História Unusual - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Britney Spears, WWE
Personagens Dean Ambrose, Roman Reigns, Seth Rollins
Tags Bruxaria Da Boa, Mais Uma Da Tia, Morccegando, Roman Reings, The Guy
Visualizações 81
Palavras 1.569
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Hentai, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá Morcegada!
Tudo bem com vocês? Espero que siiiiiiiiim!
Então gente, mais um pra vocês ai, estou cheia das ideias KKK Se quiserem deixar ideias, a vontade viu!
Obrigada a quem comentou, beijos e até a próxima! <3

Capítulo 3 - Roman I


Fanfic / Fanfiction Unusual - Capítulo 3 - Roman I

Foi uma surpresa quando encontrei a neta da Senhora Flowers em minha porta, mas eu deveria imaginar que ela fizesse tal coisa, afinal, a Sra. Flowers sempre me trazia bolos na tentativa de se aproximar. Talvez eu não tivesse tão surpreso com isso, talvez fosse pela garota e seu jeito estabanado. Algumas vezes eu a espiava pela janela, vi as vezes que ela caia enquanto subia os poucos degraus de sua casa, ou as vezes que deixava seus vasos de flores caírem no chão, e até mesmo batendo em um poste com a bicicleta. A garota era meio doidinha, até tinha um porco de estimação, coisa rara de se ver por aqui. Mas algo nela me chamava atenção, assim como Sra. Flowers também me chamava... Outubro – Até no nome a garota conseguia ser hilária – tinha um brilho diferente, ela caminhava alegre, como se nada no mundo pudesse desfazer seu sorriso, ela e seu porco saltitando pela rua, pareciam diferente pra mim, e pra todo o resto da rua. O jeito que ela se vestia, com longas saias e blusas de fio, usava tiaras de flores na cabeça sem se importar com os olhares alheios. Ela parecia uma boa pessoa, talvez por isso eu tenha ido até sua casa na tentativa de me desculpar por minha grosseria, o que não deu muito certo.

 

Eu a observava naquela manhã de domingo. Ela estava no jardim molhando suas plantas enquanto cantava, e o porco, que descobri ser porca, andava em círculos tentando pegar seu pequeno rabo...

 

Isso não é coisa de cachorro?!

 

Balancei a cabeça e me afastei da janela enquanto comia mais um pedaço daquela torta maravilhosa. Infelizmente havia acabado, e isso me lembrava que eu teria de devolver sua travessa. E novamente pensei em me aproximar, pensei conversar, talvez só um pouco, não faria mal... Suspirei, que droga de vida! Eu, um cara de quase trinta e quatro anos nas costas, estava indeciso em relação a uma garota, que por acaso parecia ser mais nova do que eu.

 

O dia se passou quieto, contive minha vontade de sair pela porta e devolver aquela bendita travessa. Quando a ideia se fixou em minha mente, eu ouvi alguém bater em minha porta. Franzi a testa e fui em direção a porta. Abri-a e dei de cara com Dean, meu único amigo.

 

Eae Broh! – Ele sorriu enquanto mastigava seu chiclete de boca aberta.

 

Revirei os olhos e abri a porta ainda mais.

 

– Cara, nem vou entrar! – Ele murchou seu sorriso. – Temos um chamado...

 

Aquelas simples palavras me deram calafrios. Fechei os olhos com força e suspirei.

 

– Eu não estou mais na equipe Dean! – Retruquei.

 

– Ah, para com esse cú doce, nós sabemos que você tá louco pra voltar! – Dean revirou os olhos. – Fala sério, eu aposto que você está enlouquecendo nessa casa, sem fazer nada...

 

– Prefiro continuar assim! – Respondi firme.

 

– Roman... – Ele me encarou com seriedade. – Pessoas estão morrendo, pessoas inocentes! Nós precisamos de você pra resolver esse caso.

 

Merda!

 

Estava mais claro do que água cristalina, a minha vontade de ceder era enorme. Eu amava o que fazia. Salvar pessoas, era tudo o que eu sabia fazer, era o que eu fazia de melhor. Porém, um trabalho como esse se torna perigoso quando você tem pessoas com quem se importa demais.

 

– Me conte no caminho. – Respondi.

 

Peguei minha jaqueta no closet da sala e rumei para fora de minha casa. Enquanto saia do jardim de minha casa, olhei para o outro lado da rua. Lá estava ela. O sol batia em seus cabelos louros os tornando ainda mais brilhosos, seus olhos castanhos também brilhavam. Usava um vestido rosa florido com um grande corte na lateral. A porquinha de estimação agora descansava em um dos degraus da escada. Outubro virou o rosto e me encarou, com seu típico sorriso alegre, ela me deu um aceno de leve com a mão. Eu apenas balancei a cabeça e entrei no carro.

 

– Parece que você anda fazendo alguma coisa, afinal. – Dean ergueu a sobrancelha.

 

– Isso não tem importância agora... – Murmurei. – Me conte sobre o caso.

 

– Parece um Serial Killer. Essa é a terceira vítima na cidade e o pessoal já está surtando. – Comenta enquanto dá partida no carro. – Primeiro um rapaz chamado Diego Lopes, Sarah Parker foi a segunda, e agora mais uma...

 

– Alguma ligação entre as vítimas? – Perguntei.

 

– Parece que todas elas tinham uma religião diferente...

 

– Como assim?

 

– Nenhuma das vítimas eram cristãs...

