História Until The End (Imagine Jin-Seokjin) - Capítulo 27


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Adaptação, Bts, Imagine Jin, Imagine Seokjin, Myskycolor
Visualizações 308
Palavras 7.611
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 27 - Retorno.


Fanfic / Fanfiction Until The End (Imagine Jin-Seokjin) - Capítulo 27 - Retorno.

(Uma semana depois)

(S/N POV)


Eu acordei me sentindo fraca e um pouco zonza. A sensação de enjoo começava a se fazer presente e por conta disso eu me levantei devagar. Fui em direção ao banheiro e assim que cheguei ao mesmo comecei a vomitar. O gosto amargo na minha boca me enjoava cada vez mais. Assim que terminei dei descarga e fui em direção a pia, limpar a boca e fazer minha higiene matinal. Olhei meu reflexo no espelho assustei-me com minha própria imagem. Eu estava com a aparência abatida e com olheiras por conta da minha falta de sono.

Desviei meu olhar e me foquei em apenas escovar os dentes. Assim que terminei tomei um banho rápido e saí do banheiro. Escolhi uma roupa confortável. Comecei a me vestir sem muito animo quando comecei a sentir meu estômago embrulhar novamente. Fechei os olhos e respirei fundo. Eu tinha que tentar controlar esses enjoos.

- Você está bem? – a voz da Anaecoou de repente me assustando um pouco. Eu neguei devagar com a cabeça. – Os enjoos não sessaram por nenhum momento? – ela me perguntou.

- Não. – respondi baixo. Já faz alguns dias que eu não conseguia dormir direito por conta do meu mal estar, e também não me alimento adequadamente pelo fato de nada para no meu estômago por conta dos enjoos. Estava tudo se tornando difícil.

- A falta da presença do Seokjin realmente está te afetando bastante. – ela falou se aproximando de mim. – O lado bom é que a partir de hoje isso vai mudar. – ela falou tentando ser positivo. Eu o encarei triste. Eu voltaria pra casa hoje e ainda sentia um pouco de magoa do Seokjin apesar de todo o esforço do alfa para me fazer esquecer esse sentimento ruim.



(Flashback On)

(Sábado passado)

Hoje começava a semana de prazo que o Yoongi havia me proporcionado para que eu pensasse e tentasse deixar um pouco da minha magoa de lado e aceitasse a ideia de ir voltar a morar com o Seokjin. Eu tinha vários pensamentos misturados e a maioria deles era sobre contar ao alfa sobre o filho e sobre as possíveis reações que ele teria. Em meio a esse momento eu escutei meu celular tocar e a musica que vinha do mesmo fez meu coração apertar. O toque era o Seokjin cantando na apresentação do festival e isso indicava que era o próprio alfa me ligando.

Eu peguei o celular, mas não atendi. Deixei tocar até o final enquanto eu encarava a tela. Depois de alguns segundos que a ligação se deu como perdida o aparelho em minha mão vibrou anunciando que uma mensagem havia chegado. Eu respirei profundamente e fui ler a mesma.

Seokjin: S/N eu li o seu diário. – Era o que dizia a mensagem. Meu coração voltou a doer. Logo em seguida outra mensagem foi enviada.

Seokjin: S/N, por favor, me perdoa, eu fui um idiota. – Ler aquilo fez meus olhos lacrimejarem.

Seokjin: Volta pra casa, vamos conversar. – Eu apenas olhava para tela.

Seokjin: S/N eu estou vendo que está visualizando as mensagens, por favor, responde, ou eu ligo novamente e ai a gente conversar.

S/N: Não. – Eu respondi rápido.

Seokjin: Por quê? – ele perguntou

S/N: Eu tenho uma semana antes de voltar pra casa. Então, por favor, me dê essa semana sozinha e em paz. – eu pedi.

Seokjin: Você não vai mudar de ideia não é mesmo? Você realmente vai voltar não é? – ele perguntou.

S/N: Eu vou voltar. – foi minha única resposta.

Seokjin: Tudo bem então. Eu te amo. – foi a última mensagem, já que eu não o respondi.

Depois disso eu resolvi ir tomar um banho. Entrei no banheiro já sem roupa e liguei o chuveiro colocando a água em uma temperatura morna. Enquanto a água caia sobre meu corpo as mensagens que Seokjin me enviou ficavam tomando conta dos meus pensamentos. Tomei um banho demorado e sai do banheiro. Arrumei-me rapidamente e suspirei, pensei em passar um dos meus perfumes, mas os mesmo estavam me enjoando. Peguei o único perfume que não me causava enjoo, o meu preferido, o que eu havia pegado do quarto do Seokjin e o passei.

Saí do quarto e fui em direção a sala. Ana Júlia estava na cozinha fazendo o almoço. Sentei-me em um banco próximo ao balcão e fiquei observando a ômega. De repente Ana Júlia, que estava um pouco perto de mim, fez uma expressão assustada e confusa.

- O que foi? – perguntei.

- Eu senti o cheiro do Seokjin. – ela disse parecendo surpresa. Eu o olhei de forma culpada e a ômega se aproximou de mim e passou o nariz levemente pelo meu pescoço. –Você está usando o perfume do Seokjin? – ela perguntou com uma das sobrancelhas levantadas. – Você pegou quando foi no quarto dele quanto pegamos suas coisas? – ela perguntou divertida.

- Os meus perfumes estão me enjoando por isso eu peguei. – respondi simples.

- Mas quando fomos ao seu apartamento você ainda não estava enjoada. – ela disse me encarando sugestiva.

- Eu gosto do cheiro dele. – eu disse manhosa.

- Do perfume ou do Seokjin? – ela me perguntou.

- Dos dois. – eu falei abaixando a cabeça.

- Você sente falta dele não é mesmo? – minha amiga me perguntou.

