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História University Life -- TomTord - Capítulo 19


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Notas do Autor


A imagem da capa não tem nada a ver com o capítulo, mas fazer o quê?..

Capítulo 19 - O Caderninho - 1


Fanfic / Fanfiction University Life -- TomTord - Capítulo 19 - O Caderninho - 1

Tord estava revirando algumas coisas no armário de seu dormitório, provavelmente ele estava procurando algum de seus hentais, era uma tarde nublada, estava tudo tão... Vazio. 

Thomas não estava ali com ele, teve de sair para a aula. Era a última semana de aula antes de um recesso de quase dois meses chegar, deixando assim os alunos livres de tanta matéria por um tempo, podendo aproveitar com mais gosto aquilo que eles gostavam de fazer, mesmo tendo um ou outro que estudaria durante esse recesso, sempre tem.

De repente, o norueguês encontra um pequeno caderno azul escuro com detalhes brancos e amarelos, provavelmente era de Thomas, já que Tord não se lembrava de ter algo assim. 

Talvez seria errado mexer nas coisas do britânico, mas sua curiosidade falou mais alto, então abriu o caderno e começou a folhear as páginas, vendo que boa parte delas estavam preenchidas por escritas. Decidiu as ler, indo até a beliche e se sentando nela, voltando na primeira página e começando a leitura.

Queria fazer isso o mais rápido possível, antes que Tom voltasse, já que o intervalo estava próximo. Então realmente começou.


               Thomas Ridgewell

" Eu realmente não sou de fazer essas coisas, mas, meu psicólogo disse que irá me ajudar, escrever tudo o que sinto e que me acontece nesse maldito caderno, me sinto tão idiota, eu poderia estar tocando a Susan ou jogando algo, mas não, estou aqui escrevendo. Ah que se foda, não tenho nada pra escrever. "

                           ...

" Dia um    Sexta-feira, 11 de fevereiro de 2017. "

" Sim, aqui estou eu, se passaram dois dias dês da última vez que escrevi aqui, eu realmente não pensei que iria fazer isso mas, eu não tenho a quem desabafar, então, por quê não escrever tudo o que sinto? Meu melhor amigo Edd não me entenderia, ele nunca me entende, mas eu tenho certeza de que se eu contasse, ele faria de tudo para tentar me ajudar, é por isso que eu o amo. "

" Eu tive pesadelos com minha família mais uma vez, eu não entendo o por quê de sempre sonhar a mesma coisa, é como se meu sub consciente gostasse de me lembrar daquela cena horrível, você gosta não é? Deve adorar me torturar com esses pesadelos. 

Sinto falta da minha mãe, queria poder ter dado um último abraço nela antes de sua morte.

Eu odeio meu pai, eu quero o matar, mas antes, quero fazê-lo sofrer igual ele fez mamãe sofrer, quero torturar ele antes de dar o fim a sua vida de merda, porém vou ter que esperar esse arrombado sair da cadeia. 

Talvez eu esteja apenas falando coisas aleatórias, mas eu estou escrevendo pra mim mesmo, então quem se importa? Huh?

Ah, é mesmo, eu bati em um garoto ontem, dei um soco em seu estômago, foi tão...bom. Eu sempre apanhava dele, e nunca fazia nada, mas me cansei, me cansei de todos rirem de mim, de falarem sobre meus olhos, claro que não são todos mas, a maioria não me deixa em paz, sempre fazendo musiquinhas e piadas ofensivas, que de verdade, eu nem ligo mais. Aprendi a ignorar eles, todos eles, eu os odeio, mas não me importo com o que eles digam. Mas a sensação de ter batido em um deles, foi tão satisfatório, algo que eu queria fazer  a um tempo. Agora, poucos mexem comigo, acho que estão com medo, isso é bom.... Não é?. "

" Dia dois   Sábado, 12 de fevereiro de 2017. "

" Sim, estou de volta mais uma vez, o psicólogo realmente estava certo, escrever tudo o que sinto me faz melhor, me deixa melhor, eu gosto de me sentir assim, tão leve. 

Mas, isso não muda o fato do quão irritado eu estou. 

Sobre o idiota que eu bati antes de ontem, ele contou a diretora do colégio, e adivinha? Fui castigado, coisa que ele nunca foi, e olha que eu sempre contei aquela desgraçada sobre tudo que me faziam. Todo dia depois da aula, eu fico pra ajudar as faxineiras a limparem o local, sim é irritante, mas eu adoro as faxineiras, elas são tão gentis comigo, me tratam como se eu fosse a melhor pessoa do mundo, e claro, sempre elogiando esses meus malditos olhos negros. Elas parecem gostar deles, ou estão apenas falando isso pra parecerem legais? Eu não sei, mas eu gosto.

É como eu sempre digo, A realidade pode machucar as vezes, é por isso que eu gosto de viver na ilusão, mesmo sabendo que é tudo uma mentira, me faz tão bem...

