História Unstoppable - Capítulo 16


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Categorias Steven Universe
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Palavras 2.715
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Hentai, LGBT, Luta, Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


👌😌

Capítulo 16 - XVI - Nós podemos fazer isso.


[...]
Ela respirou fundo e consertou a voz, me dirigindo mais uma vez aquelas palavras de uma forma clara.
- Você quer se casar comigo?
Eu fiquei sem reação naquele momento, pois uma resposta mal dada poderia arruinar tudo. Eu estava muito nervosa e, consequentemente, tremendo e suando. Eu tentava dizer alguma coisa, mas eu simplesmente gaguejava antes mesmo de dizer algo.
- E-eu... Pearlie...
Ela também estava nervosa e abaixou levemente a cabeça quando eu gaguejei, provavelmente estava prestes a se levantar e me dizer "desculpe" como fazia quando achava que estava me deixando desconfortável.
- É claro que sim! É claro, com toda certeza que sim!
Eu a respondi quase gritando e com um tom muito animado e entusiasmado, também feliz e inesperado por ela. A reação dela foi a melhor: ela se levantou em um piscar de olhos, me puxou para um abraço muito apertado e me encheu de beijos pelo rosto todo me marcando de batom rosa e me apertando, me levantando pela cintura e aguentando todo o meu peso sem nenhuma dificuldade, o que até me surpreendeu mesmo eu sendo mais leve do que ela por motivos visíveis.
- Oh, Nelle... eu te amo, eu te amo tanto! - ela falava mais alto do que o normal e me beijava e apertava cada vez mais, o que me fez derreter todinha em contato com o calor do corpo dela. Me arrepiei quando ela apertou minhas coxas e me jogou no sofá-cama enquanto começava a desabotoar minha camisa, mas a impedi antes que tocasse nos botões.
- Ei, acalma a xota aí... Nós podemos fazer isso em um lugar mais reservado, você não acha?
- Se eu puder te escutar gemendo meu nome e gozando nos meus dedos eu transo com você até no mato.
- Que isso, P? Desde quando você é assim?
- Não sei, só sei que quero você.
- Visível.
Ela me beijou de novo e me levou até o nosso quarto, me jogando na cama e procurando por algo no armário que até então eu não sabia o que era.
- Você vai me foder com isso?! - depois de ver o que estava na mão dela, fiquei surpresa.
Era um dildo de no mínimo 20cm e possuía um nó conhecido por bulbus glandis na sua extremidade, que no caso do brinquedo servia para empedir a retirada dele caso fosse penetrado até essa parte.
- Depende, você se importaria de ficar 30 ou 40 minutos com isso enfiado em você?
- Presa? Com você? É um sonho.
- Boa menina.
Ela colocou a cinta com o dildo e pediu para que eu desamarrasse meu cabelo, e assim o fiz. Eu sabia a finalidade de ela querer que meu cabelo estivesse solto naquela hora, e sinceramente eu também estava desejando isso.
Enquanto me beijava e acariciava meus seios com uma mão, com a outra passava as pontas dos dedos levemente sobre minha calcinha, massageando meu clitóris e me fazendo gemer contra sua boca. Ela sabia que eu já estava totalmente submissa naquele ponto e então esperou que eu quase chegasse a um orgasmo para parar de me estimular como forma de provocação.
- Por que parou? Eu estava quase...
- Por isso mesmo. Não quero que acabe tão rápido. Você pode fazer um favor pra mim?
- Diga.
- Suba nisso... e me obedeça como a boa menina que você é. 
Ela sussurrou por trás de mim, me dando uma lambida no maxilar e me fazendo delirar por conta disso.
- Isso vai doer?
- Tenho certeza que não.