- Sinto, mas também ainda sinto muita magoa. – eu respondi sincera. – Ele me mandou algumas mensagens dizendo que havia lido meu diário e pediu para que eu o perdoasse. – falei por fim.

- Yoongi deve ter pedido para o Jimin mostrar seu diário a ele. – Ana disse calma. – Isso quer dizer que então ele finalmente sabe a verdade. – disse por fim.

- Não toda. – eu falei pegando na minha barriga. – Se ele soubesse do bebê com certeza teria dito algo. – eu falei encarando o nada. – Eu fico imaginando o momento em que ele descobrir e a maioria dos meus pensamentos são reações ruins. – eu falei frustrada por fim.

- Você ainda sente medo dele negar a criança? – ela me perguntou e eu acenei positivamente. – Eu acho que ele vai amar a noticia. – ela falou otimista e eu sorri com isso. O restante do dia foi feito com bastante conversar e nenhum sinal do Seokjin. Talvez ele tenha percebido que eu precisava de um pouco de espaço.

(Domingo passado)

Eu acordei de manhã cedo por conta do meu enjoo. A cada dia que passava parecia que os mesmo iam piorando cada vez mais. Fui ao banheiro e depois de fazer o que eu precisava eu fiz minha higiene matinal. Depois disso me dirigi até a cozinha. Ana Júlia estava preparando nosso café da manhã e eu fui ajudá-la.

Enquanto estávamos preparando tudo ouvimos o som da campainha soar e como eu era a mais próxima da porta fui atendê-la. Assim que abria a mesma vi que se tratava de uma mulher bonita que vestia um uniforme de uma floricultura próxima do apartamento e ela carregava consigo um lindo buquê de lírios brancos. Ela o entregou pra mim com um sorriso gentil e se retirou. Eu fechei a porta e me virei na direção da Ana Júlia, a ômega me olhou surpresa.

- Acho que o Yoongi acordou romântico. – eu falei carinhosa. – Acabaram de entregar aqui. – eu disse por fim. Ana veio em minha direção e pegou o buquê da minha mão.

- O Yoongi nunca fez algo assim. – ela falou encantada. – Será que é por causa da nossa excelente comemoração ou... – ela não terminou de falar ao que lia o cartão que veio acompanhado do buquê. Sua expressão se tornou frustrada e ela me encarou. – Não é pra mim. – disse me devolvendo as flores e o cartão. Eu a olhei confusa e li o que tinha escrito no cartão.

- “S/N!!!”. – eu falei cética. – Que tipo de cartão é esse onde só tem meu nome? – perguntei. – É assim que ele pretende se desculpar? Me chamando? – perguntei incrédula.

- Pelo menos você ganha flores. – Ana Júlia disse com a expressão emburrada. – Deixa eu colocar elas em um vaso. – disse por fim pegando o buquê e o levando.

Eu voltei a cozinha e não demorou muito para a ômega voltar e me ajudar. Nós terminamos de fazer nosso café da manhã e o comemos. Depois fomos em direção ao sofá e ficamos vendo algo qualquer na televisão. Cerca de uma hora se passou quando a campainha soou novamente. Ana Júlia foi atender e a mesma mulher estava na porta com um buquê diferente. Eram camélias. Ana Júlia me entregou o buquê imediatamente.

- Tenho certeza que não são pra mim. – a ômega disse sentando-se ao meu lado.

- “Eu fui um idiota...”. – eu li.

- “S/N eu fui um idiota” ele está montando uma frase. – Ana disse colocando um cartão ao lado do outro. – Isso é tão romântico – ela disse encantado. – Yoongi é um coração de pedra. – disse cética voltando a ficar emburrada e eu ri com isso. – Como tem a reticencias, nós devemos esperar por mais? – ela perguntou e dei de ombros não sabendo se a resposta era sim ou não.

Nós ficamos esperando durante algum tempo quando a campainha tocou novamente. Eu respirei fundo e fui atender a porta. Assim que fiz vi a moça sorrindo em minha direção com um lindo buquê de flores roxas.

- Me desculpa. – eu falei corando pegando o buquê de suas mãos. Ela estava indo de hora em hora me entregar algo.

- Não se preocupe. – ela respondeu gentil logo depois se retirou.

- O que esse cartão diz? – Ana perguntou assim que eu fechei a porta.

- “Por favor, me perdoa...” – eu li.

- “S/N eu fui um idiota, por favor, me perdoa.” Ele realmente quer se desculpar. – Ana Júlia disse sorrindo e eu apenas suspirei.

As horas foram se passando e com isso mais dois buquês chegaram. Um com flores amarelas e um cartão escrito “Volta pra casa” e outro com flores azuis acompanhadas de um cartão escrito “Volta pra mim”. Ana havia colocado todos os cartões organizados em cima da mesa de centro e nós dois os encarávamos. De repente a ouvimos a campainha soar mais uma vez e meu amigo foi atender a porta. Eu não tinha mais coragem de encarar a pobre mulher. Dessa vez a ômega, ao invés de entrar com um buquê de flores, entrou com uma cesta cheia de pétalas, bombons e minhas guloseimas favoritas, acompanhada de um cartão em formato de coração.

- “Eu te amo!” – eu li o que havia escrito no cartão. Uma mistura de sentimentos se fez presente em mim.

- “S/N eu fui um idiota, por favor, me perdoa, volta pra casa, volta pra mim. Eu te amo” essa é a mensagem dele pra você. – Ana falou encantada. Quando eu ia responder ouvimos alguém bater na porta. Por não ser a campainha presumi que não era a entregadora.

Eu me levantei e fui atender a mesma, mas assim que abri não havia ninguém no corredor apenas uma linda rosa vermelha no chão em frente à porta. Eu me abaixei e a peguei e me dei conta de quem havia a deixado ali. Olhei para os lados, mas não vi o Seokjin. Entrei no apartamento de fechei a porta.

