História Unidos pelo ódio - Capítulo 8


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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Ashley Brouillette, Aspen Leger, Carter Woodwork, Kriss Ambers, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave, May Singer, Personagens Originais, Rainha Amberly, Rei Clarkson, Shalom Singer
Tags A Seleção, América, Maxon, Romance
Visualizações 214
Palavras 1.997
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiiiiii!

Capítulo 8 - O casamento


Mal coloco meus pés na entrada da igreja e uma de “minhas” assistentes vem a meu encontro dizer que o pai de Ashley não poderia me acompanhar até o altar, pois se atrasou demais, mas que em nenhuma hipótese era para eu pedir que o casamento fosse adiado. Saber disso aliviou um pouco a tensão, eu não queria ficar frente a frente com ele. Tento agir com naturalidade e ando a passos lentos até o altar, não tinha damas de honra, eu sou a única estrela do momento.

Percebo que sou uma péssima atriz, minhas mãos tremiam e eu não estava obtendo muito sucesso em não parecer assustada, imagino que os convidados confundam meu desespero com nervosismo, afinal, em poucos minutos serei a nova rainha de Illéa, além de que, obviamente Maxon não divulgou para a imprensa que nosso casamento era por conveniência, então para os convidados e para o público que resolveu perder tempo assistindo a cerimônia pela tevê, eu sou uma noiva apaixonada, então está tudo “bem”.

A decoração é esplendorosa, a igreja está toda enfeitada nas cores azul, branco e dourado, as mesmas cores da bandeira illense. Olho de relance para os convidados, estavam todos fitando o chão em respeito à minha pessoa. Maxon, ao contrário de mim, estava atuando muito bem. Sorria como se esse fosse o momento mais feliz de sua vida. Ele usava o uniforme completo de rei, a coroa de ouro puro reluzia, bem como as medalhas. Enfim chego ao altar, Maxon me estende a mão, seguro-a e sorrio tentando soar convincente.

Meus votos foram bastante simplórios em comparação com os dele, eu mesma quase acreditei em suas belas palavras. Demorei alguns segundos para forçar o “sim” a sair de minha boca. Ninguém interrompeu a cerimônia, nem mesmo quando o padre disse o famoso “Se alguém aqui presente sabe de alguma coisa que impeça esse casamento, que fale agora ou cale-se para sempre”.

─ Se ninguém tem nada a dizer, eu vos declaro marido e mulher, o noivo pode beijar a noiva.

E com essas palavras eu acabo de quebrar pelo menos quinze leis, além de pecar dentro da igreja com um casamento falso. Maxon acaricia meu rosto. “Será que nobres fazem curso de teatro?” Penso. Se fosse alguns dias atrás eu já teria corrido do altar enojada. Agora eu estou disposta a arcar com as consequências, Illéa vai mudar, quer o rei queira, quer não.

 Maxon ergue delicadamente o meu queixo, fecho os olhos e sinto os lábios dele contra os meus, suas mãos pausam em minha cintura, as minhas em seu rosto. Foi, um beijo rápido, mas que arrancou aplausos e suspiros dos convidados. Confesso que não foi de todo ruim. Alguns familiares de Ashley vieram me parabenizar, assim como alguns familiares de Maxon. Creio que meus pais estejam assentindo tudo isso na tevê. Está sendo transmitido internacionalmente.

O pai da duquesa finalmente aparece, ele apenas me dá um abraço e os parabéns. Não puxamos conversa, dava para ver seu sorriso de triunfo até de outro planeta, ele parecia prestes a explodir.

Minha coroação foi logo em seguida, uma criada trouxe uma belíssima e imponente tiara de diamantes. O Padre a colocou em minha cabeça depois de eu erguer a mão direita e fazer um juramento à Illea. Depois da solenidade Maxon me estende a mão.

─ Apresento agora a todo o país e ao mundo inteiro, minha esposa e nova rainha de Illéa, Ashley Schreave!

Sorrio o mais graciosamente que consegui. Os convidados aplaudem, ouço o barulho de fogos de artifício. Fico em dúvida sobre o que pesava mais, a coroa ou a aliança que eu estava usando.

─ Achei que fosse sair correndo.

Ele diz depois de termos saído da igreja e entrado na limusine, a recepção obviamente aconteceria no local mais luxuoso do reino, ou seja, no castelo.

