História Unidos e Separados - Capítulo 4


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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Alexandra Garcia, Aomine Daiki, Furihata Koki, Himuro Tatsuya, Izuki Shun, Kagami Taiga, Kise Ryouta, Kiyoshi Miyaji, Kiyoshi Teppei, Kuroko Tetsuya, Makoto Hanamiya, Midorima Shintarou, Momoi Satsuki, Murasakibara Atsushi, Nijimura Shuuzou, Takao Kazunari, Yukio Kasamatsu
Tags Abo, Akafuri, Aokise, Kagakuro, Midotaka, Murahimu, Nijiaka, Nijihai
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Palavras 3.853
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção, Lemon, LGBT, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Acontecimentos inesperados


Fanfic / Fanfiction Unidos e Separados - Capítulo 4 - Acontecimentos inesperados

Kise sentiu uma enorme claridade em seu rosto e despertou, incomodado. Esfregou seus olhos com as mãos e abriu-os, piscando até que sua visão normalizasse. Olhou ao redor, estranhando o local e lembrou-se de onde estava. Não era mais um escravo. Não acordaria mais em um estábulo todo machucado e sem força para se levantar. Mesmo que na casa dos Aomine habitasse Hiroya, era cem vezes melhor que sua “casa” antiga.

Ouviu a porta batendo e logo em seguida, Sakurai apareceu, surpreso ao vê-lo.

— Já está acordado?! — exclamou, entrando no quarto.

— O sol fez questão de me acordar. — Sorriu irônico, vendo o ômega sentar-se ao seu lado na cama.

— Passou bem a noite? — Ficou meio sem graça ao ouvir a pergunta. Não estava acostumado a ter alguém que se preocupasse com seu sono. Os três anos como escravo o fizeram esquecer como era acordar sem ter alguém gritando consigo e o obrigando a trabalhar.

— Sim, obrigado. A cama é bem confortável.

— Que bom! — Sakurai sorriu — Vim avisar que você tem uma hora para tomar café até as servas tirarem a mesa.

— A família principal não come junta? — Lembrava-se que nas refeições que passara com sua família, existia um horário certo e era obrigatório todos estarem presentes, a não ser se fosse uma emergência. Sentia saudades daquele tempo…

— Comia, até Hiroya entrar nela… Comer junto com ele é meio desconfortável.

— Imagino — Percebeu que Sakurai possuía o mesmo olhar que ele próprio há uns instantes atrás. Transmitia saudades, nostalgia, tristeza. Queria mudar de assunto… Claro! Como não perguntou aquilo antes? — Quando são os treinos do exército?

— Todo dia, uma hora depois do almoço. Temos um espaço especial para treinos aqui perto.

— Será que… — Antes de conseguir perguntar algo, Daiki apareceu na porta, interrompendo sua fala.

— Kuroko está aqui, Kise. — Arregalou os olhos, surpreso. Tão cedo? Pensava que ele viria na parte da tarde.

Ao levantar, desejou um bom dia para Sakurai e que ele realizasse bem seu serviço, dando um leve aceno. O servo observou as costas do ômega, chocado e de certa forma, emocionado. Desde a morte de Katsuki Aomine, nunca mais ouvira frases do tipo. Era satisfatório começar o dia com palavras gentis, ao invés de grosseria e indiferença. Sorriu, desejando pela primeira vez, a permanência de alguém naquela casa. Kise animaria os ares, com certeza.

O loiro seguiu Aomine até a sala de estar, ponderando se perguntava ou não o que tanto queria. Não podia negar que tinha um certo medo da resposta que receberia. Chegaram, enfim, e viu Kuroko levantando e vindo em sua direção. Recebeu um forte abraço dele e retribuiu o gesto, rindo. Pelo que conhecia do amigo, apostava que ele estivesse preocupado com o que teria acontecido em sua ausência ou se havia sofrido um ataque durante a noite.

— Por que veio tão cedo, Kurocchi? — Se separaram do abraço.

— Queria tomar café da manhã com você, espero ter chegado a tempo.

— Bem na hora! — Riu de leve, vendo-o sorrir.

— Espero que não se importem com a minha presença. — Ouviram a voz do alfa que ainda estava com eles. Kise olhou para o amigo, sorrindo maliciosamente. Kuroko ficou corado ao extremo.

— Claro que não, Aominecchi! Vamos. — Pegou no braço dos dois, ficando no meio, indo para a mesa com um ômega muito vermelho ao seu lado direito e um alfa confuso à esquerda.

