História Utopia Reversa: Guerra Fria. (STRAY KIDS - BANG CHAN) - Capítulo 12


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Categorias Stray Kids
Personagens Bang Chan, Han Ji-sung, Hwang Hyun-jin, Kim Seung-min, Kim Woo-jin, Lee Felix, Lee Min-ho, Seo Chang-bin, Yang Jeong-in
Visualizações 54
Palavras 2.249
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Pelo feriado, temos atualização dupla por aqui! Espero que gostem! :)

Capítulo 12 - Uma Distopia dos Enfraquecidos.


Fanfic / Fanfiction Utopia Reversa: Guerra Fria. (STRAY KIDS - BANG CHAN) - Capítulo 12 - Uma Distopia dos Enfraquecidos.

 

POV: PIETRA.

"E eu gritei para valer a pena: 'Eu te amo! Isso não é a pior coisa que você já ouviu?'

Ele parece tão lindo como um demônio".

(Cruel Summer, Taylor Swift).

— Boa noite. — Eu sorri ao encontrar os guardas para fora do grande aposento. — O Príncipe está acordado?

— Sim, senhorita. — Um deles respondeu de maneira gentil e eu bati na porta, ansiosa.

— Entre! — Christopher gritou de lá de dentro e eu abri a porta do grande quarto de hóspedes digno de um Príncipe.

O loiro paralisou na mesma hora e eu também. Ele estava com uma calça marrom folgada de pano e sem camisa. Eu engoli em seco com o contraste que a corrente e seus anéis e pulseiras faziam com a pele impecavelmente branca dele. Meus olhos pousaram sobre seu abdômen tão definido que parecia ter sido desenhado a mão.

— Eu não esperava você aqui. — Ele me despertou de meus pensamentos, achando graça, enquanto eu senti que estava corando fervorosamente por ter ficado encarando.

— Eu vim... Vim agradecer. — Eu disse, sem jeito, encarando o chão para não olhar diretamente para ele enquanto o mesmo parecia confortável demais do jeito que estava.

Ele sorria de um jeito divertido, observando minha reação, enquanto tirava seus anéis e os colocava em cima da mesa.

— Agradecer por hoje. — Eu continuei, tentando focar. — Por ter ficado ao meu lado.

— Se vamos governar juntos, temos que nos manter juntos. — Ele disse, simplesmente, enquanto tirava seu colar. Eu espiei de relance ele de costas. Cada voltinha indicava os músculos bem formados. Engoli em seco, porque era difícil me manter estável naquele momento.

— Eu sei, mas você não precisava...

— Eu posso ser tudo, Princesa, mas não vou ser como meu pai. — Ele decidiu, mais sério, virando para mim. Eu prendi a respiração porque ele se aproximava.  O cabelo loiro em uma onda formando um topete alinhado. Ele era alto e seus ombros largos. Eu só conseguia consumir cada detalhe dele em silêncio. — Meu pai nunca ouviu nem minha madrasta nem minha mãe. E sinceramente, isso o fez tomar decisões muito burras.

Eu ri, mesmo sem querer, e ele sorriu ao me ver amolecer um pouco.

— Eu consigo ver através dele. — Christopher continuou, ficando de frente para mim. — Sei que no fundo meu pai só é solitário, porque excluiu qualquer possibilidade de ligações por poder.

— Farei de tudo para ser uma boa Rainha. — Eu lhe prometi. — Sei que não começamos bem, mas são tantas lições, tantas regras.

— Como a pureza da raça. — Ele disse, se distanciando, e eu tive medo de perder o clima bom para mais uma briga. Observei enquanto o loiro pegou uma taça e a encheu com um líquido vermelho. — Tudo bem, Princesa, tenho me comportado como um adolescente. Mas, vou deixar esse papel para o meu irmão de agora em diante.

— Você tem motivos para ter ficado chateado comigo.

— Talvez, eu estivesse confundindo as coisas. Vamos deixar isso para lá. — Ele decidiu, tomando um gole do sangue.

Eu engoli em seco e me aproximei, curiosa, porque aquela cena era bonita demais como digna de um quadro. A pele tão branca exposta e toda desenhada, seus cabelos alinhados e as linhas negras em sua testa brilhavam. O cálice de prata voltou à sua boca enquanto ele degustou mais um gole. Como eu diria para ele que pensava e sentia o mesmo que ele? Que apenas me apavorei quando ele tocou no assunto?

E agora, no entanto, era ainda pior após descobrir sobre Minho e Venus. Nós vimos do que o Conselho era capaz caso soubesse de uma união como aquela.

— Você quer? — Ele percebeu minha curiosidade e me estendeu o cálice, mas eu hesitei.

— Eu não sei... — Eu tinha medo do que aquilo poderia me tornar. Ele tomou mais um gole e me analisou.

— Você parece curiosa. — Ele admitiu, achando graça e eu mordi o lábio.

— Parece bom. — Eu confessei pela primeira vez em voz alta. — É tão vermelho que chega a ser bonito. Mas, tenho medo de que o gosto seja tão forte quanto sua cor.

