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História Unknown Syndrome - Capítulo 12


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Notas do Autor


Último capítulo.
Nos vemos nas notas finais.

⚠️ Conteúdo "sensível", não leia ao sentir-se desconfortável. ⚠️

Capítulo 12 - Capítulo XII


— Acho que podemos ir para casa, estou com fome – disse me levantando.

Mattia assentiu e me beijou lentamente.

— Uau! – Sorri.

— Gostou?

— Sim. Poderia me beijar assim mais vezes, eu não reclamaria.

Concordou e voltamos andando calmamente.

— Eu queria poder fazer algo por você, Wolfgang.

— Mas você já faz. – Lhe olhava com mais cautela, tentando identificar seus sentimentos.

— Não. Eu queria te ajudar com essa síndrome. Nossa… queria erradicá-la do mundo! Não queria nunca mais ver você chorar, desmaiar ou quase dormir tanto sem saber se vai acordar outra vez. Tudo isso por causa da dor.

— Me desculpe por fazer você passar por isso.

— Não, não tem problema. Eu aceitei isso no momento em que decidi te amar, Wolf.

O silêncio prevalece até a volta para casa, quando decido o puxar pela mão até um corredor que leva para o quintal de casa.

— O que estamos fazendo aqui, bebê?

Mattia olhava para os lados sem entender.

— Já fez sexo na piscina? – Perguntei reparando seu olhar confuso.

— Não. – Negou.

— Então essa vai ser nossa primeira vez. – E eu já estava completamente nu. Mas Mattia apenas me observava lambendo os lábios. – Você vem?

Sem esperar a resposta dele me joguei dentro d'água, que por incrível que pareça está um pouquinho morna.

Então ele começou a tirar o casaco, a blusa, os sapatos e as roupas de baixo. Sempre é bom vê-lo nu.

— Vem Mattia – olhei para casa, e reparei alguém na janela do meu quarto, mas procurei não dar muita atenção.

Ele entrou e nós nos beijamos algumas vezes, enquanto eu prensava seu pênis várias vezes. Entrelacei minhas pernas em seus quadris e deixei que ele tomasse as rédeas, como fez da última vez. Só que agora, Mattia me estocava mais fortemente. Fiz pressão contra seus músculos dos ombros e ele gemeu.

— Oh-hh – e é tão gostoso ouvi-lo aos suspiros e gemidos sôfregos.

— P-por favor – ele diminuiu a velocidade. Meu corpo estava tenso e minhas costas estavam começando a doer. – Ai…

— Droga. Não deveríamos estar fazendo isso. – Me elevou um pouco, e saiu de dentro de mim.

— Wolfgang! – Alguém gritou, era meu pai.

Mattia abaixou a cabeça, estava envergonhado.

— Saiam da água! Espero vocês lá dentro! – Gritou mais uma vez e saiu.

— Cara, eu nunca fui pego no flagra. – Disse um pouco decepcionado.

— Tudo bem, Mattia.

— Vamos. – Me puxou.

Ele foi o primeiro a se vestir, e seu pênis ainda estava duro. Enquanto me vestia, sentou no banco para me esperar.

— Vem cá – me ajudou.

O mais velho puxava a camisa para baixo, por causa da ereção e ainda deixou o casaco na frente, para que ninguém percebesse. Mas todos estavam a nossa espera.

Arqueei a coluna, porque ainda estava sentindo dor.

Meu pai começou a falar em como era errado o que estávamos fazendo e para completar Mattia teve uma crise de espirros.

— Vá tomar um banho quente para não ficar resfriado. – Mamãe disse para ele que subiu na minha companhia.

Enquanto ele tomava banho, ingeri uma cápsula de morfina, tirei as roupas molhadas e me deitei nu enrolado apenas a um lençol.

Estava quase cochilando quando senti algo molhado nas minhas bochechas. Eram algumas gotas d'água que caíam do cabelo de Mattia.

— Oh, não queria te acordar – ele estava todo agasalhado, enrolado também com o cachecol no pescoço.

— Não estava dormindo – sorri me levantando um pouco para beijá-lo, mas comecei a sentir ainda mais dor. Dessa vez meu corpo inteiro doía.

O maior fez uma cara de preocupado e se deitou ao meu lado, me permitindo ficar encolhido a ele também.

— Você quer morfina?

— Sou limitado a tomar duas cápsulas a cada seis horas, posso… suportar um pouco mais…

— Okay – me abraçou.

Mas a agonia não passava, e eu sempre soltava gemidos sôfregos, praticamente chorando.

