História Our Lives - AD: University Life - Capítulo 3


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Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Nathaniel
Tags Alexy, Ambre, Amor Doce, Armin, Castiel, Docete, Lysandre, Nathaniel, Priya, Rosalya, University Life
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Palavras 2.545
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Inesperado



Toc, toc, toc... Toc, toc, toc... TOC, TOC, TOC!!!
Abri os olhos, irritada. Alguém batia insistentemente na porta, tirando-me de um sono o qual havia demorado a chegar na noite passada. As batidas continuavam, cada vez mais altas.
- JÁ VOU! - Gritei, furiosa. Se havia algo que eu odiava, era quando alguém me acordava. 
Xingando mentalmente quem quer que fosse do outro lado da porta, me levantei, pegando e vestindo o roupão que estava na cadeira ao lado. Segui em direção a porta, coçando meus olhos e reprimindo um bocejo. Destranquei a porta e a abri, revelando a Rosalya e ninguém mais, ninguém menos do que...
- ALEXY! - Gritei, acordando-me por completo.
Alexy me lançou um largo sorriso e correu na minha direção, puxando-me para um longo e forte abraço. Enterrei o meu rosto em seu pescoço, abraçando-o o mais forte possível.
- Precisava ver com meus próprios olhos! Quando a Rosa disse que você voltou eu não podia acreditar. Mas é você! É realmente você! - Alexy disse, ainda me abraçando.
Eu estava tão feliz em rever meu melhor amigo... lágrimas de felicidade surgiram em meus olhos, um sorriso largo em meus lábios.
- É muito bom rever você, Alexy. Senti tanto a sua falta. - Lancei um olhar na direção da Rosa que nos olhava feliz, com lágrimas nos olhos. - De vocês dois. 
Minha garganta se fechou, a emoção me tomou. Emocionada, Rosa se aproximou e nós três nos envolvemos em um abraço. Houve muitas lágrimas por um tempo, muito abraço também. Em seguida, todos nos sentamos em minha cama, Alexy com seu braço ao redor do meu pescoço.
- Você voltou de vez, ou... vai voltar depois que terminar a faculdade?
- Não, eu voltei pra ficar. - Sorri, mas logo um suspiro triste escapou dos meus lábios. - Embora não possa dizer o mesmo dos meus pais.
- Eles também vieram? - Alexy perguntou. 
- Não, eles não puderam. O que eu quis dizer é que, eles não pretendem retornar para cá. O trabalho do meu pai é uma oportunidade única para ele, e é claro que minha mãe irá ficar ao seu lado. - Suspirei. - No entanto, eu não podia continuar lá, mesmo amando os dois. Vocês sabem... eu nunca quis ir, para começo de história.
Os dois assentiram e apertaram minha mão, me confortando. 
- Bom, então acho que eu não preciso te passar o sermão da falta de contato, né? - Alexy disse, apertando a minha bochecha. - Pelo que a Rosa disse, ela já se certificou de fazer isso. E para a sua sorte, nós sabemos uma forma de como podemos perdoá-la. - Alexy me lançou um sorriso malicioso. Me encolhi, nervosa.
- Um pedido de desculpas sincero não é o bastante? - Comentei. Os dois riram.
- Em parte. Para podermos perdoá-la por completo precisamos de... - Alexy parou, olhando para a Rosa. Os dois me olharam, em expectativa.
- FESTA! - Os dois gritaram, juntos.
Revirei os olhos. Rosa havia comentado sobre uma festa de boas vindas, no entanto não pensei que seria assim tão cedo. Olhei para o relógio.
- Não é muito cedo para isso?
Os dois reviraram os olhos.
- Não é para agora, bobinha. Amanhã é domingo, portanto, um ótimo dia para comemorarmos a sua volta! - Rosa falou, batendo as palmas, animada. 
- Presumo que o local da festinha será aqui no meu quarto? Isso não é proibido?
- Nos fins de semana é permitido, desde que não haja exageros. - Alexy revirou os olhos. 
- Bom, não vamos exagerar. Talvez só no volume da música. - Rosa falou, pensativa.
Sacudi a cabeça, mas não pude esconder um sorriso. Talvez fosse bom, no fim das contas. E uma festinha era sempre bem vinda.
