História Universe - Capítulo 20


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lu Han, Sehun, Tao, Xiumin
Tags Angst, Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Chen, Exo, Fluffy, Kai, Kaido, Kaisoo, Kris, Lu Han, Sehun, Sookai, Tao, Xiumin
Visualizações 94
Palavras 4.344
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E aí pessoal? Como vão? Espero que bem!~ ^^

Espero que gostem e boa leitura! ^3^

OBS: eu tô aqui em plenas 16 horas porque eu vou sair daqui a pouquinho e só voltaria bem tarde da noite. Como eu me conheço, eu esqueceria de postar, então é, adiantado para garantir o capítulo no dia certo!

Capítulo 20 - New Face


Jongin estava em seu décimo sétimo sono, porém um mosquitinho agitado conseguiu fazê-lo despertar. Extremamente irritado, o moreno se levantou e vasculhou todo o seu armário. Jogou algumas roupas no chão enquanto procurava pelo inseticida.

— Onde foi que eu botei..? — ele se perguntou, desistindo de procurar no armário e indo para o banheiro — Aqui... — ele sorriu e pegou o veneno.

— Kyungsoo, acorda... — Jongin murmurou, apalpando a cama em busca do corpo do menor. Ao não sentir nada, seus olhos, de fato, abriram-se. Deparou-se com a cama vazia, mas logo o mosquito passou pelos seus olhos, fazendo aquele sonzinho irritante.

— Vai se foder, seu filho da puta — ele xingou, jogando veneno a sua volta, a fim de matar o bicho.

 

Já faziam alguns minutos que Kyungsoo havia deixado o conforto da cama de Jongin e andava pela casa, que parecia tão fria de madrugada. Desceu as escadas e foi para a cozinha.

Encontrou sua mãe preparando um chá e sorriu.

— Oi, omma... — ele cumprimentou, fazendo questão de que seus passos fossem audíveis para não assustar a mais velha.

— O que está fazendo acordado, querido? — a mulher perguntou, jogando o saquinho com o sabor dentro da água quente.

— Eu queria falar com você — ele sorriu mais uma vez e sentou-se na cadeira.

Sua mãe se sentou ao seu lado e o olhou enquanto esquentava suas mãos com a xícara.

— O Nini me pediu em namoro... — Kyungsoo revelou, olhando para a maneira como a mais velha brincava de puxar a linha conectada ao saquinho.

— Como foi? — Kyungsoo deveria ter imaginado que sua mãe não se surpreenderia nem um pouco com a notícia.

— Foi legal... ele pediu do nada, bem simplesinho — o Do mais novo sorria, vagando em suas memórias de como Jongin parecia bonito à luz das fogueiras e da Lua.

— Esse suspense todo para me contar algo previsível, Soo? — a mais velha brincou, rindo da careta feita pelo filho — Está feliz?

— Estou — Kyungsoo respondeu sinceramente, brincando com os próprios dedos.

— Soo — ela chamou e, ao que obteve a atenção do mais alto, prosseguiu —, vai beijar o menino.

— O que? — Kyungsoo a olhou surpreso.

— Você deixou ele sozinho e devem ser umas 3 horas da madrugada. Se não for beijar o moleque, então vai fazer carinho nele. Não há nada melhor do que carinho durante a noite — ela falou, rindo da expressão de surpresa que não deixava o rosto do outro.

— Ele deve estar dormindo, omma — Kyungsoo riu fraco, sentindo a vontade de ficar abraçado ao mais novo que sua mãe o fazia imaginar.

— Vai lá ver, então — a mais velha arqueou uma das sobrancelhas, bebericando do líquido quente.

O mais alto mordeu o próprio lábio, em dúvida entre subir as escadas ou permanecer ali.

— Soo? — Jongin chamou, aparecendo na cozinha.

— O–Oi, Nini — Kyungsoo sorriu, levantando-se da cadeira de supetão e indo para perto do moreno.

