História Until You Find Me - Capítulo 3


Escrita por: e youngshine

Postado
Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Amnésia, Choi Youngjae, Família, Fluffy, Im Jaebum, Kid!au, Kid!yugyeom, Kim Yugyeom, Longfic, Vitabrevis
Visualizações 281
Palavras 3.096
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu não sei, tinha combinado um ritmo de postagem que não sei cumprir, então vamos fingir que eu não combinei nada hkahakah
Tô muiiiiiito feliz com os comentários e favoritos, vocês não têm noção de como isso me motiva.
Vocês viram que a fic tá de cara nova? AAA
A Kami (sehwunz) que fez essa maravilha. 💛
Boa leitura! 🌻

Capítulo 3 - O que eu chamo de lar


Capítulo II


Filho…

Aquela palavra rondava em sua cabeça, carregada com um turbilhão de sentimentos. Era forte o suficiente para fazer com que ele esquecesse todos os outros problemas nos quais havia se mantido focado.

Filho…

Meu Deus! Youngjae não se considerava capaz de cuidar de si próprio! Ter outra criaturinha aos cuidados dele era desesperador. Ele não conseguia parar de encarar a tela do celular. Sempre que o ecrã apagava, Youngjae pressionava o botão novamente, analisando a pequena criança.

Haviam assinado os papéis da alta e agendado uma nova consulta para dali a alguns dias, mas a mente de Youngjae continuava a flutuar naquele pensamento, fazendo com que ele caminhasse totalmente distraído pelo prédio do hospital, meramente consciente da mão de Jaebum apoiada em seu ombro.

— Quantos anos ele tem? — perguntou ao acaso.

Já estavam no carro e mesmo assim ele estava apenas meramente consciente do deslocamento que faziam.

— Três. Ele está com a gente desde os dezoito meses. — Jaebum o encarou de soslaio, as mãos firmes no volante.

— Yugyeom… — ele testou em voz alta.

— Isso.

— Casamento, filho, país novo… Parece que eu esqueci muita coisa — Youngjae sussurrou mais para si mesmo.

Estava nervoso como o inferno. Todos os seus instintos o diziam para correr e se esconder em algum lugar até que aquela loucura toda acabasse. Infelizmente, era um adulto agora. Um adulto com barba e tudo. Não podia simplesmente fugir de suas responsabilidades, ainda que quisesse muito.

Gostava de Jaebum. Ele era paciente e gentil, mas ainda assim era um estranho. Querendo, ou não, era o estranho “mais conhecido” que tinha ao seu redor naquela situação horrível.

— E os meus pais? — Youngjae quebrou o silêncio que havia se instalado.

— Faz muitos anos que vocês não se falam. — Jaebum adotou uma postura tensa, defensiva, o que deixou Youngjae preocupado.

— Aconteceu alguma coisa?

— Não exatamente. Podemos não falar disso agora? O médico pediu para que fôssemos com calma.

— Tudo bem.

Silêncio. Aquele silêncio de novo. Youngjae não gostava dele. Quando as coisas ficavam quietas ele tentava se esforçar para lembrar de algo, o que era totalmente inútil e desgastante.

Lembrava de coisas bobas, como o que havia almoçado naquele último dia que sua memória alcançava. Lembrava de ter tido prova de álgebra e de ter esquecido o casaco em casa, mesmo com sua mãe protestando muito para que ele o levasse. Também lembrava da quantidade exata de exp do seu guerreiro no RPG novo que tinha baixado no computador, mas não se lembrava exatamente nada sobre “coisas de adulto”.

Responsabilidades nunca o assustaram realmente, mas talvez fosse porque ele nunca teve nada muito importante para se preocupar, além de derrubar um copo d'água naquela plantinha que tinha no quarto, ou jogar umas bolinhas de ração dentro do aquário de seu peixe beta, o único animal de estimação que sua mãe o deixara ter.

Não sabia fazer um currículo, pagar um boleto e tinha total certeza que não sabia dar um nó em uma gravata.

Era como aqueles filmes, quando o super-herói percebe que tem poderes telecinéticos e tenta descobrir a dinâmica da coisa. Acabava sempre em caretas e frustrações acumuladas, até que ele descobrisse que as emoções eram a chave do negócio.

