História Universe - Capítulo 4


Escrita por:

Postado
Categorias EXO
Tags Baekyeol, Chanbaek, Kaisoo, Menção Kaisoo
Visualizações 174
Palavras 4.303
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse com toda certeza é o capitulo com mais emoção da fanfic e é um dos meus favoritos tambem.
Eu espero que vocês gostem.
Boa leitura

Capítulo 4 - Stay


Fanfic / Fanfiction Universe - Capítulo 4 - Stay

4° Capitulo — Stay

Sentir necessidade de estar em contado com uma pessoa todos os dias, seja tocando-a, por mensagens de textos ou por ligações, era uma sensação nova para Chanyeol. Era um estranho no estômago, que ao mesmo tempo se tornava bom. As mãos suando por estar na presença dele também era algo que nunca havia experimentado antes, junto dos pensamentos alienados e a impressão que o coração iria sair do peito a qualquer instante.

Essas eram algumas das consequências por se estar perdidamente apaixonado. E Chanyeol sentia cada uma delas com precisão cada vez que estava na presença de Baekhyun.

Já fazia bons meses que os dois se conheceram, e desde aquele passeio inesperado, onde o universitário quis surpreender um homem que nem conhecia direito, a história começou a se desenrolar. Nenhum dos dois imaginou chegar onde estavam, com um mês de namoro, completamente apaixonados um pelo o outro.

A vida marcava encontros inesperados entre pessoas totalmente distantes. Chanyeol ao menos poderia imaginar que no café que ia com frequência, encontraria um garoto como Baekhyun, alguém tão semelhante e tão diferente de si ao mesmo tempo. Talvez nem em uma de suas histórias mais mirabolantes um encontro tão distinto acontecesse.

— Bom dia. — Baekhyun cumprimentou assim que abriu os olhos e viu o namorado o observando.

— Bom dia. — Chanyeol tirou algumas mechas de cabelo que estavam atrapalhando sua visão do rosto do menor. — Dormiu bem? — Baekhyun apenas concordou com a cabeça, voltando a fechar os olhos, se aproximando ainda mais do corpo maior, que abraçou seu semelhante, como se pudesse o proteger de tudo. — Para de ser preguiçoso, Baek.

— Me deixa, eu dormi só mais um pouco.

— Baekhyun, já está tarde.

— Mas é final de semana. Essa semana foi puxada demais na faculdade para mim.

— Então vou deixar você dormindo agora, eu tenho reunião.

— Compromisso de homens velhos.

— Eu sou velho, você queria o que?

— Você vai voltar muito tarde? — Baekhyun abriu novamente seus olhos para poder encarar o escritor. — Você sabe que dia é hoje, né Chanyeol?

— Eu sei. Eu não me esqueci. Eu vou tentar voltar o mais cedo possível, ok?

— Tá bom.

O moreno levantou-se, enquanto o mais novo abraçava o travesseiro como se fosse o corpo grande ali. Chanyeol se dirigiu ao banheiro que havia em seu quarto para tomar banho. Depois que se arrumou, tomou apenas uma xícara de café, deu um beijo na testa de Baekhyun e saiu da casa.

Já fazia um tempo desde que o escritor precisava falar com a editora e com seu empresário, porém a reviravolta que sua vida social deu nas últimas semanas o deixou sem tempo para pensar em seu trabalho.

Ao chegar à empresa, não foi como se tivesse passado meses fora do lugar. Foi bem recebido por todos, sua reunião foi a mais tranquila possível, e acertaram as coisas pendentes que sempre tinham que acertar antes de qualquer livro ser publicado.

Após a reunião, saiu cumprimentando todas as pessoas da equipe do jeito mais formal possível, mesmo que por dentro estivesse pulado de alegria, por tantos elogios vindo dos seus chefes por causa dos seus livros. Chanyeol estava feliz demais e não aguentava de ansiedade para ver o que seu público iria achar do seu novo projeto.

Estava mexendo em suas redes sociais, avisando seus seguidores que logo mais seu livro que todos aguardavam seria publicado, quando sentiu alguém sentar ao seu lado.

— Chanyeol, quanto tempo, pensei até que tinha morrido. — A voz dele era animada.

— Não seja dramático, Jongdae.