Sua mãe riu anasalado e levantou-se da cadeira, colocando o pouquinho de açúcar que a fazia falta.

— O que você está fazendo acordado, pequeno? — o Kim questionou, parecendo não notar a presença da mais velha.

— E–Eu vim falar com a minha mãe e beber um pouco de água... — o mais baixo improvisou, sorrindo amarelo e, assim como o outro, não notou quando sua mãe deixou a cozinha pela outra porta e subiu as escadas no maior silêncio do mundo.

— Já bebeu sua água, Soo? — a voz do moreno soava sonolenta e adoravelmente infantil. Kyungsoo assentiu e Jongin segurou sua mão, puxando-o de volta para o andar de cima.

— O que foi, Nini?

— Eu quero dormir com você — ele resmungou, subindo degrau a degrau com cuidado, já que não enxergava direito naquela escuridão toda.

Andou pelo corredor, ainda segurando a mão de Kyungsoo e entrou no quarto do alvo, indo para a cama.

— Por que que a gente está no meu quarto?

— Porque eu enchi o meu de inseticida — Jongin respondeu, sentado de perna de índio na cama enquanto esperava o mais velho fechar a porta e sentar junto dele.

Kyungsoo sentou-se de frente para o moreno e ficou o olhando. Ficaram em silêncio até que a risada rouca de Jongin deixou sua garganta.

O sorriso do Do diante da gargalhada gostosa do mais novo iluminou seu rosto. Numa pausa para respirar, Jongin segurou as mãos do menor e beijou-as, logo as posicionando sobre seu peito, no lado esquerdo.

Kyungsoo arregalou os olhos ao sentir o coração de Jongin batendo freneticamente.

— Mesmo depois de anos, você sempre faz com que ele fique desse jeito quando você me olha nos olhos, Soo — Jongin revelou, soltando as mãos de Kyungsoo, que ainda mantinha uma delas na região.

— Nini, posso... — Kyungsoo se perdeu nas palavras, sem saber como pedir algo desse tipo.

Após algumas semanas apenas aguardando pelo momento em que finalmente poderia acalmar sua mente apaixonada, já que estaria namorando com o mais novo, Kyungsoo se via confuso. Eles namoravam, eles se beijavam e tinham a liberdade de se tocar mais a fundo.

O que mais ele poderia querer? Beijar Jongin era bom, poder dizer que amava ele também, era fantástico, sem que fosse no sentido “irmãos” como foi por muito tempo.

Mas ele queria... ele não sabe o que ele queria. Ele queria aproveitar, e não somente beijar o moreno até que ficasse com falta de ar ou algo do tipo.

Ele queria apenas ficar na companhia de Jongin, em silêncio, como sempre gostou. Mas agora era diferente, mas ele não sabia o que, exatamente, havia mudado.

— Aish... — ele suspirou, sem saber o que dizer ou pensar.

— Soo, o que foi? — Jongin perguntou, olhando para o menor, preocupado.

— Nini, deita — o Do ordenou. Jongin o fez de prontidão, deitando-se na cama e olhando para o alvo.

Kyungsoo deitou-se ao seu lado, bem coladinho, e deixou uma das pernas sobre as do moreno enquanto seu braço repousava sobre a barriga deste e seu rosto estava próximo ao seu pescoço.

— Eu não vou dormir ainda, eu só quero ficar assim com você um pouco...

— Esse seu “um pouco” pode ser o meu “para sempre”, Soo? — Jongin perguntou, passando um dos braços por baixo do corpo de Kyungsoo e acolhendo-o.

— Idiota... — Kyungsoo murmurou, rindo anasalado e selando a bochecha de Jongin.

— Seu idiota.

Preso em uma mania, os dedos de Kyungsoo começaram a formar letras e mais letras sobre o pijama escuro do mais alto, que estava atento aos seus movimentos.

