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História Unindo dois Corações - Capítulo 1


Escrita por: EscarletPrinces

Notas do Autor


Vamos lá!
Este casal tão pouco explorado é de quebra um de meus favoritos.
Como no manga não se fala muito deles, decidi fazer esta fic.
Aproveitem meus caros ;)
E, escrevi essa história em 2016! Então se tiver erros de portugues perdoem pf

Capítulo 1 - Como acalmar um coração


Como se alcança uma pessoa que encara a vida de forma tão triste?

Essa era uma pergunta que passou a perturbar muito Katagiri com o tempo. Masaki ficava visitando Ishin constantemente, sua mãe e seu pai nem sempre conseguiam estar juntos e Ryuken parecia cada vez mais sozinho e sem rumo – mesmo que em certas ocasiões tentasse ver o lado positivo de Masaki haver sobrevivido e estar se divertindo com Ishin.

Ryuken havia tomado a decisão de romper os laços de Masaki com os Ishida, tentava manter contato com seu pai e se preocupava com a saúde de sua mãe; mas havia uma pessoa que ele não esquecia de tratar sempre com respeito: Katagiri.

Katagiri era a única pessoa a quem Ryuken nunca deixaria de dar ouvidos e cujas palavras podiam realmente alcançar seu coração e faze-lo se acalmar um pouco.

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Com os dias que se seguiam desde que Ryuken cortou os laços de Masaki com sua família, Katagiri reparava em como ele parecia cada vez mais cansado. As discussões com sua mãe sobre Masaki estar muito próxima de um shinigami, as tentativas de faze-la se acalmar quando seu pai saía novamente e a administração dos cuidados com sua saúde o estavam deixando esgotado.

Decidido a arrumar sua vida e garantir um futuro, Ryuken passou a estudar medicina – era o que mais conhecia, graças aos cuidados administrados em sua mãe e o acompanhamento do estado da saúde de Katagiri (esta sempre foi bem delicada). Sua decisão apenas serviu para esgota-lo ainda mais.

Ryuken era extremamente inteligente, portanto passar numa universidade e manter o ritmo dos estudos era fácil para ele. Mas os problemas familiares que tinha para resolver fora da universidade foram intensificados quando ele passou a estar menos tempo em casa.

Este assunto chegou ao conhecimento de Masaki, Ishin e Urahara, durante uma conversa com Katagiri, que ficaram bastante preocupados com o rumo da situação. Ishin teve que se focar bastante em acalmar Masaki no começo – ela sempre parecia preocupada com seu primo e tocava no assunto quando estava perdida em pensamentos.

Em uma das noites em que estava colocando seus estudos em ordem – após chegar em casa, cuidar da situação de sua família e tomar um banho – Ryuken sentou-se em sua cama para respirar um pouco.

O relógio denunciava que já eram onze horas da noite, sua escrivaninha denunciava que ainda tinha coisas a fazer, seu corpo mostrava que estava esgotado e sua memória alertava que teria que acordar cedo para chegar no horário de sua aula – rotina essa que já se seguia por meses.

Ele foi tirado de seus pensamentos por batidas na porta; quando deu a deixa para a pessoa entrar veio Katagiri com uma xícara de chá para ajudar a aliviar o cansaço de Ryuken.

— Com licença jovem mestre. – ela fez um leve e breve cumprimento – Vim lhe trazer um pouco de chá. – ela terminou vendo Ryuken esboçar uma leve expressão de alívio por ser ela quem entrava em seu quarto por aquele motivo.

— Obrigado Katagiri. – ele foi educado como sempre e, antes que pudesse tomar um pouco do chá, Katagiri lhe entregou uma cartela de remédios para dor de cabeça (ela sabia da condição em que se encontrava).

Outro discreto sorriso fez Katagiri se sentir mais calma por dentro quando ele agradeceu de novo e tomou o remédio junto do chá que ela fizera. Ryuken tinha consciência de que não estava bem, mas não diria a ninguém e nem deixaria que os outros percebessem; porem esconder as coisas de Katagiri era mais difícil.

Antes de sair, Katagiri viu Ryuken fazer um movimento como se estivesse passando mal e deixou cair a xícara de chá – já vazia – no chão. Ela não pensou duas vezes em dar-lhe apoio quando seu corpo pendeu para o lado. Era oficial! Estava acabado de cansaço.

De forma delicada, Katagiri sentou-se na cama e deixou que Ryuken apoiasse sua cabeça em seu colo fazendo um leve carinho constante em seus cabelos para acalma-lo. Ryuken se sentiu confortável naquela posição. O carinho suave e terno de Katagiri e seu abraço delicado estavam ajudando a aliviar sua tensão pouco a pouco.

— Obrigado Katagiri. – ele mais uma vez disse e fechou seus olhos para continuar a aproveitar o carinho que ela lhe fazia; tendo como a última coisa que viu um discreto e sincero sorriso de Katagiri.

Com mais alguns minutos, Katagiri reparou que já eram quase meia noite.

— Jovem mestre, o senhor está melhor? – ela perguntou mas nenhuma resposta ou reação veio – Jovem mestre? – ela novamente chamou sua atenção e reparou que Ryuken respirava tranquilamente e tinha uma serena expressão no rosto: ele tinha dormido.

Katagiri esboçou um aliviado e terno sorriso, delicadamente acomodou Ryuken em sua cama e ficou zelando por sua segurança durante a noite – a temperatura dele parecia ter subido e ela não sairia de lá sem ter certeza de que ele estava absolutamente bem.

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Na manhã seguinte, Ryuken acordou cinco minutos antes de seu despertador – pela enésima vez nos últimos meses – e reparou que tinha um pano úmido e gelado sobre sua testa.

Ao reparar melhor em seu quarto, notou todos seus pertences arrumados, a xicara de chá encostada ao lado de uma bacia de água gelada, um termômetro colocado logo ao lado da xícara e Katagiri dormindo serenamente em uma cadeira logo ao lado de sua cama.

Foi quando percebeu que havia dormido em seu colo na noite anterior e que ela havia arrumado tudo e cuidado dele durante a noite. Apenas ela para fazer aquilo.

Ele discretamente levantou da cama, pegou uma manta e colocou delicadamente sobre Katagiri para não a acordar – ela devia estar bem cansada. Ryuken desceu para cozinha, tomou seu café, pegou o almoço que Katagiri também já havia deixado pronto na geladeira, voltou a seu quarto para pegar suas coisas que ela já havia arrumado também e deixou com ela um pequeno pedaço de papel ao lado de um prato de café da manhã dizendo: Obrigado Katagiri.

O sol entrava pela janela e Katagiri acordava reparando que estava coberta por uma manta. Quando olhou procurando por Ryuken apenas encontrou um prato com seu café da manhã junto de um bilhete de agradecimento com uma caligrafia que ela reconheceria em qualquer lugar.

Ela deu um leve suspiro junto de um discreto sorriso, se levantou, arrumou tudo, tomou seu café e foi dar início as tarefas diárias da casa – feliz por ter conseguido acalmar um pouco o coração de Ryuken.


Notas Finais


Gostaram de como eu comecei a desenvolve-los?
Sim?
Então vamos curtir a continuação ♥ o/


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