 

♥ ♠ 青峰 ♠ ♥

 

O café havia sido tranquilo e agradável. Daiki não lembrava da última vez que sentiu-se tão acolhido ou tivesse passado algum momento de serenidade tão grande. Suas únicas lembranças eram do que as pessoas chamam de “Era Hiroya”. Ou seja, tudo era sem vida, monótono, exaustivo, uma chatice extrema. Comer com os dois ômegas foi revigorante para si. Principalmente pelo Kise. Seu sorriso era uma das coisas mais belas que havia visto na vida, a aura em torno dele o fazia parecer um raio de sol. Sentia-se estranhamente bem perto dele.

— Aominecchi? — Ouviu a voz de Ryouta, lhe tirando de seus pensamentos.

— Fale.

— Queria pedir um favor. — O ômega corou e abaixou minimamente a cabeça. Fofo. — Posso… participar dos treinos do exército?

Quê? Havia ouvido aquilo mesmo? Sentiu como se todas as engrenagens de seu cérebro tivessem parado de funcionar. Pela expressão de surpresa em Kuroko, Kise realmente fez aquela pergunta. Por onde começar dizendo-o o quão maluca aquela ideia era? Ele não era da tribo. Não casara com Aomine, então tecnicamente ainda fazia parte da Kaijo. Ele não era do exército, o que levava ao principal motivo: era um ômega! Hiroya deixara bem claro quando assumiu a liderança sobre a proibição de ômegas no exército. Segundo ele, atrapalhariam as lutas por serem “frágeis, lentos e inferiores”. Era a maior besteria que ouvira na vida, mas quem iria contra suas ordens? Ninguém ousaria desafiá-lo. Bem, Kise era capaz de tal. Teve sua comprovação quando o conheceu do quão longe o loiro iria pelos seus ideais e objetivos.

Vendo a expressão de Daiki, Kuroko tomou a palavra. Sabia a importância daqui para o amigo e não queria vê-lo desapontado ou triste.

— Eu treino com ele. Em minha tribo é permitido ômegas se tornarem soldados, Kise pode lutar comigo enquanto observamos o treino da Toou, Hiroya não poderá reclamar.

O loiro quase pulou em Tetsuya, extremamente grato pelo que ele fez. Daiki pensou em todas as consequências que poderiam ocorrer e criou os piores cenários possíveis, ponderando a chance de sair sem problemas dessa. Com relutância, aceitou o pedido e ao ver a felicidade estampada em Ryouta, o arrependimento e medo não existiam mais em si. Levou os ômegas para a área de treino, que, por enquanto, não era ocupada por ninguém.

— O treino do exército…

— Começa depois do almoço, eu sei. Mas, podemos nos aquecer enquanto isso, né Kurokocchi? — Kise interrompeu sua fala, animado demais com a ideia de lutar.

Procurou apenas respirar fundo, observando os dois pegarem katanas de madeira para cada um e começarem a disputa. Kuroko tentava, entretanto sempre acabava desarmado, no chão e derrotado pelo loiro. Tinha que admitir, Ryouta lutava bem. Cometia alguns leves erros, que em batalha poderiam lhe custar a cabeça, porém poderiam ser corrigidos em poucas horas de treino.

— Não creio que você deixou eles virem até aqui. — Se assustou minimamente e se virou para trás, vendo Kagami sorrindo.  Odiava a falta de presença do beta.

— Me esqueci que você estava aqui.

— Quanta consideração. — Ironizou, se aproximando do alfa, olhando para a pequena luta entre entre os ômegas mais a frente.

— Por que veio mesmo?

— Como sempre, amigável. Me tornei guarda pessoal do herdeiro, junto de Izuki.

— Parabéns?

— Não se force, Ahomine. — Socou de leve o ombro do amigo.

— Aomine-san! — Um dos conselheiros o chamou. — Reunião, você e seu ômega, agora.

Praguejou mentalmente, havia esquecido da maldita reunião. Avisou Kise sobre o que teriam que fazer e agora os dois seguiam para a sala do conselho. Aomine estava apreensivo de como seria aquela conversa. O futuro de seu plano dependia disso.

— Kise, antes de irmos para essa reunião, tenho uma pergunta a lhe fazer. — Parou no meio do caminho, fazendo com que o ômega parasse também.

— Estou ouvindo.

— Você tem noção básica sobre política e como liderar um grupo? — perguntou, nervoso. Dependendo de sua resposta, as coisas mudariam.