Por ser mais grande e grosso do que eu estava "acostumada" a lidar, tive dificuldade até em sentar naquilo, mas Pérola me fez uma massagem nos ombros e costas para que eu relaxasse e não forçasse os músculos, e deu certo. Ela apertou minha cintura e desceu uma mão para uma coxa, correndo seus dedos para a parte interior e apertando minha bunda, e eu tinha certeza que ficaria uma marca de mão ali por alguns dias. Ela estava adorando me dar palmadas e apertar, enquanto eu sentava, quicava e rebolava de frente para ela, que estava com uma expressão divertida e maliciosa ao mesmo tempo.
Eu senti que ia gozar e então sentei mais rápido enquanto ela acariciava meus mamilos e batia na minha bunda, que já estava ficando vermelha pelos tapas e apertões, o que me deixava mais ainda excitada por estar gostando da dor e da ardência daqueles tapas.
- A-ah.. ahn... Pérola... eu vou...
Ela entendeu o recado e continuou com o que estava fazendo com mais intensidade e força, me fazendo gemer alto ao atingir o ápice e gritar quando o nó quase adentrou em mim, e nós quase nos prendemos uma na outra.
- Oh... quase nos prendemos! - ela parecia animada e queria continuar, e eu cedi.
- Quero que fique de quatro.
- Da última vez que fizemos anal, passei dois dias com dor nas costas de tão forte e rápido que você penetrou aquele dildo em mim...
- Mas você achou gostoso.
- E você me deu algumas palmadas também...
- Você adorou!
Eu fiquei de quatro e ela prendeu um tipo de coleira no meu pescoço, com uma corrente segurada por uma mão e usava aquilo para que eu a obedecesse. Ela penetrou o dildo em mim e primeiro eu senti um pouco de dor, mas conforme ela penetrava mais forte e mais rapidamente a dor se transtormava em prazer e eu gemia cada vez mais alto, até que ela afrouxou a guia da coleira e puxou o meu cabelo me fazendo gritar, mas abafei o som com o travesseiro.
Ela me dava tapas e apertava minha bunda enquanto penetrava em mim sem dó, pois sabia que eu estava gostando e queria mais.
Cheguei ao meu ápice e ela penetrou tão forte que eu ofeguei depois do nó também entrar e fazer com que ficássemos finalmente presas uma na outra por causa do dildo.
Ela ficou feliz ao ver que tínhamos conseguido e sorriu, pondo suas mãos cansadas sobre minhas costas e ofegando também, como eu estava.
- Eu vou ficar assim por quanto tempo? Não tem como eu tirar?
- Eu posso tirar isso de você se você quiser, mas aos 30 ou 35 minutos ele se desprende sozinho.
- ... Devo ficar?
- Tudo bem se não quiser, vou tirar. Está doendo?
Ela desativou o nó com o botão que tinha no dildo e retirou a cinta, se sentando na cama e me dando um selinho, ambas estávamos muito cansadas.
- Não! Foi até que bom... - Eu abraçava meus braços ao redor do pescoço de Pérola e a beijava com intensidade usando a língua e parei para olhar em seus olhos.
- Eu te amo. - lambi sua boca de brincadeira e ela sorriu.
- Eu te amo também.
Nos abraçamos e ela correu os dedos novamente sobre minhas coxas e minha bunda, tentando ver se os tapas foram muito fortes a ponto de machucar.
- Isso doeu? Os tapas doeram? - De algum jeito, ela parecia preocupada.
- Só um pouco, mas foi uma dor gostosa. E há marcas da sua mão, chupões e mordidas no meu corpo, o que indica que isso aqui - eu fiz um gesto apontando para todo o meu corpo - é exclusivamente sua propriedade.
- Então você ficou toda putinha por eu ter espancado sua bunda? Poderia ter me falado antes que gostava disso, eu com certeza teria feito mais.
- Você fez uma vez, não lembra? Acho que há um mês, quando experimentamos anal pela primeira vez.
- Me lembrei agora de você revirando os olhos e gemendo quando usei aquele dildo de dupla penetração em você...
- Porra, eu tive dois orgasmos ao mesmo tempo. Memorável demais.
Eu fiquei ainda mais cansada enquanto conversávamos e nem me dei conta do tempo passando, até que finalmente nos deitamos e adormecemos muito rápido pelo cansaço do esforço que fizemos.
