História Unidos pelo ódio - Capítulo 9


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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Aspen Leger, Carter Woodwork, Kriss Ambers, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave, May Singer, Personagens Originais, Rainha Amberly, Rei Clarkson, Shalom Singer
Tags A Seleção, América, Maxon, Romance
Visualizações 54
Palavras 1.249
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiiiiiiiiiiiiiiii!
Voltei. ^^

Capítulo 9 - A rainha das flores


─ A noite não deve ter sido tão ruim assim, já que você está agindo tranquilamente, ouso a dizer até de bom humor, né?

Marlee pergunta no dia seguinte na primeira oportunidade em que ficamos a sós. Ambas as portas de meu quarto estavam encostadas, olho para cada uma delas antes de responder.

─ Ótima, até porque não houve nada.

Sussurro enquanto escolho uma cor de esmalte para que ela pintasse minhas unhas, nunca pensei que pudesse ter o luxo de perder tempo escolhendo uma mísera cor de esmalte, em casa sempre tinha algo para fazer, se não serviços domésticos, tinha sempre alguma música para aprender, ensaiar, um bico e etc.

─ Nada? Vocês brigaram?

Ela pergunta surpresa. Escolho um esmalte lilás e entrego a ela, Marlee começa a preparar minhas unhas para pintá-las.

─ Pelo contrário.

Ela me olha confusa. Conto-lhes os detalhes, ela parecia tão surpresa quanto eu fiquei.

─ E se você acabar se apaixonando por ele? Quer dizer, um dia a Ashley vai ter que aparecer, né? A não ser que esteja morta...

─ Duvido que ela esteja morta. Pelo que entendi nos últimos bilhetinhos e nas conversas com Bens, ele pretende usar a duquesa como escudo, só não entendi se será quando os pais dela perceberem a troca, ou se eles já sabem, mas não querem arriscar a vida da filha que foi feita refém, acredito mais na primeira hipótese, já que o senhor Brouillette teria que ter muito sangue de barata para conseguir ficar tão tranquilo durante a festa de casamento.

─ Se sua dedução estiver certa, por que ele não te denunciou logo de cara? Tipo, como é que um pai não reconhece a própria filha?

─ Bem-vinda ao maravilhoso mundo da política, lugar onde se faz de tudo por dinheiro, inclusive trocar a própria filha por poder. Pelo que li no diário dela ele não liga muito para a filha e creio que esteja tão feliz por ter conseguido o que quer que pouco se importará se a filha está ou não agindo de forma diferente, até porque, fisicamente Ashley e eu somos iguais, até nossa caligrafia é similar, se eu me concentrar consigo imitar perfeitamente a letra dela. Há sempre o problema da voz, mas dá para inventar uma desculpa se ele perguntar. Já a mãe dela, bem.... Elas não têm grandes vínculos, o problema mesmo será se eu me encontrar com a tutora dela, essa sim a conhece bem, se eu deslizar pode ser que a farsa acabe.

Respondo. O plano de Bens é bem intrincado, tão bem intrincado que eu ainda não o desvendei em toda a sua totalidade, tenho que fazer isso se quiser tê-lo em minhas mãos e conseguir minha vida de volta.

─ Dificilmente essa mulher virá ao castelo, se ela recebeu o convite e não veio assistir seu casamento, acho que a senhora  Brouillette a tenha demitido ou algo assim, também existe a possibilidade dela se sentir inferior, por isso não vir te procurar aqui.

Marlee comenta. De certa forma isso me deixa um pouco mais aliviada, embora eu saiba que é errado. Não sei se a verdadeira Ashley continuaria próxima da tutora, se eu fosse ela sim, mas como não quero ser descoberta, torço para que essa mulher arrume emprego em outro lugar que não aqui.

─ É errado, mas espero que você esteja certa.

─ Agora responda a minha pergunta, você fugiu dela. Essa aposta que você fez me deixou curiosa. O que fará caso se apaixone pelo rei?

Ela pergunta olhando em meus olhos, como se pudesse detectar se eu diria ou não a verdade.