Mattia percebeu e levantou vagarosamente, mas ainda apressado.

— Para… onde vai?

— Já volto, bebê – ele saiu do quarto e voltou alguns minutos depois com minha mãe.

— Filho, está doendo muito? – Ela se sentou na cama.

— Sim…

— Vamos ao hospital, então.

— Não, não quero ir para o hospital.

— Lá eles podem te dar uma dose mais completa de morfina, meu bem.

Neguei.

Do hospital eu já vim e para lá não quero mais voltar.

— Então tome outra cápsula – e eu aceitei porque a dor estava se tornando insuportável.

Permaneci deitado, evitando que o desconforto se alastrasse.

Mamãe não ficou muito, disse que me deixaria descansar, mas ainda havia Mattia que ficava a toda hora beijando algumas partes da minha pele.

Braços, ombros, pescoço, abdômen e alisava minhas coxas lentamente. Seus dedos compridos vagam cuidadosamente e só isso basta para ficar arrepiado.

— Huh – murmurei e ele sorriu ficando por cima de mim, sem colocar peso.

Levei minhas mãos até às laterais de seu rosto e tentei sorrir também, mas só consegui demonstrar tristeza, com as lágrimas descendo por minhas bochechas rapidamente.

— Bebê – pronunciou se acomodando sentado ao meu lado, fiz o mesmo, mesmo sentindo a dor correr por meus músculos. – Conta para mim, por favor.

— M-Mattia… quero transar com você – sussurrei a sua orelha enquanto lhe abraçava com as forças restantes. – Quero… quero transar…

— Shh – suas mãos moveram o lençol para longe, e depois uma delas para meu falo desperto. – Posso te pedir uma coisa?

— Pode – concordei.

— Não se contenha. Hoje eu quero ouvir seus gemidos mais prazerosos. Certo?

Assenti para depois senti-lo lamber meu pau algumas vezes. Nos beijamos e transamos por algum tempo.

O jeito que ele entrava e saía, como alisava meu corpo, como gemia em excitação, como me beijava e me dava orgasmos nenhum outro homem seria capaz de fazer.

Primeiro porque eu não quero mais ninguém.

Segundo que eu não tenho mais tempo para outras aventuras.

Terceiro ele entende sobre a síndrome e sabe das minhas limitações como nenhum outro.

Quarto que só ele me entende e sabe como me tocar.

Quinto que só ele conhece minhas áreas erógenas mais sensíveis.

Sexto que somente ele sabe do meu ritmo e como acompanhá-lo para tornar tudo mais desejável.

Sétimo que só o abraço e carinhos feitos por ele me acalma, nem mesmo minha mãe tem essa proeza.

Oitavo porque ele foi e é a pessoa mais interessante, sexy, educado, inteligente e amável que pude conhecer.

Nono porque é ele, sempre foi e será ele.

Décimo e último motivo, porque eu o amo, amo e só queria ter fôlego e forças para poder dar também todo o amor que merece. Mas ele me ama também e esse é um dos maiores gestos que teve demostrado para mim ao longo desses meses em que ficamos juntos.

[…]

Apenas vozes indecifráveis para mim circulavam. Circulavam sem parar.

— Como ele está?

— Sistema imunológico fraco, pressão baixa e a morfina não é mais recomendável.

— O que podemos fazer?

— Nesse momento eu acredito que ficar com ele, dar apoio e… esperar.

— Ele não tem mesmo chance?

Um silêncio correu e eu finalmente consegui abrir os olhos. Mas não enxergava nada, porque tudo estava embaçado.

— Huh… – tentei falar, mas algo barrava e eu me dei conta que estava com um tubo na boca, e por isso quase entrei em desespero.

— Ei, está tudo bem – reconheceria essa voz em específico em qualquer lugar. Mattia. – Como se sente? Ah… – balançou a cabeça negativamente. – Você não pode falar. Desculpa. – Sorriu triste. – Seus pais... seus… – por algum motivo ele não conseguia dizer o que queria. – Eles vem falar com você logo, então... não precisa se preocupar, bebê.

Queria entender o que estava acontecendo e porque estava no hospital de novo.

Eu dormi um pouco e ao acordar novamente a primeira imagem que tive era da minha mãe sendo abraçada por meu pai, e ela chorava muito.

Levantei a mão esquerda e puxei a agulha em meu pulso, tentando me sentar a cama.

Quando me perceberam acordado os dois vinheram seguido de chamar um médico.

— W-Wolf, não faça isso – disse mamãe contendo o sangramento devido a retirada brusca da agulha.