“Do Kyungsoo ♥ Kim Jongin”, Kyungsoo soltou uma risadinha ao que terminava de desenhar o “In” na barriga do moreno.

— Soo, é pedir demais você passar, tipo, uns 20 mil minutos me beijando daquele jeitinho calminho que você faz às vezes? — Jongin perguntou, acariciando o cabelo do Do.

— Nini, tira a camiseta — Kyungsoo pediu, e apenas não gaguejou porque não tinha muitos pensamentos impuros rondando sua cabecinha.

Jongin logo se sentou e retirou a camiseta, deixando à mostra seu torso.

— P–Por quê? — ele finalmente perguntou, observando a maneira como os olhos do mais velho pareciam devorá-lo vivo.

Kyungsoo sorriu e continuou a “desenhar”, agora diretamente na pele bronzeada de Jongin. Nada mudou, exceto pelas cócegas que acabavam por aparecer mais e perturbar o moreno, que apenas queria entender as mensagens de Kyungsoo.

Kyungsoo passou a mão por toda a barriga de Jongin, rindo das caretas feitas pelo mais novo toda vez que sua mão passasse por alguma região mais suscetível às malditas cócegas.

Por fim, segurou o queixo do Kim e o fez olhá-lo. Observaram-se em silêncio por algum segundo, mas Kyungsoo logo dava risada, sendo quase capaz de ouvir o coração de Jongin fazendo festa em seu peito.

Ele se aproximou do maior e juntou seus lábios num selar rápido, logo distribuindo os mesmos pelo ombro de Jongin.

— Eu já disse que te amo hoje, Soo? — Jongin perguntou, apreciando a maneira como os lábios macios de Kyungsoo praticamente abençoavam sua pele.

— Acho que não...

— Então, Kyungsoo, eu te amo.

— Eu também te amo, Nini — Kyungsoo riu, beijando mais uma vez Jongin, que segurou o corpo do mais velho, ficando por cima deste.

Kyungsoo soltou um som quase semelhante a um grito, porém num volume baixinho, devido ao susto e seus olhos pareciam querer saltar para fora. Jongin deu risada e beijou o mais velho mais uma vez, agora mais decididamente.

Não passou disso, Jongin queria apenas sentir a língua de Kyungsoo contra a sua, e então ele poderia dormir em paz. Ao separar-se dos lábios do Do outra vez, ele voltou a se deitar ao seu lado.

— Posso tirar a sua camiseta também, Soo?

— P–Pode... — Kyungsoo murmurou, já sentindo suas bochechas queimarem.

Kyungsoo ergueu os braços ao que Jongin retirava a camiseta branca de seu pijama. O Kim sorriu na visão da pele branquinha, lotada de pontinhos escuros ao longo desta.

— Posso te beijar? N–Não sua boca dessa vez... — Jongin perguntou mais uma vez, deixando um Kyungsoo bobo e envergonhado, que apenas assentiu.

Os lábios de Jongin não tardaram a selar cada pedaço que pertencesse a Kyungsoo. Começou pelo rosto, distribuindo beijos e mais beijos nas bochechas, na testa, na pontinha do nariz, no maxilar, em todo lugar.

Prosseguindo, beijou todo o pescoço de Kyungsoo, fazendo questão de deixar algumas marcas, como numa revanche por aquela vez em que Kyungsoo se empolgou enquanto brincava com o pescoço do Kim.

Mordiscou ambas as clavículas e os ombros de Kyungsoo, chegando, finalmente, ao peito deste, que subia e descia rapidamente.

Para não se empolgar tanto, Jongin pulou a parte superior, indo diretamente à barriga de Kyungsoo. Beijou toda e qualquer pinta que conseguisse enxergar na escuridão — agora não tão escura, já que suas pupilas já haviam se habituado —, sendo agraciado pela risada de Kyungsoo.

