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História Urso Triste - Capítulo 17


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Capítulo 17 - Evento da Noite


Fanfic / Fanfiction Urso Triste - Capítulo 17 - Evento da Noite

Chegando até o grupo de garotas puxo Naomi bem a tempo desviando do tapa, vi a ira se alastrar nas duas, dou minha fatia do bolo e a bebida a Naomi enquanto ficava de frente as penetras.

Mesmo sabendo que palavras poderiam não funcionar com pessoas que andam procurando confusão, resolvi por tentar.

— Garotas, sei que vocês tem algum passado, uma história mas agora não é um bom momento, todos aqui já estão um tanto alterados e para colocar vocês pra fora não custa nada. Apenas façam conforme a aniversariante solicitou.

Garota 1 — Se manda, a conversa aqui é com ela, como convidada seu papel é ficar na sua, aliás já que se meteu. Já viu o que ela fez? Comigo e sendo amigas, imagina o que mais fará.

— Vi, mas vocês deram motivos. Agora, se puder me acompanharem farei questão de levá-las e posso ser a única sóbria no momento.

Garota 2 — Te acompanhar? Só quando deixar uma marca nesse seu rostinho por sua ousadia.

— Desculpe, mas não será possível, vai ter de ser do jeito convencional mesmo.

Antes que pudessem pensar em fazer algo usando o antebraço dou um golpe no queixo de uma e vendo ela ficar desnorteada cair ao chão a outra corre ao seu auxílio, porém vou até elas e as puxo ambas pelos braços aplicando força as obrigado a ficar de pé e sigo em direção à escada.

— Pode ficar em paz Naomi.

Essa é minha última fala até chegar a escada e fazer as duas descerem enquanto tentavam se debater, tendo colocado elas pra fora e sentindo a irritação chegar caminho até a pista de dança pensando em aproveitar um pouco já que as duas havia arruinado parte de meu bom humor.

A situação parecia ter voltado ao normal, vendo um cara desconhecido a dançar sozinho me aproximo apenas por pura vontade de fazer companhia, ainda trocamos algumas palavras em meio a dança. Isso, até quando umas mulheres bêbadas se juntaram a pista estando tontas não conseguiam se manter em pé direito caindo ou se debatendo com um e outro.

Cara — Não se incomode, essas daí veem frequentemente aqui, só causam confusão.

Mesmo com seu aviso, quando percebi já era uma dentre as pessoas que haviam sido trombadas por elas.

— É sério isso? Mal cuidei de duas penetras e agora um grupo de bêbadas vem tirar minha paz.

Não querendo acreditar na situação me afasto delas passando por outros casais que estavam a dançar meio que tento ter meu espaço, até elas acabarem afastando o pessoal que passou a reclamar e abrir uma roda só pra elas.

— Nunca tentaram as colocar pra fora? Claramente estão tentando monopolizar o que vem entender.

Cara — O que se fazer quando tem parceiros de renome?

O pessoal próximo a elas passou a parar de dançar, fui uma dentre eles vendo até onde essas mulheres iriam. O cara com quem dancei pareceu ter sumido entre as pessoas, então só me restou observar e quando menos esperei uma delas estava a minha frente me encarando.

Mulher — Aí, não gostei da cara dessa, o olhar me incomoda.

Com sua fala o riso das outras aumentou, ela ergueu a mão e começou dar tapinhas em meu rosto finalizando com um empurrão no ombro. As outras vinheram pra perto tentando puxa-la.

Mulher 4 — Deixa ela, só veio se divertir também, não está fazendo mal.

Mulher — Não importa, quero que ela pare de me olhar.

Aí ela se aproximou novamente e tomei um empurrão mais forte, debatendo contra uma das pessoas que havia deixado de dançar apenas peço desculpas enquanto me afastava, e volta do meu olhar a que havia me empurrado sigo em sua direção dando um tapa com o impacto seu rosto muda de ângulo. Vendo a surpresa no olhar das outras ouço uma risada sem graça vir dela.

Mulher — Está morta.

Recuperando sua compostura sigo com uma sequência de golpes cada vez que ela vinha pra cima, claro que suas amigas não iam ficar paradas e vieram também quando a derrubei daí a confusão começou. Quando percebi mais pessoas haviam se juntado e local estava em puros golpes.

Mulher 5 — Aaah!

Com seu grito que antecedia seu ataque e virei a tempo de vê-la chegando por outra direção, desvio do golpe que teria lançado para meu rosto e aproveitando seu braço estendido passo minhas mãos por seu tronco, com meu peso a giro derrubando em uma mesa próxima.