- Certo, seremos só nós três?
- Claro que não! Isso é por nossa conta. - Alexy piscou, sorrindo e em seguida olhou para o relógio. - Ainda dá tempo de irmos tomar café da manhã. Vamos?
- Por mim, tudo bem. Só preciso me trocar antes.
Eles assentiram e eu segui em direção ao banheiro.
Alguns minutos depois, estávamos os três indo em direção ao refeitório. O local estava lotado, os alunos falavam em um tom alto, animados, enquanto conversavam na longa fila que se estendia a nossa frente. Rosa e Aley olharam ao redor, em seguida viraram-se na minha direção. 
- Escuta, fica na fila enquanto nós vamos procurar alguma mesa disponível, tudo bem? - Rosa falou, aumentando sua voz para que eu pudesse ouvi-la na confusão de vozes ao nosso redor.
-Tudo bem. - Concordei.
Observei os dois se afastarem. Enquanto aguardava a minha vez, pensei nos últimos acontecimentos. Tinha sido melhor do que eu pensava. Achava que, depois de apontarem em meu rosto e me culparem após esses anos sem nos falarmos, eles iriam preferir continuar do jeito que estava. Suspirei, aliviada. Estava perdida em meus pensamentos quando senti alguém bater com força em meu ombro, me fazendo perder o equilíbrio e quase cair no chão. Levei a mão ao ombro, tentando afastar a dor.
- Opa, me desculpa.
Ergui os olhos encontrando um par de olhos num tom turquesa. Minha boca se abriu em surpresa. Continuei encarando a pessoa que estava ao meu lado, em choque.
- Está tudo bem? Não te machuquei. - Ambre falou. 
- S... sim, estou... bem... 
- Espera! Ashley? É você? - Ambre me lançou um olhar surpreso.
- S...sim.
- Caramba! Quanto tempo! Achamos que... eu achei que você não voltaria mais! Faz tempo que voltou?
- Hã... não... faz pouco tempo. 
Eu estava completamente chocada. Ambre parecia sinceramente feliz em me ver, não havia nenhum desprezo em seus olhos, como antigamente. 
- Seja bem vinda de volta, então. - Ela sorriu. - Escuta, tenho que ir agora, mas com certeza temos que conversar algum dia desses. Tem certeza que está tudo bem? - Ela apontou para o meu ombro. 
- Sim, não se... er... preocupe. 
- Legal! Bem, nos vemos por aí então. - Ela sorriu e acenou, partindo. 
Continuei observando-a até ela sumir da minha vista. O que foi aquilo? Aquela era realmente a Ambre? Ela parecia bem diferente... e mais magra. Muito mais magra. A fila andou e 15 minutos depois, finalmente era a minha vez. Peguei a bandeja, pronta para fazer o meu pedido quando Alexy e Rosa se aproximaram, ficando ao meu lado e pegando uma bandeja. 
- Tudo certo? Você parece que viu um fantasma. - Rosa comentou.
- Mais ou menos. - Sacudi a cabeça. 
Devido ao choque após o encontro com a Ambre, havia perdido boa parte do apetite, então pedi apenas panquecas com mel, ovo e bacon e um suco de laranja. Sai da fila, aguardando meus amigos. 
- Acho que não conseguiram uma mesa, certo? - Olhei ao redor, todas as mesas já ocupadas. - Já que vocês estão aqui comigo...
- Na verdade, nós achamos. - Alexy sorriu. - Vamos lá.
Eles andaram na minha frente, me guiando até a mesa. No entanto, já havia algumas pessoas sentadas lá. Um enorme sorriso surgiu em meu rosto ao reconhecer aquelas pessoas: Kentin, Armin e Priya me olhavam, sorridentes. 
- Olha só quem voltou. - Armin comentou, com as mãos no queixo.
- Bem vinda de volta! - Priya disse, se aproximando e me dando um rápido abraço.
- Estou feliz em ver vocês. - Sorri, colocando a minha bandeja na mesa e sentando-me ao lado da Priya. Alexy e Rosa ocuparam seus lugares na mesa.
- Pensei que nunca mais iria te ver. - Kentin comentou, num tom sério.
