História Unprecedented - Capítulo 3


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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Ambre, Bia, Castiel, Charlotte, Kim, Li, Lysandre, Melody, Nathaniel, Personagens Originais
Tags Amor Doce, Choradeira, Choroerangerdedentes, Fofura, Juntoseshallownow, Lysandre, Mad
Visualizações 29
Palavras 2.987
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ciao, donne :)
Como estão vossas senhorias nesse dia?

E aí? Já têm ideia do que a Madeleine tem?
Estão curiosas para saber o que é? Pois tudo será revelado nesse capítulo.

Espero que gostem ♥
Buona Lettura, Lindezes.

Capítulo 3 - Desmaio com surpresas


Melody se revirou na cama com preguiça quando o celular tocou. Estendeu o braço até o criado mudo e pegou o aparelho sem mesmo abrir os olhos, tocando na tela do celular e arrastando o dedo por ela, fazendo o barulho cessar. Jogou-o sobre os lençóis, se deitando de barriga para cima e colocou a mão sobre os olhos. Respirou fundo, enquanto seu cérebro atualizava todas as informações daquele dia.

Ela soltou um suspiro cansado e se levantou em um pulo, não esperando nem mesmo que o modo soneca fosse ativado.

As palavras de Madeleine na conversa que tiveram  no dia anterior ainda marteladas em sua mente. 

Foi a primeira vez que alguém havia conversado sobre esse assunto com ela. A primeira vez que alguém quis escutá-la. Isso era tão estranho para Melody... conversar sobre isso e abrir seu coração dessa forma. Era estranho também perceber que alguém havia parado para fazer isso com ela.

Mas o mais estranho era ver que aquilo a havia feito tão bem.

Saiu do quarto em um atropelo, correndo até o banheiro. Abriu o armário, tirando a escova e a pasta. E fechou-o logo em seguida, se deparando com o seu próprio rosto no espelho.

Foi a primeira vez também que Melody havia escutado alguém ser tão sincera com ela. No fundo, ela sabia que todo mundo na escola pensava isso, mas ninguém teve a coragem de falar tão abertamente como Madeleine.

Desde a conversa que teve com a garota, Melody ficou pensando no porquê de insistir nesse sentimento. A verdade era que seu coração tinha esperanças de que Nathaniel viesse um dia se apaixonar por ela. Por isso estivera tão presente na vida dele, por isso tentava afastar toda e qualquer possibilidade de namoro ou afeto da vida dele, por isso se esforçava para estar sempre ao lado dele. No fim, tudo que ela queria era que Nathaniel a notasse.

Arrumou a cama, dobrando todos os lençóis e edredons.

Era difícil para ela pensar em estar com outra pessoa que não fosse Nathaniel. Chegava a ser doloroso.

Suspirou, procurando algo para vestir. Pensou nas mesmas peças que geralmente usava: mini saia, blusa três quartos e sandália de salto alto. Começava a pegá-las nas gavetas, quando se deu conta de que havia adotado esse estilo para chamar a atenção de Nathaniel. Mais uma vez, a bendita esperança de que vestida assim ele pudesse, ao menos, sentir alguma atração por ela. Mesmo que física.

Respirou profundamente.

Talvez Madeleine estivesse certa. Talvez estivesse na hora de mudar.

Ágatha entrou no escritório com um suspiro e trancou a porta atrás de si. Finalmente, um pouco de silêncio e paz. Tirou o chapéu de sua cabeça, colocando ele em pé sobre a mesa e se sentou sobre ela, cruzando os braços e puxando o ar com força, sentindo encher seus pulmões. O soltou lentamente, fechando os olhos.

Abriu-os, observando a pequena sala dela, quando sentiu algo vibrar dentro de seu bolso. Enfiou a mão nele e tirou o celular, olhando quem estava lhe ligando. Sorriu e pressionou a tela ao ver quem era. O colocou no ouvido, atendendo-o:

— E aí, Lisa! — Falou com tranquilidade, o sorriso ainda marcado no rosto.

— Oi, Aghe. — Escutou a voz de sua irmã mais nova do outro lado da linha. — Tudo bem?

— Correndo. — Ela respondeu com uma risada incrédula e apoiou o cotovelo com a outra mão.