- Outro? – Ana perguntou. – Sem cartão? – perguntou novamente.

- Tenho certeza que foi o Jungkook que deixou aqui. – eu falei simples. Nesse momento meu celular tocou anunciando que eu havia acabado de receber uma mensagem. Fui em direção ao aparelho e o peguei e pude ver que se tratava do Seokjin.

Seokjin: Realmente espero que tenha gostado. – era a única coisa escrita. Eu suspirei pesadamente. Mostrei a mensagem a Ana e a ômega sorriu terno.

- Ele está de esforçando. – Juh disse simples me encarando.

- Ele tem que me dar espaço para pensar. – eu falei. Juh sorriu compreensiva e não disse mais nada.

Durante todo o restante do dia eu e a ômega comemos os doces que vieram na cesta e resolvemos guardar um pouco para dividir com o Jimin e a Sooyoung no dia seguinte. Seokjin não enviou mais nenhuma mensagem ou presente e isso me deixou aliviada.

(Terça-feira passada)

Eu estava na faculdade em meio a uma aula totalmente tediosa. Nós estávamos sentados em duplas e com isso Jimin ficou ao meu lado, mas o alfa estava com a cabeça baixa e provavelmente dormindo. A professora falava sobre a historia da vida de algum mestre da musica e a turma não podia estar mais desinteressada e entediada. De repente alguém bateu na porta a interrompendo. Vimos a mulher ir calmamente até a mesma a abrindo e conversando com alguém.

- S/N. – ela me chamou. – Tem algo para você aqui. – ela disse simples. Eu me levantei rapidamente e fui até a porta. Havia um cara com um coelho de pelúcia cinza de tamanho médio embrulhado em um saco transparente e com um cartão. Eu sorri gentil e o peguei. – Agora pode voltar ao seu lugar. – a professora falou gentil por fim e eu fiz o que ela havia dito.

- Alguém tem um admirador? – Jimin perguntou assim que me sentei ao seu lado. O alfa estava com o rosto inchado o que comprovava que ele realmente estava dormindo.

- Tenho e ele se chama Seokjin. – eu falei emburrada. Seokjin realmente estava me pressionando. Abri o cartão preso no embrulho e comecei a lê-lo. – “Tudo que eu disse a você era mentira e por conta disso agora nós estamos longe um do outro, então eu estou te dando esse bichinho para te fazer companhia durante seu dia e para que você durma abraçado durante a noite”. – eu li um pouco alto para que apenas Jimin escutasse e vi o alfa sorri. Tirei o coelhinho do embrulho e com isso senti o cheiro do perfume do Seokjin. Aproximei meu nariz do bichinho e notei que o alfa havia borrifado perfume nele. – Tem o cheiro do Seokjin. – eu falei simples.

- Que fofo. – Jimin disse divertido e eu o fuzilei com os olhos. – Que nome você vai dar a ele? – perguntou apontando para o coelho. Eu fiquei encarando a criaturinha no meu colo em busca de um nome até que me veio algo na cabeça.

- Seokidiota. – eu disse satisfeita. Jimin se seguro para não começar a rir escandalosamente.

- Por que eu tenho a impressão de que futuramente ele vai se chamar só Seok? – Jimin perguntou com uma das sobrancelhas levantas.

- Seokidiota será o eterno nome dele. – eu disse convencida por fim.

O tempo de aula acabou e Jimin e eu saímos da sala e fomos em direção ao pátio da escola para nos encontrar com Ana Juh e Sooyoung. Quando as duas ômegas viram o coelho em minhas mãos perguntaram do que se tratava e eu expliquei. Eu tive que aturar o restante da faculdade com os três fazendo piadas em relação a isso até eu chegar na casa da Ana Júlia. Eu resolvi colocar o coelhinho na cama onde eu estava dormindo.

(Quinta-feira passada)

Eu estava andando nos corredores da faculdade rumo ao meu armário para pegar algumas coisas e ir embora. Os rapazes estavam me fazendo companhia e conversavam animadamente. Hoje foi nossa primeira aula dos cursos extras e realmente foi melhor do que esperávamos. Teatro realmente era algo interessante e Ana e eu estávamos definitivamente apaixonadas por isso.

Assim que cheguei ao meu armário e abri o mesmo eu me surpreendi como o que havia ali dentro. Uma caixa de bombom em formato de coração e um cartão. Eu não sabia se sentia raiva ou um pouco de felicidade por ver o que o Seokjin vinha fazendo. Olhei para Ana Júlia e Jimin e os fuzilei com os olhos. Ambos se olharam cumplices e depois me encararam.

- Qual de vocês deu minha senha a ele? – eu perguntei.

- Não sei do que está falando. – os dois responderam uníssono e depois começaram a andar rumo a saída levando Sooyoung consigo. Eu peguei a caixa e o cartão assim como as coisas que eu havia ido buscar e fechei a porta do armário.

“O tempo parece não estar ao meu lado... Quanto mais conto os segundos para te ver mais o tempo parece infinito... Eu só quero estar ao seu lado!”

Eu li aquilo enquanto andava pelo corredor rumo a saída. Os rapazes já haviam saído e eu estava sozinha. De repente meu celular tocou e eu sabia que era o Seokjin. Eu suspirei pesadamente e peguei o aparelho. Fiquei o encarando por alguns segundos antes de atender o mesmo.

- O que você quer Seokjin? – perguntei sem muita paciência.

- Quero que venha pra casa comigo. – ele disse simples. Escutar a voz dele fez meu coração acelerar brevemente.

- Seokjin eu tinha uma semana para ficar em paz e refletir sobre tudo. – eu comecei a dizer. – Você ficou me pressionando durante todos esses dias. – eu disse impaciente. – Eu vou voltar depois de amanhã então, por favor, me dê esses últimos dias sozinha e sem mais presentes, mensagens e ligações. – eu disse por fim irritada. Seokjin ficou em silêncio por um tempo e depois suspirou pesadamente.

