História Universos Paralelos - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Chouji Akimichi, Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Jiraiya, Kiba Inuzuka, Konohamaru, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Tsunade Senju
Tags Geb, Hinanaru, Hinata, Hinata Hyuuga, Levemente Shino/kiba, Lua, Naruhina, Naruto, Naruto Uzumaki, Nuit, Papa, Rangi, Sol
Visualizações 20
Palavras 1.209
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Apresento aqui um novo projeto de shortfic e espero, do fundo do meu coraçãozinho nublado de incertezas e crises de ansiedade, que seja do seu profundo agrado!
É uma experiencia em desenvolver algo leve e muito bonito para o mundo real, pertencendo somente a fanfics (Insert a dramatic expression here).
Bem, espero que você, leitor que passou por aqui por querer ou clicou sem querer e decidiu seguir o acaso, goste do clichê que vou apresentar <3
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Capítulo 1 - Foi em um lindo dia nublado


                                                Foi em um lindo dia nublado e de recorrentes rajadas de vento.

 

         Foi em uma rua secundária, não muito segura e com toda a certeza não era a primeira opção das duas criaturas que viam na mesma calçada estreita e em direções opostas. Para um deles aquela rua era uma rota de fuga, para passar despercebido por um passado — com um resultado um tanto que infeliz — e ainda assim conseguir chegar a tempo para mais um dia cansativo de treinamento laborioso, pelo menos considerando-se — de forma parcial — emocionalmente inteira; para o outro era um atalho para o seu futuro, isso se conseguisse passar por todas as etapas da entrevista de emprego que iria fazer alguns minutos mais tarde.

 

         O salto médio quadrado do scarpin preto envernizado fazia barulho através da rua —  como se todo o barulho da movimentada rua adjacente fosse neutralizado por alguma força maior, querendo dar total privacidade para que aquele momento em especial acontecesse — e servia de som ambiente para os turbulentos pensamentos de uma pessoa aflita — que subconscientemente percebeu que o tênis de camurça que escolhera na pressa não eram adequados nem para a ocasião e nem para o futuro que as nuvens fechadas estavam lhe apresentando.

 

        Se ele tivesse pego aquele dinheiro a mais, poderia pedir um taxi depois...

 

        “Transtornada e absorta em suas ruminações” era o que sua expressão facial — o olhar perdido em um lado da rua que nada apresentava de interessante, dos lábios carnudos em forma de coração saiam balbuciações inaudíveis— e sua expressão física — o ato nervoso de mexer e remexer no lenço que um dia fora bordado pela matriarca da família, objeto esse que jazia não mais tão preso a alça da bolsa bege clara com detalhes em um tom incerto de coral. O nervosismo e a pressão caiam sobre seus ombros como enormes fardos, além do medo que se apossava de seu espírito. Era jovem e inexperiente — quando se tratava de prática — na área que sua família seguia a duas gerações. Torcia para que os anos em que observou o pai e o tio lhe servissem de alguma coisa.... Mas aquela reportagem não dizia que uma grande parcela das empresas faliam na terceira geração?

 

         Filé de salmão, folha de arroz, bok choy, shitake*.... A receita rondava por sua mente como peças separadas de um grande quebra cabeça. Será que deveria acrescentar shoyo? As palavras são incrivelmente volúveis em tempos de nervosismo e ele estava experimentando isso na pele. Sake adocicado— qual era a quantidade certa mesmo? —, sake seco — isso tinha um gosto horrível, será que deveria pôr ou escutar a voz de sua consciência e retirar? E se eles reparassem? —, manteiga e água. Era uma experiência incrível o que estava vivendo, ainda mais por ser mérito próprio. Seu padrinho queria apresenta-lo a um conhecido, contudo não achou que era o certo.

 

        Estava orgulhoso e continuaria com esse sentimento mesmo se as coisas dessem errado.

 

        Continuaria orgulhoso de si mesmo se as coisas não dessem certo.

 

 

         Continuaria...

 

 

         Continuaria?

 

        Ah! Sem esquecer de sal a gosto, azeite, muito carinho e determinação. Mesmo tendo escutado boatos e conselhos de que essa receita era a preferida de seu examinador e — se tudo der certo — seu futuro professor e chefe, ele não estava levando fé.

 

         Os passos apressados das duas pessoas distintas se faziam presente no ambiente, mesmo que elas estivessem alheias a presença uma da outra e imersas em seus próprios mundos de pensamentos. O cloc-cloc do salto chegava mais perto. Ela mexia cada vez mais no lenço já pendurado quase que por magia na alça da bolsa. Ele tentava lembrar de alguma outra receita que pudesse usar e impressionar. Cada um preso em seus próprios universos.

