História Unmasked - Capítulo 1


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Categorias Bleach
Personagens Hirako Shinji, Hiyori, Karin Kurosaki, Toushirou Hitsugaya
Tags Hirako Shinji, Hiyori, Shiyori
Visualizações 30
Palavras 2.070
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Luta, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que você aprecie a leitura, escrevo apenas por hobby e resolvi escrever sobre esse casal que amo muito.

*a capa é provisória, pois estou pelo celular.

Capítulo 1 - Ruído


 
Soul Society, Seireitei


                                                                                               previsão

Coloco a mão entre a testa e olho para cima, parece que hoje o sol da Soul Society está fervendo e ainda tenho que comparecer na sala do "senhor comandante", que crueldade eu ter de andar até lá. O bom é que me livrei daquele escritório e deixei o resto dos afazeres com a Momo-chan, se bem que ela estava diferente. Mulheres. Depois de caminhar um bocado, e provocar muitos shinigamis pelo caminho chego no corredor da sala do Comandante inteiro, escuto sussurros abafados de amor vindo da sala adentro. Já sei o que se passa, eu poderia voltar outra hora, no entanto, a discórdia me chama. Abro a porta da sala do Comandante bruscamente, me deparo com a Nanao-chan beijando o Shunsui diante da mesa. Minha chance.

— Ora essa! Se não é o casal mais quente da Seireitei. — Insinuo rindo por dentro.

— Sh-Shin-Shinji! — Nanao-chan quase cai da mesa, deixando a situação mais engraçada ainda. Antes que eu jogasse uma piada, um portal reluzente acompanhado de borboletas negras se abre trazendo o Urahara-san com a sua amada felina Yoruichi.

— Vejo que já estão todos reunidos.

— Atrasado, Kisuke-san, se tivesse chegado alguns minutinhos antes teria visto a sala pegar fogo. — Evidencio o atraso do Urahara e a sessão "amasso" do Shunsui.

— Shinji...! — Depois de eu receber um olhar petrificante da Nanao ela acaba saindo, vermelha da cabeça aos pés para deixar nos sozinhos. O assunto é importante e particular.

— Não vamos mais prolongar isso, o que quer Shunsui? — Yoruichi-chan, direta como sempre. Pelo visto nada mudou no Mundo Humano...

— As mulheres sempre impacientes. Bom, chamei vos aqui pois tenho uma tarefa importante para vocês, somente vocês. No Mundo Humano. — Hum, Shunsui disse a última frase tão..seriamente, logo ele que é tão descontraído. Sinto uma maré sangrenta.


Meses depois...

Com dificuldade abro meus pequenos olhos, completamente tomados pelo sono, com a visão embaçada olho o relógio de relance. Hum, 7h30, dou um bocejo. Pera aí! 7H30? Diabos, estou atrasada de novo! Por que eu, uma tenente, tenho que cuidar daqueles calouros sem graça? Suspiro e levanto da cama, olho pra ela, te amo tanto caminha. Não é exagero, nos últimos dias eu ando treinando muito em busca da minha Bankai. O cansaço virou meu melhor amigo. Vou tirando meu pijama rumo ao banheiro, me olho no espelho. Cabelo bagunçado, pele oleosa, espinhas e olheiras profundas, estou péssima pra variar. Tomo um banho rápido, me arrumo e apronto meu cabelo. Estou deixando crescer, desde que decidi mudar um pouco meu temperamento.

Escuto meu estômago resmungar, acordei com uma fome de 30 milhões de hollows, vou dar uma passada na Rangiku descolar um café da manhã. No caminho cumprimento alguns conhecidos, estou me reeducando, com certeza a Hiyori do passado acordaria mal humorada e mandaria todo mundo se explodir. De longe já vejo o alojamento mais chamativo da Seireitei, Rangiku-chan com certeza é extravagante.

— Atrasada também? Te antecipo que nem café da manhã eu fiz. — Tch, ela me viu entrar.

— Peituda preguiçosa. — Como num coral, resmungo juntamente com meu estômago.

— Olha quem fala, pirralha! Toda manhã vem comer aqui.

— VOCÊ ME CHAMOU DE QUE? — Juro que mudei a respeito do meu temperamento, contudo, não suporto apelidos sobre minha estatura, é como se a velha Hiyori voltasse. Quase todas as manhãs eram assim, bem agitadas. Acompanhei a Rangiku até o décimo bantai, depois segui para a Academia Shino. Logo, para a minha infelicidade vi um grupo de pirralhos nobres catarrentos.

— Estão todos presentes? — Já no pátio da Academia, estavam todos a me aguardar.

— Seria mais útil se você fizesse a chamada. — Ignorei a criatura, odeio frequências. Não sou professora de ninguém, é apenas um trabalho provisório.
Estou supervisionando um certo grupo aqui da Academia Shino a mando do Comandante, segundo ele, há prodígios entre eles. Eu duvido muito, em exceção da Karin-chan, claro.

