História Unidos pelo poder - Capítulo 9


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Categorias Histórias Originais
Tags Casamento Arranjado, Falsidade, Inveja
Visualizações 64
Palavras 2.007
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Gatinha


Na segunda, eu não consegui acorda antes que Logan e quando acordei, ele já tinha se levantado e saído para o trabalho, mas Beatriz já tinha chegado. Ela era uma mulher em seus 30 e poucos anos, muito bonita e gentil. Eu gostei dela de primeira, parecia ser uma boa pessoa e meu instinto nunca esteve errado antes.  

—Ainda bem que você gosta de cozinhar —comentou ela enquanto me olhava tomar meu café da manhã. Tinha a chamado para comer também, mas ela não aceitou —Porque eu odeio e minha comida é péssima. Acho que esse foi o motivo para Sr. Logan comer tanto no trabalho.  

—Minha mãe dizia que o principal tempero da comida é o amor —expliquei sorrindo. Minha mãe nunca entendia pessoas que não gostavam de cozinhar, já que ela amava —De qualquer forma, você sabe se o Logan tem alguma comida que não gosta? 

Ela pensou um tempo e balançou a cabeça. 

—Nunca o escutei reclamar de comida nenhuma, nem das minhas —disse ela por fim —Na verdade ele sempre me agradece por cozinhar. Ele é a única pessoa que já comeu minha comida e agradeceu —fez uma pausa —Quando o perguntei sobre isso, ele disse apenas que tinha muitas pessoas que não tinham o que comer, então não deveria reclamar.  

Tantas coisas sobre ele que eu ainda não sei. Se eu perguntar, será que ele me contaria?  

—Ele não tem alergia a nada?  

—Não que eu saiba —respondeu ela dando de ombros —Mas acho que não —ela olhou em seu relógio —Nós deveríamos ir logo, se não quisemos pegar fila. 

—Para onde? —perguntei confusa. 

—Mercado —explicou ela como se fosse obvio —Sr. Logan disse para leva-la comigo, para você não ficar presa demais nessa casa.  

—Ah —comento surpresa, então termino de tomar o suco de laranja e levanto —Dê-me apenas um segundo para trocar de roupa.  

Iria tirar a mesa, mas ela afastou minha mão. 

—Esse é meu trabalho —disse ela sorrindo —Não quer que eu seja despedida, certo? 

Assenti e segui para o quarto. Na casa do meu avô, eu não saía muito e apenas de carro, então estava animada para dar uma caminhada e fazer algo bem normal, como ir a um mercado.  

Depois de trocar meu pijama por uma calça jeans e uma blusa de manga, voltei para sala, onde Beatriz me esperava para saímos. 

—Se você não gosta de cozinha, por que continua trabalhando para o Logan? —perguntei curiosa, enquanto passávamos pela porta. 

—Bem, o Logan é um patrão muito bom —respondeu ela sorrindo —Ele não faz muita bagunça, já que quase não vem para casa e é muito organizado. Também ganho bem e só trabalho até o meio dia, três vezes na semana. Isso me dar tempo para ficar com meus filhos e ajudar meu marido nas despesas.  

—Você tem filhos? —perguntei curiosa —Quantos anos eles têm? 

—Tenho 3 —disse ela dando um sorriso genuíno —A caçula tem 4, o do meio tem 7 e o mais velho tem 13. Dois meninos e uma menina.  

—É difícil cuidar de três filhos? 

—Tem dias que fico perto de arranca meus cabelos, mas eu os amos demais, então não me arrependo nenhum momento de tê-los —explicou ela —Eles fazem minha vida ter sentido e muito mais feliz. Apesar que posso mudar de ideia agora que o mais velho estar entrando na adolescência. 

—Época mais difícil da vida—falei sorrindo. Não lembrava muito dessa época, mas foi bem complicado por ainda ser bem recente a morte de meus pais. 

—Se eles aprontarem metade do que eu na adolescência, coitada de mim —disse ela estremecendo.  

—Mas é justo, certo? —perguntei sorrindo —Seria justiça a seus pais.  

—Nem fala isso muito alto —disse ela —Vai que eles escutam e acham que podem fazer de tudo.  

