História Until The End - (Intersexual - CamilaG!P) - Capítulo 25


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Brigas, Camilacabello, Camilag!p, Camren, Dinheiro, Fortuna, Laurenjauregui, Lucyvives, Norminah, Romance, Vercy
Visualizações 122
Palavras 1.673
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Harem, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 25 - Casamento


Fanfic / Fanfiction Until The End - (Intersexual - CamilaG!P) - Capítulo 25 - Casamento

Anteriormente:

Se sentiu paralisada ao ver que Camila vinha vindo pelo passeio. Seus passos não eram firmes e rápidos como sempre, mas lentos, pesados, como se não tivesse dormido também. O sol, logo acima da linha do horizonte, recortava o perfil dela, realçando suas pernas vestidas de calças justas, o peito debaixo do suéter branco de gola alta.

Aquelas ombros que eram sempre retos, a cabeça que era sempre empinada, estavam caídos. De mãos enfiadas nos bolsos e olhos baixos, como se procurasse alguma coisa no chão à medida que andava, ela avançava.

Algum poder secreto que nem ela mesma sabia que possuía deve ter emanado até ela, fazendo Camila levantar a cabeça e olhar para ela. A passagem da noite parecia não ter trazido nenhum perdão ao coração de Camila. E o nascer de um novo dia trazia a ela tanta alegria quanto a ela. Isto é, nenhuma. E no entanto era um dia especial. Elas iam viajar de volta, juntas e, dentro de pouco tempo, seriam esposa e mulher.

Atualmente:

Era cômico, pensou Lauren amargamente, lutando para controlar as lágrimas, aliviada de ela não poder ver àquela distância o que se passava em seu coração. Dentro de poucos dias ela estaria portando o nome dela, usando sua aliança... e ali estavam agora, se olhando não só como estranhas, mas como inimigas mesmo.

Lentamente ela se levantou e suas pernas a levaram para longe dos olhos dela, degraus abaixo, para o apartamento.

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A viagem estava terminada. Tinham descido do avião para pisar o solo britânico. A passagem pela alfândega havia sido rápida.

Enquanto Camila foi pegar o táxi, Lauren aproveitou para telefonar a Verônica, contando que já havia chegado.

— Mas pode ser que ainda demore um pouco — disse.

— Não tem importância — respondeu a amiga — eu espero. Mamãe é que acho que já vai dormir.

Durante o trajeto, olhando as formas escuras das casas que ladeavam a rua com trânsito congestionado, Lauren não conseguia deixar de desejar estar de novo naquela lugar ensolarado, onde a mulher a seu lado não era a estranha em que tinha se tornado desde a briga da noite anterior.

Camila se manteve em silêncio o tempo todo. De vez em quando falava alguma coisa breve, demonstrando com suas perguntas que estava preocupada com os acontecimentos dos dias seguintes.

— Você vai entrar em contato com seus parentes? — ela perguntou.

— Não tenho parentes. Pelo menos nenhum tão próximo que deva ser comunicado sobre o meu casamento.

— E seus pais? —, ela parecia surpresa.

— Meu pai morreu faz alguns anos — Lauren contou. — Ele era vinte anos mais velho que minha mãe. E depois que morreu, acho que minha mãe perdeu todo o interesse pela vida. Ficou muito doente e, assim, menos de dois anos depois...

— Entendo — Camila interrompeu, percebendo a dor que Lauren sentia ao falar dos pais mortos. Depois de um longo silêncio tornou a falar. — Vou passar a noite no meu apartamento aqui em Londres, em vez de ir para a casa em Somerset. Vou providenciar a licença de casamento amanhã e marcar a data.

Lauren notou, com tristeza, que ela não dissera “nosso” casamento.

— Daqui a quatro dias está bem para você? Seria... terça-feira. Logo em seguida pode entrar em contato com seus advogados, para entrar na posse do dinheiro do testamento de seu avô. Quer que eu a ajude?

Camila falava tão desinteressadamente dos negócios dela como se fosse uma estranha a quem ela havia pedido conselhos.

— Não, obrigada — respondeu, tentando ser firme. Mas a longa viagem, a noite de insônia e a tensão que sentia pelos próximos dias pairavam sobre ela, fazendo sua voz falhar e soar chorosa.

Virou o rosto para a janela, mas o braço de Camila pousou em sua cintura, fazendo ligeira pressão. Lauren se virou para ela pronta para resistir, mas Camila tocou o ombro. Era um gesto convidativo e, cansada de brigar, cansada de ter de controlar tudo o que sentia pela mulher a seu lado, ela deixou pender a cabeça e repousou no lugar que ela havia indicado.

Ao despertar, o táxi tinha parado. Ainda tonta de sono, reconheceu a casa de Verônica. O chofer esperava, com ar de que seria surdo e cego para tudo que visse.

— Amanhã — disse Camila, retirando o braço e endireitando o ombro — telefono para você. Por volta das dez, está bem?

Lauren fez que sim com a cabeça. Era como se estivesse marcando um encontro de negócios.

— Desculpe — ela disse sem jeito — por ter usado seu ombro como travesseiro. Deve ter sido cansativo para você.

— É. Cansativo — Camila disse, esticando os braços e flexionando o ombro.

Lauren se sentiu indignada, mas imediatamente se lembrou de que ela também devia ter passado a noite em claro. Que outra razão poderia haver para ela estar caminhando pelo passeio em Malta ao alvorecer?

— Que devo fazer — Lauren perguntou — se precisar entrar em contato com você?