Ele podia jurar que estava fazendo caretas com seu esforço. Emoções, ele as tinha aos montes, principalmente quando se tratava de Jaebum. Quase visualizava as engrenagens trabalhando em sua cabeça, como em um desenho animado, mas tudo o que conseguiu foi um grande monte de nada. Só havia o colégio e, então, o hospital.

— Chegamos — Jaebum anunciou e Youngjae se remexeu no assento, espiando pela janela do carro.

Era uma casa bonita. Cerquinha branca e tudo. Grama bem aparada e algumas roseiras crescendo aqui e ali. Ela tinha dois andares e um sótão, bem diferente do apartamento em que morava com os pais. Tudo ali o dava a impressão de lar. Não era apenas uma casa.

O tipo de lugar que ele definitivamente idealizaria para si, se realmente tivesse os mínimos planos de se casar quando tinha treze anos, todavia ele estava bem mais preocupado com RPGs e com o fato de estar gostando de garotos mais do que deveria.

Ele estava congelado naquele banco. Eram muitas coisas para lidar em um único dia. Talvez, fossem coisas demais para lidar em um mês inteiro, ou até em um ano, para falar a verdade. Parecia que tinha nascido ontem e hoje já tinha marido, filho, casa e provavelmente um emprego.

Jaebum abriu a porta para si e inclinou-se um pouco, encarando seus olhos.

Vai dar tudo certo — Youngjae se surpreendeu por ter dito em voz alta.

— Acho que eu deveria dizer isso. — Jaebum riu, passando a mão pelos cabelos.

— Pode ser. Se você quiser dizer, de novo, sabe? Pra eu me sentir melhor.

Jaebum sorriu ainda mais, estendendo a mão para que ele descesse do carro.

Ele ainda acabaria infartando com aqueles sorrisos. Jaebum era bonito demais para ser verdade. Talvez fosse apenas um sonho idiota onde ele estava realizando todos os seus desejos mais ocultos, como admitir sua verdadeira sexualidade e ser feliz ao lado de alguém que realmente amasse, sem ser massacrado por uma sociedade terrivelmente conservadora.

Youngjae tinha seus olhos bem abertos, registrando cada detalhe da casa, enquanto atravessavam o quintal.

Ela não era desnecessariamente grande e nem pequena. Era perfeita, arriscaria dizer. Já que não sabia muitas coisas sobre o passado, estava empenhado em gravar tudo o que aprendia, prestando atenção no número gravado na parede branco-gelo.

O hall de entrada tinha um piso de madeira escura, ele não saberia precisar exatamente o tipo, mas parecia daquelas bem caras, como naqueles programas de decoração que a mãe gostava de assistir.

As paredes todas eram pintadas de um tom pastel, várias fotos espalhadas por ela, sem nenhum padrão real. Apenas como se alguém tivesse tentando traçar alguma linha lógica e desistido com o tempo, já que as primeiras três estavam alinhadas em uma reta vertical, enquanto o restante apenas estava espalhada em alturas e distâncias diferentes, alternando entre molduras redondas, ovais, quadradas e retangulares; umas de madeira, outras de metal.

Jaebum caminhava devagar ao seu lado, paciente com sua curiosidade. Tinha muitas fotos do menininho, de viagens, festas, eventos. Pareciam uma família incrivelmente feliz, sempre sorridentes, trocando olhares cúmplices ou apenas fazendo alguma coisa boba.

Era uma vida inteira documentada naquele corredor de entrada e Youngjae fez uma nota mental de voltar ali mais tarde, para admirá-las com mais calma.

Alguém conversava no outro cômodo. Uma vozinha infantil e outra masculina e adulta. Agora Youngjae já sabia que era inglês, mesmo que não fosse capaz de entender o que diziam, além de uma ou outra palavra solta.

Lembrava-se de ter pedido autorização ao pai para fazer um curso de inglês — em algum ponto que sua mente ainda alcançava —, todavia não se recordava exatamente da resposta e nem mesmo se havia o feito.

Provavelmente sim, afinal, não moraria há sabe-se lá quantos anos em Los Angeles, se não soubesse falar o idioma local. Apesar de que arrastar Jaebum para todos os lugares como intérprete não parecia tão ruim.