Aquele homem com sorriso simpático e roupas formais era um velho conhecido de Chanyeol. Além de Jongin e Kyungsoo, Jongdae também era um grande amigo seu e seu empresário também. Chen — como era chamado pelos londrinos. —, encontrou Chanyeol quando ainda era um escritor fracassado em busca de pequenos patrocínios para conseguir publicar seu primeiro livro. E Jongdae viu em Chanyeol o que ninguém tinha visto, o potencial que ele achou no escritor o inspirou a investir tudo o que tinha, se tornando um dos seus maiores e mais bem-sucedidos clientes. Contudo, não era apenas isso, porque os dois acabaram criando um laço forte de amizade, já que se conheceram logo que o moreno chegara a Londres.

— Como não ser dramático quando um dos meus melhores clientes desaparece do nada? Mas estou muito feliz que esses meses você se manteve tão ocupado, porque logo estará saindo um livro direto do forno quentinho. Todo mundo me deu excelentes resenhas sobre ele.

— Eu estou tão feliz que você não tem noção.

— Eu também estou, Chanyeol. Você é um grande escritor, não quero que perca sua magia.

— Sim. Já estou até fazendo planos futuros.

— Fico feliz, meu velho amigo. Mas sabe, precisamos conversar. — O sorriso tão característico saiu do rosto do amigo, colocando em si uma expressão séria. — Chanyeol eu sei que às vezes você esquece que é uma figura pública, mas você é. Vários paparazzi viram e tiraram fotos suas junto com um garoto, que parece ser bastante novo e vocês dois parecem ser bem íntimos. Eu tive que dar o meu jeito para essas fotos não chegarem a mídia.

— E o que tem?

— Você realmente está me perguntando isso? Eu sei que você nunca quis esconder sua sexualidade, mas não é o momento agora, seu livro está para lançar. Não sei como será a reação do público.

— Então você está dizendo que não posso sair com o Baekhyun mais?

— Claro que não estou dizendo isso. Estou pedindo para você tomar cuidado. Apenas isso, está bem?

— É a primeira vez que eu realmente estou gostando de alguém e eu tenho que esconder isso. — Bufou frustrado, bagunçando os fios por entre os dedos grossos.

— Eu sei que é difícil, mas é só por um tempo, tudo bem? Você sabe que por mim, você já teria falado sobre sexualidade há muito tempo. Mas isso não cabe nem a mim e nem a você. Tem uma empresa que carrega seu nome. Tem seus fãs que fazem sua fama. Isso vai muito além de nós.

— Disso eu sei, eu só estou falando que não é justo.

— A vida nunca foi justa, meu amigo. Mas mudando de assunto. Me diga, está namorando?

— Estou. Jongdae e eu não poderia estar mais feliz. — Um sorriso sútil brincou nos lábios grossos.

— Mas ele tem quantos anos Chanyeol? Parece ser tão novo.

— Ele não é tão novo assim, tá Jongdae? Mas ele me faz tão bem, tão bem... se não fosse por ele, nunca teria finalizado esse livro. Nem imagino o que estaria fazendo agora.

— Se ele te faz feliz Chanyeol, é o que importa.

— E hoje é nosso aniversario de namoro. Um mês. Eu nem sei o que eu faço.

— Leva flores para ele.

— Que coisa mais clichê, Chen. Preciso de algo inédito.

— Mas quem não gosta de receber flores? Leva ele para um jantar romântico em um restaurante bem chique.

— Jongdae, você é o exemplo de pessoa clichê romântica.

— Eu gosto de clichês, não me julgue.

— Preciso achar um amigo que me dê sugestões melhores do que as suas.

— Ah, Chanyeol, então o surpreenda. Não só a ele, quanto a mim também. Quero ver o que você irá fazer.

Ao chegar a sua residência, não se surpreendeu por não encontrar Baekhyun nela, pois ele havia lhe mandado mensagem, dizendo que passaria à tarde em casa com sua família e depois iria resolver algumas coisas da faculdade.

Chanyeol tomou aquele tempo sozinho para conseguir pensar no que estava acontecendo em sua vida.

Parou para pensar que nunca estivera tão bem, quanto agora. Seu livro prestes a ser lançado, com elogios chovendo para ele de todos os lados possíveis. Estava em contado recorrente com seus amigos, e até sua irmã o ligou, para conversar um pouco e matarem a saudade. E também tinha Baekhyun, que agora era seu namorado.

O moreno parava para olhar para si mesmo há meses atrás e o quanto estava sem esperança com a sua vida, e se impressionava. Tinha se afastado de todos que matinha laços de amizade e familiar, não existia expectativa nenhum com o próprio trabalho. Sua vida tinha dado uma reviravolta tão grande e em tão pouco tempo, que sempre se perguntava se isso era realmente possível.

