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História Unrequited Love - Capítulo 5


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Notas do Autor


Voltei rapidinho por causa do número satisfatório de comentários no capítulo anterior 🤧❤

Obrigada e boa leitura! ♥️

Capítulo 5 - Capítulo Quatro


Já fazia algum tempo que tínhamos almoçado e agora nos encontrávamos largados no sofá, enquanto assistíamos um filme chato de ação que passava na TV.

Paulo estava encostado no braço do sofá e eu acomodada entre suas pernas, recebendo um cafuné delicioso. Era tão relaxante que eu estava me esforçando para não acabar dormindo ali mesmo.

O dia estava sendo muito bom e agradável até aqui, mas eu sabia, que apesar de seu esforço para não começarmos uma briga desnecessária, Dybala iria acabar falando alguma coisa uma hora ou outra e isso estava me deixando aflita. Eu não gosto de ficar brigando com ele.

Após um longo tempo o filme finalmente acabou e eu soube que aquele era o momento que ele usaria para deixar as coisas claras entre a gente. Isso era o que mais me irritava em Paulo, essa necessidade quase sufocante que ele tem de rotular o que temos. Talvez esse seja o principal motivos de não darmos certo. Na verdade, esse é o único motivo de não darmos certo. 

Me levantei para desligar a televisão e ele se sentou no sofá enquanto se espreguiçava e deixava um longo bocejo escapar de sua boca. 

Retornei ao meu lugar e sentei ao seu lado, me preparando psicologicamente para o início de mais uma discussão sem fundamento, porém o que veio a seguir foi totalmente inesperado.

- Acho que é melhor eu ir embora agora. Já tá ficando tarde e eu não quero te atrapalhar, sei que hoje é dia de sair com as meninas. - Ele disse em um tom neutro, que não demonstrava qualquer tipo de emoção e eu o olhei surpresa. 

- Como é?

- Hoje é sábado, não é? Você sempre marca de sair com suas amigas nos sábados. - Disse como se fosse óbvio. 

- Eu sei, mas... Você já vai? Tipo, sem dizer nada? Nadinha mesmo? - Perguntei sem pensar direito e ele riu fraco. 

- Eu não estou te entendendo, Giovanna. Onde quer chegar? - Paulo perguntou arqueando as sobrancelhas e eu estreitei os olhos.

- Eu quem te pergunto... Você vai mesmo ir embora assim? 

- Assim como?

- Ah, Paulo! Você sabe... Eu passei o dia todo me preparando para ter aquela conversa. É sério, pode falar. Eu aguento. Inclusive já tenho vários argumentos pra jogar na sua cara. Vamos lá, eu deixo você começar. - Falei o incentivando e tudo que ele fez foi rir.

- Eu sei que está acostumada com as minhas cobranças, mas eu não pretendo mais fazer isso, Giovanna. Eu usei essa semana afastados para refletir e cheguei a conclusão que não adianta ficar sempre insistindo na mesma tecla. Você não quer nada sério comigo e tenho que aceitar isso, né? - Ele disse com um sorriso triste e eu o olhei embabascada.

- Mas... Eu não estava mesmo esperando por isso. - Admiti atordoada. 

- Qual é, tá procurando briga? - Perguntou divertido e eu ri fraco.

- Não é isso. É só... Você me pegou de surpresa. - Murmurei. 

- A conversa que tive com a Bella foi esclarecedora. Ela me fez enxergar que eu não posso exigir de você mais do que tem pra me oferecer. - Disse acariciando meu rosto. - E a verdade é que eu te amo, Giovanna. Amo muito mesmo e você tá cansada de saber disso, mas... Esse é um problema meu, não seu. Eu não vou te pressionar e nem te irritar a ponto de ser expulso da sua casa de novo. Eu quero ficar perto de você, não importa as condições. 

- Uau! - Foi tudo o que eu consegui dizer.

Aquela não era a primeira vez que ele dizia que me amava, mas ainda assim era impossível não me sentir impactada com a força daquelas palavras. Paulo era um homem incrível - apesar de me estressar muito as vezes - e eu gostaria de poder amá-lo na mesma intensidade em que era amada, mas eu não conseguia. E não era por mal... É só que, talvez esse tal de amor não seja pra mim. E não há nada que eu possa fazer pra mudar isso.

