1. Spirit Fanfics >
  2. Untitled; You - Imagine NCT (Haechan) >
  3. The Scholarship

História Untitled; You - Imagine NCT (Haechan) - Capítulo 1


Escrita por:


Capítulo 1 - The Scholarship


Acordo no quarto escuro, meus olhos abrindo levemente, mas se forçando a fechar imediatamente. Estava cansada, muito cansada. Dou um longo suspiro e me viro de bruços na comodidade macia de minha cama. Fico ali por mais um, dois, três minutos... 

Abro os olhos alarmada, lembrando que estou atrasada. Levando rapidamente com minha visão escurecendo, tendo que me apoiar em minha parede para não cair friamente no chão protegido por um tapete felpudo. Espero meus olhos voltarem ao normal e tiro meu cabelo de meu rosto. Sinto ele enosado pelas pontas de meus dedos, se afundando nos fios. 

Meus olhos se fixam no horário do relógio em minha cabeceira. Os ponteiros dançam entre si, anunciando 6:23 da manhã. 

- Ok... - respiro fundo, passando as mãos em meu rosto, como se fosse me acordar de alguma forma. - Tenho tempo, tenho tempo...

Caminho ligeira para o banheiro e praticamente me jogo debaixo da água morna corrente. Me encolho embaixo do jato quente  desuniforme, pois algumas boquinhas do chuveiro mandavam esguichos para o vidro do chuveiro, ou para a parede de pastilhas que já foram brancas cobrindo as paredes do box.

Saio da água e encho o pulmão com o cheiro de banho recém tomado. Finalmente sinto forças para começar o dia.

Quando percebo, me encaro no espelho enquanto aliso o blazer bem passado da escola. O fim de minhas últimas férias de verão é simbólico, francamente. Ajeito minha postura, olhando a mim mesma nos olhos através do espelho. 

Estava transmitindo pra mim algo como "Calma, você consegue", ou talvez "Daqui a pouco você vai sair daqui, não se preocupe, já vai acabar". 

Pego minha mochila em um ombro e corro até a cozinha, buscando um pêssego perfumado. Antes de deixar a casa, passo no quarto de minha mãe. Ela está no sono mais profundo, mas mesmo assim tomo cuidado ao fechar a porta do seu quarto, com meus lábios apertados juntos tentando não fazer nenhum ruidinho. 

Saio de casa e me sento nos degraus farpudos de madeira grossa e vejo o sol fraco, amarelado colorindo o céu. O pêssego doce dominando minhas papilas gustativas a cada mordida. Escuto seu carro fazendo a curva em minha rua deserta, o barulho da borracha bruta nas pedrinhas do asfalto. 

Como o resto de meu pêssego e me apresso para entrar no carro preto baixinho. 

- Meu Deus, parece que você está acordada faz horas. - ele diz sorrindo para mim ao me ver entrando. 

- Eu consigo fingir bem. - sorrio de volta. - Bom dia, Mark. Pronto pro primeiro dia de aula? 

- Obviamente não. - ele ri, juntando algo em sua porta e virando para mim. - Toma, fiz agora de manhã para você, sei que vai precisar. De canela, do jeito que você gosta. - a grande garrafa metálica entrou em contato com a palma de minha mão. Estava quentinha, cheia de café. - Sei que você vai acabar com tudo nos primeiros 30 minutos de aula, mas sei que você não consegue aguentar o resto do dia sem cafeína correndo no seu sangue. 

Sorrio abertamente, dando um soquinho em seu ombro. 

- Estou te devendo uma, pode me cobrar. 

O carro começa a andar sem pressa. Meu olhar começa a queimar em sua bochecha, e ele percebe. Nem olha para mim. 

- Mark - ele responde com um "Hum" arrastado, sabendo o que estava por vir. - Você já sabe o que quer fazer? 

O carro fica em silêncio por alguns segundos. 

- Não. - ele diz. 

- Não tem nada em mente? - pergunto.

- Não. - repete. 

- Você tem notas boas, seria aceito no que decidisse fazer. - comento. 

- Não, essa é você. 

Ele dá uma risadinha que preenche o carro silencioso. Cutuco minhas unhas. 

- Você poderia se candidatar na Oficina de Projetos de Vida do colégio, poderia ter uma luz lá. - tento, esperançosa. - Ou talvez na de Projeto Científico. - ele olha para mim como se dissesse "Pelo amor de Deus, o que acha que eu sou?". - Você faz um projeto de alguma área da ciência em 6 meses. Talvez assim você consiga, digamos, acabar alguma coisa. 

- Eu acabei com a sua mãe mais cedo, isso conta? - ele diz, suas palavras seguidas por uma risada como se sua garganta estivesse com cosquinhas. 

Reviro os olhos, encostando meu pescoço no banco. 

- Por que se importa tanto com a minha faculdade, afinal? - questiona. 

- Não me importo com sua faculdade, me importo com você. - rebato enquanto entramos no estacionamento da escola. - Estamos acabando isso daqui, está no fim mesmo. O que vamos ser depois do ensino médio? 

O carro para simetricamente no meio das duas linhas de estacionar. 

- Pelo menos comece a pensar nisso, ok? - peço, saindo do carro. 

- Ok, ok. Pode deixar, eu vou. - ele me alcança e oferece seu melhor sorriso, aquele que eu mais gosto. Cedo e lhe sorrio em troca. Começamos a andar lado a lado. 

Seu braço desliza pelos meus ombros, enquanto entramos na escola. Nossa intimidade era assim, quem nos visse e não nos conhecesse apostaria que somos um casal. 