Suas mãos estavam suando, apesar do clima realmente gelado do inverno. A casa era climatizada, claramente, mas ainda assim estava frio ali dentro, ou talvez fosse seu corpo que tremia como alguém prestes a desmaiar. Ele não sabia precisar o quanto daquilo era físico ou puramente psicológico.

Olhou para Jaebum em busca de algum apoio e ele logo apoiou uma mão em seu ombro direito, o contato fez Youngjae tremer e, dessa vez, ele tinha certeza que não era pelo clima.

— Ele é um bom garoto. Não precisa ter medo.

— E se ele não gostar de mim?

Ele te ama, Youngjae. — Jaebum revirou os olhos.

Oh, é claro. Para Yugyeom, Youngjae era seu pai, mas para o Choi, ele era o garotinho desconhecido que tinha idealizado no caminho até ali, ou seja, o conhecia apenas em sua imaginação há praticamente quarenta minutos.

Ele continuou com passos hesitantes até a sala, seu coração parecia bater mais e mais alto, como se tivesse dentro dos seus ouvidos. O cômodo era bem amplo, com o pé direito alto. Um lustre descia como uma cascata em algum material que imitava pequenos cristais, reluzindo ao serem banhados pelo sol que entrava pela clarabóia. Como no restante da casa, as paredes eram claras, mas a mobília era de um tom marrom-avermelhado. A cor deveria ter um nome específico, mas Youngjae não era bom em determinar tons muito além das cores primárias. Havia um tapete branco e fofinho, estendido na área central, onde Yugyeom estava sentado, montando algumas peças de Lego com um homem adulto. Pela primeira vez desde que acordara, Youngjae achou alguém familiar.

Ele se curvou em uma reverência contida, mas seus olhos estavam fixos na figurinha de cabelos escuros que lhe encarava cheio de expectativa, se remexendo no chão como as crianças fazem quando estão muito ansiosas com algo e tem um adulto de olho nelas. Era a coisa mais adorável que já tinha visto e não precisava ter todas as suas lembranças para saber.

— Jinyoung. — O adulto levantou-se do chão e caminhou em sua direção, se apresentando formalmente. Tinha um sorriso contido nos lábios, enquanto estendia a mão para si. — Eu sou primo do Jaebum.

— Park Jinyoung? De Seul? — Youngjae respondeu animado. — Do colégio?

— Já faz muito tempo, Jae. — Ele riu, dando um tapinha no ombro do outro.

É claro que sua lembrança de Jinyoung era muito antiga, ou deveria ser, pelo menos. Em sua cabeça, o Park era um garoto de quinze anos — seu hyung —, focado nos estudos e bastante sério.

— Que mundo pequeno, não é? — Ele olhou para Jaebum, que sorriu em incentivo.

— Foi Jinyoung que nos apresentou quando eu me mudei pra Seul. — Jaebum recordou, escorando-se nas costas do sofá.

— E já se passaram dezoito anos de um Jaebum insuportável me enchendo de perguntas sobre você. — Jinyoung riu, cruzando os braços na frente do corpo.

Eles continuaram a conversa sobre o colegial, porém, tudo o que Youngjae via eram os olhinhos puxados e curiosos do pequeno Yugyeom. Ele tinha algumas peças coloridas na mão e Youngjae caminhou até ele, parando a sua frente e dobrando os joelhos para ficar a sua altura.

Não percebeu exatamente quando Jinyoung e Jaebum tinham-no seguido, mas eles estavam lá quando Yugyeom disse algo em inglês e Youngjae olhou para o mais velho, esperando que ele traduzisse.

Ao contrário do que Youngjae esperava, o outro abaixou-se também, sussurrando paciente para a criança:

— Lembra do que combinamos? — questionou em coreano para o menino.

Yugyeom acenou rapidamente, um sorriso travesso e dotado de covinhas doces surgiu em seus lábios quando ele se virou para Youngjae:

Meu nome é Yugyeom — O pequeno se levantou e curvou-se como uma reverência, após apresentar-se em um coreano carregado.

— Você sempre insistiu para educar Yugyeom nos dois idiomas. É mais fácil quando eles aprendem desde pequenos — Jaebum explicou.

Yugyeom sussurrou algo no ouvido do pai e ele concordou.