Eu quero viver mais dessa ilusão. "


Tord respirou fundo antes de passar para as próximas páginas, ele não sabia sobre o passado de Tom, sobre o " acidente " que ocorreu quando ele era pequeno, sobre a causa da morte de sua mãe, mas depois de ler, ele já imaginava qual era. Pela data, Thomas deveria ter por volta de quatorze anos. Normalmente Tord deixaria o caderno de lado, e voltaria a procurar pelos seus hentais, se não fosse de Tom, o caderno. Ele queria ir mais a fundo, mesmo sabendo que estava fazendo algo de errado, olhando as coisas privadas de Tom, se sentia mal. Porém voltou a ler.


" Dia três, blá blá blá blá. "

" Eu quero morrer. "

" Quero que tudo isso acabe, eu estou me sentindo tão fraco, meu corpo está mole, quase não consigo segurar esse maldito lápis, eu deveria estar dormindo, mas escrever aqui é como um vício agora, eu adoro. Eu estou sentindo algo estranho, isso dói, dói tanto. Eu disse que eu não me importava com o comentário dos outros, mas, eu menti, no fundo machuca.

Hoje meu próprio professor me ofendeu na sala, na frente de todos, disse que, uma criatura como eu não tem futuro. Por quê? Por quê não? São meus olhos não é? Mas porra o que importa? Eu estou sempre me esforçando, sempre tirando boas notas nessa porcaria de escola, sempre tentando me dar bem e não me meter em encrenca, e se eu jogar tudo pro ar? E se eu começar a socar todos que me críticar? E se eu largar simplesmente largar os estudos? Aí sim poderiam falar que eu não tenho futuro. Mas eu não iria fazer isso, por uma pessoa, Edd.

Edd, o motivo pelo qual ainda estou vivo, meu amigo... Amigo? Eu não sei, eu me sinto estranho perto dele, mas é uma sensação boa, ele me deixa tão calmo, feliz, bobo... Eu posso estar gostando dele, mas ele não pode saber disso, nunca. Eu posso acabar perdendo um amigo por conta de uma paixão boba.

Mas eu quero tanto, quero tanto ter ele, poder dizer que o amo, abraçar, beijar.

Eu quero ele pra mim, só pra mim.

              Mas não posso.

Porém, vou ter que viver na ilusão.

  Sei que ele não sente o mesmo.

Ele não me ama, como eu o amo.

              Eu quero morrer. " 


Tord sentiu uma fincada no peito, o que acabará de ler o incomodou, Thomas e Edd? Juntos? Não, não pode ser, eles são melhores amigos.

Talvez, talvez algo tenha acontecido entre eles, mas por quê esse ciúmes Tord? Foi a seis anos atrás. Pare com isso.

Tord começou a se repreender, não pode se sentir assim por algo que aconteceu já faz tempo, Thomas tinha quatorze anos quando tudo aconteceu, já é passado, não pode deixar isso afetar o futuro, que besteira.

Saiu de seus pensamentos quando ouviu passos vindo em direção a porta, rapidamente pegou o caderno e escondeu em baixo do seu travesseiro, se deitou na cama e pegou o celular, entrando em um aplicativo aleatório para fingir estar olhando algo.

Então a maçaneta girou e lá estava ele, Tom. Tord voltou seus olhos ao maior e um sorriso bobo se formou em seu rosto, mesmo já sabendo que era ele que estava se aproximando. 

Thomas então sorriu de volta, fechando a porta atrás de si e caminhando até o norueguês, que a essa altura já estava sentado no colchão, de braços abertos e um sorriso no rosto.

Tom então se aproximou mais e logo envolveu seus braços ao redor do pequeno, que retribuiu o abraço. Ah como ele adorava estar entre os braços de Tom, se sentia seguro ali, era tão macio e quente. Ele sentia  respiração quente de Tom batendo em seu pescoço, já que ele estava com a cabeça deitado no ombro do comunista. Logo, beijos foram distribuídos ali, tirando uma risada tímida de Tord. 

Thomas levantou sua cabeça, olhando nos olhos de seu amado, dando um beijo rápido em seus lábios, e sorrindo feito um bobo para ele.

- Eu te amo

- Eu também te amo, gatinho.

- Eu sei, não tem como não me amar

- Idiota

Tord riu do comentário de Tom, ele parecia Matt falando de si próprio, mas sim, Thomas estava certo, não tem como não o amar. Tord por um momento se esqueceu sobre o caderno, e de que estava bisbilhotando as coisas pessoais de Tom, ele se sentiu péssimo..

O tempo passou.

Thomas teve que voltar para aula.

Deixando o norueguês sozinho de novo.

Então, ele retirou o caderno de trás do travesseiro, e voltou a ler...


- Me desculpe por estar fazendo isso...





Notas Finais


Eu tô cansado.


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