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História "Unmei" - Capítulo 17


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Notas do Autor


Olá pessoas!! Espero que esteja tudo bem com vocês!! Espero que gostem do capítulo! E logo mais temos novidades, uma twoshort bem fofinha do nosso casal!!

Capítulo 17 - "Unmei XVII"



                       H •◦⊰◊⊱•◦S

Havíamos perdido um dia inteiro, o lugar de onde aqueles homens vieram era longe de onde tivemos nosso primeiro contato, demoramos a maior parte do dia para chegar no pequeno vilarejo, as casas eram simples e coloridas, pessoas andavam despreocupadas pelas ruas, e ao verem aqueles homens que para mim eram perigosos, sorriam e os cumprimentavam, como se fossem pessoas importantes, era estranho, e coloca estranho nisso.

O sol estava quase se pondo quando chegamos em frente à uma grande casa, tão simples quanto às outras, porém maior e um pouco mais sombria, nossos cavalos foram levados para um lado, e nossas coisas foram para o outro, e os três homens de antes nos levaram até a sala da casa, nos deixaram sentados confortavelmente no cômodo, e saíram do mesmo trancando a porta.

– O que vamos fazer agora? Não podemos perder tanto tempo assim!- Pergunto sendo o primeiro a me exaltar.

– Se acalme alteza, não sabemos o que vai acontecer, não podemos arriscar a vida de vocês.- Oikawa segurou minha mão e eu fiquei um pouco menos tenso.

– O que nos resta é esperar.- Iwaizumi fala calmo, se jogando de qualquer jeito no sofá ao lado do marido.

– Mas quanto tempo? Se ficarmos aqui por sequer alguns dias, vamos nos atrasar para chegar em Yochiharu, e então teremos menos dias para achar aquele maldita mulher.- Tobio fala estressado, encarando as próprias mãos.

– Não vamos tomar decisões precipitadas, também não sabemos porque nos trouxeram aqui.- Tsukishima fala baixo, abraçando Yamaguchi de lado.

E antes que mais alguém falasse algo, a porta foi aberta, o homem grisalho, o garoto de cabelos coloridos, e o homem que parecia uma muralha, o mesmo que havia me puxado, entraram na sala, e logo atrás dele uma senhora já de idade, porém parecia bastante conservada, os cabelos grisalhos presos em um coque totalmente desleixado, as curvas sendo marcadas pelo corpete preto, o vestido longo lhe caía bem, mas o olhar, era tão assustador que me dava arrepios, ela não parecia uma senhorinha amigável.

A mulher andou calmamente, batendo seus finos saltos no chão de madeira, e antes que ela se sentasse na poltrona bem à nossa frente, um rosnado furioso pôde ser escutado, gritos soaram desesperadamente, até que a porta foi aberta em um baque, o lobo gigante adentrou a sala rapidamente, o garoto de cabelos coloridos recuou o máximo que pode, eu via o medo em seu olhar, era a primeira vez que Nagi se mostrava como a besta selvagem que era.

– De onde veio esse animal?- O grisalho gritou para os dois homens que estavam perto a porta.

– Não sabemos!- O homem gritou desesperado, e eu pude ver sangue escorrendo do seu braço esquerdo.

– Protejam a senhora!- O homem que havia me agarrado grita, e no momento que os demais se movem, Nagi ataca sem dó a senhora.

Foi tão rápido que eu não consegui similar o que estava acontecendo, a mulher que antes era assustadora estava encolhida perto ao chão, e a sua frente estava Kageyama, o olhar do moreno pesava sobre o animal que só agora pareceu voltar a si, o mais velho tinha a marca das garras do lobo em seu braço, e as pequenas gotículas de sangue começavam a escorrer pela pele leitosa, Nagi pareceu tão assustado ao ver o sangue que uivou, eu me aproximei cautelosamente e com cuidado acariciei a pelagem escura.

– Está tudo bem, foi só um arranhão.- Tobio é quem fala acariciando a cabeça do lobo.

– Vocês não fiquem parados aí! Vão cuidar dos feridos.- Rapidamente os três saem da sala, e a moça se levanta com um sorriso fofo nos lábios.- Acho que minha entrada triunfal foi interrompida, vocês têm uma besta formidável.

– Não o chame assim, ou me arrependerei de ter salvo sua vida.- Tobio a encara com seu olhar frio, e a mulher apenas sorri.

– Oh perdão querido, não quis ofende-lo.- A mulher toca o braço do meu namorado com um olhar preocupado.- Vou pedir uma maleta de primeiros socorros para cuidar do seu ferimento.

– Obrigado.- Eu agradeço assim que a mulher passa pela porta, ela não demora para voltar, me entregando a maleta.

– Não querendo ser rude, mas já sendo, porque estamos aqui?- Iwaizumi pergunta, enquanto eu estava focado demais em fazer um curativo no braço de Tobio.

– É simples, ninguém entra em Akimaru sem saber para onde ir, por onde passar, com quem falar, pessoas desavisadas seguem caminhos e nunca mais voltam, eu tento evitar isso.- A mulher se senta na poltrona e sorri.- Meu nome é Imai Tsunade, sou governante da pequena cidade dos perdidos, e a guia para os que entram nesta terra tão desonesta.

– Guia?- Tadashi pergunta e Imai sorri para ele.

– Sim, sou uma guia, quem entra em Akimaru deve saber onde ir e com quem falar, pessoas como vocês que estão de passagem precisam de um selo, é algo simples, apenas a marca de nossa grande guilda, e assim por onde passarem serão reconhecidos como protegidos de tal lugar, ou podem tentar a sorte e morrer na mão de bandidos, nem todos levam uma vida ruim nesse lugar, apenas queremos esquecer dos nossos passados.- A grisalha segue até uma mesa, retirando da pequena gaveta um carimbo.- Me desculpem pela maneira que meus meninos abordaram vocês, andamos tendo problemas com outras guildas na região, e nunca se sabe quando poderemos ser atacados.

