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História United By Blood - Twice - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Caixinha de surpresas


A atmosfera estava tensa, e claramente os olhares penetrantes que Jihyo e Sana trocavam dificilmente não seriam notados pelos outros presentes. Todos os demais agentes apenas as observaram em silêncio, tentando não se meterem no que viria pela frente, mesmo que Seongwu e Daniel já soubessem exatamente o que aconteceria dali em diante.

Os dois rapazes mais velhos foram até perto dos cientistas, enquanto Jihyo aproximou-se de Sana, que também tinha andado, chegando mais perto da Park e ficando numa clássica cena de filme de farooeste, onde os rivais permanecem se encarando por algum tempo antes da chuva de bala e destruição.

— Olá, Park.

— Olá, Minatozaki.

Momo engoliu o seco, e chegou perto de Daniel, pondo as mãos no braço do mais velho e o chamando, para o perguntar algo de maneira discreta. Ela realmente havia assustado-se com o estranhamento das duas agentes de campo.

— Uh? — ele assentiu, indicando que estava dando atenção a garota baixinha.

— Elas se odeiam? — o Kang pareceu surpreso com a pergunta, e ponderou por alguns instantes, olhando para a dupla de garotas e depois encarando Momo mais uma vez. — São, Oppa?

— É complexo. — quando ia continuar explicando, algo chamou sua atenção. Sana tinha retirado sua espada da bainha, a apontando para Park, e Jihyo pegou suas pistolas em mãos, imitando sua nova adversária sem hesitar. — Não acredito que vão chegar a esse extremo dessa vez. Poxa meninas, logo hoje.

— Aí caralho, a gente não morreu pros vilões, e agora vamos ser varridos da terra pela briga delas! — Taehyung exclamou, desesperado ao imaginar todo o estrago que um combate entre as duas causaria. Temendo principalmente levar uma bala perdida enquanto fugia para longe da confusão, então se preparando para dar o fora daquele novo campo de batalha.

— Calado. — Dahyun o impediu de correr, chutando a canela dele, aproveitando da bota de plataforma que calçava, assim o fazendo cair ajoelhado no chão com a dor.

— Eu sabia que tinha sentido cheiro de cadela rodada. — Sana foi a primeira delas a cortar o estranho silêncio, claramente lançando uma indireta para a Park. Usando de suas palavras como lâminas  as quais agitavam o ar tenso entre elas. A japonesa ajeitou sua posição, ficando pronta para combater qualquer investida. — Cadelas, sabe?

— Entendo. Assim que entrei também notei o cheiro de couro. — Jihyo rebateu, e a imitou, ajeitando as pistolas. — No meu caso foi o cheiro de sapatão. 

— Sapatão? — Dahyun questionou-se em baixo tom, e Daniel, junto de Seongwu soltaram breves risos com a cena. E de maneira inusitada, toda a tensão sumiu.

— AMIGA! — elas gritaram juntas, e de maneira tão inesperada quanto os gritos amigáveis que uma soltou para a outra, ambas largaram suas armas no chão, depois correndo de braços para cima, e então se abraçando com força e pura felicidade pelo reencontro.

— Senti tanta saudades, puta! — Sana falava de Jihyo. As duas deram pulinhos juntas enquanto ficavam abraçadas, e junto disso vieram as risadas nostálgicas de Seongwu e Daniel, que agora relembravam todas as outras vezes em que as duas faziam aquele ritual de amizade para quando se reviam, sendo uma espécie de teste, para uma conferi se a outra não tinha "amolecido".

— Eu também. Desculpa por perder o seu aniversário, o chefe me mandou pegar uns idiotas, e no fim o Daniel apareceu e estragou tudo. — o Kang pôs a mão direita sobre o peito, fazendo uma cara de descrença e deboche simultaneamente, e Jihyo respondeu está brincadeira boba com um revirar de olhos.

— Eu não estraguei nada, só joguei o lixo fora. — ele chegou mais perto da dupla junto de Seongwu, levando um soquinho no braço que tinha sido dado por Sana.

— Tu não muda nunca, Kang.

