História Until The End Of Time - Lexark - Capítulo 1


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Categorias Fear The Walking Dead, The 100
Personagens Alicia Clark, Anya, Bellamy Blake, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Echo, Emori, Nick Clark, Octavia Blake, Personagens Originais, Raven Reyes
Tags Alicia, Clexa, Elyza, Feartwd, Lexark, The100
Visualizações 35
Palavras 2.011
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, LGBT, Sci-Fi, Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Uma fanfic Lexark, espero que apreciem. 🌺

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Until The End Of Time - Lexark - Capítulo 1 - Prólogo

"Eu fiz o que precisava ser feito, mas agora eu estou me sentindo tão sozinha."


Polis - ANO 2052


Alicia Clark

O entardecer parecia ter chegado mais cedo naquele dia, lembro-me exatamente como as nuvens percorreram rapidamente o céu escuro, deixando-o solitário, nem ao menos as estrelas apareceram para lhe fazer companhia, apenas a lua cheia permaneceu brilhante, iluminando o caminho estreito até a fronteira das facções.

Encontrei Elyza sentada com os olhos azuis vidrados no horizonte, cercado por um enorme muro a sua frente, seus cabelos loiros com mechas rosas era despropositadamente escondido por debaixo do capuz preto do moletom que usava. Ela aparentava estar tão perdida em seus turbilhões de pensamentos, que nem percebeu quando me aproximei por trás de seu corpo e involuntariamente um sorriso nasceu em meus lábios, no instante em que o aroma adocicado de seu perfume atingiu minhas narinas. Elyza costumava ser tão cheirosa quanto a essência emanada das flores nos campos dos trikru's. Agacho-me sorrateiramente e inclino meu corpo para frente, erguendo junto minha mão direita que carrega um lindo e singelo buquê de girassóis. Elyza desperta de seus devaneios e abre um sorriso escancarado no seu rosto, era um dos meus sorrisos favoritos, exatamente daquele jeitinho exclusivo dela, bochechas levemente coradas, sorriso de orelha a orelha, mostrando todos os seus dentinhos, e um lindo par de olhos azuis fascinantes me encarando.

— Eu não acredito em almas gêmeas, mas eu acho que a gente sempre se pertenceu uma a outra, de algum jeito, totalmente longe de qualquer explicação... - Sussurro perto de seu rosto e sinto o roçar calmo dos seus lábios macios nos meus, passando demoradamente a ponta da sua língua em meu lábio inferior, como se estivesse pedindo permissão para beijar-me. — Ai hod yu in. (Eu te amo) - Com a minha confissão Elyza compreende que é um sinal verde que estou a lhe dar para que ela prossiga, e com carinho ela inicia um beijo, intenso e arrebatador. Meu estômago é preenchido por uma atmosfera fria, que logo se desmancha em cócegas, como se as borboletas cintilantes da floresta estivessem sobrevoando animadas dentro de mim. A sensação que o beijo de Elyza me traz, é a prova de que enquanto estivéssemos em perfeita sincronia, nada e nem ninguém poderia nós distanciar.

— Se continuar a me dar beijos tão bons assim, eu terei que me tornar uma trikru... - Sorriu de canto, interrompendo o nosso beijo e cobrindo meus lábios com castos selinhos. — Obrigada, pelas flores minha leashy-loo.

— E eu adoraria receber a novata em meu quarto... - Acolho-a em meus braços, apertando-a o suficiente para senti-la comigo e confirmar que esse sentimento era algo real. Eu amava perdidamente uma garota. — Elyza Kom Trikru, uma guerreira do povo das árvores. - Escuto o riso contagiante de Elyza, se misturar a noite silenciosa da floresta.

— Antes você teria que me ensinar a subir em árvores. - Pensou forçando uma careta divertida e se confortando no meio das minhas pernas, permitindo que sua cabeça descansasse em meu peito.

— Elyza Lex não sabe subir em árvores? - Indago brincalhona fingindo esta incrédula com a sua informação. — Nos acampamentos dos skaikru's vocês não tem árvores? - Pergunto, agora com uma certa curiosidade em sua resposta. Todos sabemos que eles possuem os melhores lugares, as melhores rações, as melhores roupas... Enquanto eu posso precisamente dizer quantas peças de roupas tem no meu armário.