- Só me diz uma coisa está bem? – ele perguntou com o tom de voz fraco e sofrido. Meu coração doeu um pouco por escutar ele falando assim. – Você está bem? – ele perguntou. – Eu venho sentindo algo estranho esses dias como se eu precisasse te proteger e isso está me preocupando. – ele disse por fim. Meu corpo gelou. A marca deve estar o alertando sobre o filho.

- Eu estou bem. – foi minha única resposta.

- Se você diz. – ele respondeu simples. – Já pode desligar agora. – ele disse por fim. Eu suspirei e fiz o que ele pediu sem me despedir. Meus olhos começaram a lacrimejar, mas eu não iria chorar.

Sai rapidamente da faculdade e me encontrei com os meninos. Nós fizemos o percurso até a casa da Ana em meio a uma conversa descontraída, mas apesar disso eu só conseguia pensar no Seokjin e no quanto meus sentimentos em relação a ele estavam confusos. A única coisa que eu conseguia entender em relação a ele era que apesar de tudo a magoa ainda permanecia.

(Flashback off)


Apesar de tudo que ele fez durante essa semana eu ainda sentia magoa dele e pensar que obrigatoriamente eu teria que voltar pra casa não me alegrava nem um pouco, mas eu estava fazendo isso pelo melhor para o nosso filho.

Ana Júlia e eu fomos tomar o nosso café da manhã e assim que terminamos voltamos para o quarto onde minhas coisas já estavam arrumadas para eu ir pra casa. Depois de alguns minutos ouvimos alguém abrir a porta do apartamento. Meu coração gelou por pensar que talvez o Seokjin estivesse ali para me buscar. Levando em consideração tudo que ele veio fazendo não me surpreenderia se esse fosse o caso.

- Ana. – Yoongi chamou pela namorada.

- Estamos no quarto. – Ana Júlia avisou. Depois de pouco tempo Yoongi e Jimin apareceram no cômodo e eu fiquei aliviada por ver que eram apenas eles.

- Está pronta? – Yoongi me perguntou de forma carinhosa.

- Se eu disser que não você me dá mais uma semana? – eu perguntei e o alfa riu negando com a cabeça. – Por que você é tão mau? – eu perguntei manhosa.

- É para o seu bem e o da criança. – ele disse de forma carinhosa. – Agora vamos antes que Seokjin surte em casa e ainda por cima deixe a Sooyoung doida. – ele disse simples.

- Eu sei. – eu disse sorrindo pequeno. Yoongi estava preocupado com o meu bem estar e com o do bebê e isso me deixa feliz. Eu tinha feito ótimos amigos. – Vamos. – falei me levantando.

Yoongi pegou uma das malas que eu havia trazido enquanto Jimin pegava a outra e a mochila com os livros da faculdade. Ana Júlia pegou o notebook e o violão e eu peguei o Seokkidiota. Jimin e Ana Juh ficaram me encarando por um tempo antes de rirem céticos.

- Todas as vezes que arrumamos suas coisas para você ir a algum lugar você sempre leva menos peso. – Jimin disse me encarando.

- Eu estou levando o Seokidiota e meu bebê. – respondi em minha defesa.

- O bichinho de pelúcia não pesa nada. – Jimin disse divertido. – E o bebê ainda é leve. – falou por fim. Eu apenas dei de ombros.

- O nome do coelho é Seokidiota? – Yoongi perguntou, fazendo Ana Júlia e Jimin rirem enquanto eu corava e balançava a cabeça em concordância. – Tudo bem. – ele disse rindo. – Vamos. – falou por fim.

Nós saímos do apartamento da Ana e descemos rapidamente até o estacionamento, logo entrando no meu carro. Durante todo o percurso até meu apartamento eu sentia um nervosismo enorme. Yoongi estava dirigindo enquanto eu estava no banco de trás na companhia do Jimin.

Não demoramos muito para chegar até meu apartamento. Chegando a minha vaga eu vi o carro do Seokjin estacionado e aquilo só serviu pro meu desespero aumentar. Yoongi me encarou de forma terna e eu fiz carinha de cachorro que está sendo abandonado pelos seus donos no intuito de fazer ele ter pena de mim e me levar embora, mas não adiantou.

Nós saímos do carro, pegamos todas minhas coisas e começamos a ir rumo ao elevador. Durante o percurso até o meu andar eu fiquei com a cabeça deitada no ombro do Jimin e segurando a mão da Ana Júlia. Ambos tentavam me acalmar com carinhos, mas estava sendo difícil. Chegando ao meu andar Yoongi colocou a senha na porta do meu apartamento e abriu a mesma. Nós começamos a andar pelo pequeno corredor que levava para sala e eu podia ouvir a voz da Sooyoung e do Seokjin.

- Finalmente vocês chegaram. – Sooyoung disse manhosa. – Seokjin estava me deixando doida. – ela disse por fim olhando para o lado.

De repente a figura do alfa de cabelos negros e pele alva se fez presente em meu campo de visão. Quando os meus olhos se encontraram com os do Seokjin eu senti uma enorme vontade de chorar e parecia que ele queria fazer o mesmo.

O alfa veio em minha direção e me abraçou de uma forma carinhosa. O cheiro e a presença dele faziam meu coração acelerar. Seokjin passava a ponta do nariz pelo meu pescoço e aquilo fazia meu corpo arrepiar. Eu não retribuí o abraço, apenas segurei a parte de baixa da blusa dele para evitar que o mesmo se chocasse contra mim.

- O seu cheiro está... – ele começou a dizer me encarando de forma confusa, mas poucos segundos depois sua expressão ficou séria. Ele direcionou o olhar para minha barriga e depois me encarou novamente. – Eu não acredito que você escondeu isso de mim. – ele disse em um tom duro. – Você está grávida S/N? – ele perguntou me encarando intensamente.

