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História Universo Repleto de Paraísos - Capítulo 1


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Notas do Autor


primeiro de tudo: eu gostaria de agradecer imensamente à @artjsoul por ter feito essa capa ma-ra-vi-lho-sa (eu não sei o que seria de mim sem você, seriao vida) e por ter me ajudado a terminar o plot, e também a @gold_on_ice por ter betado o capítulo, me salvou de um estresse imenso, obrigada mesmo voces duas :((( <3

agr voltando ao assunto principal: confesso que foi uma porcaria ter escrevido tudo pelo celular, mas essa fanfic se tornou o meu xodozinho e eu espero que gostem dela, foi com amor 🙁💞 boa leitura!!

Capítulo 1 - Único


As madeixas recém retocadas nos fortes tons de mel dançavam como um catavento conforme o ritmo do vento daquela manhã de chuva. Kenma suspirou, vendo o seu caderno de acordes voar, atrapalhando o ritmo da música que praticava em seu teclado, seguido de uma risada que ele conhecia muito bem.

— Sempre lembrando de fechar a janela, não é mesmo?

Aquele tom irônico e provocante ecoou naquele ambiente quase silencioso se não fosse pelo som da chuva, e os olhos felinos reviraram, já acostumado a lidar com aquela petulância após tantos anos de convivência.

Tetsurou fechou bem a porta atrás de si por conta do clima, fazendo com que seu cheiro de alfa ficasse por todo o quarto, e caminhou tranquilamente em direção ao velho caderno que Kozume tanto preservou em sua infância em suas aulas de piano, logo sentindo a textura desgastada.

— Quando vai comprar um novo? Acho que nessa época tem promoção.

Perguntou, puxando um banco e ficando próximo do ômega, que apenas deu de ombros, encarando o ambiente das lojas chamativas através da janela do apartamento que ambos compartilhavam.

— Eu não sei, é muito significativo pra mim, você me entende.

— É… mas não dá pra ficar preso no passado, já estamos quase no ano de 2000. — Passou os braços fortes e tatuados pelo pescoço alheio, atraindo o olhar curioso do… companheiro? Não sabiam o que eram, mas não se importavam com rótulos. — Temos que fazer os nossos preparativos para o Natal e Ano Novo, gatinho.

Beijou seu pescoço e logo sua bochecha, sentindo o corpo menor se arrepiar levemente.

— … Tá.

Era sempre assim.

Havia meses desde que Kenma resolveu sair de casa para seguir sua trajetória como queria e, principalmente, para seguir sua vida. Não queria se casar com Daishou, não queria viver infeliz — poderia dizer que não gostaria de ser mais infeliz, mas Kuroo curava toda a dor que sua família causava em si.

Deveria ser o bom menino e sempre soube que seus pais não aprovavam amizades como o Tetsurou, mas era tão bom… que quando percebeu, já estava completamente envolvido com aquele tatuador aspirante a artista que se esforçava para receber um pagamento no fim do mês.

Não havia pensado duas vezes antes de pedir ajuda àquele alfa moreno e tentador quando estava sem um teto, e foi revigorante ser recebido de braços abertos junto de um sorriso apaixonante.

É, estava apaixonado naquele jeito frouxo e naquele universo repleto de paraísos que, na verdade, era seu corpo banhado de tatuagens, aquela beleza que tanto chamou sua atenção e os piercings que combinavam com sua aparência.

Droga, ele era lindo.

— Mas vamos tomar um café da manhã antes, eu preparei aqueles seus churros favoritos. — Mãos tocaram delicadamente em sua cintura, num pedido silencioso para se levantarem e irem juntos até a cozinha de seu pequeno e simplista lar. — Seu período perto, gatinho?

A pergunta direta o deixou surpreso, todavia logo assentiu, dando de ombros enquanto andavam pelos corredores.

— Sempre passamos por isso juntos, não será diferente agora, Kurro… — O citado sorriu pela forma fofa e preguiçosa que o loiro pronunciava o seu sobrenome.

O tal sobrenome que carregaria em pouco tempo, quem sabe.

— Gosto de ouvir o seu consentimento, gatinho.

E estavam na cozinha. Kenma sorriu levemente, mas antes de sentar na mesa, as mãos bobas novamente apareceram nas curvas de seu tronco.

— E eu tô afim de matar as saudades hoje a noite, hum? — O moreno sorriu, beijando os seus cabelos e o ômega assentiu, já envergonhado.

— Pervertido.

Soltou-se, logo arrumando a blusa preta com algumas estampas góticas que usava, para se sentar e comer devidamente naquela manhã, saboreando o belo dom de cozinha que o mais velho tinha.

Tetsurou estava sentado ao seu lado com apenas um par de chinelos e uma bermuda vermelha, esta que combinava com o Marte tatuado em seu abdômen. Também havia alguns satélites e cometas ao redor dos braços, junto de algumas frases de suas músicas de bandas favoritas de rock e aquilo fazia Kenma sorrir.

Era tudo no jeitinho de Kuroo.

— A gente podia fazer um desses combinando. — Percebendo o olhar do menor nas artes em seu corpo, deu a ideia.

Não era como se já não tivesse feito algumas tatuagens no Kenma — já fez até mesmo o rosto de um gatinho em suas costas bonitas —, mas eram momentos raros de muita vontade.

— Não estaríamos ocupados hoje?

—  Não precisa ser hoje, pode ser amanhã.