Camila pegou um caderninho do bolso e rabiscou seu endereço. Entregou a ela o pedaço de papel.

— Poderia ter autografado para mim — Lauren disse, numa tentativa de sarcasmo.

Na luz mortiça do táxi viu os olhos dela brilharem. Camila pegou de volta o papelzinho e escreveu no pedaço em branco: “Camila Cabello, com afeição e votos sinceros de felicidade para seu futuro”.

Meu futuro, Lauren pensou, como se ela não fizesse parte disso.

— Não me deixe esquecer de lhe dar depois um livro autografado — disse, ao perceber o ar de indignação no rosto dela.

Não esperou resposta. Desceu, deu a volta ao carro e abriu a porta para Lauren. Por alguns momentos a encarou, primeiro com alguma expectativa, depois com raiva. Estava pedindo, sem palavras, que ela a beijasse na despedida. Mas tinha sido em vão.

Os dias seguintes foram cheios de atividade. E isso era bom, porque a impedia de pensar no que estava a ponto de fazer, se estava agindo certo, se era justo...

Dinah havia recebido com enorme animação, mas sua felicidade durou pouco, pois ela contou que estava para se casar.

— Só para liberar aquele dinheiro? — Dinah perguntou, perplexa. — Mas por quê? Você não é nenhuma mendiga. Tem um bom emprego. Essa condição do testamento é uma idiotice. Não sei o que é que seu avô tinha na cabeça. Você ama essa pessoa com quem vai se casar?

— Amo, Dinah, amo, sim. As coisas aconteceram assim. Não posso fazer nada.

Dinah não ficou muito satisfeita com a resposta, mas deu de ombros. Tinha recebido a notícia mais resignadamente do que ela esperava, considerando o número de vezes que tinha dito que a amava.

Verônica já tinha contado a Lauren que, durante sua ausência, tinha ido várias vezes à casa de Dinah, para ajudá-la.

— Não tenho tanto jeito com as crianças quanto você — contou Verônica —, mas elas parecem gostar de mim e de vez em quando faziam o que eu mandava.

— Muito bem — Lauren suspirou —, as coisas logo estarão mais tranquilas para Dinah. Meu dinheiro vai proporcionar a ela o que precisa. Uma boa empregada e até uma casa maior, se ela quiser.

— Você contou para ela? — perguntou Verônica, preocupada enquanto se preparavam para dormir. — Tem certeza de que ela vai aceitar o dinheiro? Ela é muito orgulhosa.

— Pode ser, Verônica, mas acho que será suficientemente razoável para entender que o dinheiro não é só para ela, mas para os irmãos também. Ajudá-la significa ajudar a todos.

— O que eu queria mesmo — disse Verônica — é que o padrasto dela voltasse e assumisse pelo menos parte da responsabilidade da família.

— Duvido que Dinah o deixasse levar o menor Kevin, mesmo que o padrasto entrasse com uma ação judicial. E se isso acontecesse, o meu dinheiro estaria dando a Dinah a possibilidade de se defender na justiça também. É incrível o que o dinheiro pode fazer.

Pode até mesmo me forçar a casar com a mulher que mais amo no mundo e que, decididamente, nunca me amará! Esse pensamento a deprimiu profundamente.

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A cerimônia terminou e tiveram, logo em seguida, um pequeno coquetel no salão de um hotel, providenciado por Camila. Depois dos brindes e discursos usuais, os convidados foram se retirando e ficaram apenas Verônica e a mãe.

— Então aconteceu de verdade — disse Verônica, abraçando carinhosamente a amiga. — Você é mulher de Camila Cabello.

A Sra. Iglesias a cumprimentou e esperou que Verônica terminasse de beijar Camila nas duas faces para cumprimentá-la também.

— Espero que não se importe de tratarmos com tanta intimidade a grande amiga de tia Delia — disse a Sra. Iglesias, apertando calorosamente a mão dela. — Mal posso esperar a hora de escrever para ela, contando que a Sra. Cabello se casou com a melhor amiga de Verônica. Vamos sentir sua falta em casa, Lauren querida, mas tenho certeza de que não vai esquecer suas amigas e virá nos visitar sempre, não é?

— Oh, mas eu... — incerta, Lauren olhou da mãe para a filha. Tinha dito a Verônica que talvez continuasse a morar com elas logo depois do casamento, e achara que Verônica tinha contado à mãe — Sra. Iglesias, eu acho que vou...

— Acho que é natural — interrompeu Camila, falando para a Sra. Iglesias — que uma esposa queira levar sua mulher para casa depois do casamento. Nem que seja seu simples apartamento em Londres, mesmo.

Perplexa, Lauren se voltou para sua agora esposa. Como poderia viver com ela e não... O que é que ela tinha em mente? Lauren sentiu o rosto avermelhar de indignação.

— Você está muito bonita, meu bem — disse a Sra. Iglesias, achando que ela estava corada de felicidade. — Mas toda noiva é sempre linda no dia do casamento, não é mesmo? Vamos, Verônica. Chegou a hora de deixarmos as pombinhas sossegadas.

Se fez um pesado silêncio quando as duas saíram. Lauren levantou os olhos para Camila. Aquela ar perdido que ela sabia estar em seu rosto não haveria de passar desapercebido para ela, mas não tinha como disfarçar o fato de que agora estava à mercê dela. Camila olhou para Lauren pensativamente e o pessoal do hotel começou a entrar no salão, para limpar as mesas e arrumar tudo.

— Vamos.



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