— Claro que sim, compartilhamos da mesma natureza que todos... - Ela morde os lábios. — Só existe uma diferença, lá diversão é considerado crime grave. - Revirou os olhos, deixando um sorriso escapar de sua boca. — Eu aprendi a realizar uma cirurgia de apêndice, antes mesmo de ser ensinada a andar de bicicleta.

— Vocês ficam com a educação, enquanto nós ficamos com as espadas. - Digo automaticamente e fecho os olhos, assim que Elyza fixa os seus em mim e ergue seu corpo, virando-se em minha direção. Droga, Alicia. — Desculpa, eu sei que você não tem nada a ver com as regras do conselho.

— Não se desculpe Alicia, eu sei que você não gosta da ideia de eu ser a filha de uma integrante do conselho autoritário de Polis. - Disse baixo, antes de rir sem ânimo. O que me fez abrir os olhos, estranhando seu comportamento. — Ainda mais com as novas regras, que tornam os filhos dos conselheiros os próximos a ocuparem as cadeiras. - Balanço a cabeça negativamente, tentando demonstrar que ela interpretou totalmente errado a minha crítica ao conselho, mas antes que eu possa me explicar, Elyza continua. — Tudo bem, você não é a única a ir contra o conselho, vai por mim, eu sou a primeira a dizer um grande FODA-SE as regras deles, mas nem todos do meu povo está de acordo com isso Alicia.

— Eu sei Elyza... - Encolho-me e sorrio timidamente. — Será que podemos mudar de assunto?

— Não. - Ela respondeu rápido e de modo automático. Elyza sentou-se cruzando as pernas e ergueu meu queixo com sua mão, assim que abaixei minha cabeça ao receber sua resposta. Eu não queria discussões com ela, não nessa noite, não quando sentia uma intensa necessidade de ficar agarrada ao seu corpo. — Ste yuj, gona. (Permaneça forte, guerreira), Você me ensinou a língua e costumes da sua facção, quem disse que eu não posso fazer o mesmo? - Ela dar uma piscadela em minha direção.

— Vai me ensinar a suturar e usar um bisturi? - Pergunto risonha erguendo uma sobrancelha.

— Isso não, não quero que saía por aí matando pessoas já feridas. - Balançou a cabeça, sendo uma perfeita presunçosa. Sorrio e lhe dou um beijinho nos lábios. — Mas... Você não é a única que trouxe um presente hoje. - Elyza se virou, buscando sua mochila jogada na grama e a abre. O olhar atento, procurando por algo que eu não faço a mínima ideia do que seja. — Aqui, abre com cuidado. - Avisou com um envelope abundante nas mãos, puxo as pontas do papel pardo e encontro o cano de uma arma. Distancio-me rapidamente daquela pistola, deixando-a cair na grama, perto das pernas de Elyza. — Esquece a parte do cuidado. - Ela riu, enquanto eu continuo paralisada olhando aquela pistola. As armas eram apenas repartidas com a elite, então era clara a regra que se um dia um guerreiro que não fosse das facções autorizadas tocasse em uma arma de fogo, seria imediatamente banido de Polis. Eu não queria ser banida, não queria o mesmo destino dos meus pais...

— Por que trouxe isso Elyza? - Indago hesitante, olhando-a nos olhos.

— É só uma arma Alicia... E todos da minha facção possuem uma, quer dizer... - Fez uma careta confusa, erguendo uma sobrancelha. — Os adultos tem, então obviamente eu peguei essa escondida.

— Não posso tocar em uma arma Elyza, minha facção não é umas das autorizadas. - Explico, mas creio que ela saiba que os gonakru não receberam permissão para usar armas.

— Sim, eu sei disso. - Elyza pegou a pistola e ergueu-a na direção de uma árvore. — Mas eles não precisam saber que você tem uma.

— Porque eu não irei tocar. - Sou convicta na minha decisão e a vejo se inclinar para trás, mirando no tronco da árvore.

— Você vai precisar aprender se quiser um dia conhecer o lado de fora dos muros, sua espada nem sempre sera a melhor arma contra os caminhantes. - Esse sempre foi o maior desejo de Elyza, conhecer o mundo por trás dos muros que cercavam as terras de Polis, embora vivêssemos em um mundo pós apocalíptico, isso não era motivo para diminuir a sua vontade de que um dia não existam mais barreiras para impedi-la de explorar coisas novas.