Seu tom de voz era despreocupado e sua postura estava relaxada na cadeira de madeira enquanto terminava de comer.

Kenma suspirou, com o prato já vazio enquanto separava um copo com suco para beber mais tarde e logo então largou tudo para ficar grudado no colo do maior. Sentir aquele corpo forte e bonito era algo essencial para melhorar o seu dia, gostava de sentir o calor de alfa do moreno.

Era como ganhar um jogo ou disco novo, e… cá entre nós, ele adorava ganhar coisas eletrônicas.

— Você tá ronronando de novo, igual um gatinho.

— E você tá escutando coisas de novo, aconselho um cotonete para limpar esse ouvido.

Kuroo riu pelo nariz enquanto observava um biquinho se formar no rostinho que tanto amava, Kenma bravo era a sua perdição. Parecia um patinho fofo.

— Não deve ter muita gente na rua por agora e a chuva ja acabou. — O moreno ajeitou a coluna e o pequeno girassol saiu de seu colo. — Vou me arrumar melhor pra gente ir.

De fato, ele estava errado.

Chegaram na avenida para fazerem compras, não chegaram a ficar sufocados em uma aglomeração, mas estava cheio o suficiente para fazê-los se atrasarem mais que o necessário e a cada hora que se passava, vinha mais gente do que ia.

As pessoas vibravam com o fim de ano de 1999, partindo para uma nova era e, de fato, pensar naquilo atiçava a empolgação de qualquer um.

Logo pelo meio-dia ambos estavam no caminho de casa, mas diferente do habitual, o sol estava fraco, com nuvens de chuva que pareciam um monte de algodão doce azul amassado na visão de Kenma.

Tetsurou acompanhou o seu olhar, logo fazendo uma careta.

— O que foi?

— O dia vai cair hoje.

Também era o que pensava e não apenas pela chuva. Estava frio com um vento forte, mas as pessoas insistiam em andar nas ruas, aproveitando aquela vida bonita e traiçoeira do fim daquele ano ímpar e dos anos 90.

E, no sentido mais literal, o dia realmente caiu.

Não deu tempo de chegarem no prédio e já foram pegos pelo conjunto de bolinhas grossas de água que caíam daqueles algodões estranhos, resultando em um baixinho de cara emburrada.

— Pelo menos as sacolas estão bem fechadas… — murmurou e logo estranhou a face pensativa de Kuroo, que parou no lugar enquanto observava aquele local.

Estavam do lado de uma praça, com pessoas já correndo pra lá e pra cá para se protegerem e logo o moreno sorriu sugestivo.

O que estava tramando? Kenma pensou, já com receio.

O maior virou-se para si, colocando as sacolas na parte da calçada mais próxima e antes que o jovem dos olhos de felino pudesse falar, o alfa parou em sua frente, lhe oferecendo sua mão, com sua típica pose.

— Me concede essa dança, Kenma?

Sorriu, galanteador e o ômega sentiu suas bochechas ficarem quentes, mesmo com todos aqueles pingos de chuva caindo em si.

— N-Nós vamos pegar um resfriado, seu idiota… 

— Gatinho, não fica se preocupando demais, só venha se divertir com seu alfa.

Sorriu, se afastando levemente enquanto se deliciava, era uma sensação que amava. Se sentia livre, como se pudesse fazer de tudo e mais um pouco naquela vida.

Kozume colocou suas sacolas na calçada e antes que pudesse se certificar que ninguém iria pegá-las, foi abraçado por trás, enquanto mãos envolviam sua cintura.

Suas mãos entraram em contato e, em questão de segundos, ambos se moviam em um ritmo sincronizado, em uma música de fundo que só existia em suas mentes, a mesma música. Porque eram caras metades.

Almas Gêmeas. Destinadas a se encontrarem e ficarem juntas.

Dançaram na chuva, com a rua já quase vazia, nem perceberam que as pessoas restantes já estavam indo para suas casas por conta da tempestade forte inesperada naquela tarde. Só conseguiram prestar atenção naquelas emoções que os faziam quase delirar, naquela famosa montanha-russa com cometas e buracos negros, revirando todo o seu coração — e o pobre estômago.

As sacolas ainda estavam intactas, mas encharcadas e sujas de lama pelo lado externo. Kenma as encarou algumas vezes, quase suspirando pelo trabalho que teria depois.

Bom, mas pensaria nessas coisas mais tarde, tinha algo mais importante para aquele momento.

Se divertir com o Seu Tetsurou. Com o S maiúsculo para realçar o quanto envolvidos romanticamente já estavam, o quanto entrelaçados ambos os corações já estavam.

Ele o amava e era tão amado quanto, não era novidade para ambos, nunca foi e nunca seria.

Aquele alfa seria sua perdição até após a morte, aquele fio estava fadado a durar até os planetas se alinharem. Kuroo era o seu universo repleto de paraísos, afinal.


Notas Finais


inicialmente o plot seria um beem diferente, mas acabei fugindo do tema, procurando outras ideias que resolvi "abandonar" o original e desenvolver melhor o que julguei combinar mais com a fanfic em si, e olha... eu realmente to boiola skendj :((( esse eh o meu debut com o haikyuu aqui no spirit, e umas das poucas fanfics que postei (a segunda) após meu hiatus, e nem sei exatamente o que escrever aqui :// mas eu espero que tenham gostado bastante, comentem <3


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