Nos duas rimos e ela começou a falar de histórias engraçados dos seus bebês, que já não eram tão bebês. Talvez toda mãe seja assim, para elas seus filhos sempre serão lindos bebês inocentes e fofos, que sempre correram para os braços da mamãe, quando tiverem se machucado. E no final, acho que todos os filhos, mesmo adultos, se tornam bebês perto das mães, para ter aquele aconchego e amor, que só uma mãe pode dar.  

 

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Quando terminamos de fazer a feira, voltamos para casa e Beatriz foi arrumar as coisas e eu fui para o escritório de Logan, onde tinha uma estante de livros. Ele não gostava de ler, mas quando soube que eu gostava, comprou alguns de diversos gêneros. Achei muito amável de sua parte fazer isso e agora que tinha tempo, iria fazer sua atitude ser valorizada lendo todos.  

Peguei o primeiro que vi, A menina que não sabia ler e me sentei de frente a sua mesa, onde ficava seu computador, algumas papeladas da empresa de seu avô, com certeza, e duas fotos. A primeira era de nós dois em nosso casamento, a única que conseguiram tirar já que Logan estava com pressa. Nos dois estávamos sorrindo, mas o meu era um sorriso tenso, ao contrário do de Logan, que parecia natural, como se ele estivesse mesmo feliz. E, bem, ele deveria estar. Estava mais perto de se vingar de seu pai. 

A segunda foto era de uma mulher e um garotinho. A mulher estava com os cabelos soltos e o garotinho sentado em seu colo, segurava algumas mechas, enquanto olhava para mulher com amor e admiração. Apesar de ter por volta de cincos anos, ainda conseguia ver algumas semelhanças com o Logan de hoje em dia, apesar de que o brilho que via nos olhos do garotinho, não mais existia no adulto. Provavelmente, a mulher deveria ser sua mãe e ele parecia ser muito próximo a ela. Só posso imaginar o quanto deve ter sido difícil para ele quando a perdeu e não ter ninguém lá em quem pudesse confiar, se apoiar. Acho que quero ser esse alguém para ele.  

Coloquei a foto de volta no lugar e voltei a atenção para o livro. Não era uma leitura das mais incríveis, mas me distraia, o que era o suficiente. 

Estava perdida na leitura, quando Beatriz bateu na porta e colocou a cabeça para dentro. 

—Já estou indo —avisou ela —Quer que eu faça alguma coisa, antes de ir? 

—Não precisa, Beatriz —falei abaixando o livro —Até amanhã e tenha uma boa tarde.  

—Para você também, sra. Layla —disse ela fechando a porta, antes que a corrigisse. Era tão estranho alguém me chamar de sra., apesar de ser um sinal de respeito.  

Tentei voltar a atenção ao livro, mas não consegui, então apenas o coloquei de lado e olhei para gaveta da mesa. No escritório de meu avô ele sempre mantinha as gavetas fechadas, será que Logan faz o mesmo? Só iria descobri, testando. Não faz mal nenhum, se elas estiverem abertas, certo?  

Segurei na maçaneta e puxei, não sentido nenhuma resistência, quando a mesma se abriu. Dentro tinha só alguns cadernos velhos. Será que são da época escolar dele? Estava pegando um dos cadernos, quando escutei a porta sendo aberta, então a voz de Logan, me chamando.  

Coloquei de volta ao seu lugar e fechei a gaveta, antes de segui para sala. Ele estava sentado no sofá e afrouxava a gravata.   

—Você voltou cedo —comentei tentando não parecer suspeita. Por que me sentia como se estivesse fazendo alguma coisa errada? 

—Meu beijo de boas-vindas —cobrou ele e me segurei para não revirar os olhos —Se não, vou pensar que não estar feliz em me ver.  

—Só estou surpresa —expliquei indo até ele e me sentei em seu colo, então juntei nossos lábios em um beijo casto. 

—Tenho um presente para você —explicou ele quando me afastei e passou os braços pela minha cintura, me impedindo de levantar.  

—Outro? —perguntei tocado o pingente de rosa em meu pescoço.  

—Sim —afirmou ele —Mas é um diferente. 

Ele me soltou para pegar uma caixa média, ao lado do braço do sofá e colocou em meu colo. Sentir a caixa se mexer, seguida de um “miau”. Sorri e abri a caixa, encontrando um gatinho dentro. Era todo preto, magrelo e tinha olhos laranja, que se destacava por causa do pelo preto. Ele parecia muito assustado e quando tentei toca-lo, ele me arranhou. 