— Está falando sério, Aominecchi? — Levantou uma sobrancelha, incrédulo.

— Claro que sim, Kise!

— É óbvio que eu sei sobre isso, caso você não se lembre, eu era o herdeiro da Kaijo. Isso foi uma pergunta boba, Aominecchi!

— Ah... claro. — Abaixou a cabeça envergonhado. Estava assim por ter sido pego de surpresa pelo lado mais autoritário do loiro e por não saber nada sobre esse assunto, mesmo sendo o herdeiro.

Continuaram o caminho e logo chegaram ao destino deles. O alfa respirou fundo, seu coração batia um pouco mais rápido que o normal, o sucesso de sua liderança estava em jogo aqui. Abriu a porta, engolindo em seco, vendo todos seus conselheiros em suas devidas posições. Eles eram betas, para evitar que os instintos tomassem conta e a parte racional se mantivesse. A mesa era grande, para caso recebessem outras tribos. Na ponta, ficava o líder da tribo, ao lado direito, na primeira cadeira depois do líder ficava o herdeiro, em sua frente, o líder do exército. Nos outros lugares, ficavam os conselheiros.

Sentou-se em seu lugar, percebendo que Hiroya não estava presente, ficava aliviado por isso. Os quatros betas presentes o olhava, avaliando-o. Kise ficou de pé, ao seu lado.

— Creio que saiba porque o chamamos aqui, Aomine Daiki — Ayumi Uzuma se pronunciou. Geralmente era ela quem liderava o grupo, falava mais e expressava a opinião de todos. — Soubemos de seu ômega, queríamos conhecê-lo, ele fez um milagre, afinal. Estávamos começando a achar que morreria solteiro.

— Pois é, não nessa vida. — Forçou um sorriso, sentia-se desconfortável perto deles.

— Pelo visto… mas sabe, tudo isso foi um pouco… inusitado para nós. Queremos fazer umas perguntas…

E lá se foi um grande questionário sobre os dois. Daiki entendia a necessidade disso, sabia que não acreditariam facilmente em si. Podia perceber as expressões desconfiadas a cada resposta sua, eles eram boas analistas, reconheciam mentiras. Contudo, o alfa era um ótimo mentiroso. Possuía o dom de persuasão e por isso, falava mais que Kise.

— Não parecem estarem nos enganando, mas ainda não estou totalmente convencida. Ficarei de olho em vocês. — Ayumi terminou de fazer as questões, encarando o suposto casal em sua frente.

— Quer que façamos mais o quê? Nos beijarmos em sua frente? — Daiki se pronunciou, levemente irritado. Não deveria ter aberto a boca, foi o que notou após observar as expressões dos betas.

— Seria uma ótima prova.

Filha da puta”, pensou, dessa vez controlando sua raiva. Olhou para Kise ao seu lado, o nervosismo dele era notável. O que faria? Não tinha intimidade suficiente com ele para isso. O ômega retribuiu o olhar, parecendo estar fazendo uma decisão difícil. Segurou o rosto dele com suas mãos e o beijou na bochecha, para conseguir dizê-lo algo.

— Desculpa, é necessário… posso? — perguntou e se afastou, o encarando. As mãos do alfa se mantinham no mesmo lugar e sentiu o leve aceno de Kise, lhe dando a permissão.

Aomine juntou seus lábios suavemente e moveu eles de uma forma calma, para não assustá-lo. O ômega liberou seus feromônios mais fortemente e agradeceu pelos presentes serem betas. Ah, aquele aroma deixava Daiki a beira da loucura. Se controlou. Aquilo era suficiente.

— Já está bom, não? — Separou-se do loiro, levantando e circulando o pescoço dele com seu braço. — Espero que não peçam mais “provas” como essa, meu ômega não se sente confortável com outros se intrometendo em nossa intimidade.

Fez questão de soar possessivo em relação a Kise — para ter maior credibilidade — e provocar o conselho. Saiu com o ômega ao seu lado, não parando de pensar no que tinham feito.

— Eu… vou organizar algumas coisas, pode voltar para o treino.

Foi para seu escritório, deixando Kise por sua conta.

 

♥ ♠ 黄瀬 ♠ ♥

 

Suas mãos estavam tremendo, o que era aquilo?

