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História Until Infinity...; Minsung Au. - Capítulo 6


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Notas do Autor


→ Oɪ, ʙᴇʙᴇ̂s. Jᴀ́ ᴘᴇᴄ̧ᴏ ᴘᴇʀᴅᴀ̃ᴏ ᴘᴇʟᴏs ᴇʀʀᴏs ᴅᴇ ᴏʀᴛᴏɢʀᴀғɪᴀ, ᴇᴜ ɴᴀ̃ᴏ ᴄᴏsᴛᴜᴍᴏ ʀᴇᴠɪsᴀʀ ᴏs ᴄᴀᴘɪ́ᴛᴜʟᴏs ᴀɴᴛᴇs ᴅᴇ ᴘᴏsᴛᴀʀ.

🌔𓂅⊹ 𝐿𝑒𝑔𝑒𝑛𝑑𝑎 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑎 𝑓𝑜𝑡𝑜;
“...𝑶𝒍𝒉𝒆 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒐 𝒔𝒆𝒖 𝒂𝒎𝒐𝒓 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝑴𝒊𝒏𝒉𝒐 𝒐𝒍𝒉𝒂 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒐 𝒅𝒆𝒍𝒆.”

// 𝐵𝑜𝑎 𝑙𝑒𝑖𝑡𝑢𝑟𝑎!

Capítulo 6 - A recaída.


Fanfic / Fanfiction Until Infinity...; Minsung Au. - Capítulo 6 - A recaída.

   SEUS PRIMEIROS SINTOMAS foram diagnosticado pela manhã do dia anterior. Jisung houvera uma febre involuntária, — que até pela parte da noite foi controlada pelo remédio dado por Minho, mas ainda assim não era o suficiente para o garoto. Pela madrugada, Jisung sentia calafrios por todo o seu corpo e estremecia a cada pausa entre os minutos. Seu coração batia tão forte que aparentava sair do peito, sem qualquer dificuldade. O cilindro de oxigênio já não lhe dava mais o ar preciso e a cada milissegundo, Jisung sentia seu pulmão doer e a falta de ar o possuir. 

   A família Han correu para o hospital mais próximo e também conhecido como um dos melhores de sua cidade, pois sem o emprego de Sang Hee, o plano de saúde de Jisung houvera se atrasado; mas nada que não resolverá com o tempo. Apesar disso, o garoto se recuperava bem e tudo aquilo foi considerado como uma pequena “recaída”. Hee não sentia-se nada contente, pois das outras vezes que isso ocorreu, ela e seu marido passaram por uma fase muito difícil com o filho; onde até pensaram que o perderia.

  Minho. – ( 07:30 am. ) Estacionamento.

  Eu me arrumei apressadamente, e a cada segundo que passava, meu coração se apertava mais e mais. Era uma sensação horrível, a minha única vontade era estar perto de Jisung e abraçá-lo, mesmo que demorasse alguns minutos para que isso acontecesse, — era o que eu pensava. Desci até o estacionamento do imenso prédio e adentrei em meu carro, após ficar por minutos o procurando. Acredito que quando estamos muitos desesperados por algo, acabamos nos cegando e perdendo aquilo que é de nosso alcance. Eu entrei naquele carro e o liguei, mas para minha surpresa, a gasolina tinha chegado ao fim. Me perguntava como isso podia acontecer e por que naquele momento. E a primeira coisa que fiz foi bater contra o volante e me desmanchar em lágrimas.

  — DROGA, DROGA, DROGA!

Eu gritei mesmo que não pudessem me ouvir, deitei meu rosto sobre o volante e tentei me controlar; e foi a segunda coisa que fiz.

  — Por que está sendo tão cruel comigo, Senhor? Por que está sendo tão cruel com Jisung...?

  E não havia respostas. Eu sabia que havia um por que, mas não tinha resposta alguma naquela hora. Desci do carro e o tranquei, começando uma caminhada para fora daquele ambiente. E assim, uma senhora de meia idade passou de bicicleta e parou a minha frente.