— Mas já? A essa hora da manhã? — Disse, surpresa.

— Para você ver. — Ágatha disse em um tom cansado. — Precisei madrugar aqui no restaurante hoje.

— Desculpa, te liguei em uma má hora? — Elisabeth perguntou preocupada.

— Não, não. — Ágatha corrigiu, saindo de cima da mesa e caminhando até a sua cadeira. — Estava justamente fazendo um time. — Comentou com alegria e se sentou. — Os croissants — Disse com uma voz forçadamente francesa, fazendo a outra rir. — Foram para o forno agora, aí vim dar uma relaxada no escritório.

— Isso é bom. — A outra comentou. 

 — Então, como você está?

— Bem... — Escutou a outra responder, apesar de sua voz parecer extremamente cansada. — As coisas de sempre: trabalho, Raphael, mamãe e papai. — Disse com graça, fazendo a irmã rir também.

— Claro. — A outra soltou entre os risos. — Aqui não está tão diferente, ainda mais agora que ganhei uma adolescente de presente. — Fez esse comentário em um tom divertido, dando uma risada.

Mas Ágatha sentiu um momento de silêncio vindo de Elisabeth e se repreendeu mentalmente.

— Desculpe, Lisa, eu não…

— Tudo bem, — Escutou uma risada fraca do outro lado da linha. — Fiquei em silêncio porque estava pensando… na Madeleine. — Um suspiro. — Como ela está, Aghe?

Ágatha soltou um suspiro com aquela pergunta.

— Ela tem tido muitos enjoos, principalmente de manhã. — Contou para a irmã. — Aliás, é normal ela passar mal dessa forma?

Elisabeth riu do outro lado da linha.

— É sim. Eu também fui da mesma forma. — Disse com tranquilidade e leveza. — Você não se lembra porque já havia se mudado para a França.

— E vocês ainda moravam no Brasil. — A outra complementou, engraçada. — Mas se você está dizendo, eu acredito. — Brincou com a mais nova.

— Mas ela está lidando bem com toda a situação? — Elisabeth atropelou a outra com essa pergunta.

— Na medida do possível, acredito que sim. — Disse com um riso, colocando as pernas sobre um banquinho ali ao lado da sua mesa, relaxando na cadeira. — Ela só está com medo de quem alguém possa descobrir, né, Lisa?

— Sabe, às vezes tenho medo de que Madeleine acabe não vivendo sua adolescência por pensar demais nesse assunto. — Confessou, trazendo o tom triste de sua voz.

— Lisa, — Ágatha chamou, e a outra respondeu com um murmúrio. — Você já tentou conversar com ela de novo? — Perguntou subitamente.

— Você sabe que eu já tentei, mas… arh... — Elisabeth respondeu irritada. — Ela não quer me ouvir.

A mais velha das irmãs suspirou e abriu os olhos, se deparando com a foto das duas pendurada na parede.

— Não estou dizendo de conversar sobre a situação, — Falou claramente. — Estou perguntando se você já perguntou para ela como ela está ou como está sendo seus dias na escola, — Seu tom de voz parecia indignado e começava a se alterar. — Da mesma forma que estamos conversando agora. — Disse mais calma.

Elisabeth emudeceu na linha telefônica.

— Não sou eu quem deveria estar te dando notícias da sua filha. — Falou com sinceridade, voltando os pés para o chão e aprumando o corpo. — Não que isso seja um incômodo para mim. De forma alguma é, mas... — Desencostou da cadeira, ficando ereta nela. — É ela quem deveria se sentir livre para poder te contar isso. — Explicou com uma tristeza na voz. — E ela sente muita falta de vocês, Lisa...

— Ágatha, eu...

— Eu sei que é difícil aceitar as decisões dela. — A irmã mais velha continuou ao ver que Elisabeth não se manifestava. — Colocou a mão na testa de aflição e escutou um barulho sendo emitido pela irmã do outro lado da linha. — Mas eu não posso deixar ela sofrer tudo sozinha.

— Mas eu não posso fingir que isso não está acontecendo! — Exclamou indignada.

A outra balançou a cabeça.