—Aí —gritei puxando minha mão de volta.  

—O que foi? —perguntou ele preocupado.  

—Ele me arranhou —expliquei mostrando meu pulso para ele. Era apenas um arranhãozinho de nada —Não tem problema.  

—Você não pode fazer isso —disse ele para o gatinho, que se encolheu parecendo entender que Logan estava bravo com ele —Ela vai ser sua nova dona —levantou o olhar para mim —Desculpa. Ela não vai mais fazer isso.  

Eu não segurei e acabei sorrindo. Ele parecia tão preocupado que eu não iria mais querer o gatinho.  

—Você é tão fofo —falei dando um beijo na ponta de seu nariz. Era desconfortável ser carinhosa, mas estava aprendendo.  

—Não se diz isso de um homem, Layla —disse ele fazendo uma careta. 

—Desculpa —falei, mas o sorriso continuou em meu rosto —Onde você achou esse gatinho? 

—Gatinha —corrigiu ele —Eu a encontrei algumas semanas na rua, mas ela estava muito machucada e a deixei no veterinário. Hoje, me avisaram que podia traze-la para casa. 

—Machucada? —perguntei olhando para a gatinha que parecia normal para mim, apesar de ser muito magrela.  

—Sim. Alguém judiou dela e a deixou na rua, para morrer —explicou ele —As pessoas são bem monstruosas, às vezes, mas isso não me surpreende. Se existe pessoas que abandonam os próprios filhos, por que não teria as que abandonam e judiam de animais?  

—Mas ela é tão pequenininha —comentei triste —Por que fariam isso? 

—É fêmea, preta e vira-lata —disse ele com raiva —As pessoas só querem os que tem raças, são machos e não dão, tecnicamente, azar, como gatos pretos —preocupação brilhou em seus olhos —Você não é assim também, é? Eu decidi ficar com ela, mas posso arruma um novo lar.  

—Mas você não quer fazer isso, não é?  

—Não —admitiu ele —Ela se acostumou comigo já e eu pensei que ela poderia te fazer companhia, enquanto estou no trabalho.  

—Você é tão fofo —falei novamente, sorrindo quando ele fez a mesma careta —Qual vai ser o nome dela?  

Ele sorriu, aliviado e pensou por um tempo, antes de falar: 

—Pretinha.  

—Ahh, não —neguei balançado a cabeça —É muito comum. 

—Então me diga você —disse ele sério.  

Pensei em um nome bom para ela, mas não me veio nada a mente. Era muito difícil nomear algo.  

—Pretinha é perfeito —falei por fim e ele sorriu, balançado a cabeça.  

—Sabia que você iria concorda comigo —disse ele baixando a mão até a caixa e passou a mão pela gatinha, que invés de arranhar ele, apenas se esfregou, buscando mais carinho, então ele a pegou de dentro da caixa e colocou no chão, batendo em sua bunda de leve —Vá conhece sua nova casa.  

—Parece que ela não te entende —comentei quando ela ficou se esfregando na perna dele.  

—Ela só estar acanhada ainda —disse ele dando de ombros. 

Depois de algum tempo, ela viu que Logan não iria mais pega-la no colo, então saiu andado, para explorar a casa.  

—Onde ela vai ... fazer suas necessidades? —perguntei voltando a atenção para ele. 

—Eu trouxe uma caixa de areia e comida —disse ele apontado umas caixas na porta —Depois só é colocar em algum lugar e mostra para ela onde ficar.  

—Você que vai trocar a areia dela, ouviu? —falei logo —Seu bicho de estimação, seu cocô. 

—Ok, ok —concordou ele.  

—Você vai ficar para o almoço? —perguntei curiosa —Não preparei nada ainda.  

—Não posso ficar —disse ele suspirando —Só vim trazer a Pretinha mesmo e voltar correndo. Chego em casa por volta das 22:00 —aproximou sua boca de meu ouvido —Vai me esperar nua, na nossa cama? —Sua voz baixa e desejosa fez minha pele se arrepiar. 

—Não! —neguei e me levantei de seu colo, sentido meu rosto quente.  

—Eu tinha que tentar —disse ele, então sorriu —Um dia, quem sabe, né? 

 



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