Segurou a cintura de Kyungsoo e trilhou o caminho de volta, beijando a bochecha deste algumas vezes antes de, finalmente, aquietar.

— Você é lindo, Soo — ele segredou, sussurrando próximo à orelha do menor.

Kyungsoo se virou para Jongin, separados por míseros centímetros.

— Sabia que você é o único que realmente me faz acreditar nisso? — Kyungsoo perguntou, mostrando seu sorriso em formato de coração.

— Eu diria isso quantas vezes fosse preciso para te fazer acreditar.

Kyungsoo selou seus lábios e deitou-se, beijando o peito de Jongin enquanto preparava-se para voltar a dormir.

— Eu te amo, Nini.

— Eu te amo tanto quanto a Lua ama a Terra! — Jongin sorriu e fez com que Kyungsoo interrompesse sua ação para encará-lo.

— Como assim?

— A Lua está sempre virada para a Terra! A gente só consegue ver um lado dela, porque é como se ela sempre estivesse olhando para nós! — Jongin contou, sorrindo cada vez mais infantilmente.

— E se a Lua não gostar da Terra e ela estar, na verdade, sempre virada de costas para a gente? — Kyungsoo ergueu as sobrancelhas, esperando ansiosamente pela reação do moreno.

Ele riu, Jongin tinha o maior bico do mundo enquanto encarava o alvo em descrença.

— Não estraga, Soo... — ele resmungou.

— Desculpa, Nini — Kyungsoo sorriu e mordiscou o bico do moreno, que logo já o beijava novamente.

— Te desculpo, mas só porque você é fofo demais, Minhoca!

— Vamos dormir, Nini — Kyungsoo falou, voltando a rabiscar no abdômen não muito marcado do mais novo.

— Vamos... — Jongin respondeu, já bocejando.

— Boa noite, Nini, eu te amo.

— Boa noite, Soo, eu também te amo.

O silêncio se instalou por um tempo, Jongin ainda podia sentir os dedos de Kyungsoo traçando linhas imaginárias em sua barriga e Kyungsoo ainda podia sentir os dedos de Jongin bagunçando ainda mais o seu cabelo.

— Eu te amo... — Jongin murmurou mais uma vez, do nada, e Kyungsoo não fez nada além de sorrir e beijar o ombro do moreno — Eu te amo demais... — o Kim não parecia saber que revelava tais palavras, seus olhos estavam fechados e a voz mal saía.

Kyungsoo depositaria um beijo em Jongin toda vez que ele repetisse isso e, foi inegável, sentiu-se minimamente triste quando, finalmente, o maior ficou quieto. Ele havia dormido.

As pálpebras de Kyungsoo estavam pesadas e seus lábios pareciam nunca se cansar de beijar qualquer parte do corpo de Jongin.

— Eu te amo, Nini... — Kyungsoo sussurrou num fio de voz, aproximando seu rosto com cuidado do mais novo.

Encarou os traços delicados, mas afiados, do Kim, admirado pela beleza alheia. Tudo nele parecia ser charmoso demais. Analisou os olhos, as sobrancelhas — que possuíam alguns pelinhos escapando de seu desenho original —, o narizinho e, ao chegar a vez da boca, Kyungsoo adormeceu.

De certa forma, foi um bom momento para dormir, Kyungsoo não podia garantir que teria tanto autocontrole para não beijar os lábios carnudos e chamativos de Jongin.

Kyungsoo, na verdade, nunca podia garantir que teria autocontrole o suficiente em qualquer momento que estivesse próximo do moreno.

 

(...)

 

— Pedra, papel ou tesoura — Kyungsoo cantarolou, balançando seu punho fechado.

O alvo notou a mão de Baekhyun erguer-se e mostrar a palma aberta apenas para o Do. “Baekhyun, você que pediu”, ele sorriu desafiadoramente e esperava ansiosamente pelo resultado.

Ele e Baekhyun jogaram papel, enquanto Jongin e Chanyeol jogaram pedra.