— Elyza isso é proibido, eu seria banida se fosse pega com uma arma. - Suspiro, tentando a convencer que essa sua ideia resultaria em consequências ruins. — Amor, por favor... - Elyza abaixou a arma e mordeu seu lábio inferior, olhando-me de lado.

— Lisha está recusando o meu presente? - Perguntou levemente incomodada, mas com um sorriso nascendo no canto dos seus lábios.

— Não o seu presente, eu estou recusando ser banida por usar uma arma dos skaikru's. - Elyza inclinou a cabeça levemente para o lado e olhou para a pistola em suas mãos.

— Hm... Amanhã seu povo receberá armas, o conselho decidiu que uma tropa eficiente precisa de todas as armas disponíveis. - Ela suspirou. — Eu apenas pensei em te fazer uma surpresa, peguei essa arma e gravei nossas iniciais bem aqui... - Ela passa com a ponta de seu indicador por cima das letras "A e E" no cabo da arma. — E também pensei em ensina-la a atirar, mas tudo bem se não quiser pegar nela, eu compreendo o seu receio. - Me sinto uma completa tola agora, Elyza sempre está pensando em meu bem e eu continuo sendo a garota medrosa que ela conheceu na terceira festa de confraternização das facções. Me aproximo dela e a beijo.

— Obrigada minha amora... - Espalho beijos rápidos por cima dos seus lábios e recebo um sorriso dela. — E eu vou adorar aprender com você.

— E eu vou amar ensinar para você. - Piscou e levantou-se, logo, oferecendo a sua mão direita para que eu pegue. Noto suas intenções em seu olhar, antes mesmo que ela diga.

— Agora? Elyza os guardas vão ouvir os disparos. - Aviso, enquanto me junto ao seu corpo. Elyza balança a cabeça negando divertida e deposita um beijinho em meu pescoço.

— Não, se eu encaixar isso aqui. - Respondeu, girando um grande cano na entrada da pistola. Olho confusa para aquele objeto em sua mão.

— O que é isso?

— Um silenciador amor, isso evitará de sermos descobertas. - Explicou, colocando uma mão sua em minha cintura e com a outra ergueu a arma, a minha frente, mirando novamente no tronco de uma árvore. — Segure a arma com a direita, a sua mão esquerda vai embaixo servindo de apoio, depois é só mirar... - Elyza riu, assim que percebeu minhas mãos trêmulas entre as suas. — Também não é para mirar em qualquer lugar Alicia. - Alertou.

— Eu estou mirando na árvore, assim como você deixou a mira. - Digo olhando fixamente para o tronco da arvore.

— Você está a quatro centímetros longe de onde eu deixei amor. - Elyza escovou os fios dos meus cabelos para o lado e posicionou sua cabeça em meu ombro. — Confie em você, essa arma pode ser letal, mas quem esta no comando é você... - Sinto seu halito quente em contato com a pele exposta do meu pescoço, disparando uma carga grande de arrepios por meu corpo. — E eu sempre estarei ao seu lado. - Elyza passa sua mão por debaixo da minha e direciona meu braço alguns centímetros para o lado esquerdo. — Pronta? - Indagou carinhosa.

— Sim. - Respiro fundo. Eu não precisava temer a nada, se as mãos de Elyza estivessem entrelaçadas as minhas. Ela ergueu um pouquinho as nossas mãos e ao som de seu sussurro eu disparei a arma.

— Atire. - A bala partiu veloz e certeira, atingindo o canto do tronco. Suspiro envergonhada ao constatar que errei e recebo um abraço alegre de Elyza por trás, suas mãos contornando minha cintura. — Você foi incrível, nada que eu já não esperasse da minha namorada. - Rio enquanto ela fortalece o seu abraço.

— Eu errei Elyza. - Digo virando-me em seus braços, para olhar em seu rosto.

— Não, na verdade você acertou... - Encaro-a confusa. — Você ficou no comando amor, mesmo eu mudando a mira, você ainda continuou nos quatro centímetros. - Ela piscou e se aproximou, roçando a ponta dos nossos narizes. — E falando em centímetros... - As mãos ágeis de Elyza escorregam para os botões do meu jeans. Minhas bochechas aquecem imediatamente, deixando as maças do meu rosto ruborizadas. — Eu amo deixar você corada. - sorriu tomando meus lábios em um beijo apaixonado.

Eu a amava, e mesmo assim ela decidiu seguir seu caminho sem mim.




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