– Está tudo bem, afinal não nos fizeram nenhum mal.- Oikawa sorri para a mais velha, mas logo volta a falar.- Disse que devemos saber para onde ir e com quem falar, mas para onde e com quem devemos falar?

– Isso depende do destino de vocês, para onde estão indo, a marca vai ajudá-los nas próximas cidades, nosso povo está em todo lugar, e vão ajudá-los por causa da marca, ela só desaparecerá quando estiverem fora de Akimaru.- Com cuidado ela começou a carimbar a palma de nossas mãos esquerdas, mas quando chegou em mim parou acariciando minha pele.

– Aconteceu alguma coisa?- Pergunto meio incerto, e ela me encara, seus olhos amarelos brilhando como o sol.

– É raro andarilhos com mãos tão delicadas.- Ela comenta apertando minha palma.- Lisas e sedosas, sem nenhum calo ou marca de trabalho pesado, com toda certeza não vem do campo, são mãos da realeza, e isso não se pode negar.

– Não sei do que está falando.- Minto tão bem que quase cheguei a acreditar em minha própria lorota.

– Eu tenho certeza que sabe.- Imai coloca o selo em minha mão, e segue até meu namorado.- Aproveitem a estadia em nossa cidade, são convidados da minha casa.

– Nós agradecemos a hospitalidade, mas vamos embora o mais rápido possível.- Tsukishima fala calmo, e a mulher apenas sorri.

– Oh querido, sinto que não entendeu, vocês têm que passar um tempo aqui, ou serão caçados lá fora, bom a escolha é de vocês de todo jeito.- Tsunade fala diretamente para os dois mais velhos, e eu finalmente termino de enfaixar o braço de Tobio.

– Acho que não temos escolha, temos que ficar por quanto tempo?- Iwaizumi pergunta, se levantando junto do marido.

– Dois dias serão mais que suficientes.- Imai coloca o último selo em Tsukishima, e por fim guarda o mesmo.- Irei pedir que arrumem quartos para vocês.

– Obrigado eu acho.- Oikawa é o último a responde-la, e por fim a mulher desaparece pelo grande corredor, e oficialmente perdemos três dias de viagem.

                     Q •◦⊰◊⊱•◦T

A noite estava em seu auge, estávamos todos reunidos na grande sala de jantar, o rapaz de cabelos coloridos que eu descobri se chamar Akio, era neto de Imai, e o cara que havia me segurado, o que parecia uma muralha se chamava Yuri, este era o pai do garoto e filho da dona do lugar, ele era responsável pela segurança de todos, por isso tinha uma péssima personalidade, palavras do próprio Akio, e o grisalho era Ryuuji um amigo da mais velha, eles eram uma família feliz apesar de tudo.

– Para onde vocês estão indo?- Akio finalmente me pergunta o que parecia estar entalado em sua garganta.

– Vamos a Yochiharu.- Não havia porque mentir para o garoto, afinal não era segredo que estávamos indo para o outro país.

– Estão a procura de um lugar novo para morar? Vocês poderiam ficar aqui, ia ser divertido!- O rapaz estava animado, era fofo.

– Na verdade estamos procurando por alguém.- Falo baixo, e o colorido apenas me encara.

– Acho que posso te ajudar então.- Akio bate palmas animado e começa a procurar alguém com os olhos.- A verdade é que o senhor Ryuuji é tão velho que conhece muitas pessoas, ele nunca as esquece.

– Talvez ele possa me ajudar.- Falo baixo, enquanto observava o rapaz puxar o mais velho até onde estávamos.

– Akio não seja desagradável na frente das visitas.- Ryuuji me dá um sorriso acolhedor, e logo se senta à minha frente.- Precisa dos meus serviços meu rapaz?

– Na verdade gostaria de pedir sua ajuda, estou procurando uma mulher.- Respiro fundo tentando pensar se era boa ideia pedir sua ajuda ou não, os demais estavam longe, e era por minha conta em risco.- Estou procurando uma bruxa, uma que anda por aí oferecendo seus serviços.

– Não tem uma descrição de tal mulher?- O grisalho pergunta, e eu apenas nego.- Assim você não me ajuda muito.

– Eu sei bem disso, mas não tenho informações sobre ela.- Talvez seja uma perda de tempo, o que não me era muito agradável.- Só lembro que a viram uma última vez em Yochiharu.

– Não pode ser muito útil garoto, mas há uns bons anos, tivemos uma visita de uma mulher misteriosa, era tão baixinha quanto você, a pele branca, olhos rosas e grandes cabelos dourados como o sol, também era uma feiticeira, ela oferecia trocar feitiços por outras coisas, as vezes comida, as vezes abrigo, mas ninguém sabia de onde ela tinha vindo, e no final ela apenas desapareceu do nada, nunca mais a vi, porém não esqueci a cor de seus olhos.- O senhor se levanta ao terminar de falar, e me encara por pouco tempo.- Espero que encontre quem procura rapaz.

– Obrigado Ryuuji, foi de grande ajuda.- Cumprimento o mais velho antes de vê-lo sumir em meio às pessoas.

Poderia não ser muito no momento, era uma descrição simples e não tinha como saber se era a mesma mulher que eu procurava, mas ainda era uma informação, ainda era um passo à frente mesmo que no escuro, e talvez nas próximas cidades eu possa conseguir novas informações, o que me deixa mais perto de encontrar a pessoa terrível que jogou uma maldição tão cruel sobre mim.

                          •◦⊰◊⊱•◦



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