— Beleza, então vai ser eu contra o Jongin e o Soo contra o Baekkie — Chanyeol falou, anotando no papel.

— Quem vai primeiro? — Baekhyun perguntou, ligando o videogame.

— Eu e o Yeol! — Jongin exclamou, erguendo o braço desesperadamente.

— Eu acho... eu acho que a gente deveria apostar alguma coisa... — Kyungsoo falou enquanto se sentava no sofá e abraçava uma almofada com um sorriso ladino.

— Assim as coisas ficariam mais interessantes... — Chanyeol concordou, pegando o segundo controle na gaveta.

— Eu voto em quem ganhar pintar o cabelo dos outros! — Baekhyun falou, erguendo a mão direita para indicar seu voto a favor.

— Aceito! — Jongin bateu na mão de Baekhyun e sorriu.

— Então, está fechado! O campeão pinta o cabelo dos perdedores — Chanyeol repetiu, olhando todos nos olhos, procurando por algum pinguinho de vacilo em seus corpos, mas o que encontrou foi o oposto. Todos ali na sala pareciam dispostos ao risco.

 

(...)

 

— “Se for interpretar uma personagem de ação que está fugindo da polícia porque seu namorado foi acusado injustamente ou simplesmente quiser tentar uma cor nova sem gastar muito, tingir o cabelo em casa poupa dinheiro e tempo. É preciso aprender a escolher a tintura certa, a preparar o cabelo e o rosto para o procedimento, a fazer um teste de mecha, a passar a tinta, a enxaguar o cabelo e a retocar a raiz quando o cabelo começar a crescer” — Chanyeol lia o que estava escrito em seu celular, segurando-se para não rir — O Wikihow está dizendo para a gente lavar o cabelo 24 ou 48 horas antes de tingir.

— Não olhem para mim, isso daí depende de vocês — Kyungsoo falou, continuando a descer pelo seu feed no Instagram.

— A gente vai pintar amanhã à tarde, então quem não lavou ontem tem que lavar hoje — Baekhyun falou, pensativo.

— Um gênio você, parabéns — Chanyeol caçoou, levando um soco não muito forte, mas também não muito fraco, do, até então, loiro — Aliás, não usem condicionador.

— Por que não? — o Byun perguntou.

— Porque ele elimina os óleos naturais do nosso cabelinho.

— Uau... — Baekhyun murmurou, fazendo com que Chanyeol revirasse os olhos.

— Vocês já decidiram de que cor vão pintar? — Jongin perguntou, voltando à sala com um balde enorme de pipoca.

— Por que vocês não escolhem a cor um do outro? — Kyungsoo sugeriu, abaixando o celular para pegar um punhado de pipoca.

— Por... mim... tanto faz... — Jongin falou, intercalando a fala para mastigar.

— Eu escolho a sua, então — Baekhyun falou, com cara de criança encrenqueira.

— E eu, a sua — Chanyeol concluiu, formando o círculo.

— Então, espera, deixa eu ver se eu entendi — Kyungsoo começou, com os olhos semicerrados e tentando tirar um milho que ficara entre seus dentes com a língua —, o Nini vai escolher a do Chanyeol, que vai escolher a do Baek, que vai escolher a do Nini?

— Isso! — Baekhyun e Chanyeol sorriram triunfantes, ansiosos, enquanto Jongin estava ocupado demais enchendo a boca de pipoca.

— Isso vai ser divertido — Kyungsoo concluiu, rindo num suspiro.

— Com certeza — Baekhyun sorriu, atravessando a sala para pegar um pouquinho da comida.

— A gente só precisa lavar o cabelo hoje, então, né? — o Kim questionou.

— Sim.

— E NÃO USEM CONDICIONADOR! — Chanyeol alertou, fazendo com que todos rissem de seu escândalo.

 

(...)

