História Unreachable ♔ NamJin - Capítulo 17


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jikook, Kookmin, Namjin, Namjoon, Seokjin, Taegi, Taeseok, Taeyoonseok, Vhope, Yoonseok
Visualizações 70
Palavras 4.156
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente! Tudo bem?
Caramba, dessa vez eu demorei ksksk aí, eu nem sei dizer ao certo o porquê. Esses últimos dias passaram voando para mim e quando eu menos notei, eu havia ficado muito tempo sem postar. Sinto muito aaaa
Ahh, e agradeço pelos comentários do último cap e os favoritos também! Quase trezentos! <3 ASKSKSKS
Boa leitura, meus amores!

Capítulo 17 - Sixteen


Fanfic / Fanfiction Unreachable ♔ NamJin - Capítulo 17 - Sixteen

França, século XII, Idade Média.  

Namjoon descobrira dois dias depois de que seu pai havia mentido. Sua própria mãe tinha dito e ele ficara chocado. A rainha não disse nada mais - sobre as mentiras do esposo - mas o atual rei tinha começado a desconfiar de quais informações eram mentiras e quais eram verdadeiras. Nada que ele não tivesse superado após algumas semanas. Ou ele fingia a si mesmo que não ligava - tanto - assim.  

E como o rei da Espanha se sentia arrependido, começou a mandar mais cartas para Seokjin. Na primeira, ele possuía uma desculpa: pedir desculpas pelo ataque inconsequente. Já na segunda, ele inventou uma, e seguida de outras... Até que para ambos havia começado a se tornar um costume.  

É claro que demorava um pouco para elas de fato serem entregues. Os dois sempre aguardavam extremamente ansiosos, e em suas correspondências sempre falavam o máximo possível - na verdade, até suas mãos se cansarem - sobre suas vidas, já que o retorno vinha dias depois, mesmo com ambos as entregando todos os dias com muita urgência.  

Sem contar que eles já tinham inventado um código próprio. Por serem dois monarcas, eles deveriam ter um cuidado extremo com o que escreviam, já que não tinham certeza em que mãos poderiam passar, e ao pararem em lugares errados, poderiam se tornar quase que uma arma para expor os dois reis e até mesmo tirá-los de seus tronos.

Com o tempo, Seokjin e Namjoon se cansaram de se privarem de suas conversas, então fizeram o máximo possível para disfarçar palavras, deixando-as nas entrelinhas mesmo estando em um tipo de código. Consideravam uma aventura decifrar tudo aquilo.

E eles mal notaram que longos meses se arrastaram nessas conversas, algumas que eram até mesmas declarações expressando sentimentos, e outras expressando outro tipo de desejo. Um desejo que nenhum dos dois reprimia mais. No início, Seokjin ainda se mostrava relutante em escrever certas coisas, porém conforme as correspondências aconteciam, o pensamento do francês também foi mudando.  

Mas com essa extensa passagem de tempo, os meses se prolongaram e agora Ji Yoon estava com sete meses de gravidez. Uma gravidez que descobriram ser algo de grande risco de saúde, tanto para a mãe, quanto para a criança.   

E foi em um desses momentos - não - tão tranquilos que de repente a rainha francesa começara a sentir contrações. A mesma se desesperou em seu próprio quarto, gritando. Em poucos segundos, três guardas chegaram mais nervosos que a própria mulher, que implorou que chamassem a parteira. Será que a criança estava realmente nascendo?

Com a chegada da pessoa que faria o parto da rainha, também veio o rei que estava tão ansioso quanto sua esposa. Ambos estavam muito nervosos, pois sabiam que aquele momento era um tanto quanto errado segundo o padrão. Sete meses, com dois antes do previsto, aquela criança iria nascer.  

Seokjin segurou a mão de Ji Yoon, enquanto a mesma era preparada para realizar o parto. Ela chorava, assustada e com dor, enquanto o rei tentava acalmá-la de todas as formas possíveis.  