─ Eu calculei essa hipótese.

Respondo. Ele sorri.

─ Tenho certeza disso. Apesar de que suponho que você não tenha achado tão ruim assim...

Ele diz se referindo ao beijo.

─ Já tive melhores.

Digo em tom de brincadeira.

─ Vou mandar você para a prisão, isso é quebra de contrato.

Ele diz rindo.

─ Não assinei esse tipo de contrato.

─ Assinou agora há pouco. Inclusive prometeu me amar incondicionalmente...

─ Eu sou política agora, você já viu político falando a verdade?

─ Já, eu.

Ele responde todo convencido.

─ Até parece!

Protesto.

─ Seria pedir demais que você sorrisse um pouco? Para todos os efeitos, somos recém-casados apaixonados, lembra?

Maxon sussurra em meu ouvido assim que chegamos a nossa festa de casamento.

─ Não está vendo os coraçõezinhos sobrevoando minha cabeça? Eu sou tão romântica!

Respondo.

─ Se esse é seu lado romântico, fique brava, por favor.

Aperto seu braço com um pouco mais de força depois dessa, já que não podia dar-lhe um soco, mas ele conseguiu o que queria, me fazer sorrir da minha péssima atuação.

“Meu marido” me conduz até o centro da pista de dança, os fotógrafos queriam capitar todos os momentos, essa é uma das poucas vezes em que sou o centro das atenções, lembro-me que agora há um imponente lembrete sobre minha cabeça, que só falta dizer com luzes de neon “Olhem para mim”.

Ignoro os olhares das pessoas a minha volta. Os pais de Ashley comemoravam no fundo do salão. A música agora era bem lenta, quando percebi minha cabeça estava apoiada no ombro de Maxon.

─ Até que enfim você aprendeu a atuar.

Ele sussurra.

─ Cale a boca ou eu dou uma de Cinderela e saio correndo do baile.

Respondo.

─ Isso lá é jeito de falar com seu rei? E você não parece a Cinderela, ela é mais educada.

Ele brinca. Piso de propósito em seu pé.

─ Acabou de comprovar minha tese.

Ele comenta.

─ Quer mais um pouco de educação, majestade?

Pergunto ameaçando pisar no pé dele novamente.

─ Não, obrigado. Seja você mesma.

─ Agradeço a compreensão.

Ironizo.

O baile seguiu noite adentro, eu já estava com bastante sono quando os convidados fizeram o favor de começar a ir embora. Me despeço rapidamente dos pais de minha sósia concordando com tudo o que eles dizem já que não sabia se Bens realmente os tinha nas mãos ou se era blefe, não quis arriscar.

Lucy me conduz até o quarto alegando que eu precisava de retoques. Assim que entro em “meu” novo quarto, que estrategicamente era interligado com o de Maxon, ela me ajuda a retirar a tiara e o véu.

─ Já preparei seu banho, senhora.

Ela diz com as bochechas coradas e um sorrisinho um tanto quanto malicioso. Eu tinha entendido os “retoques” que ela mencionou, só que a ficha só caiu mesmo quando ela me estende uma delicada camisola curta de seda. Visto um robe da mesma cor da camisola. Ela penteia meus cabelos e borrifa mais perfume em mim.

─ Animo senhora, agora és a rainha!

Ela diz notando minha total falta de empolgação.

─ Nossa, estou super animada.

Respondo.

Nunca imaginei que ficaria tão triste em minha noite de núpcias, é uma situação ridícula. Apesar de tudo, sou uma tola sentimental, queria me entregar a alguém por amor ao invés de obrigação, mas aqui estou eu.

Antes de Lucy me encher a paciência com algum discurso motivacional bobo, levanto-me e vou a passos lentos até a porta que interliga meu quarto com o de Maxon. Devagar giro a maçaneta. Ele estava sentado em um poltrona, ainda usava a mesma roupa da festa e parecia bastante concentrado no que quer que estivesse vendo no tablet que segurava. Entro no quarto e encosto a porta, ele fixa os olhos em mim. Pétalas de rosas vermelhas estavam espalhadas, imagino que a intenção delas fosse traçar um caminho até a cama, mas por algum motivo, esse caminho foi desfeito, velas em forma de coração também estavam espalhadas pelo quarto, mas todas tinham sido apagadas, o lustre era quem iluminava o ambiente, em uma mesinha estava uma garrafa de champanhe e duas taças.

