História Until The Sun Dies - Capítulo 16


Escrita por:

Postado
Categorias La Casa de Papel
Personagens Berlim, Nairobi, Professor, Raquel Murillo
Tags Álvaro Morte, El Profesor, Itziar Ituño, La Casa De Papel, Raquel Murillo, Salva, Sérgio Marquina
Visualizações 338
Palavras 1.655
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


ai amores, sei que to demorando horrores. só pq eu tinha orgulho de conseguir postar rápido kkkkkkk
mas espero que vcs gostem desse capítulo! como sempre, escrito com muito carinho ♥️

Capítulo 16 - The Swing


Se há uma coisa que Raquel aprendeu desde que conheceu Sérgio, é que nada se pode esperar de um homem com a mente feito a dele. Nada se pode esperar de um homem feito ele, nem de seus amigos. 

Não esperava conhecer e se encantar com mais um dos assaltantes, mas Denver lhe trata com tanta simpatia que ela já não se sente desconfortável perto dele. Pelo contrário — gosta da sua presença e sente vontade de conversar mais com o rapaz, de rir de sua risada alta e ouvir suas histórias. 

Não esperava que Sérgio pudesse voltar para Madri; sob quaisquer circunstâncias, mas muito menos em um jatinho particular. Mas mesmo assim, lá surgiu ele, com todo o seu estilo, roubando-lhe o ar dos pulmões mais uma vez. 

Mas de todos os cenários que Raquel jamais se imaginou, encontrar Mónica Gaztambide em uma casinha charmosa no meio da Groenlândia, com toda a certeza, é a maior surpresa de todas. 

Saem do carro e Mónica lhe recebe com um abraço atrapalhado, o bebê ainda nos braços. Segura seu ombro quando se afastam, olha em seus olhos e diz, “Saiba que nós não desconfiamos de você. Confiamos cem por cento no Professor, e se ele diz que você é uma de nós — você é uma de nós. Sua família é mais do que bem-vinda em nossa casa. Podem ficar o tempo que precisarem.”

*

Raquel se sente embriagada com o tamanho do carinho e da confiança que Mónica e Denver demonstram. Depois do choque de entender que os dois haviam se apaixonado durante o assalto, — e depois de conseguir silenciar a voz que gritava em sua cabeça, “isso é Síndrome de Estocolmo!” — Raquel finalmente põe Paula para dormir. Sua mãe também adormece, as duas abraçadas, e Raquel suspira aliviada enquanto as observa. 

“Vocês formam uma linda família,” escuta uma voz vinda de trás, e vira-se para encontrar Mónica escorada na porta do quarto de hóspedes. “Dá pra ver no seu rosto o quanto elas são importantes pra você.”

Raquel olha para as duas mais uma vez antes de voltar a atenção à moça, assentindo. “Elas são tudo o que eu tenho.”

Mónica tomba a cabeça, confusa. “E o Professor?”

“Bom...” Ela olha para os próprios pés, envergonhada. “Ele também.”

Mónica anda até ela, segura sua mão e diz, “venha comigo.”

Raquel, cansada como não se lembrava mais ser possível, obedece. Mónica a leva até o lado de fora de casa, no lado de trás do jardim, onde se senta em um pequeno banco. Raquel se senta ao seu lado. 

“Engraçado...” a ex-inspetora divaga, olhando para o jardim a sua frente. Os galhos da única árvore balançam a sua frente, e ela olha fixamente para o balanço, solitário, também se mexendo junto ao vento. “Parece que já vi esse jardim antes. Esse balanço não me é estranho...”

Mónica sorri. “Na parede do Professor, talvez?”

Raquel pula ao lembrar. “Ah!” Ela exclama, recordando o dia em que viu as pouquíssimas fotos penduradas na parede de Sérgio. O dia em que descobriu sobre Berlim. Lembra-se da outra foto com clareza. “Mas—”

“Sim, ele já esteve aqui antes,” Mónica diz antes mesmo dela perguntar. “Uma vez. Para conhecer o bebê, e para ver como nós estávamos. Ele se preocupa muito conosco, sabe?”

Ela entende num instante. “Sei. Sei bem.”

Mónica se ajeita no banco, observando-a por um momento. Seus olhos são grandes e brilhantes, e Raquel se vê sorrindo em sua direção como se já se conhecessem há anos. 

“Você o ama!” Mónica percebe, animada. “Não ama?”

Raquel ri e desvia o olhar para os pés, envergonhada. 

“Não precisa nem responder, inspetora. Está escrito na sua cara.” Ela sorri, radiante. Mónica é provavelmente a mulher mais bonita que Raquel já conheceu, mas não de uma maneira intimidante. Sua beleza vai além da aparência — algo no jeito da moça falar e se portar faz Raquel confiar nela de uma forma inexplicável. “Eu sei como você se sente. Apaixonada pelo sequestrador...”

“Com a diferença de que eu não fui refém,” Raquel diz sem pensar, arrependendo-se imediatamente. Tenta contornar a situação, “quer dizer...”, mas Mónica a interrompe. 

“Eu também achei que tivesse Síndrome de Estocolmo, ok? Todos acharam. Mas já faz mais de um ano. Já faz mais de um ano e e eu escolhi viver aqui, Raquel — escolhi fazer de Denver o pai do meu filho. Somos uma família, independente da forma com que tudo isso aqui começou.”

Raquel concorda, sentindo o rosto quente de vergonha. “Claro, Mónica. Não me entenda mal...”

“Estou acostumada.” Ela responde, o sorriso voltando para o rosto. “Não se preocupe.”

Raquel, por sua vez, volta a encarar os galhos da árvore e o balanço. Coloca o cabelo atrás da orelha antes de perguntar: “e por que vocês ainda se chamam assim? Professor, Denver...?”

