História Until Where? - Capítulo 2


Escrita por: e mygszx

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin)
Tags Kookv, Magianotopjk, Magicshoptopjk, Tjkp, Top!jk, Topjkproject, Vkook
Visualizações 200
Palavras 1.298
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


e aqui estou eu novamente, com mais um capítulo! eu realmente fiquei animada por termos conseguido quase 100 favs essa semana, pode não parecer muito, mas é incrível para mim ><
espero que vocês gostem <3

Capítulo 2 - Things that interest me


E​u sempre fui aquele típico adolescente que adorava os finais de semana. Não para sair e me divertir, mas sim para poder me deitar e refletir sobre minha vida sem mais preocupações com compromissos e horários. Gostava de analisar silenciosamente tudo que eu poderia fazer para mudar as coisas que não estavam me satisfazendo e quase sempre encontrava soluções para as mesmas; mas esse final de semana foi diferente.

Com determinação, acordei cedo no sábado e decidi que iria caminhar pelo bosque onde Jeongguk dissera que era bom para pensar, talvez fosse bom para mim também. Com positividade, vesti roupas grossas, pelo frio da manhã, e caminhei calmamente até a praça. Como imaginado, ela estava vazia. Afinal, quem sairia de casa com a temperatura quase negativa? O que eu não imaginava, era encontrar alguém ali. Ainda não conseguia ver com clareza o individuo, apenas sua silhueta, pois a neblina não me permitia. Caminhei mais à dentro do bosque, me esgueirando por algumas árvores e me apoiando nelas quando acabei por tropeçar em um galho ou qualquer outra coisa que estivesse no caminho pelo qual andava. Quando finalmente tive uma visão clara de seu rosto, era ninguém mais, ninguém menos, que Jeon Jeongguk. Ali estava ele, com seu caderno, lápis de escrever e casaco preto. Fiquei indeciso se me aproximava ou dava meia-volta e retornava para casa; ele estava ali para pensar, e disse preferir fazer isso sozinho, não seria eu quem o incomodaria.

— Pode sair de trás desse tronco, Taehyung, você não é invisível. — Meu corpo se sobressaltou. Seu tom de voz não era grosso, embora ligeiramente frio, o que fez-me aproximar rapidamente dele.

— Me desculpe... e-eu estava passando e.... — Antes que terminasse, o mais novo soltou o caderno para me encarar. Acabei me silenciando para encarar aquelas orbes escuras com atenção.

— Não precisa se desculpar. Já que está aqui, por que não se senta? — Ele acenou para o espaço vago ao seu lado no banco, ainda um pouco incerto, me sentei.

Ficamos em silêncio nos primeiros minutos e aquilo estava extremamente desconfortável – pelo menos, estava para mim, já que Jeongguk parecia concentrado demais em seus desenhos. Tive mais uma vez a curiosidade de perguntar o que ele tanto rabiscava ali e, um pouco menos acanhado, pigarrei.

— Você desenha?

— Pensei que soubesse tudo sobre mim. — Fiquei um momento em silêncio, pasmo, até finalmente me recompor.

— Ninguém nunca sabe tudo sobre nós.

— Você tem razão. — Ele esboçou um sorriso, aquela foi a primeira vez que vi tal ato vindo de sua parte. — Bom, Taehyung, eu só desenho coisas que me interessam. — E, dito isso, ele se levantou, arrancando a folha que estava rascunhando há pouco e a deixando no banco, indo embora.

Não pedi para que ele ficasse, nem perguntei para onde ele iria, pois, se quisesse ficar por mas tempo, não teria partido. Somente depois que ele já estava longe a uma boa distância, o suficiente para que a neblina o cobrisse, foi que me lembrei da folha que ele havia arrancado do caderno e, ansioso, a segurei com as mãos trêmulas. Ali pude reconhecer que os traços eram feitos com perfeição, que realmente Jeon Jeongguk era talentoso; ali também pude reconhecer que, uma das coisas que o interessavam, era eu... eu estava retratado naquela folha...