─ Agora você conseguiu me surpreender. Achei que fosse simplesmente trancar a porta...

Ele comenta se divertindo as minhas custas.

─ Pensei nisso, mas trato é trato.

─ Vem cá.

Ele pede. Relutantemente vou até onde ele estava sentado.

 ─ Olha só, o que acha?

Ele pergunta me entregando o tablet. Olho para os cálculos na tela sem entender do que se trata.

─ O que é isso?

Pergunto.

─ É algo que eu chamo de “saída para a crise”. Pretendo apresentar esse plano na assembleia, talvez ele seja alterado um pouco, depende de quão viáveis serão as propostas dos participantes. Pedi empréstimos a Itália e Grã-Bretanha, eles aceitaram os termos. Pelos meus cálculos, se tudo der certo sairemos do vermelho e em menos de uma década conseguiremos quitar as dívidas.

         Maxon explica. Devolvo o tablet a ele sem acreditar em suas palavras.

         ─ Sério?

Pergunto incrédula.

─ Lógico. Gastei bastante tempo pensando nisso. Vai demorar um pouco, mas vamos sair do vermelho, Ashley.

─ Isso é ótimo.

Respondo.

─ Se gostou tanto assim por que parece tão triste?

 ─ Quer que eu desenhe?

Esnobo.

─ Apesar de suas vestes serem bem provocantes eu não vou jogar você naquela cama e fazer algo que sei perfeitamente que você não quer. Não sou tão repugnante assim.

─ Olha, eu não quero mais problemas do que eu já tenho. Se esse casamento acabar eu estou em péssimos lençóis.

Digo imaginado o quanto Bens surtaria ao ver que seu plano foi por água abaixo, eu quero não apenas me vingar dele, como também consertar o país e continuar viva, já que mortos não falam...

─ Sério? Nem percebi... Acho que apenas uma explosão de rebeldes ocorreria em Midston, nada demais... Vamos combinar uma coisa. Você não quer estar aqui e eu não quero que os funcionários comentem que dormimos em quartos separados na nossa noite de núpcias, não quero que espalhem isso para a imprensa, ok? Então, esqueçamos esse assunto por enquanto e fingimos que nosso casamento já foi consumado, pode ser? Você dorme aqui comigo, mas APENAS dorme, tudo bem?

─ Está planejando me conquistar com tamanho cavalheirismo?

Pergunto ainda sem acreditar que uma das pessoas que eu mais repudiava estava me dizendo isso.

─ Eu sempre fui um cavalheiro, você é que não colabora. Quer sempre bancar a engraçadinha.

─ Oh, perdão por ficar com um pé atrás com alguém que pode sancionar ou revogar qualquer lei a qualquer momento, sou muito dramática, não é?

Brinco.

─ Tão dramática que está até tremendo ainda. Francamente, Ashley. O que você achou que aconteceria aqui? Um estupro? Acho até que você me vê com chifres e um tridente vermelho ao invés de me ver como um homem normal.

─ Talvez só o tridente.

Brinco. Ele ri.

─ Sinceramente eu não sei se há a possibilidade de um “nós” verdadeiro, mas ainda que não haja não quero fazer você sofrer. De minha parte eu quero tentar aos poucos, afinal querendo ou não estamos casados e não podemos nos livrar disso tão cedo. Sendo assim, por que não tentar fazer dar certo?

Ele sugere.

─ Obrigada. Sim, eu concordo.

Respondo emocionada. Maxon estava me surpreendendo bastante.

─ Embora eu ache que consigo te fazer suspirar de amores por mim em menos de um ano...

Ele brinca.

─ A sua modéstia me encanta, majestade.

Ironizo.

─ É um desafio? Queres apostar?

Maxon sugere se divertindo com a ideia de uma aposta. Resolvi entrar na brincadeira.

─ Ok. Mas, se eu não me apaixonar por você nesse período de tempo me deves um pedido. Qualquer pedido.

Digo calculando vencer e negociar minha absolvição quando precisasse dela.

─ Contanto que não seja a regência, pois isso eu não vou dar.

Ele responde.

─ Garanto que não será nada que limite seus poderes de rei.

─ Feito, mas se você perder, eu é quem tenho direito a um pedido.

Ele propõe me estendo a mão para selarmos o acordo...


Notas Finais


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