  — Vim te trazer isso. Agora pare de chorar e vá!

  Ela disse com um sorrisinho singelo nos lábios. Me empurrou a bicicleta e acenou com a mão, mal podia compreender o que era aquilo, mas logo a vi ir embora. Sem pensar duas vezes, subi na bicicleta e pedalei até o hospital. Sentia o vento zumbir em meu ouvido, e nada me tirava a atenção da estrada, em minutos podia ver o hospital por perto e o sentimento de gratidão aflorar em meu peito. 

  Quando cheguei, desci da bicicleta e a prendi junto às de mais, podendo adentrar ao hospital; onde na recepção, a Senhora Hee me esperava pacientemente. Fui ao encontro dela, a dei um forte abraço e beijei sua testa, ela havia se tornado alguém importante para mim. Como uma mãe de coração. Na recepção, fiz o meu cadastro de acompanhante de Jisung e fui guiado por Hee até a sala dele. O que eu não esperava era ter que ficar do lado de fora, apenas o olhando através da janela do quarto. Ele estava dormindo depois daquela longa madrugada e à mercê de medicamentos, então ninguém entrava, a não ser os médicos.

  Sua cama estava encostada na parede, onde ficava a janela. Ele de um lado e eu de outro, sua pele estará pálida, sem quaisquer cor. Soltei um suspiro fundo e coloquei a mão sobre o vidro, o observando em silêncio. Quando eu ia dar as costas, Jisung acabou despertando e tocou o vidro, me fazendo virar novamente. Apesar de tudo, carregava um pequeno sorriso por debaixo dos demasiados aparelhos e assim, acenou fraco. Uma de suas mãozinhas repousavam sobre sua barriga e a outra, se encaixava com a minha do outro lado.

  — Eu quero ficar com você para sempre.

   Pronunciei-me, mesmo que ele não ouvisse sequer uma palavra do que eu o dizia. Encostei minha testa sobre o vidro e suspirei baixo; era fato, a dificuldade que eu tinha de encarar Jisung daquela forma. E mais um suspiro, em sequência me despedi de uma forma dolorosa e fui de encontro ao médico, que me esperava em seu escritório. Tracei aquele imenso corredor solitário, as pessoas iam e viam com suas expressões tristonhas. Era horrível. E de qualquer forma, eu teria de enfrentar minhas escolhas e essa foi uma delas. 

   Dei dois toques na porta e adentrei na sala do médico, podendo me deparar com um antigo colega de estágio, — que por sinal, me ajudou demais na caminhada para o alcance do sucesso. Ele esbanjou um belo sorriso, apontou para uma das cadeiras a frente de sua mesa e ergueu as mangas de seu jaleco. Christopher, ou mais conhecido como Chan, era um dos melhores alunos na universidade em que cursei. Ele estudava na aérea de medicina e estava quase pronto para formar-se em um médico, e eu era apenas um aprendiz de enfermagem.

  — Não esperava vê-lo por aqui. É bom lhe reencontrar, Min. Senti muito à sua falta.

  Ele disse, enquanto eu me sentava à sua frente e o encarava com um pequeno sorriso. Eu estava feliz em vê-lo também, mesmo que fosse difícil demonstrar naquele momento. Havia o sentimento de reciprocidade no ar, aquilo era o suficiente para que ele se sentisse acolhido por mim; e também, por me conhecer há um tempo, Chris sabia como eu me comportava mediante a tristeza.

  — Bem, está aqui por conta do paciente... Jisung, não é? A situação dele não é nada boa. Preciso ser sincero, está gripe não poderia ter acontecido em hipótese alguma. Eu, e você provavelmente, sabemos que Jisung não é imune a nenhum tipo de resfriado. Isso pode... matá-lo.

  Eu balancei a cabeça, e me negava a entender que algum dia o perderia. Contudo, isso não aconteceria agora e mesmo que houvesse a possibilidade disso ocorrer, eu lutaria até o fim pela vida de Han Jisung. Mesmo que isso custasse a minha vida.