- Vai ficar tudo bem, Ji... Calma. Respire. - Seokjin disse, mesmo que o próprio também estivesse quase entrando em colapso. Ele iria ter um filho! E não iria se perdoar caso acontecesse algo ali. Por mais que ele não tivesse controle, sentia-se extremamente nervoso, como se estivesse no lugar da mulher. Afinal, durante todo o período de gravidez, o rei estava praticamente incorporando uma pessoa grávida, já que qualquer coisa que Ji Yoon sentia, ele sentia também. De vez em quando, sofrendo mais do que a própria mulher.

- Vou começar agora. - A senhora avisou, fazendo com que os monarcas assentissem, um pouco nervosos. - Poderá doer um pouco... - Ela foi honesta. - Mas você precisa ter força, Majestade. Você precisa ficar acordada. - Completou, sabendo que isso seria um risco enorme que a rainha estava correndo. O nervosismo da mesma não ajudava, mas a parteira sabia que era difícil manter a calma nesse momento.  

Quando Ji Yoon começou a empurrar o bebê, ela se sentiu mais fraca do que imaginava, respirando de forma desregulada, sentindo os batimentos cardíacos quase saltarem para fora da caixa torácica.  

- Vamos, empurre. - A senhora ditou e Ji Yoon gritava em agonia, desejando que seu filho nascesse. Ela fazia o melhor, mas parecia que não havia forças. Era quase como se ela não controlasse mais o seu próprio corpo. Aquilo estava a deixando assustada.

- Es-estou tentando... - Ji Yoon disse com voz falha, e apertou a mão de Seokjin que fazia um carinho em seus cabelos, sussurrando palavras carinhosas em seu ouvido, ao mesmo tempo que orava mentalmente para que tudo desse certo. Ele só queria estar com sua família completa naquela hora.  

Depois de um imenso esforço e dificuldade, ouviram o primeiro choro da criança. E com isso, vieram lágrimas do pai Seokjin, que agora estava emocionado com a chegada do seu filho.  

O futuro rei da França estava ali.  

- Ji! Não durma! - Seokjin alertou, notando que a esposa parecia estar grogue pelo cansaço. A verdade é que ele estava muito preocupado pela chegada repentina do filho, mas ele não sabia se dava atenção ao bebê ou a rainha, que estava com o corpo mole a sua frente. - Você precisa estar aqui quando ele estiver bem.  

- Talvez... - A mulher disse baixinho, desviando a atenção do moreno. - Talvez eu já tenha completado a minha missão aqui. - Ela continuou a fala, tossindo em seguida. - Eu fui muito feliz com você, Seok. Devo lhe agradecer por tudo que vivemos... - Ela insistia. - E eu amo você. Muito. Saiba que o nosso bebê vai ser a prova de que nós dois existimos juntos. E mesmo não sendo da forma que a gente pensava, é fruto do nosso amor. - Ela completou, tentando sorrir.  

 - Eu te amo muito também! - Seokjin admitiu, um tanto quanto desesperado. Era um pouco estranho, porque Ji Yoon sorria tão serena, como se estivesse calma, com toda a paz do mundo dentro de seu coração.  

A verdade é que ela estava em paz: por estar ao lado da sua família querida.  

- Eu gostaria de vê-lo crescer... - Ji Yoon disse, erguendo os braços para que a parteira desse a criança nas suas mãos, mas a mulher que havia realizado o parto pediu para esperarem um pouco. Ambos estavam frágeis demais. A criança era tão pequena que Seokjin ficou assustado e ao mesmo tempo, preocupado. - Mas eu posso apenas segurá-lo uma vez. - Ela sorriu, cansada. - Eu vou apenas desistir, Seok... Mas faça com que ele me ame e se lembre de mim como uma mãe incrível.  

- Você vai ficar bem, Ji! - Seokjin relutou, exasperado. - Não pense negativo, tudo bem? Só fique acordada comigo.  