Acabamos que acordando uma hora depois, e como sempre minha namorada - ou esposa, namorida? - acordou bem antes de mim, me deixando sozinha na cama abraçada com seu travesseiro, como ela me deixava quase todas as vezes em que acordava primeiro. Ela não me acordava com um beijo ou falando algo pra mim, ela deixava que eu dormisse pois sabia que eu precisava e que eu tinha um sono muito profundo na maioria dos dias.
Eu acordei alguns vinte minutos depois, com Jasper quase arrombando a porta "sem querer" e adentrando o quarto jogando um dos outros homens da minha mãe no chão, com os pulsos e pés amarrados e uma fita na boca, o impedindo de falar mesmo estando inconsciente - ou talvez morto, eu não sabia. Pérola vinha logo atrás com o gato de Jasper no colo, que ronronava no seu peito.
- Que isso... que isso gente, eu to peladona aqui, por favor...- Ainda sonolenta, cobri meu corpo com o cobertor e me sentei na cama para tentar entender o que estava acontecendo.
- Quem é esse puto?
- É um dos homens da Rosa, eu o vi tentando isolar uma garota em um beco estreito com a ajuda de outros dois, mqs eles fugiram e só consegui capturar esse. Eu dei um soco nele e está inconsciente até agora, mas está respirando.
- Filho da puta. - Chutei a cara dele de leve e Jasper deu um chute forte que provavelmente deslocou sua mandíbula, enquanto Pérola parecia aterrorizada pela nossa violência.
- Uh... não estou acostumada a ver coisas assim na minha frente, desculpem...
- Imagine o quão difícil foi pra eu matar alguém aos 11 anos de idade? Eu levei muito tempo até me acostumar com isso, desde então eu não sinto um pingo de pena ou compaixão quando preciso jorrar o sangue dos outros.
- Em minha defesa, fui criada trancada em casa com pais super-protetores que nunca deixaram eu ver filmes de terror ou que tivessem sangue e matança, então o comportamento de vocês ainda é novo pra mim.
- Pais super-protetores? Os que nunca a protegeram, mas descontava seus fracassos e decepções na filha deles além de projetar seus sonhos nela? - Eu estava sendo irônica.
- ... Sim. Eu não sei. Eu sinto que eles nunca me amaram de verdade, mas ao mesmo eu sinto que sou a errada e a mal agradecida da história.
- Você não é, nunca foi. Eles fizeram você fazer coisas que você não queria. Eles te usaram para projetar em você o que ELES queriam. Nunca foi o que você quis. Você nunca quis fazer balé, nunca quis aprender a tocar instrumentos musicais, nunca quis aprender a cozinhar mas fez isso porque ELES te obrigaram e você se acostumou, se tornando coisas que agora você gosta de realizar pois, há muito tempo, você podia ter paz e se desconectar de seus pais tóxicos enquanto fazia essas coisas. Eu entendo você. - Jasper disse em voz baixa para que só nos pudéssemos ouvir, e apertou a mão de Pérola antes de sair do quarto. - Não se esqueça disso.
- Eu só queria que eles me amassem, Nelle... eu fiz tanto, tudo por eles...
- Não é culpa sua. Eles também te batiam? Eles te espancavam, eles abusaram de você?
- Mais ou menos. Eles me usavam como marionete, eles me manipulavam. Quando eu me recusava a fazer qualquer coisa, eles me davam cinco segundos pra "pensar melhor" e então eu dizia sim, mas havia alguns casos em que eu não conseguia dizer sim e então eles me batiam, me mantinham presa por dias no meu quarto e me impediam de fazer muitas coisas das quais eu gostava, e eram poucas. Mas eu sobrevivi, eu sobrevivi por todo esse tempo e agora eu posso finalmente ser quem eu sou - ou quase isso - sem eles me atrapalhando. Eu sobrevivi a violência que eles usavam para tentar me educar, eu sobrevivi ao respeito baseado no medo e hoje lido com as consequências físicas e psicológicas desse tratamento que recebi, mas eu já me aceitei assim e aceitei que o passado eu não posso mudar.