O menino correu em direção a Youngjae, enroscando seus bracinhos pequenos ao redor do pescoço dele.

— Devagar, Yugyeom — Jaebum repreendeu.

— Tudo bem — Youngjae assegurou enquanto se levantava, trazendo o menino consigo.

Yugyeom se enroscou contra seu peito como uma preguiça, suas perninhas contornando o tronco do mais velho. Youngjae apertou o pequeno contra si, fechando os olhos e enterrando o rosto nos cabelos escuros e macios da criança.

O cheirinho era tão bom, reconfortante, familiar… Como se seu corpo fosse feito para aquele momento, para aninhar Yugyeom contra si e sentir o calor que vinha do corpinho dele.

Não sabia exatamente quando tinha começado a chorar, mas percebeu que o fazia quando o primeiro soluço veio. Aquela era a sua vida, então? Como podia estar transbordando de amores por uma criaturinha que tinha conhecido há poucos minutos?

Ele não sabia; sua mente, ao menos, não sabia. Contudo, seu corpo lembrava, de alguma forma. O cheirinho, o toque. Aquilo estava gravado em si, mesmo que ele não soubesse como chegar à nenhuma lembrança específica.

— Por que está chorando, papai? — Yugyeom perguntou, afastando o rosto do peito de Youngjae e levando as duas mãozinhas ao rosto dele.

— Porque eu senti saudade — Youngjae respondeu, ainda que aquela não fosse a resposta exatamente certa.

— Mas o papai Jaebum disse que você tinha esquecido muitas coisas.

Eu sei, Yugyeommie. — Ele depositou um beijo na mão do menino, que fez uma uma careta.

— Isso… — Ele cutucou a barba de Youngjae e olhou para Jaebum, dizendo uma palavra em inglês e esperando que ele dissesse em coreano.

Espeta. — Jaebum riu.

— Espeta — Yugyeom repetiu, passando as mãos pela barba de Youngjae, sentindo a textura.

— Você não gosta? — perguntou, espalhando beijinhos pelo rosto da criança.

Youngjae sempre adorara crianças. Mesmo quando os outros garotos da sua idade não tinham paciência para elas, Youngjae amava brincar com seus primos mais novos ou com as outras crianças do colégio.

— Faz cócegas! — Yugyeom empurrou seu rosto com as mãos.

— Então eu acho que vou deixar. Posso usar isso contra você. — Ele gargalhou, fazendo cócegas na barriga do menino.

— Bom, acho que vou deixar vocês descansarem — Jinyoung falou e Youngjae sentiu-se culpado por esquecer-se da presença dele.

Estava tão feliz em sua bolha com Yugyeom, que por um momento era como se fossem só Jaebum e ele.

— Obrigado por cuidar do Yugyeom nesses dias, Jinyoung. — Jaebum deu um tapinha no ombro do mais alto.

— Tem certeza que não quer que eu leve ele?

— Tenho. — Youngjae se meteu, apertando o pequeno contra si.

Ele não sabia que precisava tanto de alguma coisa, quanto precisava do menino em seu colo.

— Tudo bem. Me liguem se mudarem de ideia. — Jinyoung acenou para Yugyeom, que retribuiu. — Boas melhoras, Youngjae.

Ele agradeceu com um aceno quando os outros dois se encaminharam para a saída, deixando Youngjae e Yugyeom sozinhos. Ele colocou o menino no chão, seu corpo reclamando pelo peso. Não que a criança fosse muito pesada, mas estava realmente cansado, mesmo que não tivesse feito nada demais.

— Você fez um dodói? — Yugyeom perguntou, afastando os cabelos do Choi que sentou-se na frente dele no tapete. Ele concordou com a cabeça quando ele levou um dedinho até o primeiro ponto. — Papai Jaebum me disse que você bateu a cabeça, por isso esqueceu.

— É verdade. — Youngjae sentiu um nó formar-se em sua garganta. Ele queria tanto se lembrar de mais coisas, sobre Yugyeom, principalmente.

— Quando eu me machuco, o papai Jaebum faz um curativo e dá um beijinho pra sarar. — Yugyeom franziu a testa, pensativo. — Ninguém fez um curativo pra você? — Youngjae negou. — Acho que é por isso que você não sarou.

