não conseguiu se conter diante a espontaneidade da mais baixa. Não nega que tinha achado aquilo bem fofo por parte de Harley, e que achou lindo o brilho que tomou conta do seu olhar quando viu que ela não havia negado o seu convite inesperado para uma dança. Mesmo tentando fingir que não estava pensando isso, Pamela tinha gostado da atitude da loira.

I get hot and cold, all over, all over, all over, all over

I feel the earth move under my feet

I feel the sky tumbling down, a'tumbling down

Harley encerrou a música e logo se deu conta do que tinha feito. Assustada e extremamente nervosa, começou a gaguejar tentando pedir desculpas mas nada saía. Sua vergonha aumentou cada vez mais quando Pamela gargalhou alto e pôs o indicador sob os seus lábios.

— Não se preocupe, eu adorei sua espontaneidade. — a ruiva falou sorrindo e tirou o indicador dos lábios carnudos de Harley. — O papel é todo seu, Harleen.

— Sério?! — a loira questionou surpresa e com os olhos marejados pela emoção que tomou conta de seu corpo.

Pamela olhou para Edward e Selina que olhavam a cena sem entender e acenou positivamente com a cabeça para os dois, sibilando um “É ela” de seus lábios finos. Os dois amigos da ruiva sorriram e começaram a aplaudir o número de Harley. Selina foi a primeira a se pronunciar.

— Meus parabéns, Harleen. Os ensaios começam amanhã às 09:00 horas aqui nesse mesmo teatro. — a Kyle dava as informações animadamente para Harley.

— Você foi incrível, Harleen. Estamos felizes de poder ter você no nosso elenco. — Edward se pronunciou.

— Eu que agradeço pela oportunidade. Amanhã cedo estarei aqui para os ensaios. Muito obrigada por estarem me dando uma chance de realizar meu sonho. — a loira falava extremamente empolgada e a mesma podia sentir que a qualquer momento seu coração iria sair pela boca. — Até amanhã. — Harley acenou se despedindo e foi andando para a saída do palco.

Antes de sair de vez do palco, Harley olhou uma última vez nos olhos de Pamela e sorriu para a mesma, que retribuiu com um singelo sorriso de canto. Suspirando devagar, Pamela caminhou até a bancada para pegar sua bolsa. Então Selina a chamou atenção.

— O que foi aquilo? — Kyle perguntava com um sorriso malicioso.

— Não se atreva, Selina. — Pamela respondeu firme.

— Qual é, Pamela? Até o Edward percebeu um climinha ali. — a morena gargalhava alto e Pamela revirou os olhos.

— É verdade. — Edward entrou na brincadeira.

— Investe, Pamela. — Selina instigou. — Além de bonita, ela é super talentosa.

— Eu não tenho tempo para isso. — Pamela tentava cortar o assunto.

— Você tem tempo sim, Pamela! — Selina esbravejou. — Vamos, já está na hora de você sair da sua zona de conforto e tentar se relacionar com alguém.

Pamela encarou Selina por alguns segundos e suspirou. Ela não podia negar que Harley realmente havia chamado sua atenção, e olha que isso era algo raro de alguém conseguir. E bem, para ser sincera consigo mesma, Selina estava mesmo certa. Sua terapeuta vivia aconselhando Pamela a procurar conhecer novas pessoas, mas as inseguranças da ruiva não a permitiam. Talvez sair da zona de conforto não fosse tão perigoso assim.

— É, quem sabe você possa está certa. — a ruiva falou tranquila e sorriu.

Conhecer pessoas novas nem sempre é algo ruim, não é mesmo?


Notas Finais


O que acharam? Sintam-se a vontade para comentar e deixar alguma sugestão. Até o próximo, pessoal.


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