- Estou. – eu respondi firme. - Eu não pretendia te contar por agora. – eu disse ríspida.

- Eu sou o pai dessa criança. – ele falou um pouco irritado. – Eu tinha o direito de saber da existência dela. – continuou. – Olha o seu estado S/N, se tivesse demorado mais para voltar pra casa imagina o que teria acontecido com você e com o nosso filho. – ele disse por fim. Seokjin tinha o tom de voz preocupado

- Seokjin fique calmo. – Sooyoung pediu.

- Não se meta. – Seokjin disse frio.

- Eu mal cheguei em casa e a gente já está brigando. – eu falei irritada. – Eu sabia que não era uma boa ideia ter voltando. – continuei. Seokjin me encarou de forma dura. – Quer saber Seokjin se você continuar com isso eu vou embora e não volto nunca mais. – esbravejei por fim. A presença do alfa começou a se fazer presente e eu me encolhi por conta disso.

- Eu só vou te dizer isso uma vez. – Seokjin falou entre dentes. – Se você colocar o pé pra fora dessa casa e afastar o meu filho de mim o colocando em risco. – ele continuou a dizer me encarando de uma forma assustadora. - Quando essa criança nascer eu tiro ela de você S/N. – ele disse por fim. Eu o encarei cética.

- Você não teria coragem. – falei sentindo meus olhos marejarem.

- Não duvide de mim. – ele disse frio.

- Seokjin. – Yoongi o chamou. Seokjin encarou o primo. – Mantenha a calma. – ele falou irritado.

- Olha como a S/N está Yoongi. – Seokjin começou a dizer. – Eu não acredito que vocês me esconderam isso. – ele continuou.

- Quando eu soube eu dei o prazo de uma semana a ele para que ele voltasse e nada de mais acontecesse. – Yoongi disse.

- Quando você soube a primeira coisa que tinha que ter feito era ter me contado. – Seokjin retrucou. – Está mais que evidente que a falta da minha presença o deixou assim. –ele disse me encarando. – Eu vou tomar as medidas necessárias para deixar meu filho em segurança. – ele falou serio. – Me ajudem a levar as coisas dele lá pra cima. – disse de um modo autoritário – Você vai ficar comigo no meu quarto. – Seokjin disse simples.

- O que? – eu perguntei cética.

- Escuta S/N você pode ficar sem falar comigo, pode fingir que eu não existo ou o que te deixar mais feliz, mas se é da minha presença que meu filho precisa eu a darei cem por cento. – ele falou me encarando. Eu bufei irritada e subi as escadas em passos duros. Seokjin era um grande idiota.









(Seokjin POV)


S/N subiu as escadas rapidamente. Ela estava com raiva. Olhei cético para os rapazes ainda parados na minha sala. Eu não entendia o porquê deles não terem me contado tudo. Tudo bem que o que eu havia dito a S/n no dia em que brigamos foi algo que a magoou bastante, mas ainda assim não justifica o fato deles terem mantido em segredo o meu próprio filho.

- Parabéns Seokjin. – Yoongi falou irritado. – Era exatamente dessa forma que eu planejei a volta da S/N. – continuou. – Com brigas. – ele disse por fim.

- Eu vou subir e ver como ela está. – Ana Júlia disse indo em direção a onde a S/N estava. Eu suspirei frustrado e fui em direção ao sofá me jogando no mesmo e cobrindo meu rosto com meus braços.

Eu tentava colocar meus pensamentos em ordem. Eu me sentia frustrado e um pouco decepcionado com S/N por ela ter tomado decisões que colocariam nosso bebê em risco e a ela mesma. Eu não permitiria que minha ômega e meu filho corressem nenhum tipo de risco por conta de um erro que eu cometi.

De repente foi como se minha ficha finalmente tivesse caído. Eu iria ser pai. Um sentimento de felicidade intensa começou a surgir dentro de mim. Minha ômega estava finalmente em casa e havia trazido consigo meu bebê. Eu me sentia a pessoa mais feliz e sortuda do mundo. Diversos pensamentos começaram a se passar por minha mente. Pensar no meu filho ou filha correndo pela casa e brincando comigo fazia meu coração se aquecer.

- Ficou maluco de vez Seokjin? – Yoongi perguntou. – Está rindo sozinho. – ele disse por fim. Eu estava tão absorto nos meus pensamentos que não percebi que estava rindo em alto e bom som

- Yoongi. – eu chamei meu primo de forma terna e encarei o mesmo. – Eu vou ser pai. – falei sorrindo abertamente. Yoongi sorriu da mesma forma.

- Você percebeu isso só agora? - Jimin perguntou com uma das sobrancelhas levantadas.

- Vocês conseguem imaginar meu filho ou minha filha brincando pela casa? – eu perguntei a eles e todos apenas sorriram. De repente varias perguntas surgiram e eu sentia uma vontade incontrolável de fazê-las. – De quantos meses ele está? Como descobriram? Ele está bem? Não há nada de errado com o bebê por conta dessa semana que ficamos longe não é mesmo? – eu perguntei freneticamente.

- Uma pergunta de cada vez Seokjin. – Sooyoung falou rindo ao que eles vinham se sentar no sofá ao meu lado.

- Ok. – eu falei tentando manter a calma, mas era difícil de me controlar. – De quanto tempo ele está? – eu perguntei primeiramente.

- Seis semanas e um dia. – Jimin respondeu. Eu comecei a fazer os cálculos mentalmente e o olhei confuso. – S/N entrou no cio durante as férias junto com você. – ele continuou. – E por causa do seu cio o dele se camuflou. – ele disse simples. – O médico disse que vocês são um casal inexperiente. – ele disse divertido por fim.

- Como você não percebeu que ele estava no cio? – Yoongi me perguntou cético.