— Você parece bem corruptível para uma garotinha que devia ser símbolo de pureza pelos Reinos afora. — Ele me provocou, se aproximando o suficiente para que eu sentisse seu perfume misturado ao cheiro de sua pele. Aquilo imediatamente me deixou tonta. Olhei para cima para conseguir encará-lo, mas ele apenas sorriu e tomou mais um gole de sangue.

— Eu... Eu tenho curiosidade pelas coisas. Não é essa a característica que toda pessoa inteligente deve ter?

— Você é inteligente. — Ele me garantiu, se aproximando mais. Eu tranquei a respiração e tentei manter o olhar nos olhos dele. Era difícil desviar quando seu cheiro me consumia.

— Mas, acho que não aguentaria o gosto. Eu nunca bebi, então provavelmente sou fraca sob os efeitos...

— Eu te ajudo a experimentar.

Eu tentei explicar, mas ele me calou. Christopher me puxou pela cintura e me beijou devagar. O gosto de sangue ainda estava em sua boca, mas era totalmente diferente do que eu pensava. Era quase doce, marcante como uma bala de puro açúcar.

Meu corpo nem pensou em lutar, eu apenas cedi àquele gosto inebriante e o abracei, finalmente tendo a liberdade para que minhas mãos explorassem todas curvas que seu abdômen e suas costas tinham.

O loiro se mostrou ansioso, deixando o cálice de metal cair no chão, mas o metal batendo não nos assustou. Em vez disso, ele me levantou pela cintura e me colocou sentada em cima da mesa e encontrou caminho para sua cintura entre minhas pernas.

Eu não queria soltar daquele beijo então o puxei para mais perto, ficando minhas unhas em suas costas. Ele era enorme. Era tão grande que eu me sentia pequenininha e protegida.

Suas mãos hesitaram em minhas pernas. Eu percebi quando ele fez menção de agarrar minhas coxas, mas desistiu e subiu para segurar meu rosto. Ele manteria o respeito, ele manteria minha pureza e aquilo, de certa forma, conquistou minha confiança.

No entanto, foi exatamente aquela ação que me fez querer parar. Eu estava ofegante e segurei em seu peito, lhe afastando para que eu conseguisse respirar.

— Nós devíamos ser mais espertos que isso. — Eu sussurrei e Christopher respirou fundo, puxando meu rosto para encará-lo.

— Eu não quero governar sozinho, minha princesa. — Eu o encarei atentamente, porque a foi primeira vez que ele me chamou de "minha" e aquilo parecia tão bom que doía ter que rejeitá-lo.

— Nossos irmãos podem acabar na guilhotina por esse erro. Nós seremos Rei e Rainha, isso é errado. É errado para com o povo, porque é nosso dever cuidar deles e não das nossas necessidades egoístas. Você vai encontrar uma Shezmu que te dará filhos maravilhosos.

— Eu não quero isso. — Ele sussurrou, frustrado. — Pietra, entenda isso, eu não quero usar uma mulher qualquer que me dê filhos na hora que eu precise. Por quê? — Ele se irritou, se afastando de mim e eu desci da mesa, sentindo a briga se aproximar mais uma vez. — Por quê? Nós somos, literalmente, os dois seres mais poderosos desse mundo, Pietra. Não existe ninguém melhor que a gente e aqueles Cultos filhos da puta só querem nos sugar! Eles só querem o poder disso tudo que nossos ancestrais criaram sozinhos! E agora o quê? Eles querem mandar na porra da nossa vida e dizer com quem deveríamos ficar? Eles só querem nos controlar! E enquanto eles continuarem nos separando... Ah, Pietra, eles vão continuar nos controlando!

— Meu comprometimento é com o meu povo! — Eu rebati, agoniada. — Eu fui criada para isso e você também! Em breve, o seu povo será meu também e enquanto eu puder protegê-los dOs Cultos, eu vou fazê-lo! E isso significa não transformar o Rei deles em uma chacota por ficar comigo! E eu não vou deixar que eles enfraqueçam nosso futuro reinado ao nos colocar para julgamento como estão fazendo com nossos irmãos!

— Ninguém vai ousar colocar a gente para julgamento! — Ele se aproximou rapidamente de mim e me puxou novamente pela cintura. — Pietra, você sabe que somos mais fortes. Eu arrancaria a cabeça de Jinyoung em um piscar de olhos se ele ousasse te machucar.

— PARE DE TENTAR ARRANCAR A CABEÇA DAS PESSOAS! — Eu gritei, de repente, empurrando-o para longe. — São pessoas! Por que você é tão cruel às vezes? — Eu tirei a faca que ele tinha me dado da barra do meu vestido e joguei no chão. — Eu não quero isso! É essa violência toda que pode tomar a cabeça da minha irmã!

Sem perceber, eu estava chorando. Eu não tinha percebido o quanto o que aconteceu com Venus tinha me afetado até aquele momento. Christopher avançou rapidamente e me puxou para um abraço, me aninhando em seus braços. Eu chorei sem ter vergonha e ele sussurrou após beijar o topo da minha cabeça.