Aliás, o que raios acabou de acontecer? Não estava acreditando que havia beijado um alfa! E mais, Aomine Daiki! Sua cabeça era uma bagunça total, seus pensamentos não saiam de forma coerente e seu corpo sofriam as consequências do ato. A respiração de Kise estava alterada. Sua temperatura corporal aumentava de uma forma alucinante. Podia sentir pontadas de dores em lugares específicos. Ah, não! Agora não…

— Kise? Está tudo bem? — Levantou a cabeça, olhando o beta em sua frente com desespero.

— K-kagami… me ajuda. — Precisava sair dali antes que chamasse atenção de alfas.

— O que está acontecendo? — O ruivo perguntou, se aproximando rapidamente e o ajudando a ajeitar sua postura, que curva-se em dor.

— C-cio… — Não conseguia falar direito e sua voz saiu sussurrada, o que não impediu do maior entender a situação e pegá-lo no colo, saindo o mais depressa possível da mansão.

Conhecia a casa separada para os ômegas que entravam no período fértil e foi para lá que levou o loiro. O deitou na cama, procurando os ingredientes do chá necessário para ômegas que não queriam engravidar durante o cio. Acalmou seus instintos, preparando o líquido e tentando ignorar a agonia de Kise. Mesmo sendo beta, Kagami tinha genes alfas e isso o estava levando à loucura. Conseguiu terminar o preparo e, com muito esforço, fez o loiro tomar todo o conteúdo.

Saiu correndo da casa, indo atrás de Daiki para informá-lo do ocorrido. Foi até seu escritório, entrando sem bater, não havia tempo para isso.

— Taiga?! — O alfa exclamou, surpreso.

— O Kise entrou no cio. Levei ele até aquela casa específica para isso e o fiz tomar o chá.

— O quê?! Espera, quê? — Aomine tentava processar as novas informações que recebera. Quando a ficha caiu, foi o mais rápido que podia até aonde Kise estava e parou com a visão que tinha.

O loiro parecia estar com muita dor.

— Kise? — Encostou no braço do menor, preocupado. Ah, Ryouta não aguentou.

O toque de Aomine em sua pele, mesmo que inocente, atiçava os instintos do ômega, que sentia seu cio piorar. Queria, não, necessitava do alfa, urgente. Sem se importar com mais nada além de acabar com aquela tortura, puxou Daiki para si e capturou seus lábios em um beijo apressado, selvagem, onde as línguas exploravam a cavidade um do outro, afoitas.

Aomine sabia que não teria volta, podia muito bem separar o loiro de si, dá meia-volta e deixá-lo ali, mas como faria isso se cada célula do seu corpo implorava para foder Kise naquela cama? As mãos do ômega arranhavam sua nuca, ele se esfregava no herdeiro da Toou desesperado, isso só fazia seu desejo por ele crescer mais e mais.

Ryouta sentiu suas costas baterem na madeira do chão e o alfa pressionar sua coxa no meio de suas pernas, parou com o beijo para gemer com a sensação. Suas mãos procuravam apressadas o laço que prendia o kimono de Daiki e abriu-o. Ele beijava seu pescoço, mordiscava sua clavícula e lambia sua pele.

— Aah… Daiki! — Arranhou o abdômen do alfa, gemendo.

Aomine podia sentir o doce aroma de Kise se espalhando pelo quarto e seus olhos escureceram pelo desejo. Agarrou a coxa do ômega e desceu sua boca para o peito dele até chegar em seus mamilos, chupo-os, deliciando-se com os maravilhosos gemidos que ele deixava escapar. Ambos estavam descontrolados, a luxúria dominava suas mentes os impedindo de raciocinar, nada mais importava além deles.

Era a primeira vez que Kise experimentava esse intenso prazer. Como nas outras vezes ficava dopado e dormia, seus cios nunca foram um problema e não precisava de um alfa. Mas agora, com Aomine sobre si, lhe proporcionando tal sensação, era inevitável não pensar que queria sentir mais daquilo. Talvez fosse sua falta de raciocínio no momento, porém só conseguia imaginar ele cravando os dentes em seu pescoço, unindo-os para sempre. É… estava ficando louco por causa do cio.

Sentiu os dedos do maior em sua entrada, alargando-a com a ajuda de seu lubrificante natural. Kise agarrou as costas dele, seu corpo correspondia ao do alfa muito bem. Queria implorar para que ele penetrasse logo em si, queria sentir mais de Daiki. Queria-o. Era insano o desejo que sentia.

— D-daiki! — gemeu ao ter sua próstata encontrada.

