História Unidos pelo ódio - Capítulo 10


Escrita por:

Postado
Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Aspen Leger, Carter Woodwork, Kriss Ambers, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave, May Singer, Personagens Originais, Rainha Amberly, Rei Clarkson, Shalom Singer
Tags A Seleção, América, Maxon, Romance
Visualizações 70
Palavras 1.455
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!

Capítulo 10 - Sob pressão


─ Seu pai faz com que esse processo seja uma diversão constante.

Respondo seca depois de me virar para confirmar o dono da voz. Luke como de costume exibia um sorriso presunçoso. Sempre gostou de se meter em problemas, desde a escola, o herdeiro perfeito para um ser tão desprezível quanto Caleb Bens.

─ Ele gosta de adrenalina. ─ Luke responde fixando seus frigidos olhos cinzas nos meus. ─ Não sei se vossa majestade ficou sabendo, mas sou o novo governador de Carolina, troquei provisoriamente de nome, pode me chamar de Tyler Mason.

O idiota vestia um terno cinza e por incrível que pareça tinha domado os cabelos cacheados com um gel. “Mudar o vestuário não te faz mudar o caráter, sem bem que ele não possui mesmo”.

─ Meus parabéns, Tyler, agora se me der licença...

Digo me virando para sair. Esse joguinho já está indo longe demais.

─ Eu apenas gostaria de lembrá-la, que estamos em lugares que “vossa majestade” sequer imagina.

─ Sei perfeitamente disso.

─ Sua irmãzinha está adorando a nova escola

Ele diz. Fiz força para não sorrir da tentativa frustrada de me ameaçar usando May. Era melhor que ele e o traste do pai achassem que me tinham totalmente sobre controle.

─ Obrigada. É muita generosidade.

Digo tentando não demostrar minha ânsia de vomito.

─ Aproveitei a oportunidade de vir entregar o relatório da província de Carolina ao rei para conhecer melhor a minha futura residência.

Ele comenta. “Futura residência” ideia contraditória para o filho de alguém que diz querer restaurar a República, Bens já tinha deixado claro que quer ser rei, não um presidente que perderá o cargo em pouco tempo por conta de novas eleições, mas cisma em mentir para os desavisados.

─ Aproveite o passeio.

Digo me retirando a passos largos dali. “No que depender de mim, a família Bens jamais vai assumir o poder, se é para ficar igual ou pior, que o poder continue com quem já está”.

As coisas estão ficando cada vez mais complicadas, a pressão está me deixando louca, e a raiva só aumentando. Acho Marlee saindo de meu quarto com um vestido nas mãos, arrasto-a para dentro novamente.

─ O que foi? Que cara é essa? Você mesma pediu para eu mandar ajustar...

Ela pergunta.

─ Dane-se o vestido. Eu quero que me consiga um gravador, o menor que você achar, mas que tenha grande capacidade de armazenamento, e obviamente quero que seja de fácil manuseio.

Digo retirando meu par de brincos de pérolas e entregando a ela. Eu queria gravar todos os encontros desagradáveis com Bens e companhia. Precisava de provas consistentes para estragar o jogo sujo deles.

─ Luke está aqui, não me pergunte como, mas ele agora é o governador de Carolina.

Explico tudo a ela.

─ Acho que com esses brincos dê para comprar um discreto e de alta tecnologia, que dê para você usar como adorno ao algo assim.

Ela diz.

─ Obrigada. É a única pessoa que eu confio inteiramente aqui dentro.

Respondo.

─ Amiga é para essas coisas, agora eu vou indo. Qualquer coisa diz que me dispensou por hoje.

Ela diz se retirando. Se Bens quer jogar assim, brincando com meu psicológico, teremos uma partida bem travada.

■■■

Afrouxo a gravata e inclino a cadeira, de acordo com o relógio poucas horas tinham se passado, mas para mim pareceram séculos, reuniões intermináveis, cada conselheiro mais falso que o outro, cada governador provando ser mais incompetente, o último com o qual conversei bate todos os recordes, me mostrou dados totalmente falsos da província de Carolina. Assim é difícil, mais uma pauta para assembleia, uma limpeza na pirâmide administrativa, aposto que os participantes serão favoráveis a essa decisão.

No entanto, toda essa situação me fez ver o quanto o modelo de monarquia absolutista é trabalhoso e falho. Apesar de ser o modelo predominante depois da Terceira Guerra Mundial, não é tão eficiente assim. Não há participação popular, o que faz com que gere revoltas por partes deles, a crise agrava a situação fortalecendo a ideia deles de descaso. Calculo a hipótese de mudar o sistema vigente, mas não voltando para a República, essa também é muito falha, em teoria haveria participação do povo, mas a prática já mostrou que é um sistema tão corrupto quanto o atual.