- Eu me sinto fraca, Jin... Nosso bebê também está assim. Cuide dele. - Ela tentou sorrir. A parteira trouxe a criança nos braços dela e foi o primeiro momento que Ji Yoon consegui sorrir de verdade.  

- Pare de dizer isso... - Seokjin fungou, abraçando o filho (que descobrira ser um menino) e a esposa. - Vamos ficar juntos.  

- Nós já estamos juntos. E sempre será assim, tudo bem? - A mulher sentiu o sangue escorrer pelas pernas, algo havia dado errado ali dentro... Ela estava sangrando em demasiado. - Mas isso não significa que você não possa ser feliz, hm? - Ela balançou a cabeça. - Eu sei que você ama alguém.  

- Isso não é importante agora. - Seokjin negou, suspirando.  

- Para você é. - Ela disse. - Mas eu sei que fui amada. - Encararam-se, acariciando o bebê que chorava. - E saiba que eu te amei também. Só que no futuro, quando eu for apenas uma boa memória, você deve ser feliz. Você tem que se lembrar de mim como uma amiga e companheira, e deve seguir em frente com sua amada.  

- Eu preciso lhe dizer uma coisa. - Seokjin trocou olhares e ela franziu a sobrancelha. - É verdade que eu amo alguém. - Ela sorriu, sincera. - Mas essa pessoa não é uma mulher.  

- Você quer dizer que... - Ela tentou formular algo, mas nada saiu. - Eu não entendi. - Ji Yoon franziu as sobrancelhas. Embora Seokjin confiasse nela, sentiu-se inseguro e pensou que aquele não era o momento certo para dizer. - Diga-me de uma vez. - O moreno ficou em silêncio durante um tempo.

- É, Ji, eu amo um homem. - Seokjin falou, podendo por fim soltar o ar preso em seus pulmões. Finalmente pôde dizer a verdade para a pessoa que amava. Ela murmurou algo desconexo, seja por causa da dor e agonia, ou pela surpresa ao saber daquilo.

Os dois ficaram um tempo em silêncio, e todo aquele drama ficou focado em Ji Yoon respirando descontroladamente enquanto fechava os olhos, já que via que algo estava errado em seu corpo. O moreno havia acabado de ver o sangramento de sua mulher e se desesperou. Já tinham chamado um médico e iriam fazer o possível. O bebê havia sido retirado dali às pressas, pois, segundo a parteira, precisavam dar os primeiros cuidados ao futuro rei.  

- Está tudo bem, Jin. - Ela segurou as mãos do rei, contraindo o rosto em uma careta de dor, distraindo-se em seguida.  

Vai ficar tudo bem... - Seokjin quis chorar.  

- Eu quis dizer que está tudo bem amar um outro homem. - Ela sussurrou, já que os dois estavam perto. - E-eu... - Sua voz falhou, e Ji Yoon se remexeu, desconfortável. Ambos viram o médico entrar no quarto. - Eu sou sua amiga, afinal. Nós estamos juntos, certo? E isso é bem chocante para mim, mas isso não muda o fato de você ser o Seokjin que eu conheço. 

- Você é maravilhosa. - Seokjin fez carinho nos cabelos da rainha, olhando para o seu corpo e vendo o sangue. Ele sentiu seu coração apertar e suspirou, encostando sua testa na dela. - Obrigado por tudo. - Não chorou, pois queria passar segurança a ela.

- Eu também devo lhe agradecer, Jin. - Ela sorriu. - Você me tratou tão bem, com tanto carinho e respeito... São poucas mulheres que conseguem ter esta sorte. Eu sou muito agradecida por ter sido a rainha da França. 

- Você ainda é. - Ele a corrigiu e ela balançou a cabeça. 

- Você sabe que não por muito tempo... - Ela deu de ombros, olhando de soslaio para ver como estava seu filho. A criança estava nos braços de médicos, tendo seus primeiros cuidados. A rainha estava preocupada apenas com seu bebê naquele momento, afinal, a própria já havia aceitado o seu infeliz destino de ter que apenas observar a sua família de longe. - E você precisa ser feliz, tudo bem? 