Fugiu de seus devaneios quando percebeu que ainda não tinha feito nada que planejara fazer para comemorar o aniversário de namoro. Como não tinha conseguido pensar em nada melhor e já estava começando a anoitecer, Chanyeol saiu de casa, indo direto para a floricultura mais próxima. Porém, como era uma pessoa indecisa, saiu de lá cheio de flores de todos os tipos. Ao chegar em casa, percebeu que ainda tinha algumas horas para pensar em um presente mais especial para seu namorado.

(...)

Perto das nove horas da noite, Baekhyun já estava todo arrumado. Tinha tomado banho e se aprontado cedo demais, e agora ficava se castigando por esse fato, pois a ansiedade gritava dentro do seu peito e não conseguia de jeito nenhum ficar sentado quieto no sofá da sala. Levantava de minuto em minuto, tanto que estava começando a deixar seus familiares inquietos juntos consigo.

— Baekhyun, parece que está com formiga nas calças. — Sua mãe disse, fazendo o menino sentar novamente. — O que aconteceu?

— Hoje é o primeiro aniversário de namoro dele com o Chanyeol. Parece até um menino de quatorze anos. — Seu irmão zombou, causando risadas na mais velha.

— Vocês jovens ainda comemoram isso? Pensei que era coisa de velho.

— Ah, não é coisa de velho. É coisa de gente apaixonada e melosa. — Baekbeom voltou a dizer.

— Eu e o Chanyeol gostamos de demonstração de sentimentos. Melhor do que ter um relacionamento seco e sem graça que nem o seu.

Baekbeom estava prestes a responder, quando todos ouviram sons de buzina soarem do lado exterior.

— É o Chanyeol. — Sua mãe disse, passando as mãos no cabelo do filho mais novo. — Juízo.

Baekhyun apenas deu seu melhor sorriso para sua mãe e saiu de casa, indo em direção ao carro de seu namorado. Entrou e deu um selinho nos lábios do maior, que recebeu de bom grado.

— Eu fiz uma pequena lista de lugares que podemos ir. — Baekhyun anunciou animado. — Eu iria te passar por mensagem, mas acho que dá pra gente escolher agora aonde iremos e...

— Baekhyun, é a minha vez de te surpreender. Será que eu posso?

— Hm, tudo bem. Irei confiar em você então.

O moreno seguiu o caminho que acabou decepcionando o loiro, porque no final Chanyeol os tinha levado para o apartamento em que morava. Não que Baekhyun não gostasse do lugar, afinal, quem não gostaria de um apartamento como aqueles? Porém, esperava um pouco mais como presente de aniversário, mesmo nunca fosse dizer aquilo em voz alta. Apenas saiu do carro, tentando manter o melhor sorriso estampado no rosto.

Ao adentrarem o apartamento do maior, antes de abrir a porta, Chanyeol colocou suas mãos sobre os olhos do menor, para tampar sua visão.

— Agora é você que tem que ficar de olhos fechados. — Sussurrou rente ao ouvido alheio. — Só abre quando eu deixar está bem? — Baekhyun somente concordou com a cabeça, devido ao nervosismo que estava sentindo.

Chanyeol entrelaçou os seus dedos aos deles, puxando-o para entrar em sua casa. O levou até onde estava sua surpresa e colocou o menino sentado na cadeira, suspirou pesadamente antes de dizer suas próximas palavras.

— Pode abrir.

O coração do loiro acelerou no momento em que aquelas palavras foram ditas, e quando abriu os olhos, pôde ver que aquela realmente era a vez do escritor lhe surpreender. Sua casa estava toda decorada com o universo inteiro em cima deles, mostrando cada detalhe daquela imensidão que os dois eram tão apaixonados. O pequeno emulador do seu quarto jamais poderia se comparar com o que Chanyeol havia transformado sua casa. Parecia até que estavam novamente dentro de um planetário. Como se aquilo já não fosse o suficiente, o maior havia preparado todo um jantar para eles, havia um buque de rosas gigante em cima da mesa, que estava iluminada por candelabros com velas artificiais. Os olhos de Baekhyun se encheram de lagrimas e ele correu para os braços de Chanyeol, que o agarrou, tomando todo aquele carinho gostoso para si.

— Eu sei que é meio clichê, mas eu sou um escritor de romances, não sei não ser clichê.

— Mas clichê é bom. — Baekhyun o encarou. — Eu não podia pedir coisa melhor. — Selou seus lábios ao do maior. — Eu te amo muito.

