História Until Spring - Capítulo 7


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Personagens Originais, Suga
Tags Fantasy!au, Omelas!au, Sugamin, Yoonmin
Visualizações 97
Palavras 2.440
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse feriado prolongado me rendeu uma oneshot nova e esse capítulo para vocês.

Pra início, queria dizer que a fic estará entrando em revisão. Como eu perdi meu roteiro, achei por bem fazer isso agora. Na verdade, toda essa fic será revisada por completo após o fim.

Mas por enquanto irei revisar os capítulos, até mesmo para me atentar ao que já aconteceu e fazer a organização certa na mente.

Provavelmente também revisarei minha oneshot. Então, assim que tiver terminado tudo, avisarei.

NESSE CAPÍTULO...
Diferente dos outros, que desde o início, sempre narram o ponto de vista do Jimin e o dia-a-dia dele, nesse capítulo vamos entender - ou começar a entender - como Yoongi se sente no meio disso tudo, e porquê ele se sente assim - mas isso vocês irão descobrir no decorrer da história, não precisamente nesse capítulo.

Peguem um chocolate quente e venham ler.

Muito obrigado pelos 59 favs, e por acompanharem <3 xoxo!

Capítulo 7 - Chapter VI - Crepúsculo da noite


Ao declínio da noite se encontrava Yoongi, rente à um dos janelões de madeira rústica com vidros arcaicos. O cheiro da comida apimentada já se chegara até a sala. Perdido em seus pensamentos desde à noite passada. 

À noite tépida, diferente das noites anteriores fazia-lhe questionar se a mudança de estação estava próxima. O uso de vestimentas grossas se tornara supérfluo.

A melodia do violino ressaltava-se na música que era soada aos seus ouvidos. Um conflito existencial se formara em sua mente.

O que eu sou? 

O que estive fazendo esse tempo todo?

Em situação alguma poderia acreditar que toda a sua existência era embasada em uma junção de crenças e misticismos, que já haviam definido antes de nascer o seu ser, personalidade, estética e propósito de sua vida.

A curiosidade lhe trouxe ali, e ali lhe deixou. Sem respostas concretas e com a certeza de um talvez, que encontraria - com sorte -, algum dia.

O diálogo com Namjoon havia o deixado mais confuso, assim como das outras vezes. Cada vez que repetira as mesmas palavras, impondo como deveria ser seus passos, concebendo ao outro o porquê de dever agir daquela forma, explicando-lhe o porquê se encontrava em estado mental deplorável; cada vez menos fazia sentido.

Aquelas eram as primeiras vezes, em sua realidade, que se questionara se havia tomado a decisão certa ao vir até Omelas buscando respostas para sua própria vida.

Não mais se conhecia 

Jamais foi um homem de muitos sentimentos vívidos, contudo, como em um passe de mágica seus sentimentos se tornaram acalorados. 

Sentia remorso pelas pessoas, e embora aquele ruivo - que em momento algum deixava seus pensamentos - não lembrasse, ele havia sido a primeira pessoa a tentar chamar uma ambulância quando o viu desfalecer na cafeteria.

Pouco imaginava que era dele que Namjoon falara, se era dele que todos falavam. Simplesmente agiu dessa forma; foi impulsivo. Atitude que não verberava em seu corpo diariamente.

O Min era calculista, não envolvia sentimentos em suas ações, e sua principal busca era a razão. Se existiam crenças e mitos ele pouco lhes dava atenção, pois não acreditava cegamente em algo que não poderia ser paupável. Para si, o verdadeiro tinha de estar diante dos seus olhos, de forma que pudesse comprovar a veracidade.

Cético de crenças de tempos arcanos, acreditava que o passado havia ficado para trás. Acreditava no presente, no que estava vivendo, essa era sua realidade, e somente isso.

Então foi pego no meio de suas incredulidades e trazido impulsivamente por sua curiosidade à uma cidade que poucos acreditavam em sua existência verdadeira. 

Agora que estava ali, sentindo como tudo era distinto do que pensara, e mexia mais consigo do que imaginara; tudo lhe era desconhecido. 

Sentia-se um estrangeiro, e embora de fato fosse, também parecia que algo lhe deixava confortável, como uma moradia de infância.

Nesse ponto o ruivo entra.