— Nem um pouco, fofa. Mas você também não mudou muito, continua a mesma doida que ia comigo nas baladas LGBTQI porque o Seongwu-Hyung era muito tímido na época da Academia.

— Aí a gente beijou tanta boca naquela época. Bons tempos, quando a gente não precisava ficar viajando o tempo todo para as missões. — os dois suspiraram em tristeza, e Seongwu os acompanhou, mas suspirando em decepção com seus amigos mais novos. — Mas eu me lembro que você fazia mais do que só beijar. Nunca esquecerei de quando entrei no banheiro masculino por engano depois de beber umas, e achar você lá com o Park Jihoon da turma que era um ano mais nova do que a nossa. Você fez aquele garoto gritar o seu nome de tanto tesão.

— Informação demais! — Seongwu e Jihyo gritaram em uníssono, e a dupla das aventuras malucas riu.

— Aí saudades do Hoon, a última vez que vi ele foi numa missão que fizemos juntos no Natal. Paris, neve, uma cama quente, pena que acabamos quebrando as pernas dela na metade da noite. Nossa, foi um ótimo feriado aquele, senhor…

— Chega, pelo amor de Deus! — e novamente eles riram, mas dessa vez só Jihyo tinha pedido por uma trégua.

— Dahyun, por que a Acamedia deles tinha todas essas putarias e na nossa a galera popular era adorada por ficar jogando xadrez no pátio depois do toque de recolher? — a loira quase respondeu, mas desistiu, aceitando a mediocridade da primeira fase de sua juventude.

— Boa noite, prezados agentes da Equipe A. — alguém novo falou, e todos olharam em direção a entrada de embarque do avião. — Nível 6, Park Jimin, está é minha amiga Kim Jisoo, também lá da filial.

— Olá, Jimin e Jisoo. — eles os cumprimentaram fora de ordem, mas todos falando a mesma coisa enquanto acenavam. Jimin já era um agente antigo e que todos ali o conheciam.

O Park mantinha seu olhar baixo enquanto entrava, mas num dado momento, ele encarou Taehyung, ainda que parecendo envergonhado, mas então dando um sorriso simpático e envergonhado para o Kim de cabelos longos.

— Oi Jimin. — Taehyung disse, e o Park acenou timidamente com uma das mãos.

— Oi Tae. — depois de cumprimentar seu amigo, o menor notou os olhares sobre si, e tentou explicar a situação. — O chefe me enviou, irei cuidar do interrogatório da agente inimiga de alto escalão apreendida dessa vez. À Yoo Jeongyeon.

— Ela foi colocada na sala de apreensão do avião dos agentes de reforço. Podem ir lá a interrogar. — eles agradeceram Sana por informar e saíram, indo para o avião pousado ao lado, assim deixando a equipe a sós mais uma vez.

— Vem, Sana, vamos passar a noite comendo besteira e conversando, preciso te atualizar. — Minatozaki concordou, e então a dupla de amigas partiu para o andar superior do avião, onde ficava a área de lazer.

[...]

Dentro do outro avião gigante usado pelos agentes, Park Jimin finalmente tinha entrado na sala de apreensão, que era um local selado com paredes de um estranho metal acinzentado extremamente duro, sendo projetada para ninguém conseguir escapar. Ela quase sempre era usada para transportar criminosos de alto nível de periculosidade pelos céus, e agora Yoo Jeongyeon estava algemada lá dentro.

— Olá. — ele cumprimentou, e de imediato à Yoo arregalou os olhos, pasma por ver Jimin diante de si, mas nem assim ela levantou-se da cadeira onde estava, mantendo-se lá, com as mãos sobre a mesa de metal grudada ao chão. — É,  eu estou vivo. Sua bomba não me levou.

— Oh, Honey, não me entenda mal. Não tinha sido nada pessoal, sabe? Só que trabalho era trabalho, e veja pelo outro lado, por sua culpa eles souberam do meu alvo e destruíram as máscaras. Isso foi um saco, mas estamos quites agora.

— Não é assim que as coisas funcionam, Jeongyeon. — Jimin sentou-se na cadeira que estava de frente para à Yoo, ficando a encará-la, sem mostrar nenhuma expressão além de sua clássica seriedade e falta de emoção para interrogatórios.