Após notar que eu não iria responder sua declaração a altura, ele me deu um selinho demorado e se colocou de pé. 

- Bom... Eu já vou indo. Se cuida! 

- Você também. Tchau! - Falei me sentindo péssima por não poder corresponder seus sentimentos. 

Mesmo se esforçando para bancar o compreensivo eu sabia que Paulo foi embora chateado e eu não o culpava, talvez eu também ficasse frustrada na situação dele.

Respirei fundo e afundei no sofá enquanto pegava meu celular. Eu precisava urgentemente sair pra beber essa noite e esquecer um pouco desse momento meramente melancólico com Dybala.

Eu tinha consciência que Bella ainda estava brava comigo e poderia não aceitar participar da noite de sábado das garotas, mas eu iria convocá-la mesmo assim. É como a Lola disse: Nós somos as três mosqueteiras. Não duas. TRÊS!

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Era por volta das 22:00h quando Lola me mandou mensagem, avisando que já me aguardava no estacionamento do meu prédio. 

Conferi mais uma vez meu reflexo no espelho e sorri satisfeita com o que vi. Peguei minha bolsa com documentos, dinheiro e celular e deixei o apartamento a passos largos, já que Lola me apressava através de mensagens.

Aquela mulher parece ter nascido de sete meses. Credo!

- Até que enfim! - Exclamou assim que eu entrei no carro me acomodando no banco de trás, já que Bella estava no da frente ao seu lado.

- Boa noite pra você também, gata. - Falei irônica e ela rolou os olhos. 

- Coloca logo esse cinto, garota. - Mandou e eu fiz o que ela exigiu sem pestanejar. 

Lola deu partida e começou a dirigir tranquilamente pelas ruas de Turim, em busca da balada mais animada que encontrasse. 

- Oi, Bella... - Falei mansa e ela me olhou através do retrovisor, mas não me dirigiu a palavra. 

- Lola, avisa a sua amiga que eu só vou falar com ela quando ouvir um pedido de desculpas oficial e verdadeiro. - Murmurou ranzinza e eu bufei.

- Eu não vou bancar a porta-voz. Me tira fora dessa! - Lola resmungou. 

- Nem precisa se incomodar em me passar o comunicado, eu já ouvi. - Falei irônica. - E fique a senhorita sabendo que não vou te pedir desculpas coisa nenhuma. Você não merece, sua sonsa!

Bella virou de supetão para me encarar no banco de trás e me lançou um olhar mortal parecendo prestes a me xingar, mas respirou fundo e pareceu pensar mil vezes antes de dizer qualquer coisa, então voltou a sentar corretamente e me esnobou durante todo o resto do percurso.

Ela tinha um autocontrole invejável. Psicóloga é mesmo outro nível!

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Já fazia mais de uma hora que estávamos na balada e animação que era bom, nada. Sentadas nos banquinhos em frente ao bar, nos enchendo de álcool e só. Essa era a nossa triste realidade.

Que maravilha de noite da garotas!

Respirei fundo e encarei Bella que por coincidência também me encarava. Os olhos da morena faíscavam de raiva e mesmo que eu entendesse sua revolta, eu a achava um pouco infantil. Não era pra tanto vai...

- Pede logo desculpas pra ela, caramba! Não custa nada. - Lola sussurrou ao meu lado e eu neguei.

- Por que eu tenho que ser sempre a primeira a ceder? - Questionei.

- Porque você é sempre a que fala merda, oras. - Rebateu. 

- Isso não é verdade!

- Lógico que é, você é incrível Giovanna, mas quando tá com raiva consegue ser a pessoa mais tóxica do mundo. Você agiu como uma garotinha mimada ontem a noite, agora pede logo a droga das desculpas que eu já tô cansada desse clima chato! - Exigiu enquanto me empurrava em direção a Bella.

Sem ter outra opção sorri amarelo e me aproximei da psicóloga que já foi logo me lançando uma careta tediosa. 

- Veio me pedir desculpas? - Perguntou. 

- É, eu vim. - Afirmei.

- Desculpas sinceras?

- Não. Eu só tô aqui porque a Lola me obrigou. - Confessei e ela revirou os olhos. 

- Então já pode ir embora, eu não quero nada forçado. 

- Vem cá, nós temos 10 anos por acaso? - Questionei impaciente. 

- Eu não, mas você parece que sim.

- Olha aqui sua...