  — Nada vai acontecer com ele, Chris. Fiquemos tranquilos, okay? Eu estou cuidando dele como posso. Se for preciso, farei o impossível por ele.

  Ele concordou, tendo um sorriso de orelha a orelha e assim, estendeu sua mão para que eu a pegasse. Segurei em sua mão e ele cobriu a minha com a outra, me encarando seriamente.

  — Eu confio em você, Min. Ele está em ótimas mãos, eu sei disso.

  Ouvir aquilo foi um repleto alívio, me pegava imaginando se o que eu fazia por Jisung era certo, e se de certo modo, eu era o suficiente para ele. As respostas não eram esclarecidas, como esperado, mas preferi acreditar no que eu fazia. Soltei as mãos de Chan e em sequência, o vi escrever em uma pequena folha. Foram muitas anotações até chegar ao fim, eram remédios e um padrão de rotina que Jisung deveria seguir a partir daquele momento.

  — Temos aqui... Alguns medicamentos que passei para Jisung e também uma rotina para ele, que será difícil no início. Digamos que, de certa forma, é difícil para todos com essa doença encarar um cuidado maior. Sei que pode ajudá-lo nisso, e também tens a autorização dos pais, e vejamos; eles confiam muito em você.

  Eu concordei, encarando a folha e entendendo cada palavra, mesmo que aos olhos de outras pessoas fosse apenas um rabisco mal feito. Guardei aquele papel e suspirei, os remédios eram fortes demais e aquilo deixaria o garoto sonolento, lento quase parando. O que era preocupante, mas procurei não pensar muito sobre aquilo naquele exato momento.

  — Quando ele terá alta?

  — Eu posso afirmar que em breve, mas não há um dia certo. Ainda essa semana, digo. Jisung tem se recuperado muito bem e os efeitos dos remédios foram um sucesso, mas vejamos.. precisamos tê-lo em observação por um tempinho. Por precaução. Veremos o resultado de tudo está noite, se ele se sair bem, pela manhã estará de alta.

   Era o melhor a se fazer, mesmo que a falta já fosse presente. Nesse momento, eu só conseguia pensar o quão é importante o valor de uma presença; pois quando já não a temos, sentimos a dor da saudade corroer o peito.

  — Certo... Ah, obrigado. Muito obrigado mesmo, Chris. Nos vemos por aí. Foi bom revê-lo e saber que conseguiu aquilo que tanto sonhou, fico completamente feliz por isso. Sucesso.

  Me despedi gentilmente de Chan e fui para a minha jornada. Passei a tarde inteira com a Senhora Hee e pela noite, fiquei na companhia do Senhor Myung, — que, por sinal, tinha a fisionomia acabada. Ele parecia mais cansado do que o normal, e eu, como de costume, estava pregando os olhos para mais uma noite em claro. Jisung houvera acordado algumas poucas vezes, apenas para pedir água e também algo para comer, mas havia um tubo que lhe dava alimentos em líquidos, pois não podia comer ainda.

  E pela madrugada, enquanto o Senhor Myung dormia, fiquei ao lado da janela do quarto do mais novo, o observando dormir. Eu não cansava de olhá-lo, apesar de haver tristeza por ambas partes, houvera também a positividade do Sun estar bem e voltando a sua “estabilidade” na saúde. Queria tocar seu rosto mais uma vez e o abraçar de novo, e desta vez, o prender entre meus braços para não deixá-lo ir. Ele é o sentido da minha sobrevivência.

  — Você precisa melhorar, hm? Nós temos muitas coisas legais para fazer ainda. Eu tenho absoluta certeza de que não foi à praia, e se foi, faz um bom tempo que não a visita. Temos que fazer novos piqueniques também, precisamos observar o pôr do sol e ver as estrelas pela madrugada. Eu tenho que te apresentar para os meus amigos e fazer você ter os seus próprios amigos.