Quando o caos parecia não ter mais fim e as mulheres iniciais estavam golpeadas vi um grupo de homens surgir vindo até elas, provavelmente eram seus companheiros. Dou alguns passos atrás e pensando em como iriam dar conta deles sinto uma mão larga agarrar meu braço me puxando para trás com rapidez, ao virar sinto a mesma mão repousar em meu ombro.

Homem — Apenas venha comigo.

Antes que pudesse dizer algo sou conduzida por ele entre as pessoas, por estar passando pelas partes mais escuras do local não consegui ver seu rosto, com mais alguns passos estamos subindo as escadas até o último andar onde ao chegar caminhando entre as poucas pessoas que haviam ali e que estavam a observar o caos lá embaixo.

Chegando em uma das mesas um tanto afastadas, ele se senta e por ainda estar me segurando acabo sentando ao seu lado contra vontade.

Voz — Rápido, procurem pela garota, não vai sair impune.

Surpresa acabo por deixar que sua próxima ação ocorre-se, na qual ele me puxa para mais perto me fazendo assim impactar contra seu tórax, uma de minhas mãos acaba posicionada por cima enquanto a outra fica ao lado de seu corpo. Sinto um casaco ser colocado por meus ombros e sua mão repousa no meio de minha costa.

Estando nessa posição podia sentir o cheiro másculo que ele emanava, inconscientemente acabo encostando minha cabeça no encaixe de seu pescoço ouvindo baixinho as batidas de seu coração e sua respiração acelerada se acalmar ao mesmo ritmo que a minha.

O tempo ali me pareceu parar enquanto minha mente trabalhava em entender o que estava acontecendo, em minha volta a realidade tentei me separar porém fui impedida com sua força pela mão que ainda estava a me manter ali.

Homem — Espera mais um pouco.

Vejo ele pegar o copo de uísque a frente levando a boca tomar um gole, ainda petrificada tento por meio da audição tentar descobrir o que estava ocorrendo agora. Havia passos apressados pelo chão vindo das escadas alguém parecia desesperado por encontrar algo, tão logo chegou a este andar e passaram correndo por perto de nós não fazendo questão de nos verificar.

Voz — Aqui está limpo, aquela garota sumiu no meio da confusão.

Voz 2 — Então, vamos apenas conter as mulheres elas não vão perceber nada mesmo.

Voz 4 — Melhor ainda que elas nem vão se lembrar depois, a garota teve sorte.

Voz 3 — Melhor que não teremos problemas.

Assim que se foram me vi suspirar, os homens realmente pretendiam vir atrás de mim só por causa da lição que dei em suas companheiras que não sabem se defender sozinhas.

Homem — Poderia ter sido bem pior.

Deixando meus pensamentos uso meu peso para me afastar dele colocando um certo espaço entre nós, ergo o olhar analisando-o. Com certeza, nunca havia o visto antes, sem contar no fato de seu exótico cabelo.

— Por que interviu? Eu poderia ter cuidado sozinha deles, por mais que tivesse os punhos feridos ao fim da confusão.

Homem — Apenas, não sou do tipo que fica quieto e deixa o inevitável acontecer. E você parecia precisar de ajuda, sabia que ninguém ao seu redor teria coragem o suficiente para ajudar.

— Agora que o cita, preferiram abrir caminho do que tentar colocar pra fora. Só pelo fato do renome e a vinda constante.

Homem — Como gratidão, o que acha de me acompanhar em uma bebida? Pode não ser uma boa ideia descer agora.

— Aceito, mesmo que eu fosse até alguns companheiros não estariam sóbrios para algo.

Me encosto no sofá enquanto o vi pegar um copo extra colocando um pouco de sua mesma bebida a colocando em minha mão, seguro enquanto deixava minha bolsa no colo.

— Imagino que esta não seja sua primeira vez aqui, parece conhecer bem.

Homem — Pelo contrário, é minha primeira vez. Nunca me interessei em dar uma passada, mas esta noite algo me pareceu guiar até aqui. E você?

— Também primeira vez, se não fosse pelos colegas não teria encontrado. Aliás, realmente não tem problema estar aqui? Me parece ser uma área vip.

Homem — Não mesmo, pode ficar tranquila prometo que ninguém mais irá te incomodar.

Levo o copo a boca ingerindo o líquido, com mais alguns minutos acabamos por desenvolver uma conversa interessante.

Homem — Quem diria que ter uma noite para ser você mesmo poderia ter um sentimento de alívio maior que o de qualquer atividade.

— Pior é seu acesso fácil e sem problema algum para realizar. É o único momento em que não preciso me preocupar em manter a imagem.

Homem — Parece ter passado por um bocado. Experiência adquirida pelo trabalho?

— Não mesmo, foi pelo dia a dia mesmo. Para não ser sucumbido por tudo o que é ditado e apresentado, você é forçado a tomar alguma atitude. Apenas, tive que aprender cedo.



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