- Eu... - Seokjin se perdeu nas palavras, como isso poderia estar acontecendo pela segunda vez consigo? Perder a pessoa que amamos é ruim, principalmente aquelas que em um dia estão aqui tranquilamente e no outro podem escapar de suas mãos em um piscar de olhos. Talvez essa fosse a lei da vida. 

- Prometa-me Seokjin! - A rainha disse autoritária, segurando nas mãos de seu marido. - Prometa-me que será feliz e que cuidará muito bem do nosso filho. Faça com que ele se lembre de mim de alguma forma, tudo bem? - O jovem rei assentiu. 

- Eu prometo, Ji. - O mais velho suspirou. - Eu cuidarei de nosso bebê e lembrarei todos os dias de cada detalhe seu, assim como irei repassar isso a ele. - O moreno pensou um pouco. - Como será o nome dele? Nós decidimos que... 

- Eu não tenho forças para resistir por muito tempo. - Ji Yoon interrompeu o moreno, olhando-o de canto e falando apenas com a parteira, que naquele momento, a olhou. - Eu preciso ver meu filho pela última vez. 

A cuidadora, mesmo incerta, levou a criança aos braços dos pais novamente. Os dois sentiram seus olhos se iluminarem e por mais que um deles estivesse com muita dor e sentisse seu corpo cada vez mais fraco, não deixou se abalar por causa disso. O bebê chorava e ambos viram como aquele ser era pequeno e frágil. 

- Oh... Meu bebê... Está tudo bem. - Ji Yoon falou com voz mansa, acariciando com o polegar o pequeno rosto da criança. - A mamãe te ama muito. - Ela disse, sorrindo boba. 

- O papai também te ama. - Seokjin falou enciumado e ouviu a risada fraca da rainha. 

- Como ele vai se chamar? 

- Bon Hwa é um bom nome.  

Glorioso. - Ji Yoon sorriu, pensando no significado do nome que o moreno havia acabado de dizer. - Quer dizer que nosso filho é uma glória? - Ela riu baixinho, tossindo em seguida e deixando o rei preocupado. - Bae Chin é um bom nome também. 

- Hm... Inspiração e precioso. - Seokjin analisou, olhando para o rostinho do filho. - Chin Hwa, então? Uma preciosidade gloriosa. - O moreno fez um trocadilho e riu, sentando-se ao lado de sua esposa na cama. Ambos observavam a criança que tinha uma expressão confusa, contudo calma. Chin Hwa estava calmo pois sabia que aqueles eram seus pais. E por mais que aquela criança não soubesse naquele momento, depois iria descobrir que os dois eram os melhores que alguém poderia desejar: carinhosos e que se preocupavam com o bem-estar das pessoas. 

- Eu gostei de Chin Hwa. Kim Chin Hwa, futuro rei da França. - Ela brincou, abraçando-o como podia. - Hwa, sua mãe irá partir com você em seus braços, então eu espero que você sempre se lembre do meu amor. - Ji Yoon se acomodou e fechou os olhos, tentando por fim, relaxar, apesar de sua dor e de um médico estar tentando controlar a situação, ela simplesmente estava morrendo e ninguém poderia fazer nada. 

Quando perceberam o momento, os presentes ali se reuniram em volta da cama dos reis e observaram a cena. Observaram a rainha francesa morrer lentamente. Mas no fim, todos sabiam que ela estava feliz e em paz. 

Seokjin chorava silenciosamente, agarrado as duas pessoas mais preciosas da sua vida. Ele nunca pensou que poderia amar tanto alguém mesmo sem estar a um dia junto dessa pessoa. E esse ser, era o seu filho. O rei o amava incondicionalmente em apenas nesses minutos em que pôde conhecer a criança que iria herdar seu trono. E mais que isso, esse bebê era o resultado de um amor puro que Ji Yoon e Seokjin sentiam um pelo outro; um tipo de carinho e laço tão forte que mesmo após a morte da rainha, não poderia ser desfeito ou simplesmente apagado. 