— Não se trata de fingir, Lisa. — Disse com tranquilidade. — Se trata de amá-la. — Comentou com simplicidade. — Acolhê-la, mesmo que agora ela não se comporte da forma como esperávamos. — Deu uma pausa, deixando seus ânimos se acalmarem. — Talvez seja aí que ela resolva mudar de ideia.

Uma respiração pesada e profunda foi ouvida por Ágatha.

— Não sei... — A outra disse com peso. — Talvez você esteja certa.

— Só quero que me prometa que vai tentar. — Pediu, se pondo de pé e começando a caminhar pela sala. — Ou Raphael, se achar que não vai conseguir. — Indicou, se lembrando do cunhado. — Ela só... precisa de vocês.

Elisabeth suspirou.

— Okay, você tem toda razão. — Respondeu com a voz ainda desanimada, mas Ágatha sentiu uma ponta de esperança.

E sorriu com isso.

— É assim que se diz. — A irmã mais velha comentou satisfeita e engraçada, encarando aquela foto do colegial onde ela e Elisabeth se abraçavam com espontaneidade. 

Melody olhava pela janela do ônibus, pensando no novo estilo. Na verdade, ela decidiu vestir aquilo que a deixava mais confortável, mas mesmo assim, estava insegura com o impacto que isso poderia causar na escola. Escorou o cotovelo no parapeito da janela, apoiando o queixo na mão, quando sentiu o celular vibrar dentro da bolsa. Pegou o aparelho, percebendo que era o whatsapp. Abriu o aplicativo: Bia. Clicou na conversa, se deparando com a seguinte mensagem:

“Mel, você já ouviu falar dessa nova aluna da sua sala? ”

“Claro” - A garota sorriu, se lembrando de Madeleine, digitando. - “Aliás, ontem eu tomei um café com ela e foi bem agradável.”

“Ah, é?” - Melody viu a mensagem subir imediatamente na tela de conversa dela. - “Se eu fosse você, eu tomava cuidado com ela”

As sobrancelhas da representante franziram no mesmo instante e foi inevitável a pergunta:

“Por quê?”

Houve alguns segundos de suspense, antes da mensagem de Bia subir novamente na tela:

“A Ambre estava me dizendo que ela parece estar dando em cima do Nathaniel”— Leu.

“Como ela pode ter certeza disso?” — Escreveu com rapidez, achando aquela conversa estranha.

“Ela me disse que Nathaniel tem feito de tudo por essa garota...” — O coração de Melody acelerou quando leu a mensagem. — “Além disso, ela parece uma oferecida... deu cima de todos os garotos do Terminale. Não vê como ela é com o Lysandre e Castiel?” — Inúmeras imagens de Madeleine sentada com os dois rapazes, no clube de jardinagem ou na sala vieram em sua mente como uma prova da veracidade dessas palavras. – “Claro que isso deixou a Ambre uma fera, mas não tem problema, ela sabe do quão obscuro é o passado dessa garota…”

O mensagem continuou avisando que Bia estava digitando, mas a cabeça de Melody parecia rodar. As palavras de Madeleine ainda ecoavam dentro dela. A garota havia assegurado que não representava perigo para Melody. Será que… Será que ela estava mentindo?

Olhou novamente o celular, percebendo a última mensagem de Bia.

“Toma cuidado, viu, Mel. ”

Fechou a conversa ao ver que estava chegando na escola e guardou o aparelho no bolso, tentando não pensar mais naquilo. Anunciou a parada e desceu do ônibus, caminhando pelo pátio e entrando no corredor. Havia uma quantidade incomum de alunos ali, sem falar que estavam mais agitados que o normal. Melody passou, observando-os, mas como não tinha ninguém que conhecia, resolveu ignorar. Se preparava para entrar no Grêmio, quando a conversa de um grupinho de alunas lhe chamou a atenção.

— Você viu quando Nathaniel pegou ela no colo? — Uma menina de uns quinze anos comentava. — Ele é mesmo uma gracinha, não é? — Disse logo depois, fazendo todas as outras vibrarem. — E ainda levou ela pra a enfermaria — Suspirou.  

— Ai, deve ser um mico desmaiar assim na escola. — A outra mocinha comentou, segurando os cadernos contra si. — Vocês sabem quem era? — Perguntou, curiosa.

— Hum... — Uma terceira entrou na conversa. — Eu não sei o nome dela, mas dizem que é uma aluna nova do Terminale. — Comentou interessada.