— Eu também te amo muito, Baek.

Os dois jantaram, Baekhyun ficou elogiando a comida de Chanyeol de cinco em cinco minutos e o maior apenas respondia que morando sozinho há tanto tempo, o mínimo que ele deveria saber, era preparar uma comida descente.

Chanyeol mudou de lado na mesa, sentando ao lado de Baekhyun, que já havia terminado de jantar. A única luz que iluminava os dois eram as das velas na mesa, e do emulador que espalhava magia pela casa. Por conta disso, a visão era um pouco precária, mas o loiro conseguia enxergar Chanyeol perfeitamente. Sua mão tocou o rosto do maior, passando por cada traço de seu rosto, como se quisesse gravar aquele momento só para si. Chanyeol pareceu notar aquilo, então encostou sua testa a dele, deixando o contato dos dois mais íntimo, de um jeito apaixonado.

Baekhyun então finalmente puxou o escritor para tomar seus lábios em um beijo calmo, porém carregado de uma lúxuria que Chanyeol presenciou poucas veze. Correspondeu sem hesitar em nenhum momento. O beijo esquentou gradativamente até perceberem, tardiamente, Baekhyun sentado no colo do namorado, investindo sutilmente, querendo sentir mais do Park. Chanyeol segurou firmemente suas coxas e ergueu os dois corpos juntos, para irem em direção de seu quarto.

Ao chegarem no cômodo, o moreno colocou o corpo do loiro delicadamente sobre o colchão, tirou sua camisa e logo após, caminhou por cima do corpo pequeno, sem quebrar o olhar em nenhum instante. Ele começou a dar leves beijos e mordidas no pescoço alheio, que correspondia com alguns gemidos baixos, deixando claro o quanto ele estava tentando se conter. Baekhyun se afastou de Chanyeol por um breve minuto, para retirar também sua camiseta e aproveitando que já estava afastado, foi em direção a calça do mais velho, para retirar a peça que tanto lhe incomodava.

Após se ver livre de qualquer impedimento, Chanyeol voltou a deitar-se por cima do Baekhyun, dando continuidade ao que havia começado. O Park enchia o pescoço do namorado com mordidas, sabendo que algumas iriam deixar sua marca, o escritor tinha que admitir que gostava daquilo e Baekhyun não o recusava em nunca. Chanyeol afastou-se novamente, ouvindo um murmuro de rejeição vindo de debaixo de si. Retirou a calça do Byun, levando sua cueca junto, e largou em um canto qualquer do local. Chanyeol parou alguns segundos para admirar o corpo abaixo de seu, e mesmo que já tivesse visto Baekhyun nu outras vezes, toda vez era como se fosse a primeira. Sempre concluía que possuía a pessoa mais bonita do mundo diante dos seus olhos, bem ali, em suas mãos.

Baekhyun puxou o namorado para outro beijo, pois já estava começando a se sentir envergonhado pela forma que Chanyeol o encarava. Mesmo que adorasse o jeito com que o escritor lhe admirava, todas as vezes em que tirava sua roupa, sentia um pouco de vergonha, por receber toda aquela atenção enquanto estava despido. Aproveitando a situação em que se encontrava, Chanyeol direcionou sua mão para o pênis de Baekhyun e começou movimentos lentos, porém precisos, por cima, quase carinhosamente. Afastou-se de seus braços para que conseguisse descer sua boca e leva-la de encontro ao membro, que já estava duro com a masturbação que fazia. Ao colocar a boca no pau do universitário de uma vez, o ouviu gemer seu nome alto, em puro prazer, fazendo Chanyeol soltar um risinho e continuar a falação, enquanto sua mão bombeava o membro do menor.

Os movimentos lentos e calculados de Chanyeol com a mão e com a boca estavam levando Baekhyun à loucura, e não faltava muito para chegar ao seu ápice, e por isso, com força, puxou Chanyeol pelos fios escuros, tirando-o do sexo oral e beijando sua boca. O beijo já não era lento e delicado como os de antes, agora havia um desespero quase palpável. Baekhyun conseguia até sentir o gosto de pré-gozo na boca de Chanyeol.

Tudo aquilo tinha sido tortura demais para o baixinho, que estava sedento para gozar logo. Inverteu a posição em que se encontrava, deixando Chanyeol por baixo, subindo novamente em seu colo, enquanto o beijava. Chanyeol apenas parou de beija-lo para pegar a camisinha que estava em cima do criado mudo, ao lado da cama e entrega-la para o namorado.

