História Univercità Vera Mucci (interativa) - Capítulo 1


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Categorias Originais
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Palavras 839
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá! Como vão? Espero que bem!
Bom. Não quero me prolongar muito por aqui. A fic não terá capa por enquanto (não está pronta ainda) e este primeiro capítulo será um prologo BEM curto.

Capítulo 1 - Premonizione


Premonizione

A noite era fria e seca, uma característica comum à essa época do ano. Todo o campus afogava-se na calmaria do conforto noturno. Os ventos beijavam cada uma das árvores ali presentes, umas poucas janelas indicavam cômodos iluminados por velas no prédio do Conselho (alguns funcionários se recusavam a ir dormir tão cedo) e o Rio das Almas seguia seu curo sem qualquer complicação, levando água e vida para cada um dos seres que habitavam a Floresta dos Espíritos. Era a calmaria que antecedia uma tempestade, se analisado deste ângulo. 

Um grito longo e tétrico preencheu os ouvidos de cada ser nas proximidades do Conselho. Era carregado de dor e agonia. O tipo de grito que arrepia os cabelos da nuca. Bruxos e bruxas de todas as idades levantavam-se assustados, uma leve bagunça se formara no corredor de onde viera o grito. Lá, ao fundo, na última porta à esquerda, uma velha decrépita e cega agonizava e soltava uma única palavra: "Iginia"

Levaram poucos minutos para que a dona de tal nome estivesse ao pé da cama, segurando a mão da velha bruxa numa tentativa de consolá-la.

-Consolata -balbuciara a jovem Mucci. Para os que não tinham qualquer entendimento, Iginia poderia vir a ser confundida por filha de Consolata. Mas, com tempo e observação, veriam que a mais jovem em nada se parece com a mais velha. A moça era, na verdade, esposa do filho da senhora. No entanto, os laços entre elas eram mais fortes que qualquer laço que a mãe mais amável poderia ter com sua filha. -Consolata, estou aqui. Está tudo bem. Eu estou aqui. O que houve?

A velha, com dificuldades para respirar e contendo um novo grito de agonia, respondeu-lhe em uma voz sofrida de quem enfrenta seus momentos finais:

-Eu tive uma visão. Oh, Iginia! Fora tudo tão horrível! O Rio Espiritual estava vermelho com o nosso sangue, a universidade pegava fogo. Haviam montanhas de bruxos mortos! Rosto que eu reconheci! O papa estava entre os corpos também. Um clérigo pisava em sua cabeça enquanto brandia uma espada de sangue! - A voz da velha bruxa falhou e um acesso de tosse veio. - Havia uma bruxa ao lado dele Iginia. Uma bruxa má. Traiu a todos nós e fitava nosso desespero com uma expressão de prazer inimaginável! Ela traia seus irmãos como se fossem nada! - Outro longo acesso de tosse se seguiu. Desta vez mais longo e molhado.

-Acalme-se Consolata! Os curandeiros estão chegando. Marcaremos uma reunião com o Conselho assim que você melhorar.

-Não há tempo! Eles estão voltando!

-Quem Consolata?!

A bruxa mais velha fixou seu olhar branco e vazio nos olhos castanhos de Iginia, era como se ela pudesse enxergar novamente e, antes de ter um último acesso de tosse e dar seu último suspiro, respondeu:

-L'Inquisizione

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O dia seguinte fora tortuosamente frio e sem cor. Parecia que cada ser vivo e não vivo no campus sentia a perda. Para Iginia, a noite da morte de sua sogra fora um completo borrão. Ela se lembrava de ter ajudado nos preparativos para o velório enquanto ainda em lágrimas. Lembrava-se também de ver o sol nascer ao som da música fúnebre que tocava enquanto o corpo de Consolata era colocado na Clareira Central da Floresta dos Espíritos. O cheiro adocicado do perfume que passaram na velha bruxa a enjoava. Quando se dera conta, o ritual já havia terminado, junto à manhã. O corpo de sua mãe postiça já se tornara pó e fora jogado no Rio das Almas. Tudo isso a fazia sofrer.

Uma mão grande e forte apertou seu ombro no início da tarde, tirando-a de seus devaneios fúnebres. Era seu marido.

-Precisa deixá-la ir- ele disse com uma voz grossa carregada de compaixão e tristeza. Ele se parecia tanto com sua mãe. Desde os cabelos ondulados e em um tom castanho claro ao gênio passivo e gentil, ele era uma versão masculina de Consolata em seus dias de juventude. - Precisa deixá-la ir- Alessio repetiu.

Sem conseguir conter as lágrimas, Iginia abraçou o marido com toda a força que lhe restava. Ela o amava tanto! O devia tanto! Inebriando-se em seu cheiro amadeirado, totalmente diferente do perfume doce e enjoativo que a enjoara no velório, Iginia conseguiu força de vontade o suficiente para respondê-lo:

-Eu sei. Só estava me despedindo propriamente. Eu devia isso à ela.

-Eu entendo- e ele entendia de fato. Mas não podia demonstrar tristeza. Por mais que a morte de sua mãe lhe fizesse doer o coração como se alguém o triturasse, não poderia demonstrar. Sua mãe nunca o perdoaria por isso. - Vamos comer, sim? Teremos uma tarde cheia hoje. Agendei uma reunião de emergência com todas as outras universidades. O próprio Papa virá! Temos que demonstrar força mais do que nunca hoje.

Iginia assentiu, desvencilhou-se dos braços aconchegantes de Alessio e se dirigiu, junto a ele, à mansão Mucci, onde se preparariam física e psicologicamente para o inferno que seria o conselho daquela tarde.

"L'Inquisizione torna"

"A Inquisição está voltando"


Notas Finais


Espero que tenham apreciado! Todas as informações que vocês precisam para o preenchimento da ficha se encontram aqui:
https://spiritfanfics.com/jornais/univercita-vera-mucci-10893021

Não se acanhem!


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