E é por isso que Ji Yoon nunca seria apagada ou esquecida. 

A memória de uma rainha tão incrível quanto ela ficaria marcada para sempre na história e na vida das pessoas que a conheceram. Em Seokjin, ela sempre iria estar em um espaço especial somente dela.  

E enquanto a pessoa ao seu lado iria para algo melhor de modo devagar, como se fosse algo surreal, Seokjin conseguia ver a sua vida - desde que Ji Yoon aparecera - passar lentamente em sua mente: desde o dia que se conheceram, nos dias em que foram descobrindo coisas um sobre o outro, no casamento de ambos e até chegar neste dia.  

Porém, o moreno não conseguia se sentir triste ao lembrar de tudo isso. Pelo contrário, o mais velho se sentia sortudo e agradecido. Somente alguém com grande sorte teve a chance de conhecer Ji Yoon e viver momentos com ela. E ele se sentia agradecido pela força e parceria que ela lhe deu. Sem ela, Seokjin não teria levantado de seus tropeços e não teria aprendido diversas coisas. 

Aquela mulher era definitivamente alguém abençoado. Aquele tipo de pessoa que você sabe que nasceu com o dom de fazer as pessoas se iluminarem com a bondade que a própria pessoa transmitia pelo olhar, pelo sorriso e pela gentileza. Assim como o Kim, os franceses da época tiveram o prestígio de saber quem foi Ji Yoon.  

Seokjin estava em sua sala, esperando que o funeral de Ji Yoon fosse preparado. Ele estava tentando se distrair, mas parecia que as coisas só funcionavam para dar errado. Mais uma carta. 

Nos últimos meses, depois do encontro de Namjoon e do francês, o rei da Espanha não parou de trocar cartas com o mais velho. Para falar a verdade, quem mais mandava as correspondências era o loiro, porém o mais velho se sentia feliz em recebê-las. Só que ele se sentia um tanto quanto constrangido por causa disso.  

Mesmo que fosse de grande surpresa e indignação por parte dos espanhóis, o rei não havia se casado ainda e o trono estava sem uma rainha. Como as pessoas da época eram ignorantes, não criticavam Namjoon pelo fato dele ser um homem. Mal sabiam que ele se comunicava com outro rei, e não era apenas formalmente. 

- O que será dessa vez...? - Seokjin suspirou. Ele se sentiu culpado por estar lendo algo de Namjoon nesse momento tão devastador para o seu coração. Mas como o rei poderia recusar ler algo da pessoa que... gostava? Afinal, Namjoon era o seu único suporte naquele momento.

Rei Kim Seokjin.

O moreno passou os dedos por essas três palavras que foram escritas pela mão de Namjoon. Sua letra cursiva era a única forma do Kim mais velho poder se lembrar de si. Era triste eles terem um amor tão distante.

Sabendo que daqui a pouco poderiam lhe chamar para fazer parte da cerimônia do memorial de Ji Yoon, Seokjin suspirou e decidiu de uma vez por todas ler a carta. Pensou em seu filho e seu coração apertou. Eu não estou o traindo, ou estou? O rei da França não queria que seu pequeno bebê se magoasse.

Já faz um tempo que eu não escrevo aqui, mas saiba que da mesma forma, eu continuo sentindo sua falta. Eu espero que você esteja bem mesmo tão distante, e que dê tudo certo para o nascimento de seu filho que eu sei que nascerá em breve (eu fiz as contas, eu gostaria de torcer por você de alguma maneira).

Entendo que é inevitável você criar laços com a Kim Ji Yoon, e que você mesmo disse que só a vê como uma amiga. Contudo, continua sendo difícil saber que há outra pessoa fazendo o que eu gostaria de fazer”.

