História Utopia - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Hitoshi Shinsou, Izuku Midoriya (Deku)
Tags 30daysnohero, Bnha, Drlincoln, Projeca, Projeca10, Shindeku, Utopia
Visualizações 57
Palavras 980
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Shonen-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Dia 10 de 30 de fanfictions de BnHA. Texto décimo PROJECA.
Bom, tentei. Sem muito o que comentar, na verdade. Só estou com muito sono e lamento não ter desenvolvido como gostaria. Esse shipp merece as coisas em sua excelência então desde já peço desculpas.
Capa sem edição, provisória. Créditos ao respectivo artista.
Escrevi ouvindo a música presente nas notas finais. Talvez seja uma boa se puderes ler ouvindo-a. Só talvez.

Capítulo 1 - Único


Ainda era fim de tarde quando Shinsou parou na porta do apartamento de Midoriya numa sexta-feira de novembro. Escapara mais cedo da faculdade naquele fim de semana marcado para ver o namorado. Todo molhado, de seu queixo pingavam gotas — de suor, de chuva, de saudades —, oriundas de seus cabelos úmidos, fios índigos recaídos numa franja desajeitada que escondia parte do rosto. Mochila, tênis e meias encharcados; insuportável.  Dobrou os dedos e sutilmente bateu contra a porta. Fez isso três vezes, com um pouco de força a mais em cada uma delas. A porta não foi aberta. Então girou nos calcanhares, encostou-se na porta e pegou o celular na abertura frontal da mochila. Os cabelos pingavam na tela do aparelho enquanto seus polegares digitavam e os céus despencavam lá fora.

Estou aqui.

Depois de visualizada a mensagem — no exato minuto —, Shinsou podia ouvir seu coração bater em seu peito, disputando espaço entre os pulmões que enchiam a cada inspiração profunda — não era todo dia que corria quadras debaixo de nuvens se descarregando. Ele quase podia ouvir também sua ansiedade ecoando de seus dedos atormentados e inquietos quando pôs o celular de volta na mochila. Olhou em volta nos segundos de espera. Paredes beges, outras portas, chão molhado e uma escada. Nada incomum.

Então a maçaneta girou, tocando o tecido molhado colado na cintura. No mesmo instante, ele voltou a apoiar-se nos próprios pés, deu meia-volta e aos poucos lhe foi revelado um rapaz de cabelos esverdeados, todo bagunçado, de pijamas e olhos sonolentos acima de sardas encantadoras até demais.

— Foi mal, amor — disse, bocejando. — A chuva pediu um cochilo — coçou um dos olhos. — E eu já estava vindo, ‘tá?

Não houve resposta, pelo menos não alguma que tenha sido compreensível. Shinsou apenas mordeu os lábios finos e entrou no pequeno lar alugado, derrapando rapidamente seu ombro no do rapaz. Jogou a mochila em algum canto, como sempre fazia, e tratou de retirar o calçado encharcado enquanto murmurava alguma coisa. Quem fechou a porta foi Midoriya.

— Shi-shinsou...? — perguntou seu nome, começando a ficar preocupado.

— ‘Tá tudo bem — respondeu, após um intervalo considerável para ofegantes respirações — Eu só estou molhado demais pra te agarrar agora. Não quero te molhar, só isso — concluiu quase aos sussurros, numa indireta marcada pelo arquear de uma sobrancelha angulosa a um ponto aleatório daquele lugar, caçando por uma toalha.

Izuku se deu conta da indelicadeza e ruborizou envergonhado. Apressou-se e lhe deu uma toalha para se secar. Ele quase perdeu o ar quando cruzou olhares com seu namorado que secava o rosto e massageava os cabelos, levando os fios para trás – ele parecia ainda mais galante. Enquanto amenizava o excesso de umidade, Shinsou caminhou rumo ao sofá velho e caqui no centro daquele cômodo, acompanhado pelas orbes inseguras e aflitas de seu parceiro.

Shinsou jogou-se, deitando o corpo ainda úmido ali. Estava com frio. Cobriu-se com a toalha até a altura do nariz e fitou Midoriya, este estacado e de braços cruzados. Havia uma atmosfera pesada e estranha, parecia que as nuvens cinzentas pairavam naquele teto também. Olharam-se por um tempo. Por um bom tempo. Shinsou fragilizou-se e teve que conter possíveis gargalhadas.

— Você fica tão fofo aflito. Vem cá, vem.

Midoriya fez bico, mas por dentro derretia em alívio. Shinsou o chamou novamente, dessa vez apenas com gestos de uma mão, abanando os dedos no ar como quem quer provocar e seduzir. Conseguiu. Izuku foi até ele, passou a perna pelo seu corpo, acomodando-se ao espaço do sofá, e sentou-se em seu colo — as coxas desnudas pela bermuda curta tocavam a calça molhada e sentiam um calor emanando daquela região.

­— Estava com saudades — murmurou Shinsou. Seu coração voltou a bater forte quando sentiu o peso do sentar daquele homem contra seu baixo ventre e, também, quando ergueu o olhar e viu luz e sonho nos olhos da figura esverdeada. Ele o queria.

­— Eu também — disse Midoriya, passando a língua nos lábios finos docemente curvados num sorriso de canto.

Shinsou sutilmente levou uma mão até o rosto do parceiro, tocando suas bochechas e acariciando seus lábios — cada centímetro tocado da epiderme de Izuku lhe remetia lembranças de quando prometeram ficar apaixonados, ficar juntos e nunca se deixarem. Então fez daqueles dedos uma concha e encaixou no pescoço alheio, puxando-o para si. De olhos cerrados, se beijaram. Não maiores que clichê algum, o tempo tornou-se glacial. Quando se separaram, ambos tentavam controlar a respiração. Ofegantes, felizes. Muito próximos.

— Pensei que estivesse de mau humor — comentou Izuku.

Shinsou não respondeu na hora, apenas olhou fundo nos olhos verdes enquanto recuperava o fôlego.

— E eu estou — brincou, sentindo a mão de Midoriya passar pelo seu cabelo, removendo-lhe uma mecha ainda úmida que lhe cobria a testa.

— Está? — indagou pretensioso, com as mãos prontas para algumas cócegas intrometidas na barriga de Hitoshi.

Uhum — respondeu, numa convicção brincalhona e desafiadora.

Midoriya encheu Shinsou de beijinhos e de suaves cócegas nas laterais de seu abdômen, que foram devolvidos integralmente. Risadas vieram e duraram por um tempo relativamente demorado. Cessaram quando as barrigas mostravam-se lassas de risos. Shinsou contemplou o sorriso remanescente no rosto daquele homem que estava em cima do seu corpo — atordoante, implacável —, com os tornozelos entrelaçados e uma toalha prestes a encontrar o chão.

Então eles aproximaram-se novamente, colando as testas. Trocaram sussurros apaixonados e pervertidos com os lábios infimamente distanciados. Desejavam os corpos, algo além do mesmo oxigênio. Shinsou perdeu-se novamente nos lábios cálidos do namorado, agarrou forte seu quadril e por um momento sentiu-se numa dimensão de plena felicidade e harmonia ao seu lado — a recíproca, verdadeira. Esta ideia continuou imersa em sua mente mesmo quando foram parar na cama.

Você e eu, Midoriya, somos utopia.


Notas Finais


~.~ espero que tenham gostado apesar de tudo.

lykke li - utopia: https://www.youtube.com/watch?v=e4S_9LKUj8A

acompanhe o projeto 30daysnohero: https://www.spiritfanfiction.com/jornais/projeto-30daysnohero-e-projeca-13521419


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