- O cheiro dela estava mais forte e atrativo. – eu comecei a dizer me recordado do momento. – Eu a desejava intensamente, mas pensei que tudo isso era por conta do meu cio. – eu falei por fim rindo sem graça.

- Vocês são inacreditáveis. – Sooyoung disse rindo.

- Como ela descobriu? – eu perguntei.

- Quando vocês brigaram e ela ainda por cima viu a Lalisa te beijando, S/N se negava a comer por estar muito triste e sem animo nenhum. – Jimin começou a explicar. – No dia seguinte de quando ela foi à sua faculdade a S/N desmaiou e Ana Júlia e eu a levamos ao hospital e foi ai que descobrimos. – disse por fim.

- Eu me sinto ainda mais culpado por não estar ao lado dela nesse momento. – eu falei sincero. – A saúde dos dois está boa não é? – perguntei preocupado.

- Sim. – Jimin disse sorrindo. Eu respirei aliviado. – S/N apenas está tomando remédio para enjoos, mas fora isso está tudo bem. – o alfa falou por fim gentil.

Depois disso eu resolvi subir para guardar as coisas da S/N. Yoongi e Jimin me ajudaram com as malas enquanto Sooyoung apenas nos acompanhava. Começamos a guardar tudo e a ter uma conversa descontraída. Em meio a todas as coisas da S/N que eu estava guardando eu achei meu perfume que tanto procurei. Foi impossível não sorrir de forma apaixonada diante daquilo.

Nós continuamos a conversar durante um bom tempo até que Sooyoung reclamou sobre estar com fome. Como Ana Júlia ainda não havia aparecido e presumimos que ainda estivesse consolando a S/N, Yoongi sugeriu que pedíssemos a comida ao invés de prepara-la. Todos ficaram de acordo e eu resolvi ir perguntar o que as duas ômegas queriam comer. Cheguei à porta do quarto do S/N eu bati na mesma e ouvi alguém me dar permissão para entrar.

- Ana Júlia. – eu chamei pela ômega assim que entrei no cômodo. As duas estavam na cama da S/N e mina ômega estava deitado no colo da amiga. S/N me encarou e depois virou o rosto. – O que vocês vão querer pedir para almoçar? – eu perguntei.

- Pode ser comida chinesa? – Ana Júlia perguntou sorrindo terna para S/N que apenas confirmou com a cabeça. – Então é comida chinesa. – ela me respondeu de forma calma.

- OK. – eu disse já me preparando para sair do quarto quando a ômega me chamou.

- Seokjin. – ele começou a dizer. – S/N me pediu uma coisa e... – ela parecia apreensiva e nervosa.

- Pode dizer Ana Júlia. – eu disse gentil.

- Ela me pediu para ficar aqui um tempo com vocês. – a ômega disse receosa e me olhando um pouco assustada. Eu olhei para a S/N e a ômega nem ao menos me encarava. Eu queria poder abraçar e beijar ela, mas respeitaria o espaço que a ômega quer.

- Vai ser bom ela ter alguém para conversar e fazer companhia. – eu disse sorrindo. – Você pode ficar o tempo que quiser. – eu falei gentil e a ômega sorriu abertamente. – Suas coisas já estão no quarto se quiser ir tomar um banho ou algo do tipo. – eu falei simples para S/N que não me respondeu. Suspirei e saí do quarto logo em seguida descendo até a sala.

Os rapazes estavam no cômodo conversando ao mesmo tempo em que Jimin arrumava tudo para começarmos a jogar. Seria algo bom para nos distrair enquanto pedíamos a comida e a esperávamos chegar. No meio da partida, apesar de estar concentrado e perdendo, eu não consegui tirar o sorriso do rosto ao que a frase “eu vou ser pai” não sai da minha cabeça.











(S/N POV)


Assim que Seokjin saiu do quarto eu esperei alguns segundos para ter certeza que o alfa não estaria mais no corredor para me levantar e sair do cômodo na companhia da Ana Júlia. Eu me sentia irritada com a atitude que Seokjin tomou. Entrei no quarto do alfa e me deitei de costas na cama.

- Pense que isso fará bem ao bebê. – Ana disse de forma gentil como se pudesse ler meus pensamentos.

- Eu não queria ter uma aproximação forçada. – eu falei manhosa me aconchegando mais na cama e abraçando um dos travesseiros do Seokjin. O cheiro do alfa estava por todo o canto e aquilo fazia com que eu me sentisse bem. Eu me repreendia mentalmente por me sentir de tal forma mesmo ainda estando magoada com Seokjin.

- Pelo o que eu entendi ele quer ficar perto do bebê. – Ana começou a dizer. – Ele disse que você pode ficar sem falar com ele se quiser, mas que vai dar cem por cento da presença dele ao filho de vocês. – ela continuou. Eu a fuzilei com os olhos, mas acho que a ômega não percebeu. – Então ele meio que não está forçando uma aproximação. – disse por fim.

- Você está insinuando que ele nem ao menos liga pra minha presença? – eu perguntei cética e a ômega me olhou se fazendo de desentendida.

- Estou dizendo que apesar de vocês passarem a dormir juntos ele ainda vai te dar o seu espaço. – ela respondeu simples. Eu fiquei a encarando com a expressão emburrada. – O que? – ela perguntou com uma das sobrancelhas levantadas. – Você achava que ele ficaria em cima de você durante vinte e quatro horas do dia? – perguntou.

- Não é isso. – eu respondi cabisbaixa. – Do jeito que você diz é como se ele nem ao menos tivesse sentido minha falta, e que se não fosse pelo bebê ele não se importaria em dormir ao meu lado. – eu falei emburrada.

- S/N é obvio que ele sentiu sua falta. – a ômega disse rindo. – Ele não teria mandado todos os seus presentes com cartões pedindo para você voltar pra casa se não sentisse saudades suas. – disse por fim carinhosa.