Agora não há mais. Seokjin pensou, tristemente. Mas eu gostaria que ambos estivessem aqui. Eu queria que Ji Yoon pudesse ser a minha parceira de sempre, só que eu queria estar com Namjoon.

Eu sou egoísta?

Eu espero que não, pois eu sempre deixei claro o que cada um representava para mim. Eu amava os dois, mas um deles sempre foi mais do que um amigo especial. E a outra sempre foi uma amiga querida. Porém, agora que um deles se foi... É difícil pensar no outro sem sentir uma pontada em meu coração. Isso era realmente o certo?

Tentando não se afundar demais em seus próprios pensamentos, continuou a ler a carta:

 “E Seokjin, nós sempre demoramos muito a falar sobre outras coisas, porque sempre há algo que nos impede de continuarmos. Nós sempre tentamos ser a fuga de escape um do outro, mas acabou se tornando difícil fingir que sua esposa não existe.

Porque ela é real. E saiba que eu não estou triste por causa disso. Eu sei que há coisas maiores em jogo do que os sentimentos que andamos escondendo nos últimos meses. Então, quero que você crie uma família com ela. Que por mais que ela não seja sua “mulher” realmente, eu sei que ela é importante para você. E nunca a apague de sua vida, nem que por um milagre, nós fiquemos juntos. Lembre-se dela pois vocês dois são companheiros agora”.

Seokjin nem havia percebido quando começara a chorar. Ele riu em meio as lágrimas, achando irônico como Namjoon parecia que sabia o que ia acontecer. E ele não pensara nisso por mal, mas sim porque o mais novo sabia exatamente o que dizer na hora certa para trazer pelo menos, um mínimo sentimento bom dentro do mais velho.

O rei francês se encostou na cadeira onde estava sentado, apoiando a nuca no encosto e ao suspirar, fechou os olhos, tentando não ficar muito sobrecarregado. Só que era inconsciente essa ansiedade toda dentro de si; ele não estava bem, o seu reino não estava bem e ele nunca mais veria sua esposa... Entretanto, Namjoon estava ali. Bom, não fisicamente, mas ele estava. E Seokjin suspirou por um momento, querendo os braços do mais novo. O moreno precisava daquilo e precisava ouvir palavras reconfortantes. Então por quê diabos aquilo, na visão de muitos, parecia ser tão absurdo?

Seokjin só queria encontrar sua calmaria. Os braços que lhe davam conforto. Onde isso era errado?

“Mas eu não quero falar apenas disso, tudo bem? Isso só nos trará mais dor, e eu quero esquecê-la um pouco. Aliás, minha mão dói, e uma hora irei parar isso pela metade, então devo ser breve.

Continuando... Eu preciso falar com você. Sobre algo muito sério e que vem sendo guardado por mim durante muito tempo. E não é algo bom, mas eu prefiro te contar antes que descubra por outra pessoa. Uma hora ou outra isso viria à tona. Há muitas coisas que ficaram sem explicação desde o dia que você chegou na Espanha. E eu sei que é a hora de revelá-las.

Quando estiver pronto, vamos nos encontrar e eu saberei que isso é um pedido de Deus para que eu diga a verdade sobre isso. Eu confio nele e sei que Ele me mostrará quando for o momento certo. Porque não só eu, mas como você também precisa estar preparado para o que irá ouvir”.

Com mais algumas palavras e saudações, Namjoon havia encerrado a carta, não aprofundando muito sobre o que era aquele tal assunto. Seokjin ficara um tanto quanto desnorteado pelas últimas palavras e pela suposta conversa que ambos iriam ter futuramente. Ele só não tinha certeza de quanto tempo teria que esperar para tê-la.

E o mais velho tentou não se preocupar com aquilo agora. Afinal, o próprio Namjoon havia dito que apenas Deus poderia ditar qual era o momento certo para aquele diálogo acontecer. Então, se fosse demorar, Seokjin iria esperar pacientemente e deixar que aquela notícia viesse no momento exato.