 

        Até que, em um momento onde ambos estavam cegos por admirar os planetas em suas galáxias, sistemas solares tão distintos e opiniões diferentes sobre assuntos díspares, as linhas foram puxadas pela força que controlava aquela cena — tão simples e ao mesmo tempo relevante — e finalmente Papa* e Rangi* colidiram. A colisão não foi delicada, porém foi de um modo desabrido. Papa foi ligeiramente jogada para trás devido ao impacto, de modo onde atrapalhou-se com o salto de seu scarpin e iria cair, se não fosse a mão de Rangi que a segurou pela cintura — ato esse que foi inconscientemente não para salvá-la, mas sim para suprir a falta que o calor dela fez no momento em que se afastou, como se sentisse falta de algo que conheceu a pouco.

 

           Nos milésimos de segundos que seguiu o contato, o olfato apurado de Rangi entrou em ação. De forma involuntária, fechou os olhos para se concentrar. As notas de topo.... Coral?! Maçã!.... Meio seria gardênias e tangerinas?.... No fundo conseguia sentir cedro e âmbar, além de algo — faltava palavras no redemoinho que era sua mente para descrever — que o fazia incrivelmente bem....

          

            O coração de Papa parecia que queria sair de seu peito tamanho a intensidade de seus batimentos. Ela encarava o homem que a segurava pela cintura — local esse que estava mais quente que o normal. Seria a temperatura da mão dele ? — e agradecia mentalmente por tê-la salvado de uma queda e por ele estar de olhos fechados, assim ele não veria como seu rosto estava vermelho. Sem perceber, pôs-se a observar a fisionomia forte, três traços estranhamente uniforme em cada lado do rosto bronzeado, o formato dos olhos amendoados, a boca bem feita....

 

           Até que a magia foi desfeita no momento em que Papa caiu em si, rompendo o contato de forma abrupta.

 

          “M-me perdoe!” A voz melodiosa de Papa saiu apressada e relutante. Ela saiu dali rapidamente, de tal forma que Rangi mal pôde reagir.

 

           Ao se ver sozinho, ele tentava entender o que tinha acontecido naquela fração de tempo. Atordoado, olhava sem direção até seus olhos fixaram em um tecido vermelho que estava disposto em cima de seu tênis de camurça marrom. Ele pegou o tecido e instintivamente levou-o ao nariz, inspirou o aroma presente. Aquilo que ele não conseguia descrever também estava lá — junto dos corais, tangerinas, maçãs, gardênias e cedros—e o transportou para seguimentos de lembranças— flashes sutilmente nostálgicos de momentos especificamente bons, como um dia na praia junto de alguém que não saia de sua mente, aquele momento solene de acordar primeiro e não resistir de observar a pessoa amada dormindo — que nunca teve, sentimentos que nunca sentiu afloravam em seu peito e faziam seu coração bater de maneira que doía de leve. Era a primeira vez que sentia assim, mas de algum modo lhe era tão puro, tão certo.

 

          Caiu em si e percebeu a estranheza de seu ato, afastou o tecido do rosto e percebeu os detalhes bordados — principalmente um H.H. maior e com uma cor diferente dos outros detalhes —. Olhou para o relógio, lembrou do que tinha de fazer daqui alguns minutos e guardou o lenço no bolso do casaco. Iria guardar o lenço para entrega-lo à dona, pedir desculpas pelo esbarrão, perguntar seu nome e, se tudo desse certo, poderia chama-la para um almoço — onde um cioppino apimentado* acompanhado de um daiquiri* granizado de menta, rosas e framboesa não cairia nada mal.

 

                   Porque, foi em um lindo dia nublado e de recorrentes rajadas de vento que dois universos paralelos se encontraram.


Notas Finais


Obrigada se você chegou até aqui.
Espero postar o próximo capitulo em breve <3
Até!
Expplicação de termos utilizados
Papa e Rangi: Mãe-terra e Pai-céu, respectivamente, são o casal de deuses supremo no mito de criação Maori. Rangi tomou Papa num forte abraço no começo do tempo e isso foi o que me fez utilizar os dois para simbolizar os personagens principais no evento que se sucedeu.
Filé de salmão, folha de arroz, bok choy, shitake: E os outros itens são parte de uma receita de Salmão grelhado na folha de arroz.
Cioppino apimentado: é uma caldeira apimentada de frutos do mar.


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