Mónica dá de ombros, simplesmente respondendo, “É o costume. Nos apegamos aos nomes.”

Raquel decide não questionar.

“Mas sei como se sente, Raquel. Quando a euforia do assalto passou e eu me vi aqui, no meio da Groenlândia, com um ex-assaltante e um bebê na barriga... Tive um ataque de pânico. Fui parar no hospital, e por algum milagre não houve nada com a gravidez, mas meu ponto é: eu sei como é sentir essa dúvida. Não saber se a decisão certa é abrir mão da vida real e construir uma família com homens feito esses dois,” ela aponta na direção da casa, “ou se é melhor esquecer do amor da sua vida e voltar para sua antiga realidade.” Ela pausa, virando-se de lado para olhá-la nos olhos. “Mas a verdade é que a sua realidade já não é mais a mesma, entende? Não há mais como voltar atrás, como ‘voltar ao normal’, porque esse é o seu novo normal.”

Raquel sente os olhos marejarem. Sem dizer nada, segura a mão de Mónica e aperta-a uma vez. Um agradecimento — silencioso, mas que ainda assim diz muito.

“E acredite em mim, o seu novo normal pode ser completamente incrível. Olha só esse lugar,” ela aponta para o jardim. “Essa paz. Não há lugar melhor para criar uma criança.” Ela sorri. “Sem contar que nunca tive uma vida sexual tão ativa!”

Raquel é pega de surpresa com a confissão, e solta uma gargalhada alta. Tapa a boca com uma das mãos e encolhe os ombros, lembrando-se de sua mãe e filha dormindo do lado de dentro da casa. Mónica ri junto dela, leve e bem humorada. 

“É verdade! Denver é um...”

“Eu sou o quê?” As duas viram-se depressa em direção a voz que surge de trás, deparando-se com os dois homens que haviam inspirado a conversa que acabavam de ter. “Olhe aí Professor, estavam falando de nós!”

“Pois é claro,” Mónica prende o riso. “Estávamos falando sobre o quanto vocês dificultam nossa vida. Não é, Raquel?”

“Exato,” ela diz. “E sobre o quanto é difícil se apaixonar por delinquentes.”

Os quatro riem, e Raquel sente-se feliz e até satisfeita por já poder brincar com o assunto. 

Sérgio, então, para em sua frente, estendendo uma das mãos. “Foi um dia longo, e você merece descanso.” Ele sorri. “Vamos?”

*

Mónica e Denver foram extremamente cuidadosos e separaram um quarto só para Raquel e Sérgio. Paula e Mariví dormem em um quarto separado, apagadas, e Raquel sente o coração bater aliviado ao pensar na calma com que as duas parecem estar lidando com a viagem surpresa. 

“Finalmente sós,” Sérgio sussurra contra seu ouvido conforme ela fecha a porta, abraçando-a por trás e descansando as mãos em sua barriga. Deixa um beijo demorado em seu pescoço. “Como você está?”

“Cansada,” ela gira sob os calcanhares até ficar de frente para Sérgio, envolvendo os braços nos ombros dele. Seus dedos entrelaçam-se e lhe tocam a nuca. “Aliviada,” ela continua. “Feliz.”

“Feliz?” Ele sorri, seus cansados olhos pretos fixos nos dela. 

“Muitíssimo.” Ela murmura antes de puxá-lo para si, pressionando seus lábios contra os dele e demorando-se mais do que o necessário. Separam-se com um estalo. 

“Você já explicou tudo a sua mãe?” Sérgio pergunta enquanto tira uma mecha do cabelo de Raquel da frente do olho, posicionando-a atrás da orelha. Sua palma, então, descansa contra o rosto dela, o polegar acariciando a pele embaixo dos olhos. 

Raquel faz que não. “Farei isso amanhã. Ela mal sabe que você é o Professor... Não tivemos tempo...”

Sérgio, sério, assente. “Amanhã,” ele sussurra, os olhos vidrados nos lábios dela. Aproxima-se aos poucos, quase como quem pede permissão — e quando seus lábios alcançam os dela é como se cada fio do corpo de Raquel respondesse ao toque. 

Quando se dá por si, os dois já estão embolados sob o colchão, ambas as mãos de Sérgio perdidas entre os cabelos de Raquel, as coxas dela encaixada entre as dele, respirações ofegantes e corações acelerados. 

“Tem certeza?” Sérgio pergunta contra seus lábios, uma das mãos descendo pelas costas de Raquel e pausando quando encontra sua traseira. “Sua mãe, e— Paula...”

Raquel pausa. Deixa um selinho contra os lábios de Sérgio e, quando se afasta, faz questão de olhar fundo em seus olhos. Direciona a mão do Professor até seu seio sem desviar o olhar. 

“Preciso sentir você. Por favor—” ela não consegue terminar a frase. Sérgio se atira pra frente, contra ela, tomando-a em mais um beijo. 

E se Raquel pudesse escolher uma forma de morrer, seria exatamente assim: nos braços do amor de sua vida, perdendo o controle sobre seus atos e esquecendo o próprio nome. Não tem noção do tempo que passam ali — se redescobrindo, mapeando um ao outro com toques e beijos descontrolados — mas as horas passam como minutos conforme os dois tornam-se um só, de novo e de novo, com uma avidez completamente atípica para um casal da idade. Mesmo assim, permanecem dessa forma até o cansaço falar mais alto e os embalarem no tão merecido sono — e adormecem assim, ainda nus, abraçados e exaustos, mas felizes. Tão, tão felizes. 


Notas Finais


me contem tudooooooooo! ❤️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...