— Olá, Wolf, bom te ver acordado. Peço que se deite novamente para que eu tire o tubo, entendeu?

Assenti e fiz o que pediu.

Depois que ele tirou, tossi e me sentei.

— O que aconteceu? – Perguntei e os adultos se olharam entre si. – O que estou fazendo aqui?

— Wolfgang, você estava desacordado a oito dias. – Arrumei a postura. – Você teve uma convulsão devido a uma febre alta, depois teve outra com a rejeição de um remédio substituto a morfina.

— Eu… eu não lembro disso.

— Você estava com o Mattia, filho – papai se pronunciou. – Vocês tinham… tinham tido relações sexuais. Horas mais tarde você pegou um resfriado e teve febre altíssima, e foi aí que veio a primeira convulsão. Te trouxemos ao hospital, você tomou uma dose para controlar a dor que você alegou ter depois que voltou a consciência, mas não ajudou.

— Desde esse dia você estava desacordado. Como você sentia muita dor, pedimos… – mamãe respirou profundamente – falamos com os médicos e a solução foi te deixar em coma induzido, até que seus níveis de saúde elevassem, até que ficasse melhor.

— I-isso é tão confuso. Por que eu não lembro de nada? – Sussurrei a última parte. – E então o que vai acontecer agora?

O médico se aproximou e percebi Mattia junto a Wanda, que estavam na porta do quarto.

— Há muito tempo que esse tratamento a base de morfina deixou de fazer efeito em você, Wolf. – Concordei, era verdade. – Nós não podemos fazer mais nada. Te demos liberação para ficar em casa com sua família, amigos e aproveitasse o pouco que te restava.

Eu já sabia o que ele iria dizer, mas mesmo assim não quero acreditar.

— Assim… você morrerá e eu sinto muito.

— Quando? Quando eu vou morrer?

— É difícil dizer, Wolf. Mas se seu corpo continuar nesse ritmo durará talvez alguns dias.

Abaixei a cabeça e disse:

— Podem… podem me deixar sozinho?

Eles foram saindo aos poucos e só restou meu namorado.

Lhe olhei e ele entendeu rapidamente que eu o queria perto, ele apenas sentou ao meu lado e beijou minha testa.

— Me desculpe – pediu e eu continuei de cabeça abaixada, parecia que ele ainda tinha mais para falar. – Eu… – começou a chorar.

— Tudo bem – disse firme. – Você não tem culpa de nada. Então... não precisa se sentir mal.

— Wolf… eu… eu me recuso a aceitar isso, p-porque eu não quero te perder.

— Então eu peço desculpas.

Peguei suas mãos que estavam frias e trêmulas. Também tive coragem para lhe olhar fixamente para depois lhe beijar.

— O que eu vou fazer? – Sussurrou me puxando para ficar junto de seu torso, em um abraço. – O que eu vou fazer sem você aqui? Wolfgang… – ele tinha a respiração densa, além das lágrimas que escorriam por suas bochechas sem parar.

— Mattia… eu não sei, mas… – estava começando a sentir as dores das quais nunca posso me esquecer da existência. – Huh, eu só quero que… que você viva.

Disse e voltei a me deitar, o deixando com as mãos vazias.

— Não posso fazer isso. Não posso continuar vivendo quando meu amor vai embora. Não vou conseguir, Wolf.

— Vai sim. Eu não fui seu primeiro e nem vou ser o último.

— Não! Não, eu não quero encontrar outro alguém, eu só quero você. Só você!

Lhe puxei para deitar a meu peito.

[…]

Continuei sentindo dor até não aguentar mais e clamar por algo que achei que nunca fosse ser necessário.

Mattia falava com a mãe e irmão do lado de fora do quarto, enquanto meus pais discutiam comigo sobre a injeção letal. Eles não aceitam minha decisão.

— Eu vou morrer, e não quero prorrogar esse sofrimento mais. Por favor… – pedi com os olhos marejados.

Eles demoraram um pouco até assinarem os documentos.

O meu pedido está marcado para às 21h de hoje, e é a única solução.

Já estou cansado dessa dor agonizante que nunca vai embora.

A minha vida toda, desde a infância vivi para manter um tratamento incerto, sem conclusões, sempre com mais questionamentos a respeito da minha síndrome. Só há um destino. A morte. Ela viria mais cedo ou mais tarde. Eu posso ter aproveitado pouco, mas foram as melhores emoções que já tive.

Outros médicos me explicaram sobre o procedimento e como eu me sentiria após receber a injeção, que inclusive, só é permitida em última circunstância com o paciente sendo maior de 19 anos e com saúde mental estável.