Aomine iria enlouquecer com aquele ômega. As bochechas coradas, os cabelos bagunçados, os olhos nublados pelo prazer, o peito subindo e descendo conforme sua respiração, os poucos músculos que havia por causa dos treinos escondidos, as coxas torneadas… cada pequeno detalhe de Kise hipnotizava o alfa. Ele era um pecado. A beleza do loiro era única.

Não aguentava mais. Pegou Ryouta no colo, deitando-o na cama e o beijou. A boca dele era viciante, não conseguia explicar a atração que ela lhe causava. Separou as pernas do ômega, se encaixou entre eles e o penetrou. As estocadas não eram lentas, muito menos gentis, o cio não permitiria isso. Kise arranhava suas costas, anestesiado. Conseguia apenas gritar de tanto prazer. Não existia mansão Aomine. Não existia Hiroya. Não existia servos. Não existia Kagami ou Kuroko. Existia apenas os dois. Os feromônios de Daiki deixava o loiro entregue. Circundou a cintura dele com suas pernas, sentindo-o ir mais fundo. O ritmo de ambos era frenético, levando-os a loucura.

Não demoraram a chegar no clímax. Kise ejaculou entre seus abdomens e seu corpo aliviou-se dos sintomas do cio. Daiki veio logo depois, derramando sua essência no ômega. Deitou ao lado dele, esperando sua respiração normalizar. Queria conversar sobre o que havia acontecido entre eles agora, porém o descontrole dos feromônios do loiro indicava que teria que deixar para mais tarde.

O cio, enquanto não terminasse, não daria sossego a eles.

 

♥ ♠ 黄瀬 ♠ ♥

 

A culpa consumia Kise de uma forma surreal. O que havia feito? Acabara de perder a virgindade com a paixão de seu melhor amigo! Pior, transou com ele por dias e gostou. Era necessário para acabar com seu cio, porém foi extremamente prazeroso para si. Não poderia encarar Kuroko no momento, não com esse sentimento de culpa.

Olhou para o alfa ao seu lado, ele estava dormindo. Acabou lembrando dos últimos dias que passaram juntos e ficou envergonhado. O jeito como Aomine o dominou, os gemidos de ambos, os feromônios se misturando no ar, o contato dos corpos… Tudo fazia suas bochechas corarem. Queria sumir! Não acreditava que havia feito tudo aquilo, que se entregou tão facilmente, que agiu daquele modo tão promíscuo, que disse coisas tão pervertidas.

Tentou se levantar e sentiu uma dor incomoda nos quadris. “Perfeito! Era tudo o que me faltava”. Queria sair dali e voltar o mais rápido possível para o seu quarto, evitando tudo e a todos. Porém, na sua situação atual, teria que esperar Aomine acordar para ajudá-lo a se movimentar. Era um pesadelo! E como se explicaria a Kuroko? Essa era a pior parte.

— Kise? — Que voz rouca malditamente sexy era aquela?

— A-Aomine… — O que diria? Não sabia como agir naquela situação.

— Me desculpa, eu não deveria ter vindo, assim evitaria que… isso acontecesse. — Kise não pôde deixar de se surpreender com sua fala.

— Você não tem culpa, relaxa. Eu que comecei, aliás. Quanto tempo ficamos aqui? — Ao fazer a pergunta, desviou o olhar, envergonhado.

— Três ou quatro dias, mais ou menos. Não sabia que seu cio estava próximo? — Ele se ajeitou na cama, sentando-se assim como o loiro ao seu lado.

— Era para ser hoje… acho que o beijo que você me deu adiantou ele… — Era tão vergonhoso falar sobre o cio com alguém que nosso fosse Kuroko! Ainda mais um alfa.

— Desculpa por isso, também. — O ouviu dizer e estranhou. Não conhecia Aomine muito bem, mas ele se desculpando por algo parecia incomum aos seus ouvidos.

— Tudo bem.

— Eu desconfiei antes, mas você nunca beijou alguém além de mim? — Como fazia para sumir? De todas as perguntas, por que justo aquela?

O alfa notou seu constrangimento e não exigiu uma resposta, que ficou bem evidente por sua reação. Daiki o ajudou a se levantar e levou-o para seu quarto, evitando ao máximo esbarrar com os servos. Ryouta agradeceu mentalmente a ele. Aomine o deixou sozinho e o loiro foi tomar um banho. Tentava ao máximo não lembrar do que ocorreu nos últimos dias.

Estava completamente ferrado.