— Aquela que anda com o lindo do Lysandre e o Castiel?

“Madeleine” — Melody disse interiormente, soltando a maçaneta da sala, e andando com pressa pelo corredor.

A cada passo que dava, Melody se recordava das palavras de Bia.

Será que Madeleine estava mesmo gostando de Nathaniel? E disse tudo aquilo só para conseguir afastá-la dele? O que seria esse “passado obscuro” de que Ambre havia dito? Será que era mesmo verdade que ela tem dado em cima de todos os garotos da classe?

Os pensamentos de Melody não conseguia parar. Sentia um misto de raiva, frustração e ciúme.

“ Não...” — repetia para si mesma, enquanto praticamente corria.

Abriu a porta do final do corredor e passou por ela com tanta violência que Castiel teve que sair do caminho para não ser atropelado.

— Ei, não olha por onde anda não? — Perguntou mal-humorado, mas Melody nem lhe deu atenção, subindo as escadas correndo.

Castiel olhou para a garota, vendo a longa trança castanha balançando em suas costas, passeando por seu suéter. Apesar de ser largo e comprido, era de um tecido mais leve e de cor vermelha. Além disso, era bastante delicado e combinava com ela. Usava uma calça de um jeans mais claro, que desembocava em uma bota cano curto de cor caramelo.

Observou-a virar a esquina do corredor, parecendo intrigado.

Melody continuava a andar apressada.

“Madeleine... se você tiver mentido pra mim... ” — pensou, olhando para a porta de vidro no fundo do corredor.

Ela sentia tudo aquilo corroer dentro de si. Começou a caminhar devagar, enquanto seu cérebro repassava tudo novamente.

“Ela sabe do quão obscuro é o passado dessa garota…”

Passou pelo laboratório, que a essa hora estava vazio.

“Além disso, ela parece uma oferecida... deu cima de todos os garotos do Terminale. ”

Mais uma porta e o almoxarifado ficou para trás.  

“Ela me disse que Nathaniel tem feito de tudo por essa garota...”

“Nath...” — Melody se aproximava da enfermaria.

Olhou pelo vidro da porta com cautela, vendo que tinha duas pessoas ali dentro.

“ .... Será que você tá a fim dela? ”  

Girou a maçaneta com cuidado, tentando não fazer barulho. Empurrou a porta devagar, abrindo uma fresta sem que ninguém pudesse perceber sua presença. Olhou para dentro do ambiente, vendo que a cortina de um dos leitos estava fechada. Podia ver a sombra de alguém parado ao lado da cama, mas não conseguia distinguir a silhueta. Tentou abrir ainda mais a porta, se esforçando para passar por ela, quando uma voz interrompeu seus movimentos:

— Então, Madeleine, vamos ver como está essa gestação? — Era a enfermeira.

“GESTAÇÃO?!” – Foi seu último pensamento, antes de soltar a porta.

Mad escutou a enfermeira dizer, enquanto trazia o aparelho de medir pressão.

"Gestação"... aquela palavra ecoou pelos seus pensamentos, deixando-a totalmente desnorteada. Desde que se descobrira assim, tentava fingir que nada estava acontecendo, mesmo depois que os primeiros sintomas apareceram.

Mas, nas últimas semanas, parecia impossível não notar as mudanças. Começou a se sentir mais cansada que o normal, quase não conseguia comer por conta dos enjoos e o sono já era parte da sua rotina.

A enfermeira veio ao seu encontro, se sentando na beirada de seu leito. Pegou seu braço livre (já que o outro estava no soro) e lhe colocou o aparelho, atando-o. Começou a apertar o balão de ar, fazendo Madeleine se sentir pressionada por ele. Ela soltou um suspiro prolongado e a mulher lhe lançou um olhar consolador.

Por mais que ela tivesse plena consciência do que estava acontecendo consigo mesma, não conseguia se ver assim: grávida. Muito menos como mãe. Na verdade, a palavra a causava arrepios e a simples ideia de que estava tendo um "filho" a deixava horrorizada.

— Sua pressão está regularizada agora. — Ela escutou a outra falar depois de olhar o medidor em seu braço. — Você teve uma queda de pressão repentina. — Comentou, esvaziando o aparelho e o desatando do braço de Madeleine. — Tem se alimentado direito? — Perguntou de supetão, chamando a atenção dela.