— Eu estou aqui. Nada vai acontecer à Venus, eu prometo, está bem? Por favor, me desculpe. Eu cresci sob os olhos de um Rei nada misericordioso, mas eu não quero ser assim. É por isso que eu preciso de você.

— Você me terá. — Eu falei, chorosa. — Você me terá sempre, Chris, mas não assim! Não desse jeito, você terá tudo de mim, menos a mulher que deseja. Porque, eu sirvo à você, que será meu rei, e ao seu povo. E eu nunca colocaria seu reinado em risco, porque seu reinado é meu também.

— Está bem. — Ele respirou fundo, ainda acariciando meu cabelo e me mantendo segura em seus braços. — Eu não vou te pressionar mais. — Ele puxou meu rosto pelo queixo para encará-lo e sorriu levemente para mim. — Não se preocupe, minha Princesa, farei tudo ao meu alcance para que nada aconteça à Venus, está bem?

Eu sorri, mais calma, limpando as lágrimas do rosto. Ele se distanciou e pegou a faca que eu joguei no chão e pegou em meu braço, devolvendo-a no lugar.

— Eu vou ser misericordioso, Princesa. Vou ser um Rei melhor, lhe prometo. Mas, a senhorita terá que aprender a se defender sozinha.

— Você não me protegerá? — Eu perguntei, desconfiada.

— Eu vou sempre que eu puder. — Ele me garantiu com um sorriso. — Mas, é importante que você saiba fazer isso sozinha. Você é mais forte do que pensa e eu temo que... Em vez de progredirmos após o apocalipse, nós tenhamos regredido demais.

~*~

Aquela frase ficou na minha cabeça, enquanto eu continuava acordada tarde da noite. Respirei fundo, encarando o céu escuro lá fora enquanto o meu quarto estava silencioso demais. Eu não contaria em voz alta, mas queria mais do sangue que Christopher tomava e parte de mim já não se sentia tão relutante em ir para o Clã Shezmu com ele quando a hora chegasse.

— Ainda acordada, Princesa? — Jeongin entrou após bater na porta. — Vi a luz das velas acesas.

— Muita informação, admito. — Eu respirei fundo, virando para encará-lo enquanto ele se mantinha no canto do quarto. — Você acha que regredimos?

— Como?

— Em relação aos nossos ancestrais... Você acredita que Os Cultos apenas querem nos separar?

— Eu acredito que Os Cultos querem poder. — Ele disse, rindo. — Sendo meio Culto, posso dizer que separar um povo forte é uma forma de mantê-los sob controle.

— É isso que eles fazem com a gente, não é? Mantendo os Clãs de Luz e Escuridão separados por leis.

— Precisamos dessas leis para viver em harmonia. — Ele encolheu os ombros, sem jeito, mas logo disse com seu rosto infantil e angelical. — Mas, novamente, Princesa, eu sou também humano, e entendo que todas essas regras não me parecem nada humanas. Por que todas essas perguntas?

— Não é errado que não possamos procriar com alguém que nos prenderá para o resto da vida? Qual o ponto de casar com Christopher se não podemos ter filhos que reinarão no futuro?

— Ah, senhorita, o Príncipe Christopher parece ser bom homem, mas eu não desejaria essa maldição de ser mestiço a ninguém. É a pior coisa que você pode fazer a um filho seu. — Ele disse, magoado.

— Jeongin... — Eu me aproximei, com cuidado, encarando-o de perto. — Você desejaria não ter nascido então?

— Sim. — Ele disse, magoado, olhando para o chão. — São palavras horríveis, senhorita, mas são a verdade.

— Ouça. — Eu pedi, levantando o rosto dele para me encarar. — Você é uma ótima pessoa do jeito que é, Jeongin, é precioso para mim exatamente assim.

— A Princesa gosta do Príncipe, não é? — Ele disse, com cuidado, me fazendo engolir em seco antes de assentir de maneira muda para ele. — Eu pude notar. — Ele continuou. — O jeito como o Príncipe Christopher olha para a senhorita... É... É amor. Posso reconhecer isto muito bem como humano.

Isso me fez sorrir por um momento, mas logo meu sorriso sumiu.

— Mas, não podemos ficar juntos. Estamos fadados a viver solitários em um casamento nunca consumado.

— De qualquer maneira... — Ele disse, sorrindo. — A senhorita nunca será solitária se tem alguém para amar. E em tudo que precisar, seguirei a senhorita como me designou.

— Obrigada. — Eu sorri, me sentindo sortuda por ter encontrado Jeongin e o salvo naquele dia. — Como está sua irmã?

— As aulas particulares tem deixado Lolla entusiasmada, senhorita. — Jeongin concluiu, sorridente. — Não sei como lhe agradecer por...

— Não precisa. A professora dela foi minha professora também. Uma garota precisa aprender. Nesse mundo, ela precisa ser forte. 

— E será, se está seguindo os passos da senhorita. — Ele disse com carinho. — Não se preocupe, Princesa. Seus segredos estão sempre salvos comigo. Servirei a senhorita lealmente pelo resto do meus dias.

— Eu me contento em tê-lo como melhor amigo. — Eu sorri para ele, fazendo-o corar, animado. 

 


Notas Finais


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