- Olha, P... você me pedia muitos conselhos já sabendo o que você precisava fazer... e o que você precisava - e precisa - fazer é difícil. No final você nunca quis conselhos, você quis ter a esperança de que eu conhecesse a solução mágica e indolor, mas agora você sabe e reconhece que ninguém tem essa solução mágica e indolor, e isso é bom! É libertador saber que só você mesma pode se salvar, é libertador sabermos que só nos mesmos somos capazes de nos salvar. Eu quero que você saiba que se importar com seu físico como você fez tanto no passado foi e é tão importante quanto você ter se importado com seu psicológico, o que você não fez. Até porque, um não pode ser curado sem o outro. É por isso que EU gostaria que você me ouvisse, EU gostaria que você deixasse eu te ajudar nisso, te ajudar a superar todas as coisas ruins que você passou. Alô? Estamos no futuro, é hora de curar seus machucados invisíveis - e visíveis. Está na hora de sermos...
- ... Imparáveis. Porque ninguém consegue nos controlar...
- Ninguém consegue nos destruir...
- E não há celas no universo que sejam capazes de nos segurar. Eu não sabia que você conhecia isso!
- EU não sabia que você conhecia! Ok, isso foi ótimo.
- Eu agradeço por tudo o que você disse. Eu agradeço por ter você, eu agradeço por me fazer dizer isso pra alguém que não fosse meu próprio pensamento. O pior sentimento que eu já senti foi a incapacidade de admitir o que eu estava enfrentando, mas agora vejo que sim, está tudo bem dizer.
- Bem, eu não posso apagar a sua dor. Eu posso ficar ao seu lado e, com você, esperar até que a dor vá embora... e é exatamente isso o que eu quero e vou fazer. Por você, por mim. Por nós. Porque você sabe, eu te amo. Eu te amo muito. E amar pra mim sempre foi uma tarefa difícil, também como confiar. Mas eu sobrevivi, não é? Você também pode sobreviver enquanto saber que merece mais.
- Nelle... eu nem ao menos sei o que dizer...
- Você não precisa. Não precisa saber o que dizer, nunca vai precisar. Porque eu sei o que você sente, eu sei o que você gostaria de dizer. E tá tudo... bem.
- Espinela, eu te amo. Eu te amo tanto, você nem ao menos imagina o quanto sou grata por você estar aqui...
Ela me abraçou forte o suficiente para que eu ficasse ofegante por falta de ar, mas não me importei nem um pouco já que o perfume dela era gostoso pra caralho. Eu retribuí o abraço e ficamos assim por longos minutos, só encostadas uma na outra sentindo o calor dos nossos corpos e o batimento calmo dos nossos corações. Eu sentia suas lágrimas caírem pelas minhas costas nuas e a abraçava mais forte para que ela soubesse que eu estava ali por ela, a apoiando e compreendendo sua dor, e ela entendia isso.
- A gente pode só deitar aqui... e acordar amanhã, sei lá, de tarde? Estou tão cansada de tudo...
- É claro. É claro que sim, P. Nós podemos.
- Espera, e aquele homem que estava aqui?
- Você não viu? Jasper o levou pra fora, deve ter matado.
- Ah, sim.
Ela desfez o abraço e enxugou algumas lágrimas que ainda não haviam caído, se deitando no travesseiro e me puxando para que eu me deitasse e ficasse de frente para ela.
- Te amo, porra.
- Nossa, eu também te amo.

Ela me beijou e passou suas pernas sobre as minhas, me abraçando e achando conforto no meu peito para poder adormecer. Jesus, o cheiro dela é tão bom.

Eu só dormi depois, depois de alguns minutos após ela apagar totalmente. Eu tentei não pensar em nada ruim, e adormeci sorrindo por saber que ela também estaria lá por mim e atualmente me ama como eu também faço. E sentir isso é muito bom.




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