— Se espera que eu transe com você, me poupe, não gosto de baixinhos afeminado. Mas se for o pedaço de mal caminho que vi chegando com você hoje de tarde, quando vocês saíam do avião e alguns guardas vinham me colocar aqui, eu até posso pensar em aceitar.

— Não vai transar com o JungKook.

— Eu tô falando do mulherão que veio junto de você e da Jisoo, não desse moleque. Aí que mulher, meu Deus.

— Você está falando da minha chefe, garota! Kim Taeyeon nunca faria nada com uma bandida como você. — a coreana passou a língua entre os lábios, sorrindo enquanto fechava os olhos e deixava sua imaginação fluir. — Que horror. Você é louca.

— Se ela é sua chefe, devem estar assistindo a gente. Oi amor! Sou uma menina versátil e muito elástica. Me liga se tiver interesse. — ela falou para câmera na parede, mandando um beijinho para quem assistia pelo outro lado.

— Deus… — ele respirou fundo, e então levantou-se, tentando se acalmar, antes que pula-se nela e tenta-se a esganar. 

[...]

— Não acredito que estamos indo no avião da Equipe de reforço porque você quer ver se à Tzuyu veio junto. — Momo revirou os olhos, e bufou em decepção, não acreditando no motivo de Taehyung a fazer sair da cama quando ela pretendia ia dormir. Sim, o coreano fez sua amiga o acompanhar até o avião vizinho, usando o pretexto de irem revisar o equipamento inimigo coletado, só para ver se a garota citada por Momo estava lá.

— Nem comece, se fosse o Heechul aqui, você faria o mesmo. Sei que vive ligando para ele, mas nunca é atendida. Os chifres estão crescendo viu, amiga? — ela o socou no braço e depois deu de ombros, começando a ignorar seu amigo. Os dois adentraram a máquina gigante, indo juntos para a área de cima, onde ficavam os corredores das salas que os agentes usavam e onde Tzuyu podia estar.

Enquanto caminhavam, os dois agentes encontraram uma sala com a porta aberta, e foram conferir o que tinha lá. Era sala espelhada a de apreensão. De lá eles podiam ver tudo que acontecia na prisão de Yoo Jeongyeon. O local estava vazio, e quando voltaram seus olhares para o telão que mostrava tudo dentro da "Sala Prisão", eles se assustaram com a cena.

Jimin lutava com Jeongyeon!

— Meu Deus, onde estão os agentes daqui? Alguém precisa ajudar o Jimin, Momo. — Taehyung falou, quase saindo da sala para buscar ajuda, mas a cena no telão o distraiu, fazendo-o permanecer parado assistindo por uns segundos.

De alguma maneira à Yoo tinha se livrado das algemas eletrônicas, e agora lutava com o Park. No decorrer do embate, ele a derrubou e pulou sobre o seu corpo pequeno, usando de suas pernas para envolver o pescoço da vilã, e começar a tirar seu ar com um "mata leão de pernas".

— Maldita! Toda vez você tenta passar a perna na gente. Mas dessa vez já era, não ligo mais se você morra agora! — ele gritou, aumentando a força que usava enquanto encarava o olhar furioso dela, e a maneira como seu rosto ficava vermelho por falta de ar e devido a pressão exercida. — Morre, cadela…

— Nem f-ferrando. — rebateu. Tomando proveito de estar com o rosto virado para a frente de Jimin, ela fez a única coisa que podia pensar, e abriu sua boca, dando uma mordida brutal nas intimidades do Park por cima da calça, fazendo um grito agudo e estridente dele ressoar por lá.

Taehyung e Momo ficaram sem reação ao ver a cena, pois após Jimin a soltar e ficar se contorcendo no chão, tentando parar o sangramento de suas intimidades, Jeongyeon, ainda com a boca suja de sangue levantou-se, pegando o cartão do Park e fugindo de sua prisão.

— Socorro… — ele choramingou, deixando todas as suas lágrimas de dor saírem desesperadamente.