Bagunçando ainda mais seus pensamentos e fazendo-lhe querer acreditar nos misticismos de que sempre ouvira falar.

Possivelmente o ruivo não havia percebido como ele também o mirava naquela cafeteria. Em poucos segundos notara seu jeito desajeitado e envergonhado quando fora repreendido pelo mais velho por fitar descaradamente o novato. Sorriu, embora não pudesse ser notado pela máscara que cobria suas feições.

Uma de suas crises, das quais ouviu falar, começara e novamente agiu por impulso, indo até à mesa onde Hoseok já se fazia presente pegando-lhe não braços sem saber ao certo o que estava fazendo. O mais velho de cabelos alaranjados corria atrás de si questionando o que diabos ele pensava que estava fazendo.

Mas nem ele sabia 

Guardou suas passadas rápidas vendo os outros atrás de si assustados por o ter tirado subitamente de perto deles. Respirou fundo e fechou os olhos pedindo para Hoseok ligar para a ambulância, e ele o fez. 

Foram impedidos pelo acastanhado que já em prantos pronunciava, que se o ele queria ajudar, apenas o levassem para casa.

Quis reclamar, afinal, ele estava desmaiado em seus braços. Para ele, não era tão simples assim. Como se duas horas de descanso fossem ser o suficiente para que recobrasse suas forças, retornando a abrir os olhos. 

Contra sua vontade, seguiu até seu carro ajeitando apropriadamente o corpo do ruivo - que sequer sabia o nome  - no banco de seu carro. 

Hoseok ainda lhe fitava assustado pro suas ações, sem entender seus motivos. Caiu em si quando lembrou-se de cada palavra proferida pelo conselho antes de chegarem a Omelas.

Entretanto, diferente de Namjoon que era preocupado em demasia, Hoseok não achava a situação problemática. Pelo contrário, para si, como alguém que acompanhara Yoongi na maior parte de sua vida, era algo bom.

Após o imprevisto na cafeteria, Hoseok passou a estar sempre perto de Jimin para averiguar a situação do mais novo, uma vez que já havia cursado medicina após tentativas falhas na Arte cênica - e embora houvesse desistido quando faltava dois períodos -, a extensão de seus conhecimentos não eram completas, porém sabia muito; isso deixava Yoongi aliviado.

De alguma forma sentia como se quisesse protege-lo, mas a medida que sentia essas coisas - novas para si -, crescerem, a proporção de raiva por si mesmo aumentava igualmente. Nos dias seguintes, suas manhãs e tardes se resumiam em pensar "por qual motivo agi daquela forma? Era apenas um garoto qualquer", nunca encontrando explicações plausíveis, com excessão daquelas que julgava nunca acreditar.

Essa proteção excessiva que queria dar ao ruivo, sentindo remorso do mesmo naquelas noites que Hoseok chegava em casa contando algo mais que descobrira sobre a vida dele.

Inacreditável demais para si, para que pudesse admitir em voz alta que achou corajosa demais a maneira que chegou até ele na biblioteca, forçando um assunto mesmo quando ele estava expulsando-lhe.

Ele também era acalorado

Sentia isso. Sua aura vívida poderiam ser paupáveis de tão nítidas que era para si. O viu dizer que leu o livro que estava nas mãos, e quis sentar para conversar sobre ele, sendo a terceira ou quarta vez que refazia a leitura do mesmo. 

Mesmo quando o chamou para ir à igreja. E embora odiasse religião - porque odiava o que impunham com ela -, ainda assim, pensou em deixar sua opinião de lado e o seguir, pois mesmo sem o conhecer, achava-o interessante. Era alguém em quem poderia apostar de olhos vendados, tão raro quanto um trevo de quatro folhas. Raro pois conseguiu despertar sentimentos bons nele, embora nem mesmo o conhecesse. 

Ele era raro 

Questionava-se se deveria desprender um tempo de suas incredulidades, colocar por terra a guarda de seus muros e deixar que Jimin se aproximasse, pois queria saber mais dele.

Não era como estivesse apaixonado platonicamente por alguém, mas sim fascinado por a pessoa que ele poderia ser.

Como Hoseok lhe falara, não imaginava alguém como ele - mesmo aparentando ser tão frágil - cuidar do acastanhado, mais novo que ele, a vida toda desde o orfanato, mesmo que naquele tempo suas crises já fossem constantes. Não imaginava ver como ele conseguia sair na rua sorrindo alegremente com os outros quando as pessoas o julgavam somente com olhares. 