Depois os profissionais e meus pais saíram, quando fui ao banheiro para tomar banho.

Enquanto a água caía sobre meu corpo, ouvi o barulho da porta sendo aberta. Wanda entrou e sentou na tampa do sanitário.

— Posso conversar um pouco com você? – Indagou. Me enrolei a toalha e saí do box.

— Sim, claro.

— Tem certeza, Wolf? Porque… é um caminho sem volta.

— Mas Wanda, eu já vou morrer, daqui a duas horas, então por favor, não me faça me sentir pior. – Afaguei meus cabelos enquanto começava a escovar os dentes e consequentemente, devido minha posição, já estava sentindo o desconforto.

Ela saiu e Mattia voltou, com um copão com café, mas que o deixou sobre a mesinha, antes de vir ao meu encontro.

— Oi – sentia o seu perfume enquanto ele me abraçava.

Nos separamos e eu deixei a toalha cair.

Mattia ofegou e sorriu.

— Podemos? – Agarrou minhas coxas, me elevando.

Segurava sua nuca e ia lhe beijar quando alguém entrou.

— Oh – era um dos médicos. Mattia virou um pouco para olhá-lo. – Eu tenho que analisar seus sintomas. Mas… eu volto depois – fechou as persianas e trancou a porta por fora.

Mattia começou a rir rapidamente.

— Cara, se eu estivesse nu…

— Aí você ia impressionar ele, mostrando sua potência – rimos de novo. Suspirou cansado, mas ainda parecia disposto a me dar prazer.

— Vamos?

— Mmh, sabe… eu gostaria de ficar por cima. – Assentiu beijando meu maxilar. – Mas…

— Mas o que?

— Mas a gente nunca fez isso e… eu não sei exatamente o que fazer.

— Senta em mim e deixa eu fazer o resto.

— Não. Eu quero tomar o controle da situação. – Disse fazendo-o suspirar. – Por favor.

— Tudo bem. – Ele me colocou sentado na cama, para tirar sua calça e cueca. Já estava duro.

Quando se aproximou de mim, tomei a iniciativa de abrir os botões da sua camisa.

Nos beijamos e deitamos na cama, dessa vez, ele estava por baixo e é muito bom vê-lo de cima.

Fiquei por cima do seu abdômen, para ele me ajudar a pôr seu pênis dentro de mim e eu simplesmente não pude conter um gemido alto.

— O-olha, vai devagar, para não se machucar tanto. Certo? – Concordei.

Comecei me movendo devagar, sentindo seu pau rente as minhas estruturas.

É sempre muito doloroso transar com Mattia, porque ele grosso e não foram muitas as vezes que pude me acostumar com suas proporções.

— Oh-oh – gemeu apertando meus quadris com força.

Tomei a liberdade de me mexer com mais rapidez e então nós dois gemíamos excitados, e longe a gozarmos.

Levei minhas mãos até seu tórax e finquei minhas unhas, ele então passou a me olhar com mais cautela, trazendo suas mãos até meu rosto. Limpando minhas lágrimas.

— W-Wolf…

— Não é nada…

— Por favor, não mente para mim. Estou te machucando? Quer que eu saia? Eu não me importo, e-…

— Não, não... não é isso. Quero ficar por baixo, mas… entra devagar. – Pedi. Ele sorriu finalmente e invertemos as posições.

Nos beijamos mais vezes e ele atendia meu pedido, e confesso que sentia mais prazer, estando prestes a ter um orgasmo.

— W-Wolf – murmurou meu nome. – Ah-h…

— Mattia, eu te amo – disse segurando seus ombros.

— Não, eu te amo mais – falou e gozou. Me sentia extremamente bem com ele tendo um orgasmo dentro de mim e eu logo em seguida tive o meu.

Permanecemos deitados agarradinhos, sem falar nada.

Estava quase cochilando quando comecei a o ouvi murmurar algumas palavras.

— Por que? Eu não consigo entender… eu só queria poder te dar mais, fazer mais por você, meu pequeno. Oh, bebê… – respirava pesadamente, como se estivesse chorando. – Por favor… eu não quero ficar sozinho, por favor…

E eu conclui que estava mesmo chorando ao o ouvir fungar e virar para vê-lo. Seus olhos estava vermelhos e ele rapidamente tentava enxugar as lágrimas.

— Pensei que estivesse dormindo – falou e eu sorri lhe dando um selinho em seguida.

— Mattia, está tudo bem. Confia em mim – negou.

— Não. Não... não, não, não, não...