Baekhyun vestiu o pênis de Chanyeol com o protetor devagar, fazendo uma masturbação rápida no meio do caminho, e logo acabou com a tortura dos dois, encaixando-se em cima do membro duro do Park. A dor que sentia era grande, mas nada que não pudesse aguentar bem.

— Baekhyun, tá tudo bem?

— Está sim. — Fez uma careta.

— Por que você resolveu pular a preparação?

— Porque hoje é um dia especial, Chanyeol. — Sua mão percorreu o rosto alheio até chegar ao seu pescoço. — Eu necessitava sentir você.Eu necessito de você hoje.

Ditas suas palavras, o loiro iniciou reboladas em cima do pau do moreno, que gemia em total aprovação. Suas mãos foram parar na cintura alheia, o ajudando nos movimentos que aos poucos pegava forma e velocidade, mais profundidade e mais empenho.

Os dois estavam absortos no momento, conectados, sentindo cada vez mais calor. Era impossível não sentir o formigamento no corpo, o coração acelerado por mil razões, era uma mistura muito bonita de amor e de prazer, que além de conectar dois corpos, também conectavam almas, tornando-se apenas uma.

Não demorou muito para Baekhyun gozar, sujando os dois abdomens. O prazer absurdo que sentia fez com que afundasse seu rosto no pescoço do namorado, e enterrasse as unhas na curva do mesmo lugar. Sua entrada tinha se contraído mais ainda, formando uma pressão gostosa no pênis de Chanyeol, que após mais algumas estocadas, chegou ao seu ápice, ficando no mesmo estado em que o menino no seu colo se encontrava.

Os dois se abraçaram após o sexo, tentando sentir um o pouco mais do outro. Depois que as respirações se normalizaram e o prazer vindo da transa já estava se esvaziando dos corpos, Baekhyun tirou o rosto da curva do pescoço do maior, encarando-o. Chanyeol estava todo desarrumado, seu cabelo grudava na testa devido ao suor e havia marcas vermelhas espalhadas por toda extensão de seu corpo. Estava totalmente diferente do Chanyeol que costumam ver por aí, um homem de expressão fechada, sempre impecável, usando as melhores roupas das melhores grifes. Entretanto, para Baekhyun, ele nunca tinha estado mais bonito. Puxou novamente o namorado, dando beijinhos por todo o rosto cansado, recebendo um sorriso lindo como resposta.

— Eu te amo, Chanyeol.

— Eu também te amo Baekhyun.

Alguns fleches de luz adentravam o quarto devido às cortinas esquecidas abertas no dia anterior, a luminosidade fez com que Chanyeol despertasse, sentindo um frio imenso cobrir seu corpo, por causa da falta de vestimenta, e isso também foi um fator importante para logo sentir falta do corpo que devia estar ao seu lado, lhe esquentando.

O escritor se espreguiçou para despertar de uma vez, varreu o quarto com os olhos, até encontrar Baekhyun sentado na cadeira de sua escrivaninha, admirando a paisagem fora da janela. O garoto ainda estava despido, apenas com um cobertor cobrindo algumas partes de seu corpo devido ao frio que ainda permanecia intenso. Parecia tão concentrado, tão perdido em seus próprios pensamentos... para Chanyeol, aquela era a cena mais linda que tinha presenciado em toda sua vida, e tratou de colocá-la em um lugar particular em sua memória, para jamais esquecer.

— Bom dia. — Cumprimentou a voz um pouco mais grave do que o normal, já que tinha acabado de acordar.

— Bom dia. — O menor o encarou, todavia, sua expressão continuou séria. — Dormiu bem?

— Maravilhosamente bem e você?

— Também. — Soltou um suspiro pesado. — Chanyeol, se lembra de quando nós começamos com isso? Nós concordamos que podíamos entrar um na rede social do outro quando quiséssemos, não foi? — O mais alto apenas concordou com a cabeça. — Eu nunca gostei de invadir a privacidade de ninguém. Sempre achei um pouco falta de respeito, mas ontem à noite, seu celular não parava de apitar e eu tomei a liberdade de ver quem te mandava tanta mensagem. Seu amigo, na verdade, seu empresário, Jongdae, estava atrapalhando o meu sonho. Nas mensagens ele dizia para você ser mais cuidadoso comigo, pois ontem à noite tínhamos sidos flagrados entrando em sua casa. Isso fez com que eu pensasse, você me trouxe a sua casa por que sentiu vergonha de sair comigo para um restaurante ou algo público ontem à noite?