  E foi uma longa conversa, o sono não chegava e o dia não clareava nem por um decreto. Estava cada vez mais difícil ficar em pé, vendo Jisung preso em um sono profundo.

  //Pela manhã. ( 08:40. )

  Foram duas noites seguidas sem dormir, por dois únicos motivos; preocupação e medo. Agora, de certa forma, eu conseguia entender os pais de Jisung e o por que de toda aflição. A preocupação vinha pela melhora do garoto e como seria daqui em diante, em questão de saúde. E o medo vinha da perda, dos pensamentos negativos que rondavam minha cabeça. A minha avó sempre dizia; “Aquilo que tenhamos medo de perder, é o que mais nos vale e o que pusemos nosso verdadeiro amor.” E ela esteve certa. Ainda está.

  — Eu pus o verdadeiro amor. E ele é o que mais me vale.

  Pensei alto, essa era a resposta. O amor. Seria tolice não dizer que o amor causa sentimentos dolorosos, sendo eles; o medo, a preocupação, a desilusão, o coração partido e aparentemente o pior de todos eles, a perda. Mas, se isso tudo não acontecesse, não seria amor. Nós, humanos, nos doamos demais, amamos demais, nos entregamos por inteiro sem se importar se vai doer ou não. Talvez, esse fosse o nosso defeito. E não, esse não é o nosso defeito. O nosso coração é tão bom, que fazemos pelos outros o que ninguém fará pela gente. De um lado, isso é ruim. Mas por outro lado, esse é o ato mais admirável em um ser humano; a empatia.

  Sentado na cadeira, ao lado da janela, eu adormeci pelo cansaço e fadiga, mas por ventura, não consegui completar nem sequer uma hora de sono. Alguém acariciava meus fios e isso me despertou aos poucos, a minha visão completamente embaçada pela forte luz contra meu rosto, me impedia de ver certas coisas com clareza. Olhei em volta e me deparei com Jisung, sentado em uma cadeira de rodas, com sua cânula ajeitada certamente em seu nariz. Fechei os olhos novamente e os esfreguei com as pontas de meus dedos, por um momento, me vi sonhando.  

  Quando abri os olhos, Jisung me encarava com um sorriso cativante nos lábios rosados e com seus dentinhos à mostra, como um verdadeiro bebê esquilo. Tão fofo. Meus olhos esbanjavam alívio e lágrimas caíam de felicidade, era tão bom tê-lo perto novamente. Aquela aflição no peito, por fim, houvera ido embora e ele estava alí, bem diante a mim. O abracei com delicadeza e soprei uma risada ao vento, com o coração a mil e as mãos trêmulas. Sun retribuiu o abraço e deitou seu rosto em meu ombro, eu podia ouvir sua respiração funda e cansada. Era triste, mas ele estava bem. E isso que importava.

  E o silêncio se fez presente, mas fora quebrado pelo mais novo, que se acomodou ao pé de meu ouvido e sussurrou;

  — Eu também quero ficar com você para sempre.

  Meu coração disparou de imediato, os pensamentos sumiram em um estalar de dedos e o meu corpo se tremeu em um arrepio. Ele era meu tudo, fato. Nos afastamos assim que seu pai, Myung, trouxera as bolsas para que pudéssemos o levar para casa. Eu me levantei e empurrei a cadeira até a frente do hospital, onde colocaram Jisung em um carro particular e ele seguiu junto de seu pai para casa. Eu fui em seguida, com a minha salvação, a bicicleta.

  — Enfim, estamos indo para casa.


Notas Finais


Desculpem-me pelo cαpı́tulo curto, o próxımo serά mαıs demorαdo e tαmbém mαıs longo. Teremos novos personαgens, que serα̃o ımportαntı́ssımos e αcontecımentos trıstes. Contınue αpoıαndo com seus comentάrıos posıtıvos, sα̃o muıto ımportαnte e ıncentıvαdores pαrα mım. Desde jά, αgrαdeço muıto por tudo.
🐹+🐿️ = 💗


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