E agora seu desejo de proteger ele se tornava nulo, pois, por si só, ele já o fazia.

Desejava sentar novamente naquele banco e abrir espaço para que ele pudesse falar sobre suas teorias do universo. Dar algumas boas risadas, mesmo que não houvesse arrancado nenhuma de si quando estavam a sós. Yoongi só sentia isso perto de Hoseok. Ainda assim com o alaranjado foram anos até que pudesse ganhá-lo como um fiel amigo. 

E Jimin...

Não sabia ao certo o ele fez. Mas era como se tivesse derrubado suas barreiras em um ataque às cegas. O sentimento de estranheza e curiosidade o invadiam cada vez mais, a qualquer momento certamente o enlouqueceria.

Levou seu corpo até o outro lado da sala onde estavam as poltronas, sofás e alguns objetos sobre as bancadas que Hoseok espalhara pela casa dando o ar de aconchego. 

— Aconteceu algo? - questionou Hoseok recebendo como resposta um olhar que entregara mais que palavras. 

Hoseok poderia saber mais que si mesmo. Entender mais que o próprio, o que se passara em sua cabeça, pois acompanhando de longe conseguia ver todas as ações e reações, sentimentos e problemáticas que surgiam gradativamente, o deixando mais confuso.

O Min não respondeu, após a indagação sua mente foi tomada pelos eventos da manhã. 

Encontrou Hyojong ainda cedo nos corredores entre as salas. Estranhamente um sentimento mínimo de aversão sem explicação alguma se instalou em si. Acreditava, que igualmente a ele, o outro obtinha tais sentimentos por sua pessoa, uma vez que observara seus olhares até si enquanto conversava com Jimin.

O loiro foi o primeiro a quebrar o silêncio, se manifestando ao perguntar sobre Jimin. Foi forçado a contar-lhe o acontecido, ainda que não entrando em detalhes. O diálogo entre os dois fora curto, em poucos segundos o Min se pronunciou, ao afirmar achar por bem não revisar as tarefas, apenas entregar sua decisão e começarem. Afinal, não iriam esperar Jimin para descarregar ainda mais responsabilidades em suas costas.

Oposto ao que esperava, Hyojong obtinha uma aura semelhante à de Jimin. Embora, perto do ruivo, fosse totalmente ofuscado. 

O próprio se prontificou a levá-lo até o orfanato, que pela sua primeira vez visitara. A princípio não soube o que fazer, receberam instruções para ficar apenas com crianças entre doze meses e dois anos.

Foram ensinados a como colocá-los para dormir, como fazer para anima-los e alimentá-los. Em poucos instantes. após o início de seu primeiro dia no ambiente Hyojong já estava sentado na sala de brinquedos com um dos mais novos no colo fazendo-o sorrir por apenas estar jogando uma bolinha de pelúcia para cima.

Acreditara que seria impossível, para si, fazer qualquer um daqueles pequenos sorrirem. Queria gastar seus dias rapidamente e sair do ambiente. Sentia-se tolo por agir daquela forma, eram somente crianças.

Se assentou no meio do quartinho pequeno e passou a observar como o loiro cuidava daquelas crianças, de fato, estava familiarizado.

Talvez se Jimin estivesse ali, pudesse o ajudar a tentar chegar perto de alguma delas, pois sentia os pequenos olharem assustados.

Um dos maiores entre eles, estava perto de seu berço, tentando agarrar-se a madeira para se levantar. Ao ver foi até ele para poder ajudá-lo e não deixá-lo cair. O pequeno o olhara com estranheza quando o viu pegando seu corpo e deixou-se cair sobre a almofada grande e cheia ao invés de ser ajudado.

Um garotinho orgulhoso

Yoongi continuava tentando fazê-lo sair perto do berço, mas sempre que virava-se as costas ele estava novamente tentando erguer-se, mesmo que já soubesse andar - ainda que em passadas desajeitadas.

Quando voltara a olhar estava novamente sentando ao chão de cabeça baixa, quando dava-lhe as costas ele repetia o ato novamente, e assim foi por seguidas vezes.

Do outro lado da sala, Hyojong assistia tudo com exclusividade enquanto ria dos dois.