Éramos nós contra o mundo. Ou apenas "eu e ele". É mais fácil dizer que ninguém mais entre em nossa equação do que admitir que não temos vontade alguma de trazer alguém novo para o nosso pequenino círculo de amizade. 

- O que você vai cursar mesmo? - ele brinca. Já sabia a resposta. - Arquitetura, não é? E se eu tentasse cursar também? Aparecer em sua faculdade e estragar o seu plano de universitária perfeita, sem distrações? Eu ia te distrair facilmente. - ele zoa novamente. 

- Você não pode escolher cursar o que vou cursar simplesmente porque estou lá. - reviro os olhos. Seu aperto afirma-se em meus ombros. - Você tem que pensar nisso com muita calma, não assim. - estalo meus dedos dramaticamente perto de ser rosto. 

- Eu pensei com calma. - ele graceja mais uma vez. Reviro meus olhos e fujo de seu braço, entrando no auditório da escola. 

Ele está cheio, entupido de alunos. Procuro míseras duas cadeirinhas desocupadas no meio de tantas já pegas. Acho um par no meio da fileira. Mark está totalmente perdido ao meu lado, odeia estar no meio de tanta gente. Seguro seu pulso e o levo junto comigo para os assentos. 

Quando nos sentamos, parece que só estavam esperando por nós, pois o diretor surge no palquinho logo após nos sentarmos. 

- É uma honra termos todos vocês reunidos no dia de hoje. Alunos do Terceiro Ano, vocês estão prestes a iniciar seu último ano letivo, estejam preparados para o que virá em seguida. - ele sorri abertamente para nós. - Todos os sistemas de aulas, trabalhos e notas continuarão os mesmos, não se preocupem. Os rankings semanais ficaram em todos os corredores da escola, sem exceção. 

Mark estremece ao meu lado, dando um gemido longo de sofrimento e encostando a cabeça em meu ombro. 

- Porém, esse ano preparamos algo para vocês, veteranos. - ele fala, animado. - Esse ano vocês terão que se esforçar mais do que nunca. O aluno que mais se destacar este ano em todas as áreas possíveis e tiver as melhores notas possíveis em todas as matérias ganhará uma bolsa de 3 bimestres em uma das melhores universidades do mundo, a UCLA!

Fico em choque, de surpresa. Sinto os fios de cabelo de Mark roçarem em meu queixo. 

- Já começou a fazer suas malas para a Califórnia? - ele pergunta. 

- Não sei se vou conseguir a bolsa... - falo, olhando para o enorme emblema da Universidade da Califórnia em Los Angeles estampado na parede do auditório, que mostrava o PowerPoint. 

- Quem mais competiria com você? - ao falar isso, meus olhos vão diretamente para o outro lado do auditório. 

Ele está lá, todo jogado em sua cadeira. Sua perna direita descansa em sua coxa esquerda, e ele balança seu pé freneticamente enquanto ele encarava o emblema da Universidade, bem como eu estava fazendo antes. Mas então, seus olhos correram pelo grande cômodo até pararam em mim. 

Ele me lançou um sorriso - não como o de Mark, aquele que eu mais gosto, ele me lançou o que eu mais odeio. Ele praticamente me dizia "E então, qual de nós vai ganhar essa bolsa?" com aquela sua expressão natural que podia tirar todo mundo do sério. 

Mark deve ter percebido, pois se sentou ereto, me impedindo de enxergar o garoto do outro lado do auditório. 

- Boa sorte, alunos. Espero que dêem o seu melhor. - o diretor fala, sorridente. - Podem ir para as suas devidas aulas. Tenham um bom dia. 

Uma comoção começa, todos tratam de se levantar e ir até a saída do lugar, mares de adolescentes indo para a mesma direção. Mark segura meu pulso para não me perder no meio de tanta gente. 

Minha cabeça ainda está totalmente centrada na bolsa. UCLA, UCLA, UCLA, por toda minha mente. Se já me esforçaria antes dessa notícia, agora me esforçaria o dobro, o triplo, quantas vezes precisasse. 

Quando me dei conta, estava na frente da sala da aula de Inglês de Mark. 

- Entre, vai se atrasar para a aula. - digo, saindo do transe. 

- Ok, eu vou. - ele solta minha mão e vai para a sala. - Até o intervalo, melhor amiga!

Caminho nos corredores quase vazios indo para a minha sala de Química. Começo a escutar passos apressados atrás de mim, me fazendo caminhar cada vez mais rápido ao saber quem era. 

Depois da notícia da palestra e do meu olhar de pânico sendo direcionado diretamente a ele lá, sabia que ele não me deixaria em paz.  

- Então... UCLA, hein? - respiro fundo ao som de sua voz fina. - Vai ser uma loucura disputar essa vaga com você. 

Olho para ele pela primeira vez durante a "conversa" que estávamos tendo. Seus cabelos castanhos bagunçados estavam caídos sobre sua testa. 

- O que você quer, Donghyuck? - pergunto, sem paciência. 

- Não sei, dar um "Oi", dar boa sorte. - ele estende a mão. - Que vença o melhor. 

Paro de caminhar e olho sua mão ali, reviro os olhos e aperto-a, o fazendo sorrir animadamente. Ele parecia uma criança. 

- Que vença o melhor. - digo. 


Notas Finais


fanfic nova aaaa~~
aushaushaushaush
espero que tenham gostado do primeiro capítulo s2


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...