— Claro que não, Baek! Eu só queria algo mais íntimo, achei que nós precisávamos disso, sabe?

— Outra coisa. — Baekhyun esticou o braço para pegar algo na escrivaninha de Chanyeol, e logo em seguida atirou o objeto na cama. — Chegou o primeiro exemplar do seu livro pela manhã, enquanto você estava dormindo, eu resolvi ler, mas os primeiros capítulos conseguiram me impedir de continuar a leitura. Por acaso eu sou a Megan? Você se inspirou em mim para escrevê-la, não foi?

— Sim. Eu me inspirei em você para escrevê-la... Mas qual o problema disso, Baekhyun? Foi por ter te colocado como uma garota? Eu posso inverter os papéis.

— Chanyeol, esse não é o problema. Você não percebe o que você fez? Você nos transformou em um casal hétero, tem noção disso? Você poderia muito bem ter escrito a nossa história como deveria ter sido escrita. Eu não vejo problema em você ser gay e escrever romances heterossexuais, mas tinha que fazer isso logo com a nossa história? Você tem tanto reconhecimento, poderia mudar a mente de tantas pessoas. — Suspirou. — Eu sei que você não é assumido e sei que você tem medo do que pode acontecer caso a imprensa descubra, eu sempre soube disso, mas eu não sabia o quão complicado poderia ser lidar com isso. Eu não quero ficar com alguém que tem vergonha de relatar outros tipos de amor, que tenha vergonha do tipo de amor que eu sinto, muito menos alguém que tenha vergonha de mim. Eu não vou aguentar ficar me escondendo e ficar fingindo ser algo que eu não sou. Eu não sei como você conseguiu fazer isso por tanto tempo Chanyeol, desculpa, mas eu não consigo.

— Você sabe que está sendo injusto, não é Baekhyun? Você está sendo injusto comigo. Você entrou na minha vida sabendo de tudo isso e agora diz que não consegue lidar? Você não está pensando em mim em nenhum momento.

— Chanyeol, por que você não mostra seu verdadeiro eu? Tenho certeza que seus fãs iriam continuar apoiando você.

— É fácil falar, não é Baekhyun? Dá última vez que eu fui eu mesmo, eu perdi a minha família inteira, eu fiquei sem nada, a escrita, meus livros, meus fãs, são tudo o que eu tenho, são tudo para mim. Não posso perdê-los.

— Dizem que pra se ter tudo, tem que perder algumas coisas.

O loiro levantou-se da cadeira, recolhendo as roupas que estavam jogadas pelo cômodo e logo em seguida vestiu as peças. Enquanto Chanyeol apenas observava seus movimentos, enquanto lágrimas escorriam por todo o seu rosto. Após terminar de se arrumar, Baekhyun virou-se para dizer suas últimas palavras.

— Você nunca será feliz de verdade enquanto esconder as pessoas que lhe amam. E nunca será feliz enquanto se esconder do mundo. 

Deixou suas palavras com um peso gigante para trás, enquanto batia a porta do quarto e deixava Chanyeol em prantos sobre a cama. Se vendo finalmente sozinho, permitiu que deixasse todas as lágrimas presas escapassem de seus olhos, como se aquilo fosse diminuir sua dor, como se pudesse colar o seu coração, que se encontrava quebrado em mil pedaços. Pelo menos aquilo tirava um pouco do peso em suas costas. O escritor não conseguia parar de chorar, pensou que nunca se encontraria em uma situação como aquela, onde chorava por um coração partido, como um adolescente. Começou a questionar se o mundo lhe odiava, pois sempre lhe tirava as melhores coisas de sua vida. Chanyeol sempre soube que havia sido uma das pessoas escolhidas para não serem felizes no mundo.

A neve começava a cair novamente do lado de fora, tornando o dia mais gelado ainda, mas nada se comprava ao frio que fazia dentro do quarto luxuoso do moreno. Baekhyun tinha ido embora, levando todo o calor de seu corpo junto consigo, deixando um rastro gelado para trás e um coração em mil pedaços.

Não consigo acreditar, não vou acreditar

Não posso apagar tudo, não vou apagar tudo

Nós dissemos

Que nunca esqueceríamos de nenhum momento fragmentado

Ainda sim, estou cumprindo a minha promessa, amor

Como faz isso comigo?

Não posso acreditar

Nossas memórias

Estão me matando lentamente

Para mim, as palavras que não pude dizer no final

Estão afundando profundamente: Fique

Fique, fique

Ao meu lado

Stay — Exo



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