De início ela teve muita dificuldade, mas com umas dicas da incrível Hiyori até que ela vem rendendo muito. Após um dia extremamente monótono de avaliações e treinamento físico, a Karin fica pra me ajudar a organizar as coisas.

— Karin! Por que raios você empilhou isso na ordem errada?

— Eu? Foi você, avoada.

— Nani? Me respeita, mocinha, eu sou sua p-...

— Sua o que? Professora? Então admite, Hiyori-chan, eu sabia, hahaha.

— NADA DISSO! — Dou um chute na canela dela, derrubando-a, mas ela me puxa junto com ela e acabamos no chão puxando o cabelo uma da outra. Depois da sessão arranca rabo dividimos um bento.

— É hoje! Trouxe os maiôs, acho que vai servir em ti, era da Yuzu… — Pelo semblante da Karin ela parecia pesarosa em falar da irmã.

— Tem certeza que é uma boa ideia? — Só de pensar na possibilidade de alguém me ver vestida assim fico ruborizada.

— Qual é, Hiyori, todos os shinigamis a essa altura estão bêbados ou já foram para seus alojamentos. — Ela diz isso jogando o maiô na minha cara, me venceu. No início da semana a Karin me convidou para irmos num rio aqui perto, escolhemos o final da tarde como o melhor horário para prevenir que ninguém nos veja de maiô. Saindo da Academia Shino percebemos que realmente as ruas estavam desertas. Esses shinigamis não perdem uma mesmo. O caminho era além do décimo bantai, e o rio perto de suas encostas.

Durante todo o trajeto a Karin estava distraída e eu tenho suspeitas sobre isso. Chegando no lugar percebi o quanto valeu a pena suar para chegar aqui, essa Kurosaki tem cada ideia. O rio era envolto de pequenos arvoredos com suas respectivas frutinhas vermelhas de gosto ácido. A água tinha um tom turquesa muito lindo. Tirei meu uniforme e coloquei o maiô vermelho com listras brancas nas laterais. Serviu direitinho, parece que foi feito para mim, completamente colado evidenciando minhas curvas(e que curvas!) de tábua. Eu e a Kurosaki deixamos nossos uniformes rente uma raiz de uma árvore velha.

— Hiyori-chan, olha que peixinho lindo! — Realmente, até os peixes desse local são maravilhosos. Karin estava a beira do rio tirando fotos dos peixes, com o pé eu empurro ela pelas costas na água.

— HIYORI, QUE MERDA VOCÊ TEM NA CABEÇA? Meu celular poderia cair dentro d'água, retardada!

— Verdade, mas o jyu taichou poderia te dar outro, hein. — Falo isso sorrindo da cara dela.

— Nani? Você acha que sou mulher para depender de homem? — Essa catarrenta se acha uma mulher.

— Claro que não, Karin-chan, no entanto desde que chegou você e o picolé ambulante namoram, logo vem o casamento.— Como ela não percebeu? Ela é uma Shiba, vão arranjar um casamento assim que possível. Karin me deu soco no nariz, me fazendo sangrar e acaba tirando uma foto minha com o nariz escorrendo sangue, me pegando de surpresa. Tomara que ninguém veja isso.

Passamos o final da tarde apreciando o pôr do sol e a água morna do rio, o que ajudou a relaxar meus músculos. Catamos algumas frutinhas, comemos e deixamos algumas para o caminho. Já prontas para ir embora, vou diante a árvore pegar os uniformes. O lugar mais limpo do universo. Não, isso não tá acontecendo, a Karin deve ter escondido.

— Karin! Cadê os uniformes? — Grito chegando perto dela.

— Como assim? Você não foi pegar? Isso não tem graça, Hiyori. — Pelo olhar dela ela estava falando a verdade.

— Alguém os pegou, juro se eu encontrar essa pessoa eu desfio por inteira!

— Como não percebemos alguém chegar perto? Argh. Passamos alguns minutos pensando um modo de partirmos sem que alguém nos veja assim. Pensei até em vestir-me das folhas das árvores, porém caso alguém nos encontrasse seria pior ainda. No mínimo cômico.

— Já sei! A Ran-chan com certeza ainda tá resolvendo a papelada no bantai dela, é o local mais próximo.

— T-Tem razão… — Num tom oscilante ela me responde, muito raro para a Karin, e isso tem um nome. Hitsugaya. Mas com certeza ele não tá lá.
Pegamos nossas zanpakutous, as mesmas estavam no leito do rio perto da gente e seguimos caminho. Enquanto íamos terminamos de comer as frutas. As ruas plenamente sem um pé de cristo, amém. Duas tábuas desfilando pelas ruas da Seireitei, o Urahara venderia a loja esquisita dele só pra ver isso.