— Tudo bem. Respira. Ei – ele parecia estar prestes a ter uma crise de pânico. – Olha para mim, se concentra na minha respiração. Mattia!

Ele me olhava, mas não conseguia não respirar descompensado.

Saí da cama em busca de uma máscara de oxigênio, liguei o monitor e coloquei nele, que não recusou. Voltei ao colchão e nos enrolei.

— Hey! – Minha mãe estava gritando do lado de fora do quarto, mas entrou logo em seguida. Ela notou as roupas e toalha no chão. – O Mattia está bem?

— Sim. – Respondi, vendo-o chorar, ainda.

— Eles… já vão começar os procedimentos. Medir suas taxas e… injetar o veneno.

Mattia esboçava ainda mais tristeza, mas tirou a máscara, levantou e nem se importou com a presença de minha mãe e saiu andando até o banheiro.

— Que-rido… – ela me olhava depois de observar meu namorado. – Como… como você aguenta?

Sua pergunta me fez ter uma crise de risos.

— Ah, mãe... – me enrolei outra vez a toalha e fui ao encontro do outro. – Mattia – abri a porta e ele estava sob o chuveiro, mas ele virou para mim, enquanto segurava uma lâmina. – Não!

Agarrei o objeto de suas mãos, mas ele ainda tinha conseguido cortar um pouco o braço.

— Não faça isso! Nunca mais, Mattia!

O sangue escorria, então fiz pressão no local machucado.

— Eu vou te encontrar...

— Mattia, para com isso. Para…

— Depois que você me deixar, vou me matar… – neguei dando vestígios que iria chorar. – E eu vou te encontrar.

Lhe abracei e ele retribuiu.

— Não, por favor, não faça isso. Por favor, não. Não terei paz se fizer.

— Não vou viver sem você! – Gritou. Me afastei dele pelo susto. – Não vou. Já decidi…

Ele terminou o banho e foi fazer um curativo. Depois eu me banhei, me vesti e voltei ao quarto.

Não acredito que Mattia vai fazer o que disse e isso me fez pensar mais e a me sentir culpado.

— Mãe, posso pedir um favor?

— Claro, Wolf, o que?

— Cuida do Mattia. Ele… – murmurava – ele disse que vai se matar… e eu não quero isso. Não deixa ele fazer isso, por favor.

— Eu vou cuidar sim. Vou falar com a mãe dele sobre isso.

Deitei na cama sentindo muita dor e agora falta pouco para não sentir mais nada.

Alguns familiares além de meus pais estavam comigo, com excessão de minha avó, que disse que não gostaria de ver o neto morrer.

Falta menos de 10 minutos para a aplicação e desde do banho de Mattia, eu não o vejo. Não sei como está se sentindo, se fez alguma besteira, simplesmente não sei. Mas eu o quero aqui comigo.

— Eu não aguento mais! – Gritei, porque estava me sentindo muito mal, todo meu corpo doía.

— Vamos começar, então – outros médicos injetaram o veneno vagarosamente em minha veia. – Relaxe. – Assenti e de repente Mattia deitou ao meu lado.

Ele estava vestindo preto da cabeça aos pés, e tinha uma expressão séria, parecia com raiva. O entendo.

— Estou aqui – disse beijando minha testa.

— Mattia, promete para mim… você não vai tentar de novo. Promete!

Abaixou a cabeça e assentiu, mas eu preciso ouvir.

— Não... promete para mim – não conseguia respirar direito devido o efeito do medicamento. Apesar que ainda demorará alguns minutos até partir.

— Eu prometo. – Falou por mim.

— Adeus, mamãe e papai – e eles já estavam chorando, completamente aceitável diante da situação. – M-Mattia – apertava sua mão com bastante força, sem a intenção de soltar.

Fechei os olhos quase sem fôlego e com o peito doendo muito.

— Amo você, Wolfgang… amo muito. – Disse ele dando-me um último beijo. – Amo você… amo você! – E chorando.

— Amo você, Mattia – disse por fim sentindo todas as minhas forçando se esvaindo e ouvindo levemente o monitor apitar.

Acabou.

Sem mais dores, sem mais sofrimentos, sem mais remédios e exames. Apenas calmaria.

Mas sempre há um fim para então um recomeço.


Notas Finais


Olá, obrigada a todos que leram até aqui, espero que de alguma forma a história consiga ter "atingido" de forma positiva a cada um de vocês.
Novas histórias estão sendo escritas, The Alpha é meu outro xodozinho, por favor, dê uma chance a essa história também.

Obrigada pelo apoio e até qualquer dia.
Adeus.


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