 

— De qual cor você quer que o cabelo do Chanyeol fique, Nini? — Kyungsoo perguntou enquanto olhava a prateleira cheia de cores para tintura.

— Rosa! — Jongin falou ao apontar para uma coleção ali — E azul, também!

— Olá, posso ajudar? — uma moça, aparentemente da mesma idade deles se aproximou.

— Oi, Wannie — Jongin sorriu, mostrando seu rosto atrás do corpo do pequeno.

— Já disse para me chamar de Seungwan, ou Wendy, Jonginnie — a garota falou, rindo fraco.

— Sim, sim... — Jongin concordou, não dando os devidos ouvidos à amiga de infância.

— Então, posso ajudar?

— A gente quer isso! — Jongin apontou novamente para as embalagens cheias de tinta.

— Quais cores? — ela perguntou, após ter pegado uma cestinha próxima ao caixa.

— As que mais se parecerem com um unicórnio — a voz grave de Kyungsoo se fez presente, levando Jongin a se assustar e a tal Wendy, que colocava alguns potinhos no cesto, rir.

— Algo mais?

— Sim... — Kyungsoo suspirou, olhando para a prateleira.

— Quais cores eles querem?

— O Chanyeol quer pintar o do Baek de ruivo e o Baek quer pintar o seu de um rosinha meio salmão meio sei lá.

— O que acham dessa cor? — a garota perguntou, indicando para uma marca bastante popular.

— É por aí... o Baekhyun me falou o nome... qual que era..? — Kyungsoo se perguntou, fechando os olhos após ter pendido a cabeça para trás.

Jongin observou o pescoço normalmente branco de Kyungsoo com algumas manchinhas vermelhas e sorriu, um sorriso que misturava uma dose de felicidade, duas de satisfação e três de desejo.

— Acho que... — Kyungsoo começou, ainda na mesma posição, levando a boca de Jongin a secar devido ao movimento atraente de seu pomo de adão ao longo da fala — Drama Red e Lilly Rose — o Do informou, torcendo para que seu inglês fosse, no mínimo, entendível.

— Deixa eu ver, deixa eu ver... — a morena murmurou, olhando aqueles montes de cores — Aqui! O que acham? — ela perguntou, mostrando as amostras.

— É isso mesmo! — Kyungsoo sorriu, evidenciando seu eye smile e pegando a cesta da mão de Wendy.

— Precisam de mais alguma coisa?

— Acho que n– — Jongin começava a falar, mas foi cortado como por um relâmpago pelo menor.

— Água oxigenada, pó descolorante e quatro pares de luvas plásticas, por favor.

A morena riu e, após falar o típico “Só um minuto”, sumiu na loja. Jongin beijou a bochecha de Kyungsoo, que o olhou em dúvida.

— D–Desculpa... — Jongin pediu, sentindo-se envergonhado. Ele não sabia qual seria a reação de Kyungsoo ao ser beijado, por mais que na bochecha, em público.

Sua reação foi surpreendente, para falar a verdade. O Do largou a cesta no chão e, segurando no colarinho de Jongin, puxou-o para um beijo apaixonado que não teve muito desenvolvimento.

Kyungsoo soltou a camiseta que Jongin usava e foi até o setor onde a atendente estava. Jongin ficou todo bobo, largado ali, ao lado de tintas e mais tintas para cabelo.

E então um pensamento passou pela sua cabeça, “Hoje eu vou dormir com o cabelo rosa...”. Suspirou e seguiu o alvo, “ignorando” — como se possível — o sentimento de euforia que se apossava de seu interior.

 

(...)

 

As mãos de Kyungsoo estavam cobertas pelo primeiro par de luvas e ele preparava o cabelo de Baekhyun para o processo.

Baekhyun estava sentado numa cadeira, ao lado da mesa de vidro que Kyungsoo usava como apoio, enquanto Jongin e Chanyeol estavam treinando embaixadinhas.