— Vamos! Chama ajuda, vou socorrer o Jimin! — Momo exclamou em pânico e Taehyung assentiu nervosamente antes de sair dali, indo fazer o que lhe tinha sido dito. — Jimin, aguente!

[...]

Enquanto o caos ia se instaurando no outro avião, Daniel e Seongwu pareciam tranquilos. A dupla mais velha tinha ido para o quarto do Kang após voltarem, e depois de um bom banho, lá estava Seongwu, sentado sobre a cama do mais novo, vestindo a camisa do pijama enquanto Daniel chegava mais perto com alguns remédios e curativos. O quarto era pequeno, lembrando o tamanho daqueles que são alugados para alunos coreanos que buscam um conforto mínimo fora de casa, e um lugar para estudarem com silêncio, mas com preços acessíveis. Os famosos apartamentos de 4 metros quadrados, sendo o do Kang no máximo o dobro de um desses, ou talvez um pouco menor.

— Não preciso disso. — Ong falou, e Daniel revirou os olhos, o ignorando e sentando-se junto dele, assim começando a passar pomada pelos machucados no braço de seu veterano. — Obrigado.

— Você é inacreditável. — dizia o mais novo, mantendo um estranho olhar triste enquanto cuidava do outro. — Conseguiu se machucar mais do que eu. Não devia ter ido de frente contra tantos.

— Já sei onde quer chegar, então corte o papo furado, Daniel, já passamos dessa fase. — o maior assentiu, e parou o que fazia, ficando encarando Ong com calma.

— A quanto tempo isso não acontecia?

— Três anos. — respondeu simplista, abaixando o olhar. — Eu juro.

— E eu acredito. Acredito em você, Hyung. — Kang colocou os medicamentos que tinha no chão, e deixou sua mão direita sobre a esquerda de Seongwu, a apertando. — Isso foi por minha causa, sinto muito, Hyung. Não devia ter te deixado tão estressado assim, quando liguei, era para eu ter explicado tudo melhor e lhe tranquilizado sobre o meu estado. Fui um péssimo dongsaeng.

— Você estava com problemas, e me preocupei. Era de se esperar que eu acabasse exagerando em algum momento, e fazendo aquilo com nossos inimigos. Mesmo assim, sinto muito por te decepcionar, Dani.

Sem dizer mais nada, Daniel colocou sua mão livre sobre o rosto do mais velho, e depois o aproximou do seu. Não fazendo mais nada brusco, então o maior desceu sua mão para o ombro do Ong, puxando-o para deitarem juntos na cama, onde ficaram abraçados por mais algum tempo.

— Sou um péssimo dongsaeng, você devia me castigar, Hyung. Aceito qualquer punição que for me dar. — falou o Kang.

— Daniel, deixa isso para outro dia, hoje eu quero só ficar assim.

— Sabe que eu te amo, né, Hyung? — o loiro indagou, e ainda que já soubesse a resposta que receberia, ele perguntou. Seongwu demorou para responder, mas não por estar em dúvida com sua resposta, mas sim porque ele estava buscando uma posição confortável na cama, o respondendo depois que a encontrou. Ele continuou no abraço, mas agora escondendo o rosto no peito do Kang e o apertando para que ficassem mais juntinhos e aconchegados na cama.

— Eu sei, e eu também te amo, Dani.

Continua...


Notas Finais


Aí gente eu amei fazer esse capítulo. Soltei várias pontos abertos nele e umas coisinhas a mais, além de que agora Jeongyeon está a solta em um local cheio de agentes.

Também fiquei com pena do Jimin, mas é aquilo né, o caos chegou na forma de Yoo Jeongyeon e ele vai causar.

Isso do Jimin conhecer a Jeongyeon não vai ser explicado em detalhes aqui, mas eu tenho uma oneshot mostrando o primeiro encontro deles. Eu a fiz para o projeto que tô participando, então espero que gostem.

Por favor, se gostou, deixe o seu favorito e comentário caso seja possível. Isso ajuda e me incentiva bastante a continuar escrevendo.

Link dessa fic:

https://www.spiritfanfiction.com/historia/agent-park-20002987


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