História Uns dias aí - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescência, Crush, Decepções, Drama, Drama Juvenil, Emocional, Fictício, Juventude, Original, Realidade, Recíproco, Romance, Sad, Sensível, Torturo Psicológico, Tristeza, Vida
Visualizações 16
Palavras 532
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Poesias, Romance e Novela
Avisos: Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Palavra para hoje: dor.

Capítulo 7 - Dor, dor, apenas dor.


 

Cacete, eu chorei na frente dele. Eu chorei e fiquei o observando. Eu sou fraca, eu não aguentei. Mas, acho que ele nem percebeu. Pelo que ele me disse, nem somos amigos. Sim, ele disse isso. Por que mais eu teria desabado?

Ele nem se importa, cara. Não mesmo. E quem chora no final de tudo? Isso mesmo, a trouxa que corre atrás dele por anos, e não adianta quantos foras leve, vai sempre perdoar e implorar por sua amizade e companhia. Eu.

Eu ficava lá, olhando pra ele que nem uma tola, deixando as lágrimas escorrerem por meu rosto. Cada dor, cada mágoa, cada ilusão, cada momento... Tudo me vinha a mente. Tudo me vinha em lembranças. Eu chorava por elas, mas cada lágrima só mostrava o pior. 

Eu choro muito. Choro todos os dias. Entro no banheiro e choro, depois eu ajeito meu rosto, lavo, faço de tudo para disfarçar e saio como se nada estivesse acontecendo. 

Músicas? Agora eu entendo a letra. Tão nova e já sofrendo assim. Que decepção. Eu sou uma decepção. Eu sou trouxa, me iludo por qualquer coisa, por qualquer olhar, sorriso, toque. Eu morri por dentro. Meu psicológico está destruído. Tudo está em ruínas. Tudo dói. Tudo machuca. Eu lembro de cada palavra, de cada tortura. Mas, lembro das boas lembranças. Aí é que dói mais.

Vejo tantas pessoas desistindo de seus amores, passando para o próximo, esquecendo rapidamente. Tantas pessoas tendo vários contatinhos, gostando de mais de uma pessoa. Enquanto isso, eu estou na mesma. Na mesma pessoa, na mesma trouxice, na mesma ilusão, na mesma expectativa de que algum dia tudo volte a ser como antes. Eu não quero ele como meu amor. Eu o quero como meu melhor amigo, como era antes. O tempo não volta, e eu o desperdiço chorando.

Eu fico imaginando, meus filhos vão perguntar de minha infância, de minha juventude. A única coisa que eu vou poder responder é "eu fui uma decepção. Eu me sentia um lixo, eu tinha baixa autoestima, eu sofri pelo mesmo garoto por anos, eu vacilei muito, eu vi meu antes melhor amigo virando "colega", se isso era. Eu fazia todos irem embora e queria resgatá-los. Eu amei, não fui amada, me amaram, eu não amei. Foi tudo confuso. Eu fui uma vacilona, fui uma decepção. Não sejam parecidos com a mãe de vocês. Eu fui triste, eu chorei a toa. Eu chorava ouvindo músicas, vendo séries e filmes que me lembravam de um certo "alguém". Eu deveria ser feliz, estar brincando, curtindo. Mas eu só chorei. Eu fui um lixo, e não era reciclável."

Eu tenho medo de magoar, mas o pior é que sou magoada e só choro. Não consigo excluir pessoas da minha vida, sempre vou correr atrás. Pessoas sensíveis fazem isso. Pessoas trouxas fazem isso. Pessoas como eu fazem isso. Pessoas como eu se decepcionam, e apenas.

Eu tenho pensamentos suicidas, eu tenho vontade de morrer, eu vejo algum lugar muito alto e penso como seria se eu pulasse dali. Eu me quebraria ou morreria? Pessoas comemorariam por minha morte ou ficariam triste pela minha vivência? 

Eu estou morta. Estou morta por dentro. O que me basta são apenas meus órgãos e minha carne.





Notas Finais


Dói mesmo. Talvez não pare de doer tão cedo. Acho que você suporta.


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