O Byun optou por ser o primeiro pois, como estava acostumado a Kyungsoo tingindo seu cabelo de loiro desde um desafio em suas infâncias, seria melhor para que os outros dois entendessem como funcionava.

Após todos os preparos, Kyungsoo misturou a água oxigenada com o pó descolorante e começou a mexer, logo pegando um pouco com o pincel e aplicando, das pontas às raízes, no cabelo de Baekhyun.

Usava apenas um pouco da mistura, era especialmente para as raízes, que precisavam de um reparo, e para clarear um pouco mais.

Chanyeol e Jongin, por mais que devessem, não davam atenção ao que acontecia, estavam mais preocupados em deixar a bola quicando o máximo possível em seus joelhos.

Kyungsoo e Baekhyun trocavam algumas palavras ao longo da situação, rindo frequentemente.

— Fica meia hora aí moscando, Baek — Kyungsoo falou, juntando todos os quatro grupos de mechas que ele fez no topo da cabeça de Baekhyun, fazendo com que Chanyeol caísse, exageradamente, no chão, de tanto dar risada.

— Sua vez, idiota! — Baekhyun exclamou, indo correndo na direção do maior para chutá-lo.

O Park começou a correr do “abacaxi” — o jeito como ele mesmo apelidara Baekhyun —, prezando pela sua vida. Kyungsoo chamou Jongin, pedindo para se sentar na cadeira a sua frente.

— Você não está nervoso, está, Nini?

— Um pouquinho... — Jongin foi sincero, evidenciando sua ansiedade com os movimentos incessantes de ambas as suas pernas e dedos.

— Relaxa, Nini... além de eu ter certeza de que você ficaria bonito de qualquer jeito — Kyungsoo começou a falar, suave e sinceramente —, eu vou fazer direitinho, está bem? — ele beijou o topo da cabeça de Jongin e começou a aplicar a mesma mistura que usara em Baekhyun no cabelo marrom do Kim.

— Soo, vai arder?

— Só um pouquinho, isso se arder. Se arder muito, muito, me avisa.

— Certo... — Jongin suspirou, permitindo-se fechar os olhos e esperar pelo momento em que seus fios ficassem tão claros quanto os de Baekhyun.

 

— Olha! Outro abacaxi! — Chanyeol riu, apontando para Jongin.

— Sua vez de ser o abacaxi, o Soo está te chamando — Jongin informou, fazendo com que Chanyeol fosse rapidamente até a cadeira.

Sentou-se ali e esperou ansiosamente pelo momento em que pudesse ser feliz com seus outros dois amiguinhos abacaxis.

Ao que Kyungsoo juntava as mechas no topo da cabeça para prender com uma piranha, Chanyeol já ria, desesperadamente buscando por ar.

— BAEKHYUN, JONGIN! SOMOS TRÊS ABACAXIS AGORA! — Chanyeol gritou, aproximando-se dos outros dois.

— É... não por muito tempo, eu acho — Jongin murmurou, apontando para o Do, que se aproximava.

— Baek, está na hora de você lavar o cabelo.

— Lava na mangueira — Chanyeol sugeriu, pateta, fazendo com que Jongin risse e Baekhyun e Kyungsoo o olhassem com uma digna cara de “Você ‘tá falando sério?”.

— Eu já volto! — Baekhyun falou, indo saltitante de volta para o interior da casa.

— Eu te ajudo! — Chanyeol se ofereceu, levantando-se e ameaçando seguir o Byun.

— Se for entrar no chuveiro para transar com ele, usa a touquinha, Chanyeol! Não deixa seu cabelo molhar! — Kyungsoo alertou, recebendo um dedo do meio. Coincidentemente, o dono do dedo do meio pegou a tal touquinha antes de sumir casa adentro.

— O que você achou dos chupões super mega discretos do Baekkie–hyung, Soo? — Jongin questionou, sorrindo com a risada gostosa de Kyungsoo.