- Que seja. – eu falei emburrada. – Eu vou tomar um banho. – continuei. – Vai me esperar aqui certo? – perguntei a minha amiga.

- Claro. – Ana Júlia respondeu.

Eu fui em direção ao banheiro e me despi dentro do cômodo. Liguei o chuveiro e o deixei na temperatura ideal antes de deixar a água tocar em meu corpo. Não demorei muito para tomar banho, já que Ana Júlia estava me esperando no quarto. Saí de baixo do chuveiro e peguei umas das toalhas que tinham no armário para me enxugar. Depois disso saí do banheiro e vi que Sooyoung estava no quarto fazendo companhia para a Ana Júlia.

- Pensei que não iria sair nunca. – Ana disse de forma dramática.

- Eu não demorei. – falei revirando os olhos indo em direção ao guarda roupa.

- Seu lado é o direito. – Sooyoung disse calma. Ela deve ter ajudado a arrumar minhas coisas.

Abri o lado direito do guarda roupa e vi que todas minhas roupas estavam lá, assim como alguns perfumes. Eu fiquei encarando o frasco que pertencia a Seokjin e que levei comigo e comecei a implorar mentalmente para que quem tivesse o colocado ali tivesse sido qualquer um menos o alfa. Respirei fundo e comecei a me vestir e logo depois me deitei na cama onde as meninas estavam sentadas.

- O que estão fazendo lá em baixo? – eu perguntei simples.

- Yoongi está dormindo no sofá enquanto Seokjin e Jimin estão se desafiando em vários jogos. – Sooyoung respondeu. – Você está mais calma? – ela perguntou afagando meu cabelo.

- Estou. – respondi sorrindo gentil.

- S/N estava com um pensamento errado sobre a situação, mas eu esclareci as coisas para ele. – Ana Júlia disse divertida.

- Como assim? – Sooyoung perguntou confusa enquanto eu matava a ômega de cabelos azul com o olhar.

- Ela achava que Seokjin queria força algum tipo de aproximação entre eles, mas eu expliquei que era tudo pelo bebê. – a ômega falou divertida me encarando.

- Seokjin realmente está feliz por conta do fato que vai ser pai. – Sooyoung começou a dizer. Eu fiquei a olhando como se pedisse mais detalhes e a ômega sorriu com isso. – Ele fez varias perguntas e a cada resposta parecia ficar ainda mais curioso sobre o filho. – ela continuou falando de forma gentil. – Perguntou se conseguíamos imaginar o filho ou filha brincando pela casa. – essas palavras me fizeram sorrir de forma boba. – E desde o momento em que ele realmente percebeu que seria pai ele não tira esse mesmo sorriso do rosto. – ela falou apontando em minha direção se referindo ao modo como eu sorria.

- Acho que eu estava errada sobre as reações que ele teria. – falei sem graça enquanto as duas apenas riam e concordavam com a cabeça.

Nós continuamos a conversar durante um longo tempo. Eu fiquei deitada, totalmente aninhada a cobertor do Seokjin, que agora também seria meu. Sooyoung e Ana falavam sobre os mais diversos assuntos enquanto eu muitas vezes apenas escutava. Em meio as nossas conversas ouvimos alguém bater na porta e depois entrar quando dissemos que podia. Era o Jimin vindo nos chamar para descermos já que a comida havia chegado.

Eu me levantei de forma preguiçosa da cama e grudei nos braços duaa ômegas para descermos juntos. Assim que nós quatro chegamos na cozinha eu pude ver o Seokjin sorrindo largamente enquanto conversa com o primo que apesar de ter o rosto inchado e a expressão sonolenta, sorria da mesma forma.

Os dois alfas arrumavam a mesa e colocavam a comida que havia chegado. Pelo visto todos pediram a mesma coisa, ou foi por voto da maioria, já que só havia comida chinesa na mesa. Todos nos sentamos e começamos a nos servir. Seokjin sentou-se próximo do Sooyoung e do Yoongi e esses ficaram ao lado de seus namorados, eu me sentei entre Jimin e Ana Júlia.

Enquanto todos comiam uma conversa descontraída surgiu e todos falávamos de forma um pouco animada. Eu não pude deixar de notar que assim como eu evitava falar com o Seokjin ele também não falava comigo, apesar de me olhar de forma intensa e carinhosa vez ou outra. Aquilo me fez perceber que Ana Júlia realmente estava certa e que Seokjin me daria o espaço que eu precisasse. Eu sorri, mesmo que um pouco desanimada, com isso.

- Está tudo bem? – Jimin me perguntou em tom baixo e discreto.

- Sim. – eu respondi simples.

- Não minta. – ele disse ainda no mesmo tom.

- Só me sinto um pouco enjoada. – eu respondi, pensando ser mentira, mas como se meu bebê resolvesse me ajudar tornando a situação verdadeira, eu comecei a sentir um forte enjoo e me levantei as pressas para ir ao banheiro.

Cheguei rapidamente ao cômodo e me abaixei perto do vaso começando logo em seguida a colocar tudo o que eu havia comido para fora. Depois de alguns segundos ali eu senti alguém colocar a mão em minhas costas e começar a acaricia-la de um jeito acolhedor e carinhoso e pelo arrepio e calma que tomou conta do meu corpo eu já sabia quem era.

- Você está bem? – a voz do Seokjin soou de forma suave.

- Estou. – eu respondi ainda enjoada. – Já vai passar. – falei com a voz meio fraca. Eu senti o Seokjin colocar a outra mão em minha barriga e começar a acaricia-la. Aquele gesto pareceu fazer eu me sentir um pouco melhor. Assim que o mal estar passou eu lavei minha boca e fui em direção à saída.

- Você não quer se deitar um pouco? – Seokjin me perguntou de forma preocupada.