Abaixei o olhar para o meu prato. Kentin tinha... uma queda por mim no passado. Foi difícil para ele me ver com o Nathaniel, e me lembro até hoje da sua expressão quando soube que eu precisava partir. Me mexi no banco, desconfortável. 
- É... bem... - dei de ombros - por um tempo, eu realmente achei que não voltaria.
Ergui o olhar, encontrando os olhos de Kentin. Ele ainda estava sorrindo, embora em seus olhos havia um pouco de tristeza.
- Seja bem vinda de volta. - Ele falou.
Após um longo silêncio constrangedor, a conversa começou a fluir entre nós. Não houve críticas,cobranças ou coisas do tipo. Não. Era como antes. Fácil, tranquilo. Falamos bastante sobre nossas vidas, sobre nossas aulas e sobre as pessoas que conhecemos através dos anos. Fazia tanto tempo que eu não me divertia desse jeito... me sentia mais... leve. Algum tempo depois, Melody passou por nós, acenando, e lançando um olhar estranho na minha direção antes de sorrir e se afastar. Franzi o cenho. 
Enquanto os garotos conversavam, me aproximei da Rosa e sussurrei em seu ouvido:
- A Melody tá com algum problema comigo? - Perguntei. 
Rosa ficou em silêncio por um momento, antes de suspirar e me olhar. Havia pena em seus olhos.
- Ela se sente culpada... - Rosa parou, olhando para o seu prato, nervosa.
- Por? - Insisti, curiosa. Rosa suspirou e tornou a me olhar, sussurrando. 
- Ela transou com o Nathaniel.
Foi como se tudo ao meu redor tivesse congelado. Os sons sumiram. Meu coração disparou, como se quisesse sair pela boca. Eu não me movia. Não podia. Não conseguia.
- Ashley? 
Acho que alguém estava me sacudindo, mas eu estava aturdida demais. 
- O que ela tem? 
- Acho que ela está chocada. 
- O que você falou pra ela, Rosa? 
- Algo que eu não deveria ter contado aqui. Ela não se mexe, Alexy. 
- Ashley?
Uma nova sacudida em meu corpo. Respirei fundo, tentando voltar ao normal.
- Me desculpe. Eu... eu estou bem. - Falei, por fim. 
Sentia os olhares do Alexy e da Rosa em mim. Aparentemente, Alexy fora o único na mesa que percebera que eu tinha ficado fora do ar. A conversa ainda estava animada entre os outros, totalmente alheios do que estava acontecendo ao redor. 
- Quando? - Perguntei para a Rosa, ainda sussurrando.
- Ash, eu não sei se devemos falar sobre isso aqui. Eu nem deveria ter te contado, aliás. Melody que deveria ter te falado.
- Quando? - Tornei a perguntar, colocando mais força em minha voz. Rosa suspirou.
- Foi um pouco depois que vocês terminaram. Não sei direito o que aconteceu. A Melody me disse que foi visitá-lo e acabou rolando. Você sabe... ela era apaixonada por ele.
Um forte enjoo me tomou. Eu ia vomitar. Droga. Afastei a minha bandeja, ignorando o olhar que todos na mesa me lançaram. 
- Perdi a fome. - Declarei e me levantei, precisando tomar ar. - Preciso ir agora. Até depois.
Me afastei o mais rápido possível, antes que algum deles me seguisse. Pude ouvir alguns sussurros na mesa, mas não pude ouvir o que tinham dito. Não importava. Precisava de ar urgentemente. Corri na direção da saída e finalmente senti o ar em meu rosto. Na pressa, acabei esbarrando com força em alguém, fazendo-o cair. Irritada, suspirei e me abaixei, para ajudar a pessoa.
- Me desculpa. Eu não estava olhando por onde andava. Mil desculpas.
- Não... tá tudo bem. Não tem problema. Não quebrei nada.
Olhei para a pessoa que derrubei. Era um garoto muito bonitinho de cabelos e olhos pretos. Estendi a mão para ajudá-lo a levantar, mas ele sacudiu a cabeça, se levantou e estendeu a sua mão para que eu me levantasse. Sacudi a cabeça, rindo baixo. Peguei a sua mão e me levantei.