Naquela hora, ele apenas se concentrou nas palavras de conforto que o Kim mais novo tinha escrito anteriormente, no início da carta. Era a única coisa que ele precisava no momento, e não ter mais inseguranças. E bom, Seokjin, de alguma forma, lembrava-se vagamente de atitudes suspeitas demais e de pendências que ainda eram um mistério para si sobre a corte espanhola.

- Vossa Majestade. - Um guarda bateu na porta e em seguida entrou, tirando o rei de seus devaneios. - O funeral está pronto, assim como os familiares de Kim Ji Yoon também chegaram. Precisamos ir agora.

Engolindo toda aquela amargura na garganta, o mais velho se levantou e foi em direção ao jardim principal que dava entrada ao castelo, onde iriam levar o corpo da rainha. Viu uma grande carruagem acomodar o corpo de Ji Yoon, onde flores eram jogadas por nobres comovidos. Todos ali sabiam o quanto aquela mulher era preciosa, talvez uma das melhores rainhas que a França já havia tido.

Mesmo que o mais velho estivesse assustado e se sentindo fraco, tentou arranjar forças ao encontrar sua família e seus amigos ao seu lado, preocupados com o seu estado que o mesmo admitia que estava quase que deplorável.

Naquele jardim que agora parecia tão sem graça, tentou mais do que tudo guardar apenas as boas lembranças. Tentou ouvir o discurso do padre sem chorar. Tentou não cair ali mesmo. Tentou prometer a Ji Yoon que ele ficaria bem. Tentou não gaguejar na hora de dizer suas últimas palavras - em público - para aquela mulher que fora tão incrível. Tentou não chamar pelo seu filho desesperadamente.

E tentou ser firme ao encarar o corpo sem vida de sua antiga esposa. Só que ele sabia que deveria ser forte apesar de tudo. Seja pela própria Ji Yoon, pelo filho deles, pela França ou por si mesmo.

Todo mundo diz que há um fim, mas eu não vejo o meu
Tento me apoiar em você, mas fico fraco a cada tropeço meu
Eu quero ter o meu momento final, o meu momento glorioso
Só que eu não sabia que me tornaria tão ocioso
Sem você, torna-se tudo tão vazio,
Mas com o nascimento dele, eu encontrei o meu último caminho
E agora eu sinto que você está nele, não me deixe sozinho

Unreachable.


Notas Finais


Espero que vocês tenham gostado, sinto muito se houver qualquer erro ksks
Era para ele ter tido mais coisa? Era, e por sinal era algo que ia fazer vocês entenderem todas as teorias e mais um pouco, dependendo do ponto de vista uahusuhs Mas eu preferi deixar para o próximo porque, bem... Vocês irão ver logo o motivo husaushua estou rindo mas é de desespero.
Se eu fiquei abalada com o capítulo? Abaladíssima, sei nem o que dizer pra vocês, além de um... Foi tenso e eu estou sofrendo.
Enfim, estou esperando o comentário de vcs aqui hehe!

Bem na cara de pau mesmo, quero recomendar uma Oneshot Jikook lindíssima pra vocês. É da @AleStoessel, uma autora maravilhosa e que fez uma história digna de lágrimas e sorrisos. Leiam, porque está incrível.
Link: https://www.spiritfanfiction.com/historia/december-12779266

Até a próxima atualização, beijinhos amores! Se cuidem.

Trailer da fanfic: https://youtu.be/BJ1cv1v8pL0
Leia também:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-melhor-amigo-da-minha-irma--hunhan-12553957 (Hunhan).
https://www.spiritfanfiction.com/historia/together-with-me-10466711 (2JAE - OneShot).
https://www.spiritfanfiction.com/historia/anjos-e-demonios--jikook-6741090 (Jikook).
https://www.spiritfanfiction.com/historia/amor-e-amor-luhan-12770297 (HunHan - OneShot).
https://www.spiritfanfiction.com/historia/olhe-para-tras-pela-ultima-vez-12933433 (XiuChen - OneShot).


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...