- Está tudo bem Seokjin. – eu falei de forma simples. O alfa ainda me olhava preocupado. – Vou ficar sentada na sala. – falei por fim indo em direção a tal cômodo da casa enquanto o alfa me seguia. Nós dois nos sentamos no sofá e Jungkook ficou bem próximo de mim e me segurava como se me abraçasse pela cintura, ao mesmo tempo em que encarava minha barriga.

- S/N a gente pode conversar? – Seokjin me perguntou enquanto fazia carinho na minha cintura e barriga. Eu acenei positivamente com a cabeça. – Eu sei que você já deve ter escutado dos rapazes algumas explicações sobre tudo que andou acontecendo, mas eu quero te dizer a minha própria. – ele continuou eu fiquei o encarando. – Quando a Lalisa me entregou a folha do seu diário e eu li aquelas palavras sem saber do que se tratava eu deixei toda minha raiva tomar conta de mim. – ele falou triste. – Eu me sentia magoado e irritado por pensar que você havia me enganado durante todo esse tempo, pensei que tinha mentido sobre gostar de mim e que estava me usando, e por pensar dessa forma eu resolvi te magoar para fazer você sentir a mesma dor que eu estava sentindo. – ele disse devagar. – Tudo aquilo que eu disse a você eram mentiras, todas aquelas palavras horríveis foram ditas para te feri e S/N eu me sinto um grande estupido por causa disso. – ele disse de forma dolorosa. Meus olhos ardiam e eu sentia vontade de chorar.

- Você devia ter me escutado. – eu falei com o tom de voz fraco.

- Eu sei disso e me arrependo muito por não ter ouvido a sua explicação S/N. – ele disse passando os dedos de um jeito delicado em meu rosto. – E também sei que não adianta comprar todos os presentes do mundo no intuito de que você me desculpe. – ele disse sorrindo pequeno. – Estou dizendo isso caso ache que tudo que comprei nessa ultima semana fosse para ganhar o seu perdão. – ele disse simples. – Eu vou te provar o quanto eu te amo e o quanto eu quero que me perdoe. – ele disse por fim.

- Você sabe que não é como se tivesse um botão de ligar e desligar onde eu aperto e tudo vai ser esquecido. – eu comecei a dizer e ele confirmou com a cabeça. – Eu estou muito magoada com você e vai levar um tempo para que isso mude e durante esse tempo você pode tentar fazer qualquer coisa menos uma aproximação forçada. – eu continuei. Ele sorriu sem graça e fez menção de me soltar do seu abraço, mas em um gesto e “involuntário” eu o segurei. Eu me sentia bem com ele me abraçando. – Não estou me referindo aos abraços, eu quero dizer algo como beijos e... – eu disse ao mesmo tempo em que corava intensamente. Seokjin sorriu me trazendo para mais perto de si.

- Eu entendi. – ele disse gentil. – Não irei forçar nada desse tipo e vou fazer o meu melhor para que me perdoe. – ele disse sorrindo encantadoramente. – Vamos voltar pra cozinha e oferecer a torta de morango com chocolate a todos. – ele falou me levantando. Meus olhos brilharam ao sabe que teríamos a torta que eu tanto gostava. – S/N. – ele me chamou novamente. – Antes de irmos eu tenho mais uma pergunta pra te fazer. – ele falou um pouco tenso.

- Diga. – eu disse o encarando.

- Por conta da sua magoa. – ele começou a dizer. – O seus sentimentos por mim mudaram? – perguntou abaixando o olhar. Eu senti meu coração acelerar com aquela pergunta. Aproximei-me do alfa e toquei em seu rosto o acariciando fazendo com que ele me encarasse.

- Você acha que meus sentimentos por você eram superficiais? – eu perguntei segurando o rosto dele ainda depositando caricias no mesmo. Seokjin fez com que não com a cabeça e eu sorri com isso. – Eu ainda te amo Seokjin, só estou magoada. – eu falei de forma calma. – Agora vamos. – falei entrelaçando nossos dedos e indo rumo à cozinha. Entrando no cômodo o olhar de todos que estavam lá se direcionaram a nós dois.

- O que é isso? – Jimin perguntou com uma das sobrancelhas levantadas.

- O que? – eu perguntei simples. – Nós dois somos pessoas civilizadas que sabem conviver um com o outro apesar de tudo. – falei por fim.

- Então vocês estão brigados, mas ao mesmo tempo estão em paz? – foi a vez do Yoongi perguntar.

- Pode se dizer que sim. – eu respondi sorrindo.

- Isso é bom. – Yoongi respondeu.

- Minha presença ainda é necessária? – Ana Júlia perguntou.

- Claro que é. – eu respondi rápido. – Sem você aqui eu não sei o que eu faço. – continuei. – Não vou cuidar direito da minha alimentação e se o Seokjin fizer qualquer coisa para eu comer eu vou morrer. – disse fazendo um bico com os lábios. – Eu vou precisar da sua ajuda sempre e até o final da gravidez. – falei por fim de forma manhosa.

- Ok. – ela disse rindo do meu drama.

- Eu não ia te matar caso eu cozinhasse. – Seokjin disse como se estivesse ofendido. Ele já tinha pegado a torta da geladeira.

- Ia sim. – Sooyoung falou rindo.

- Você não sabe cozinhar nada Seokjin. – foi a vez do Yoongi se pronunciar. Ele disse de forma divertida.

Seokjin não respondeu nada porque sabia que era verdade e isso fez todos rirem. Nós voltamos a nos sentar a mesa depois que pegamos tudo que era necessário para comer a sobremesa. Durante aquele momento eu não conseguia deixar de pensar no quanto eu me sentia bem por estar ali e o quanto eu estava mais calmo em reação ao meu bebê e ao Seokjin. No fundo eu sabia que minha magoa não duraria para sempre, apesar de saber que demoraria a passar, mas algo me dizia que Seokjin não cansaria até eu o perdoar completamente. E era isso que eu esperava.


Notas Finais


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