Penso em algo no meio termo, uma Monarquia Constitucional. Assim, eu não seria o único detentor do poder, o que proporcionaria certa pluralidade de ideias, penso também em deixar a população mesmo escolher seu primeiro-ministro, o que lhes daria mais liberdade, obviamente não vou abrir mão do poder moderador, isso evitará que o sistema seja corrompido como foi na República, mas isso são planos para um futuro não tão próximo assim, primeiro os problemas mais urgentes precisam ser revistos, dívidas precisam ser pagas, apenas depois disso é que será possível falar de tais mudanças.

Resolvo dar o dia por encerrado, a menos que haja alguma emergência. Ao cruzar o corredor olho para o retrato de minha mãe, uma das últimas fotos dela antes de se suicidar. Seu sorriso esbanjava esperança, ela faz muita falta aqui. Me aconselharam a guardar as fotos para não lembrar constantemente da tragédia, guardei as de meu pai, mas não as dela.  Eu não quero esquecê-la. Ela é meu maior incentivo para continuar tentando reconstruir um país que quer me ver pelas costas graças aos “ótimos” governos de meu avô e meu pai.

Meia hora depois...

Encontro Ashley na biblioteca cercada de livros, seja lá o que estivesse lendo detinha toda a sua atenção. Os cabelos ruivos estavam postos de lado, seu vestido cor de rosa a dava um ar de inocência, contrastando com seu temperamento explosivo.

─ Posso saber o que minha querida esposa está lendo com tanto interesse?

Pergunto só para ouvi-la refutar o “minha querida esposa” ela faz isso frequentemente.

─ Sou sua esposa, mas não querida. Estou estudando os costumes da Itália, não quero cometer gafes durante a estadia da rainha italiana aqui.

Ela parece estar um pouco diferente, menos ácida, como se algo estivesse lhe preocupado tanto ao ponto de perder a oportunidade de me provocar de forma mais enérgica.

─ Nicoletta não é exigente demais com trivialidades, basta não a refutar da forma como faz comigo e estará tudo bem.

─ Acabou de facilitar tudo.

Ela esnoba.

─ O que está lhe preocupando, Ashley?

Ela fecha o livro e pensa por alguns segundos.

─ Nada demais, nervosismo, sabe? Isso aqui é mais pesado do que achei que seria.

Ela responde retirando a tiara da cabeça.

Tive a impressão que ela estava escondendo algo, mas decidi não a pressionar, afinal, ela não iria se abrir comigo de qualquer jeito, ainda não temos essa intimidade.

─ Agora entendes o peso da coroa?

─ É, pode se dizer que sim.

Ela responde com um sorriso desanimado.

─ Ashley, o que você gosta de fazer para passar o tempo?

─ Tocar piano, mas não sou muito boa...

Ela responde.

─ Fiquei curioso agora. Já visitastes a sala de música?

─ Ainda não.

─ Então deixa esses livros aí e venha se distrair um pouco.

Ashley pareceu ficar mais animada, embora não tenha reposto a tiara, levava a na mão esquerda. Abro a porta da sala de música, os olhos de Ashley brilharam de empolgação, como se tivesse encontrado o paraíso, ela olha para os mais diversos instrumentos ali dispostos, uma harpa, violino, violoncelo, clarineta, flauta, clarinete, e outros mais, mas a atenção dela se volta para o piano no centro da sala.

─ Posso?

Ela pergunta maravilhada com o instrumento.

─ É todo seu.

Ela se senta e corre os dedos pelas teclas do piano, toca uma melodia suave e alegre, parecia estar totalmente absorta pela música. Aprecio a música e a beleza da musicista.

─ É original?

Pergunto aplaudindo-a quando a música acaba.

─ Sim.

─ Você é incrível, Ashley. Principalmente quando não está testando o limite da minha paciência.

Ela sorri.

─ É minha diversão.

Ela diz. Pego a tiara que ela havia colocado em uma mesinha perto do piano e recoloco em sua cabeça.

─ Ela parece ter sido feita para você.

Comento.

─ Cinco.

Ela diz.

─ Cinco o que?

Pergunto confuso.

─ Sua pontuação.

Ela explica.

─ Consegui a metade, já é um começo.

─ Obrigada por tentar me animar.

─ Você já não é fácil de lidar, ainda mais de mau humor...

Brinco. Ela faz bico e me dá um soco de leve no ombro.

─ Vamos jantar? Estou faminta!

Ela diz se levantando.

─ Grande novidade...

Ganho outro soco, em seguida um sorriso. Nos dirigimos a sala de jantar.

■■■

No dia seguinte...

─ Você conseguiu o que eu pedi?

Pergunto a Marlee.

...

 


Notas Finais


Gostaram?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...