 

 

Deus é o caminho”

 

Era o que estava escrito em uma das paredes da casa da vítima. Estava escrito com sangue, o lugar até fedia a sangue. Eu já tinha até esquecido de como era estar em uma cena de crime. Seguranças e policiais por todos os lados, peritos, fotógrafos... Uma verdadeira bagunça. Me aproximei da poltrona, era onde o corpo foi encontrado, o móvel estava coberto de sangue, um corte na garganta, segundo o legista.

 

– Parece que nosso assassino é um religioso fanático... – Seth aparece com algumas provas na mão. – Bom ver você, Roman!

 

– O que é isso? – Perguntei ignorando sua gentileza.

 

– Ele rabiscou alguns versículos da bíblia nesses papéis. – Responde Seth.

 

Peguei os dois pequenos papéis que estavam dentro de um saquinho de provas. Um dizia “Bruxas devem queimar” e o outro “Não recorram aos médiuns nem bus­quem a quem consulta espíritos, pois vocês serão contamina­dos por eles. Eu sou o Senhor, o Deus de vo­cês.”

 

Por algum motivo aquilo me deu arrepios, senti que aquilo só estava começando e que esse assassino iria muito além do que duas ou três vítimas.

 

– Mande para o laboratório. – Disse devolvendo os papéis.

 

O resto do dia passei ao lado de Dean e Seth, tentando descobrir algo mais sobre o caso, porém só víamos o óbvio. O assassino estava atacando pessoas que seguiam religiões diferentes. Diego Lopes era Ateu, Sarah Parker era praticante de Voodoo, e Abigail Hammings era pagã. Seria difícil saber qual seria a próxima vítima, as pessoas não saem simplesmente dizendo pelos ares qual sua religião. Tinha algo que estávamos deixando passar.

 

Dean me deixou em casa novamente, antes que eu saísse do carro, ele segurou em meu ombro.

 

– Hey Broh... – Dean abriu o porta-luvas e tirou de lá uma arma e um distintivo. – O chefe mandou entregar, vai precisar disso...

 

– Valeu. – Balancei a cabeça pegando meus antigos pertences.

 

Virei para o lado e percebi que Outubro estava passando por seu cercado, com a porquinha em uma guia. Ela adentrou o portão e soltou a porquinha, sorrindo e falando com o animal.

 

– Qual é a da vizinha hippie? – Perguntou risonho.

 

– Nada demais. – Dei de ombros voltando a lhe encarar. – Ela só me fez um bolo, está sendo gentil.

 

– É gostosa! – Riu erguendo a sobrancelha. – Você bem que está precisando brincar, está mais carrancudo do que eu me lembrava!

 

– Tchau Dean! – Disse revirando os olhos.

 

 

Novamente aquele tédio ao passar pela porta de minha casa. A casa que eu não gostava, feia e cheia de lembranças amargas. Talvez se um dia eu reformasse a casa ficaria apresentável. Suspirei e fui para a cozinha a fim de pegar uma cerveja, porém, ao entrar, percebi a bendita travessa em cima da mesa. Sem esperar muito, peguei a travessa nas mãos e deixei minha casa, atravessei a rua.

 

A casa dela era tão diferente, tão mais alegre, com flores coloridas e ervas plantadas em vasos, samambaias penduradas na varanda. A noite já caia e mesmo assim a casa continuava iluminada. Quando passei pelo cercado, uma sensação boa me atingiu, o cheiro das flores me acalmaram e eu me senti mais leve. Subi os degraus da varanda e bati em sua porta.

 

– Já vai! – Gritou ela. Ouvi passos fortes e logo um estrondo. – Ai, merda! – Grunhiu a garota.

 

Tenho certeza que ela deve ter caído ou se machucado durante o trajeto até a porta. Balancei a cabeça. Logo ela abriu a porta, me recebendo com um sorriso surpreso. Eu a achei linda, mas naquele momento quis lhe dar uma bronca por abrir a porta sem saber quem seria...

 

– Boa noite! – Ela sorriu.

 

Senti a barra de minha calça sendo puxada, olhei para baixo e percebi que a porquinha mordia minha calça.

 

– Juju! – Outubro esbugalhou os olhos assustada e abaixou para pegar o animal no colo. – Que coisa feia! – Olhou feio para o bichinho e em seguida olhou para mim. – Me desculpe...

 

Engoli a seco e estiquei a travessa em sua direção, ela exitou em pegá-la com sua mão livre. Eu já estava pronto para dar as costas, mas algo me impede.

 

– Espera! – Ela pediu. Sua voz fez meus pés pararem e meu corpo se virar. – Eu não sei seu nome... – Deu um sorriso amarelo.

 

Pensei em responder, mas se eu respondesse estaria a deixando se aproximar de mim. Eu não queria isso, não queria que essa garota cheia de vida e inocente, se machucasse por minha causa... Pensei em ir embora, mas novamente, sua voz parecia ter algum poder sobre mim.

 

– Eu sei que posso estar sendo chata, ou forçando a barra... – Ela começou. – Mas minha avó gostava muito de você, e é importante pra mim conhecer alguém que minha avó gostava...

 

Sra. Flowers, sempre aprontando uma pra cima de mim. Ah, aquela velhinha, eu a adorava, apesar de quase não conversar com ela. Mas parece que mesmo depois da morte, ela ainda tenta me trazer alguma felicidade. Lembrar-me dela me fez sentir esperançoso, talvez fosse diferente dessa vez...

 

– Roman... Meu nome é Roman Reings.  



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...