— Ah... — Kyungsoo suspirou — Eu sei que o Chanyeol faz bem ao Baek, então é melhor que seja desse jeito. O Baek não é do tipo que liga para um ou outro chupão... no caso, mil... no pescoço, sabe?

— E você, Soo?

— E–Eu o que?

— Você é do tipo que liga para isso?

— Jongin, escuta, quando for para fazer esse tipo de pergunta, espere por algum momento em que você não esteja parecendo um abacaxi e que eu não esteja usando luvas sujas de água oxigenada e pó descolorante, okay? — Kyungsoo perguntou, fazendo Jongin rir.

— Desculpa, Soo... fiquei curioso por um momento.

— Eu te respondo depois, pode?

— Opa, claro que pode, Minhoca — Jongin piscou para o menor, que corou da cabeça aos pés.

— Idiota...

— Seu idiota! — o Kim corrigiu, deixando um selinho no pescoço alvo, e também marcado, de Kyungsoo.

— Yah! O que foi que eu falei? — Kyungsoo se levantou do banco onde estava sentado, fingindo estar bravo — Nada de me provocar sem que eu possa... sem que eu possa... — Kyungsoo perdeu as palavras, não sabia mais o que dizer.

— Sem que você possa me fazer calar a boca do jeito que você quer? — Jongin questionou ladino, com uma das sobrancelhas arqueadas.

— E–Exatamente...

— Vou te irritar tanto hoje à noite, Soo... só para você calar a minha boca, eu espero muito que você cale a minha boca hoje.

— Seu pedido é uma ordem — Kyungsoo sussurrou, ficando na ponta dos pés para depositar um selinho, totalmente contrastado com o diálogo, nos lábios de Jongin e esforçando-se para que suas mãos, as luvas, mais especificamente, não sujassem nada.

— Eu já tenho que lavar o cabelo?

— Acho que sim...

— Me ajuda? — Jongin pediu, parecendo e soando inocente, porém algo no fundo de seus olhos e no fundo da alma de Kyungsoo diziam-no o contrário.

— Só se você se comportar... — ele suspirou antes de ir para o chuveiro.

 

(...)

 

Os dentes do pente passavam entre os fios de Chanyeol já coloridos. Não era apenas uma cor, havia rosa e azul, ambos num tom pastel, suave.

Baekhyun sentia que não conseguiria desviar a atenção do cabelo de Chanyeol, por mais estranho que este aparentasse no momento. Estava novamente na companhia daquele sentimento reconfortante.

Baekhyun estava novamente se apaixonando pelo mais novo.

O, agora, ruivo passou a analisar os traços de Chanyeol. Não é como se fosse a primeira vez que ele fazia isso, estava longe — tanto de ser a primeira, quanto de ser a última —, mas nunca parecia perder a graça.

Observar Chanyeol sempre deixaria o coração de Baekhyun com a sensação de ter sido cuidado com carinho. O coração de Baekhyun sempre dançaria alegremente ao notar o sorriso se formando nos lábios do... — como se refere a alguém com cabelo rosa e azul? Bicolor? — do mais alto.

E, principalmente, o coração de Baekhyun nunca se acostumaria com a presença marcante de Chanyeol, sua risada escandalosa, seu corpo absurdamente enorme, sua personalidade cativante, seus toques, e todo e qualquer traço do Park.

Mesmo não sendo um dos maiores crentes nos “para sempre” da vida, Baekhyun não conseguia mais se imaginar sem Park Chanyeol cuidando de seu coração.

Porque, querendo ou não, o coração de Baekhyun entendia, e queria, que Chanyeol ficasse com ele para sempre.


Notas Finais


Esse é um dos caps mais descontraídos na minha opinião aheshuesa
Espero que tenham gostado!!!
Eu aMO a cena dos abacaxis auhhuehshu eu ri escrevendo k

Até a próxima!~ ^3^


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