Yoongi se afastou em tentativas falhas de conquistar algum deles. Voltando até o primeiro, apenas quando o bebê cansou de tentar levantar-se, vencido pela fadiga em seus curtos bracinhos, Yoongi lhe pegou contra sua vontade para tentar alimentá-lo, pois havia sido o único que restara. 

Hyojong que já colocava o seu terceiro dos mais novos para dormir aproximou-se de seu corpo.

— Tente sorrir, talvez ajude... - aconselhou, enquanto balançava o bebê nos braços.

— Não sou bom com isso - foi sincero, o mais novo estava em seus braços e agora já tomava seu leite calmamente.

— Faça do seu jeito, um hora eles virão até você - terminou a fala se afastando. 

Yoongi pouco acreditava naquelas palavras, a verdade é que eles nunca viriam até si. Mesmo que tivessem que passar um ano juntamente à ele, isso nunca aconteceria, pois é exatamente isso que ele fazia com as pessoas; as afastava.

Ainda assim, terminou de alimentá-lo e por sorte o sono apoderou-se do bebê energético. Hyojong sorriu.

Quando todos já haviam sido colocados de volta em seus berços, seu horário havia acabado por aquele dia. As roupas do loiro estavam repuxadas, por os bebês estarem sempre próximos a seu corpo querendo sua atenção, enquanto as de Yoongi continuavam intactas.

— Jimin adoraria estar aqui - o loiro pronunciou, apagando as luzes para que eles pudessem descansar.

— Parece ser algo que ele gostaria - respondeu, deitando-se sobre os colchonetes para que pudessem descansar antes de partirem de volta.

Yoongi puxou seu colchonete até o lado de uma das bancas de brinquedo, para que seu rosto ficasse após elas, impedindo que a claridade chegasse até seus olhos. Enquanto o loiro continuou no meio do quartinho, apenas se virando para que o sol não o incomodasse. 

— Por que o tratou daquele jeito ontem? - ouviu o questionamento e não teve palavras para rebater. Sequer ele sabia o motivo. Apenas agira assim, porque não deveria aproximar-se muito dele. Tinha que mantê-lo longe.

— Não aja daquela forma. Se não quer conversar, deixe claro. Jimin não costuma ir atrás das pessoas, você deve ser importante para que ele se submeta àquela situação... - atentou-se as palavras que eram proferidas - ele não é alguém como os outros.

As palavras foram jogadas para si, e ele ouviu-as atentamente. Permaneceu em silêncio, não tinha como justificar ou defender-se. 

Após descansarem, acordaram já no meio da tarde e se encaminharam até suas casas.

Já era noite e continuava a pensar naquelas palavras, "deve ser importante para ele". Não fazia ideia de porque ele havia colocado isso daquela forma. Nada em si era algo que fosse trazer atenções boas, pois não tinha nada de especial. Uma suposição boba, somente isso.

— É sobre ele? - Hoseok perguntara, fazendo lembrar-se que ainda se encontrava no estado em qual o viu pela última vez, e agora estava receoso sobre aquilo.

O ruivo parecia uma boa pessoa, de bons gostos, uma personalidade exuberante e aura refulgente. Ele já havia conseguido sua atenção desde o primeiro momento que olhou seus olhos sem temor.

Queria conhecê-lo, embora a ideia de tê-lo reconhecido ainda o deixasse assustado. Já havia ultrapassados os limites impostos desde que decidiu vir até Omelas descobrir o significado se sua própria existência. Dar um passo à frente, não seria nada comparado ao que já fez.

Queria vê-lo, perguntar sobre si. Prometeu que no momento que o visse abrir os olhos, deixaria que ele fizesse todas as perguntas que gostaria, pois agora o medo lhe tomava.

— O que irá fazer? - Indagou Hoseok, parando em frente à si.

Olhou em volta por exatamente um segundo, observando a expressão temerosa do mais novo. 

— Eu? - levantou-se da poltrona ficando a frente do mais novo - Eu vou até ele.


Notas Finais


Espero trazer rapidamente o próximo capítulo!

Promessa é dívida, finalmente trouxe a nova oneshot: https://spiritfanfics.com/historia/au-revoir-10933085

Obrigado por lerem...
Até a próxima att.

△ (@/bysujii)


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