태꾹

​Não é preciso dizer que passei o final de semana me perguntando se aquilo realmente significava o que eu imaginava. Eu interessava a Jeongguk? Seria essa uma “permissão” para que eu me aproximasse? Sobre o desenho, ele era lindo. O Jeon tinha um talento incrível e eu me pergunto por que ele nunca se destacou nas aulas de artes. Os traços eram feitos com perfeição, assim com o contorno e as sombras, que davam um toque muito mais realista; também podia-se perceber que ele não errou muitas vezes, pois não tinha sinais de algum esboço do desenho. Era simplesmente magnífico. Na segunda-feira o nervosismo e a dúvida me dominavam. Eu deveria falar com Jeongguk ou ele viria até mim? Apenas fiz o de costume e segui para a sala de aula, me sentando em minha carteira e abrindo o livro para a primeira aula que teríamos, a qual com certeza não me interessaria.

Não demorou para que  Jeon também aparecesse, se dirigindo para o fundo da sala sem ao menos direcionar o olhar à mim. Fiquei decepcionado, de certa forma, mas não era o fim do mundo. Afinal, tal frieza vinda do garoto já era comum para mim. Entretanto, um pouco antes de recebermos o sinal para o intervalo, juntei forças para ir à sua mesa e conversar consigo. Ele ainda estava com o caderno aberto quando me aproximei silenciosamente, pareceu não perceber minha presença. Provavelmente ele não teria me visto até o momento em que se levantasse, se não fosse pela exclamação que deixei escapar quando vi o desenho que fazia em seu caderno.

Se parecia com uma mulher, sentada em alguns ramos e cipós, em frente à um rio. Ela vestia apenas uma manta e seu rosto era perturbadoramente aterrorizante. Apesar do desenho ser sinistro, ele tinha certa beleza, talvez por ter sido tão bem executado.

— O que é isso? — perguntei, claramente interessado, mas Jeongguk só fechou o caderno assustado e me fitou.

— Espionar é feio.

— Seu desenho é interessante. — Ignorei completamente sua repreensão. — O que é?

— É uma Rusalka. — Ele respondeu, se levantando e colocando a mochila nos ombros.

— Desculpe? — Deixei que meu cenho se contorcesse em uma careta de desconhecimento. Eu nunca havia ouvido falar nesse nome. Ele apenas riu soprado.

Rusalkas são espíritos de mulheres que tiveram suas mortes relacionadas à água, ou crianças que foram afogadas pelas mães.

Abri e fechei minha boca diversas vezes. Que tipo de pessoa saberia uma coisa dessas? Eu nunca fui um grande fã do sobrenatural, simplesmente porque acreditava em um Deus que orava por nós e um Diabo que nos fazia sofrer. Simples assim. Fui criado e convencido de que essa era a verdade, todas as outras possibilidades me causavam estranheza.

— Acredita em espíritos e demônios? — Minha voz acabou soando debochada, ele me olhou com uma expressão serena, mas dura.

— Sim. Você não? — Ele retirou uma maçã da bolsa, mordendo-a e me acompanhando para fora da sala, levando o caderno junto consigo.

— Não... — Neguei com a cabeça, me sentando no banco mais próximo. — Por que estava desenhando essa... como é mesmo o nome?

Rusalka. E, bem, eu já disse que só desenho coisas que me interessam.

— Por que ela te interessaria?

— Por que você gostaria de mim, Taehyung?

Meu nome sendo proferido por sua voz pôde soar dez vezes mais bonitos do que em qualquer uma. O olhei um pouco abobado, sentindo que, quanto mais eu me aproximava de Jeongguk, mais interessante ele ficava; quantas coisas mais eu ainda poderia descobrir?

— De qualquer jeito — Pigarrei, tentando retomar o assunto —, por que ela te interessa?

— Você não é íntimo o suficiente para saber isso.

— Talvez eu queira ser.

— Está disposto à fazer o que para me conhecer realmente?

E, mais uma vez, eu estava sem palavras – coisa que percebi que Jeongguk tinha grande facilidade em fazer. Ele estava me dando uma chance de conhece-lo, de poder me tornar mais que um colega e, quem sabe, até mesmo mais que um amigo.

— Estou disposto à qualquer coisa! — falei, talvez um pouco afobado demais para a situação, o que fez ele rir baixo.

— Então me encontre hoje, às dez horas da noite, no lago do bosque. Certo?

— Certo! — respondi, e logo o mais novo se levantou, distanciando-se.

Eu sentia meu coração palpitar. Eu teria um encontro com Jeon Jeongguk! Ele havia me convidado para um encontro! Com toda a minha euforia, retornei para a sala, deixando um sorriso retangular estampado em minha face.


Notas Finais


Beta Reader responsável: @Nevill


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