Um estranho encapuzado aparece logo atrás de nós e parecia aumentar os passos com intuito de aproximar-se. Aumento a velocidade dos meus passos. O homem cada vez mais próximo. Olho para Karin e ela me corresponde, corro mais que um cavalo do cão, o homem misterioso também corre atrás da gente. E pior, não sinto a reiatsu dele. Não vou me arriscar a lutar com ele vestida assim.

Não consigo mais dizer se ele ainda está a nossa busca, só quero correr. Chegando no Hall do décimo bantai, passando pelo corredor eu abro a porta bruscamente, Karin logo atrás de mim, não me viu parando, acaba topando em mim, me empurrando e fazendo cair no meio da sala. Eu juro que mato a Karin depois dessa. Não ouço nada além da minha respiração acelerada. Levanto-me do chão, já ia discutir quando olho pra ela. Estática, olhando para frente, especificamente atrás de mim, me viro para trás. Matsumoto, Hitsugaya, Kisuke, Momo, Yoruichi e.... Ele, sinto um frio na barriga, Hirako.

— Yare, Yare, se não é a dupla mais explosiva, Karin e Hiyori-chan… —  O Urahara quebra o silêncio medonho que habitava aquela sala com o seu leque no rosto.

— Karin, pode me explicar isso? — Pela reiatsu do picolé ele parecia furioso.

— Toushirou..

— Capitão Hitsugaya para você, garota. Mais respeito com os superiores. — Corrige a "senhorita intocável", Momo.

— Não devemos nada a ninguém, nosso assunto é com a Rangiku, vem Karin. — Puxo ela pelo braço, o corpo dela estava totalmente rígido de vergonha. Meu rosto mais vermelho impossível.

— Por favor, nos arrume alguma peça de roupa, estávamos a banhar no rio quando um tarado roubou nossos uniformes e ainda fomos perseguidas no caminho. — Suplico frente a mesa da Matsumoto.

— Kami-sama! Vocês estão bem? Hai, hai… — Ran-chan corre para uma saleta onde ela guarda algumas roupas e objetos.

— Isso é verdade? — Urahara metido como sempre. Hitsugaya se aproxima da Karin e coloca seu haori de capitão nela.

— Aqui está! — Rangiku entra na sala com dois casacos, me entrega o preto e guarda o outro já que a Kurosaki não precisa mais.

— Obrigada e sobre a festa ... Eu e a Karin compareceremos. — Aproveito a oportunidade para responder o convite feito por Rangiku e também para evoluir a relação da Karin com o anão de jardim.

— Ótimo, meninas! — Comemora nos dando um abraço sufocado. Tudo resolvido, fomos embora. Antes de eu sair do escritório, olho o Hirako de relance e ele já estava a me olhar. Desvio o olhar, mas fico ruborizada. O frio na barriga novamente, espero que sejam as frutinhas. Então, você voltou, Shinji..

---

Depois de 17 meses cá estou de volta no telhado do meu bantai observando a lua dar as caras, preciso me atualizar quanto o romance do Hitsugaya, será que os amassos do Shunsui com a Nanao já deram resultado? Que maldade, eu devia estar pensando na Hiyori, ah não.. Ela parece muito bem sem mim. Muito bem por sinal.

Quem diria a bomba relógio, Sarugaki Hiyori,  vestida daquela forma... Logo ela, uma tábua. Tábua... O maiô valorizou bem as curvas que ela trata de esconder, a boca com um tom avermelhado, parecia batom.. Não, ela não usaria isso. O cabelo molhado dela, pelo visto cresceu..  Cada gota que deslizava pelo corpo dela eu seguia o mesmo caminho pelo olhar. Uma fúria me acometeu só de pensar em alguém fazer o mesmo que eu. Só quis permanecer em silêncio. Não sei porque estou tão bravo por isso. Meu sangue ferve mais ainda em saber que roubaram sua roupa e ainda a perseguiram, me pergunto que tipo de confusão ela se envolveu de novo, mas ninguém tem o direito de mexer com aquela pirralha barulhenta.

— Parece frustrado, capitão Hirako. — Urahara subitamente aparece no telhado no qual me encontro sentado, só pra melhorar o meu dia.

— Apenas pensativo. A Hiyori mudou. — Penso alto enquanto olho a noite chegar.

— É e pelo visto não foi só ela, Shinji-san, hoje você ficou em completo silêncio. Nem mesmo caçoou dela. — Maravilha! Ele percebeu...fico em silêncio.

— Bom, vou ver se acho a Yoruichi-chan por aí, bom descanso. - Como viu que eu queria permanecer sozinho, Urahara retirou-se.
Olho para a minha zanpakutou que encontra-se ao meu lado, só espero que não tenha me afetado;
Sakanade..sua sacana.
 


Notas Finais


O que será que o Hirako foi fazer no mundo humano?
A Sakanade também afeta sentimentos? Espero que tenham entendido a referência.
Trabalharei as bankais do Hirako e da Hiyori já que na obra não foram desenvolvidas.

Obrigada e nos vemos logo!


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