Yugyeom levantou do tapete e saiu correndo pela sala. Youngjae pensou que poderia infartar ao ver aquelas perninhas curtinhas disparando pelo piso que parecia tão liso. E se ele caísse? Podia jurar que não respirou por um minuto inteiro. Então era por isso que sua mãe gritava tanto consigo quando era pequeno?

Pensou em se levantar e seguir o menino, mas sentiu uma tontura muito forte e decidiu que era melhor ficar quietinho ali e apenas rezar para que nada de ruim acontecesse.

Cerca de dois minutos depois, Yugyeom reapareceu, dessa vez no colo de Jaebum. Tecnicamente, o coração de Youngjae deveria se acalmar com a cena, mas tudo o que ele fez foi bater violentamente contra seu peito, como um cavalo de corrida galopando por aí. Tinha toda a certeza que aquela era uma das coisas mais bonitas que tinha visto em sua vida inteirinha: Jaebum com um sorriso largo para o filho, enquanto Yugyeom gesticulava com uma caixinha na mão.

— Pronto, agora eu vou fazer um curativo pra você sarar — Yugyeom disse bem sério quando Jaebum o largou no chão. Youngjae prendeu o riso. Como ele poderia ser tão fofo?

— Vou ficar quieto, prometo.

Jaebum, ao contrário de si, realmente estava rindo, cobrindo a boca com a mão. Youngjae olhou feio pra ele, que apenas deu de ombros.

Yugyeom afastou o cabelo da testa do mais velho e Youngjae ajudou, segurando os fios para cima, enquanto o menino retirava alguns band-aids amarelos da caixinha.

Umas criaturinhas amarelas de macacão, com um olho só e usando óculos esquisitos estavam desenhados no curativo.

— São Minions Jaebum explicou.

— Você não via os Minions quando você era criança, papai?

— Não, eu acho que não existiam Minions quando eu era pequeno.

— Hm — Yugyeom fingiu interesse, colando o primeiro band-aid. — Está tudo bem se você chorar. Eu choro, às vezes, quando eu tenho um dodói.

Youngjae mordeu os lábios, tentando ao máximo não rir com aquilo. Sabia que crianças pequenas repetiam tudo o que ouviam e já tinha percebido que Yugyeom era bem tagarela. Apenas se perguntava quem havia dito aquilo ao pequeno, se ele ou se Jaebum. Esperava que ele, é claro, já que seus pais sempre o importunavam com o famoso “meninos não choram”.

— Pronto, agora é só dar um beijinho. — Ele se colocou na ponta dos pés e beijou com cuidado a testa dele sobre os curativos. — Agora você, papai. — Caminhou até Jaebum, que estava sentado no sofá, e o puxou pela mão.

Os dois adultos trocaram um longo olhar. De repente, Youngjae já não achava mais tudo engraçado, havia apenas um nervosismo incrível se instalando em si. Sabia que suas bochechas estavam coradas e queria morrer com a ideia de estar pagando um mico daqueles.

"Ok, é só um beijo na testa, Youngjae. Não é como se vocês fossem fazer sexo", ele pensou, aflito.

Jaebum se colocou de joelhos na frente dele e segurou seu rosto entre as mãos. Ele se aproximou terrivelmente devagar, mantendo o contato visual, e pressionou os lábios em sua testa.

A ardência que sentiu nos pontos foi o de menos naquele momento. Seria muito clichê dizer que sentiu borboletas em seu estômago? Talvez fosse algo maior e mais agressivo. Passarinhos, talvez. Passarinhos bem agitados fugindo de algum gato.

Que constrangedor. Tinha certeza que parecia um belíssimo tomate de feira, principalmente quando Jaebum acariciou de leve sua bochecha que pareceu ferver contra os dedos gelados dele. Então ele sorriu, aquele sorriso desconcertantemente bonito.

Se ele tivesse alguma dúvida, naquele momento ela estava totalmente sanada: Youngjae era, oficialmente, um adolescente de novo.



Notas Finais


Finalmente temos a família reunida 😭
Se o baby Yugyeom não é a coisa mais fofa do mundo, juro que não sei o que é.
Capítulo divinamente betado pela @caminyx 💛


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