 

♥ ♠ 黄瀬 ♠ ♥

 

Kise não queria sair de seu quarto. Um pouco infantil de sua parte, sabia, mas realmente não estava preparado para encarar Kuroko. A culpa lhe consumia de uma forma avassaladora. Por isso, naquele instante, ao invés de estar recepcionando seu amigo, fugia dele. Tetsuya iria ficar extremamente chateado, só que não conseguia evitar, estava com medo de como ele o trataria. Não planejava sair do cômodo tão cedo.

Seus planos foram por água abaixo quando percebeu que algo errado acontecia do lado de fora. Franziu o cenho e levantou-se da cama, sentindo uma leve tontura que passou segundos depois. Abriu a porta e observou alguns servos um pouco nervosos, indo de um lado pro outro e foi verificar o que acontecia. Tentava achar Sakurai na mansão, mas ao que parecia, a confusão estava ocorrendo lá fora.

Ao chegar no local, percebeu que toda a comoção era causada por um ômega. O que pesou no coração de Kise era ter reconhecido ele como um de sua tribo. Ouviu gritos vindo de Hiroya e as pessoas em volta tentando acalmar a situação, inclusive Daiki. Era um ômega escravo, que tinha desobedecido uma ordem. Kise sabia como era estar nessa situação e como ela terminaria. Sentiu-se tão mal por ver alguém da Kaijo nesse estado que nem se importou com o fato de ter saído do quarto e estar visível ao Kuroko e Aomine no momento.

— O que está acontecendo? — Uma voz alta ecoou por perto e todos viraram para ver quem era. Uma ômega, com cabelos rosados e longos, olhos da mesma cor, estatura baixa e um corpo de dar inveja. Estranhou, nunca a viu por ali.

— Satsuki! — exclamou Aomine, surpreso e animado pela presença dela.

— Dai-chan, que saudades! — Abraçou ele, se separando logo em seguida para avaliar em volta. Não demorou para entender o que havia acontecido.

— Parece que voltou de sua viagem, Satsuki. — Hiroya se pronunciou, com um certo desprezo na voz. Se tinha alguém que o irritava mais que Daiki, era a ômega.

— Sim, foi bastante divertida. — Não deixou-se abalar pelo tom de voz do líder. — Acho que compreendi o que se passa aqui, não quer deixar que eu resolva isso? Você é uma pessoa ocupada demais.

— Esse imundo merece sua devida punição.

— Ah, vamos, você está muito estressado. Peça uma massagem a um de seus servos, não se preocupe, eu cuido disso. — Mentalmente, torcia para que Hiroya fosse embora logo. Observou ele, com irritação, sair do local sendo acompanhado por seus soldados. Deu um suspiro de alívio e virou para o ômega causador de tudo. Ele tremia, com a cabeça baixa. Os feromônios que o líder exalou devem ter o afetado.

— M-me d-desculpe… — murmurou, chorando.

— Está tudo bem, não punirei você. — Estendeu a mão para ele, que aceitou com uma certa hesitação. Kise, que observava a cena de longe, ficou feliz pelo rumo que as coisas tomaram. Não sabia quem era aquela ômega, mas agradecia muito pelo que ela fez.

— Hideki! — Virou em direção da voz e ficou surpreso por ver que era Kasamatsu Yukio, um alfa de sua tribo e antigo amigo. — Graças aos deuses você está bem! Fiquei preocupado.

— Yukio… desculpa. — Ele abraçou o alfa, que acariciou de leve seus cabelos. Se Kise não estivesse enganado, Hideki era o irmão mais novo de Kasamatsu. Esse último que ao se separar do abraço, ficou surpreso em vê-lo.

— Ryouta?! — O loiro praguejou em sua mente. Não queria receber atenção, as duas pessoas que mais queria evitar estavam presentes, e claro, elas logo cravaram o olhar em si. Como fazia para desaparecer?

— Kasamatsu… — Apesar disso, estava feliz em rever o amigo. Se abraçaram fortemente, com saudades.

— Parece que tivemos muitos reencontros hoje. — Momoi se pronunciou. — Você é Kise Ryouta, herdeiro da Kaijo, certo?

— Sim e você é? — perguntou, saindo do abraço que estava com Kasamatsu.

— Momoi Satsuki, irmã de Daiki.


Notas Finais


Agradeço à @Hannye que me acalmou em relação a esse capítulo! kkkkkkk

Não sei se alguém notou ou se importou muito, mas no capítulo anterior o Kuroko mencionou que o cheiro de Kise estava mais forte... isso era um indício que seu cio estava próximo! Porém, ambos pensaram que era pelo estresse kkkkkkk
Enfim... até o próximo :3


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