- Giovanna, você tá aí para fazer as pazes não se esqueça. Nada de ofensas... Não complique ainda mais as coisas. - Lola cantarolou na outra ponta do bar e eu suspirei pesado. 

- Ok. Lola tem razão... - Resmunguei voltando a encarar Bella. - Eu sei que falei o que não devia ontem e me arrependo por isso, mesmo achando que não há motivos para tanto chilique da sua parte, eu sinto muito. Foi mal... - Murmurei e ela me olhou arqueando as sobrancelhas. - Você vai ter que se contentar com isso, é o máximo que posso fazer. - Dei de ombros e ela acabou rindo.

- Tá, já é um avanço vai. É melhor que nada.. - Ela disse com desdém e eu sorri um pouco mais aliviada por o fim da tensão entre nós duas. - Mas ainda não me sinto preparada para te abraçar, então sem melação.

- Eu não queria mesmo te abraçar, sua chata. - Falei me sentando no banquinho ao seu lado. - Mas o que acha de eu te pagar uma bebida como pedido oficial de desculpas?

- Acho ótimo! - Ela riu já chamando o bartender. 

E assim tinha fim mais uma richa boba entre nós. 

Logo Lola se juntou a nós também e a noite realmente começou.

                  ♤ ♧ ♤ ♧



Senti minhas costas bater na parede do corredor que levava aos banheiros da balada e soltei um muxoxo com o tanto o quanto agressivo do rapaz que me aguarrava como se não houvesse amanhã. 

Não precisam me julgar, tá? Era fim de balada e eu estava bêbada o suficiente para me deixar seduzir por um gatinho bom de papo.

Eu sequer sabia o nome dele, mas o filho da mãe beijava bem pra caramba!

- Você não quer sair daqui, gata? - Ele perguntou com a voz rouca enquanto deslizava a boca para o meu pescoço. 

- Aham. - Foi a única coisa que eu consegui responder. 

Ele sorriu malicioso e voltou a me beijar com volúpia antes de se afastar e segurar minha mão, me levando de volta para o aglomerado de pessoas, para que assim pudéssemos sair da balada.

- Espera, eu preciso avisar as minhas amigas que já vou embora. - Eu disse me soltando dele que apenas assentiu.

Procurei as meninas com os olhos e as encontrei ainda próximas ao bar, o que me fez rir. Eu tenho é  pena dos fígados dessas duas.

Caminhei a passos largos até elas e já fui logo recebendo olhares de repreensão. 

- Eu...

- Tá indo transar com o sósia do Paulo, a gente já sabe. Pode ir, mas não esqueça de usar camisinha. - Lola disse com um sorriso cínico e eu arqueei as sobrancelhas.

- Sósia de Paulo? - Ri negando com a cabeça. - Que maluquice é essa agora?

- Ah, Giovanna... Não se faz de sonsa. É só olhar pro cara: Cabelos levemente claros, olhos verdes, corpo definido... Praticamente a mesma altura. É óbvio que você tá procurando o Paulinho nele. - Bella disse e eu me virei para encarar o homem que me esperava e agora que elas falaram... Realmente ele lembrava um pouquinho o Paulo.

- O que? Não! Nada a ver... Vocês estão ficando malucas! - Falei prontamente. 

- Aham, sei. - Lola debochou e eu bufei.

- Assume logo que fica mais bonito. - Bella continuou com as provocações.

- Pois é, e sem falar que faz um bem danado pra alma. É só admitir que você gosta do estereótipo do Dybala, ninguém vai te julgar. - Lola falou segurando o riso.

- Ah, vão se ferrar! Eu tô indo. Tenham uma boa noite, porque a minha com certeza vai ser ótima! - Exclamei saindo rapidamente de perto das duas, mas ainda deu para ouvir as risadas das cobras que eu insisto em chamar de amigas. 

- Podemos ir? - Ele perguntou me olhando e eu apenas assenti com um sorriso de lado enquanto tentava não pensar no fato de meu subconsciente flertante ter se interessado por um homem que poderia facilmente fazer cosplay de Paulo Dybala.

Isso é alguma espécie de pegadinha. Não é possível... Fala sério, meu cupido só pode tá usando drogas!


Notas Finais


Eu só queria um sósia de Paulo Dybala na minha vida 🤧♥️

Kkkkkk

Não deixem de comentar e até o próximo! ♥️


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