─ Simples, isso não vai acontecer. Não vejo a hora de tudo isso terminar.

Marlee dá um sorrisinho.

─ Ele é bonito...

Ela comenta piscando para mim.

─ Se quiser eu te apresento.

Respondo.

─ Você é chata, sabia? O cara é compreensivo com você e você responde na pedrada? Onde já se viu? Depois reclama!

─ Vamos deixar uma coisinha bem clara aqui. Eu não sou, nem nunca serei Ashley Brouillette, então não posso cometer a burrice de me apaixonar por alguém que não posso ter. E pare de criar teorias loucas, que de louca já me basta eu mesma. Fora que você sabe que eu gosto de outra pessoa.

─ Eu só não vou te responder a altura porque preciso desse emprego para pagar minha faculdade, mas se eu fosse você aproveitaria a oportunidade, abusaria das mordomias do castelo, seria boazinha com o rei e aos poucos faria a cabeça dele. Com isso talvez conseguisse fazê-lo ajudar o país e livrar meu pescoço, dois coelhos numa só cajadada. Até porque, pelo que você me disse, além de lindo ele é atencioso, então sofrer pra que, né? Fora que você não verá o Aspen tão cedo, então...

Ela responde dando um sorrisinho e voltando a se concentrar em minhas unhas. Tinha um pouco de lógica no que ela disse, mas eu não conseguiria prestar esse papel.

Horas depois...

Sento-me em um dos bancos do jardim, de costas para o castelo, aquele lugar estava me sufocando e ali era o mais longe que eu poderia ir. A beleza das flores e o ar puro estavam sendo tranquilizantes naturais para mim no momento. Distraio-me olhando para algumas rosas vermelhas próximas do banco.

─ As rosas, são flores belíssimas, mas precisam ser manejadas com cuidado para que seus espinhos não causem feridas, elas são imponentes, belas e perigosas, esse é um dos motivos para ostentarem o título de rainha das flores. Tais características também servem para definir uma certa moça, cuja tonalidade dos cabelos é quase a mesma destas rosas.

Ouço Maxon dizer. Como eu estava distraída e de costas para o castelo não o vi chegar. Uma coisa eu tenho que admitir, ele é muito bom com as palavras. “Claro, América. Ele é um político”.

─ Não sabia desse seu lado poético.

Digo.

─ A poesia precisa de inspiração para existir.

Ele responde me entregando uma rosa vermelha. É meio difícil ficar brava quando ele faz isso.

─ E por algum acaso eu lhe forneço alguma?

Pergunto.

─ Pode-se dizer que sim.

─ Está mesmo levando a aposta a sério? Que em um ano me fará te amar?

Pergunto sentindo o perfume da rosa que eu acabara de ganhar.

─ Não. Isso eu consigo em bem menos tempo, o que sobrar é o tempo que levará para você admitir isso.

Ele diz. Sorrio.

─ Vossa majestade não deveria estar em reunião?

─ Dispensei os conselheiros, se é para aconselhar o óbvio não há necessidade de reunião. Vou esperar a assembleia. Mudando de assunto, você já pode começar a desempenhar suas funções como rainha. Teremos um banquete em dois dias. A rainha da Itália virá tratar de alguns acordos que estamos combinando.

─ O empréstimo que você me contou está na pauta?

─ Primeiro item.

 ─ Minha função é coordenar a preparação do banquete?

─ Se puder fazer isso seria ótimo.

Ele diz. Como se preparar um banquete para a realeza fosse tão simples quanto preparar um jantar de família.

─ Bem, vim apenas dizer isso para que você tenha tempo de se organizar. Tenho vários documentos para revisar. Vemo-nos depois.

Maxon diz me dando um beijo na palma de minha mão.

Depois de passar mais um tempinho no jardim volto para o castelo, eu precisava descobrir como exatamente se prepara um banquete desse porte.

─ Está se divertindo brincando de rainha?

Ouço uma voz familiarmente irritante perguntar...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


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