- Tem certeza? Fui com tudo na sua direção. - Pelo visto, hoje era o dia dos esbarramentos. 
- Não se preocupe. Estou bem. - Ele me olhou, atentamente. Seus olhos se iluminaram. - Me chamo Hyun.
- Prazer, me chamo Ashley. Sério, mil desculpas. 
- Ei, sem sangue, sem crime. Estou bem, é sério. - Ele riu.
- Bem, se você diz... 
- Bom, não quero te atrapalhar, pelo visto você está com pressa. Quem sabe a gente não acaba se esbarrando por aí? - Ele riu.
- Não duvido. - Soltei uma risadinha. - Até a próxima, Hyun.
Acenei para ele e me afastei, caminhando pela rua. Melody e Nathaniel... quem diria? Sempre soube que ela era apaixonada por ele, mas o Nathaniel nunca tivera interesse por ela. Bom, pelo visto tinha. Meu coração se apertou ao pensar neles juntos. Pelo visto ele não demorou para seguir em frente, enquanto eu...
As lágrimas finalmente rolaram pelo meu rosto. Eu o amei tanto! Impossível esquecer o quanto eu sofri com a distância, com o nosso término... mesmo após todo esse tempo, essas lembranças ainda me atormentavam. Pelo visto, eu não o superei por completo, como eu pensei. As horas passavam, o céu escureceu, anunciando chuva. Não me importei. Não tinha cabeça para nada no momento, só queria ficar sozinha. A chuva começou a cair, em meu rosto, junto com as lágrimas que insistiam em cair. 
Imagens dos dois surgiam em minha mente. Algumas imagens reais - das vezes em que Melody se aproximava, tentando chamar a atenção dele -, outras que existiam apenas na minha imaginação, mas que provavelmente tinha acontecido: os dois juntos, ela o tocando, o beijando, seus corpos entrelaçados no calor do momento... Engoli em seco, soltando um soluço baixo. 
Senti meu celular vibrar em meu bolso, mas o ignorei. Não estava com cabeça para nada. Andava pelas ruas, distraída, sem olhar para onde estava indo. Quando percebi, já era noite. Precisava voltar. Olhei ao redor, notando aonde estava pela primeira vez. Estava próxima ao café onde costumava encontrar meus amigos após sairmos da Sweet Amoris. Bons tempos.
Entrei numa rua ao lado, pronta para voltar ao campus, quando dois homens surgiram ao  meu lado, me assustando.
- A gatinha está perdida? - Um deles falou. Era baixo, com cabelos pretos e olhos castanhos. Havia um ar malicioso em seu rosto.
- Não. - Respondi, grossa.
- Deixa a gente te acompanhar, então. - O outro falou. Este era mais alto, tinha cabelos azuis e olhos verdes.
- Não, obrigada. 
- Não seja rude conosco, deixe-nos acompanhá-la. - O moreno falou, se aproximando mais. Me afastei.
- Já falei que não. Sei me cuidar, obrigada.
- Qual é, gatinha? Nós queremos ajudá-la. Que tal sair com a gente? Somos legais, prometo. - O de cabelos azuis segurou o meu pulso, me puxando para ele. Tentei me soltar, mas ele era mais forte.
- Me solta! 
- Vamos nos divertir, poxa. - O outro ficou nas minhas costas, roçando o nariz na minha nuca. Tentei dar-lhe uma cotovelada, mas ele me segurou, torcendo o meu braço. Soltei um grito de dor. - Você está tirando a nossa diversão. Fica quieta!
- É, quieta! 
Levantei o joelho, pronta para chutar as partes íntimas do cara de cabelos azuis, mas ele logo percebeu a minha intenção e me empurrou com força na parede mais próxima. Um gemido de dor escapou dos meus lábios.
- FICA QUIETA! 
- Me solte, ou eu vou gritar!
- Ninguém vai te ouvir aqui, gatinha. Somos só nós três. - Os dois riram.
Puxei o ar, pronta para gritar, quando uma voz terrivelmente conhecida, falou:
- Soltem ela! 
Nós três olhamos para o dono da voz. Abri a boca, chocada.
- Na... Nathaniel?
 



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