— Eu não tenho sentido fome. — Respondeu em um tom ríspida. — E também acho que meu corpo não quer ser alimentado pelo tanto de vômito que faço. — Concluiu em um tom passivamente agressivo.

A outra abriu um sorriso compreensivo.

— Isso é comum nas primeiras semanas. Mas não pode deixar de se alimentar. — A enfermeira prosseguiu, recebendo um olhar não muito amigável por parte da Mad, fazendo com que ela se sentasse na beirada da sua cama. — Não somente pela gestação, Madeleine, mas por sua saúde. — Olhou para ela com um rosto apologético, mas empático. — Vamos tentar arrumar uma nutricionista pra você.

A outra nada disse, apenas sinalizou com a cabeça.

— Talvez esteja na hora de começar uma dieta específica. — Deu uma piscadela, se levantando da cama e pegando alguns papéis sobre a bancada. — Vou relatar essas coisas para a diretora. — Comentou, assinando algumas folhas. — Aproveite esse tempo para descansar. — Sorriu, caminhando pela enfermaria. — Enquanto o soro termina. — Finalizou, se aproximando da porta e puxando-a. — Volto já. — Saiu do ambiente, deixando Madeleine sozinha.

Outro suspiro foi solto, dessa vez mais prolongado.

"Nutricionista... Dieta Específica... Diretora..."

O cérebro de Mad tentava assimilar tudo aquilo que a enfermeira havia dito, mas seus sentimentos pareciam gritar dentro de si. Ela não queria nutricionista nenhuma, nem dieta alguma... Ela não queria aquela gravidez. Por mais que soubesse que todos tentavam fazer com que aquele período fosse o mais tranquilo possível, ela não se conformava.

Quando foi ingressar na Sweet Amoris, ela e a tia tiveram aquela reunião com a diretora e o corpo docente sobre sua situação. Fora contra sua vontade, na realidade, mas tanto seus pais, quanto sua tia insistiram e assim ela fez. Agora entendia a importância disso, apesar de não se sentir à vontade. A Srª Shermansky conseguiu com que ela tivesse acompanhamento com uma psicóloga nesse tempo e, junto com os professores, organizavam uma forma dela acompanhar os conteúdos sem se desgastar tanto. 

De alguma forma, isso deixava Madeleine aliviada.

Virou todo o corpo para o outro lado, olhando para o braço imóvel que recebia o soro. Uma tristeza tomou conta de si ao se ver tão debilitada. Tudo que ela queria era que isso acabasse logo.

Além disso, ter que se esconder dessa forma das pessoas, a deixava apreensiva.

Olhou para o abdômen, percebendo o quanto ele tinha ficado arredondado.

Como ela poderia esconder uma gravidez desse jeito? Ainda mais agora que os sintomas começavam a ficar tão vívidos e evidentes? Como mentir para as pessoas sobre si mesma?

Encarou a cortina verde que separava seu leito do próximo.

Até quando ela conseguiria levar esse segredo adiante sem que ninguém a descobrisse?

Sentiu os olhos pesarem e abriu um bocejo prolongado. Fechou-os e se acomodou na cama rígida da enfermaria, tomando cuidado para não mexer muito o braço com o soro. Respirou profundamente, sentindo que seu cérebro começava a ser vencido pelo cansaço e pelo sono.


Notas Finais


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
MEU DEUS SANTO! :o
Sim, minha gente é isso mesmo que vocês leram: MADELEINE ESTÁ GRÁVIDA AAAAAAAAAA
E o que será que aconteceu entre ela e a mãe para elas terem brigado, hum?
Aceito palpites, viu? HAHAHAHAHAH

Bom, no mais é isso <3
Quero agradecer às pessoas que favoritaram essa fanfic: @Marceely, @EsterNW, @CatSalvatore, @JezNi_, @HannieLee, @Purple_Missy! Obrigada, meninas <3 Fora os comentários, que, ai <3 Acabou com meu coraçãozinho de melão! Obrigada pela interação e todo o amor pela fic!

Juntas e Shallow now ~não.
Beijos beijos e até semana que vem o/


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