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História Uzumaki Ahmya Shinden - Livro do Sol Nascente - Capítulo 19


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Notas do Autor


Arco 2 - o brilho do Sol nascente

Yahiko e Ahmya fizeram uma pausa para o descanso depois de horas de treinamento. A menina fica sozinha por um instante e um chakra estranho no interior do bosque chama sua atenção.

Capítulo 19 - O visitante mascarado


Fanfic / Fanfiction Uzumaki Ahmya Shinden - Livro do Sol Nascente - Capítulo 19 - O visitante mascarado

Yahiko e Ahmya treinaram por horas. Os outros adultos seguiram para seu compromisso e ainda não tinham voltado.

Não foi um treinamento fácil. A concentração exigida para que Ahmya conseguisse usar seu chakra para interagir com a água era imensa.

Por hora, ela apenas conseguia manipular pequenas quantidades do líquido dentro de potes. Mas não foi capaz de produzir uma única gota d’água com seu próprio chakra.

Andia assim ela não se sentia frustrada. Na verdade, durante todo o treinamento, a menina tinha investido tudo se si. Ela estava de fato determinada.

“Não acha que já chega por hoje?” Yahiko era gentil e compreensivo “você precisa descansar e, também, se alimentar. Eu vou lá para dentro preparar algo para a gente comer”.

Ahmya estava na frente de uma mesa improvisada com caixotes repleta de potes com água.

“Yahiko-sensei, pode ir. Eu vou treinar mais um pouco”

O adulto sorriu discretamente. Tornar-se um professor para outra pessoa era algo que não estava em seus planos próximos. Mas, de alguma forma, o trazia a sensação de que seguia os passos de seu próprio mestre.

Reencontrar Jiraya era uma promessa que apenas aguardava que a Akatsuki concluísse seu trabalho no país da Chuva para ser cumprida. E o líder conseguia até imaginar a expressão incrédula do sensei quando soubesse que seu discípulo mais impaciente e indisciplinado também havia se tornado um professor.

“Tudo bem. Mas não exagere, não quero tomar bronca da sua mãe por desgastá-la demais” com as palavras, Yahiko se dirigiu para o interior da casa.

Por mais algum tempo, Ahmya continuou infundindo chakra nos potes e manipulando a água para que se movesse. A cada nova tentativa, um pequeno progresso. 

Uma sensação estranha atravessou o corpo da criança. E ela sabia o que era. 

‘Esse chakra… se parece com o nosso’

Alguém observava Ahmya à distância e ela sabia onde essa pessoa estava. 

A menina deu alguns passos e saltou pela cerca baixa que marcava os limites do quintal de sua casa.

Mesmo sendo advertida por Shisui e pela mãe que não deveria se aproximar de estranhos, a curiosidade a tornou imprudente. Além disso, com a presença constante de Akatsuki, não havia mais pessoas más nessa região.

Ahmya correu por algum tempo entre as árvores do bosque e parou de frente para a pessoa que procurava.

Ele tinha um chakra estranho. Como se seu corpo fosse composto por dois tipos de chakras diferentes. 

Parte dele conservava algumas semelhanças com o chakra de Shisui, o que a fez pensar que, talvez, pudessem ser parentes. 

A outra parte a garota não conhecia. Mas parecia diferente de qualquer chakra que ela já tivesse sentido. Este ressoava mais fraco.

O homem à sua frente usava uma máscara alaranjada com linhas pretas que revelava apenas um dos olhos. Ele tinha um cabelo comprido e rebelde. A parte do chakra que Ahmya conseguia ler parecia pertencer a alguém jovem. Talvez um adolescente.

“Quem é você?” a pergunta carregava uma curiosidade infantil.

“Sou um amigo” apesar da provável idade, a voz do homem era grave.

“Não é assim que funciona. Primeiro nos conhecemos, depois nos tornamos amigos” ela o encarou no olho visível por baixo da máscara, havia algum tipo de padrão e uma cor avermelhada “por que você não tira sua máscara?”

“Eu não preciso tirar a máscara para que você saiba quem sou” ele continuava parado. E havia alguma frieza em sua voz.

“Tudo bem. Qual é o seu nome?” Ahmya não queria julgar as pessoas pela aparência e acreditou que era isso que a resposta do outro queria dizer.

“Você primeiro. Você faz parte do grupo de pacifistas?... Akatsuki, não é?” o homem usava palavras simples e parecia buscar algum tipo de confirmação.

Em sua inocência infantil, Ahmya não conseguiu interpretar aquela postura como algum tipo de sondagem. Ela tinha mais interesse em se apresentar como alguém importante.

Apesar da máscara, a criança não se sentia ameaçada. Talvez aquele homem se escondesse por ser muito feio. Talvez isso o impedia de fazer amigos. Foi o que ela pensou.

“Eu me chamo Uzumaki Ahmya” ela assumiu uma postura orgulhosa “Eu ainda não sou da Akatsuki. Mas sou discípula do Yahiko-sensei. Ele é o líder. E um dia vou me entrar para a Akatsuki e acabar com todos os conflitos do mundo”

Ahmya sorriu orgulhosa enquanto imaginava que tipo de expressão aquele homem fazia por debaixo da máscara.

Por um instante ela teve a impressão de que ele se sentia satisfeito com a resposta. 

Neste momento, por uma fração de segundos, ela sentiu uma sensação estranha. Como um pequeno lampejo no fundo de sua mente. A sensação era a de que um chakra externo percorria seus pensamentos.

O homem se adiantou alguns passos em silêncio estendendo a mão. 

Para Ahmya, ele parecia querer cumprimentá-la com um aperto de mão. Talvez estivesse a cumprimentando por ter um sonho tão nobre, talvez quisesse fazer do gesto um convite para se tornarem amigos.

Ela começou a mover a perna para se dirigir ao aperto de mão. Mais uma vez, uma sensação repentina a atravessou. 

“Eles voltaram!” a menina anunciou alegremente.

Com o calor do chakra familiar que percorria seu corpo, Ahmya sentiu-se livre da sensação de invasão no fundo de sua mente.

Ela parou de avançar em direção ao estranho e virou o rosto para trás. 

Sua mãe estava no bosque, se movendo em grande velocidade. E emanava um chakra que Ahmya apenas conhecia de uma demonstração.

“Se você também quer a paz, você pode se juntar a nós na Akats…” 

A garota iniciou sua frase ainda sem olhar para o homem e, quando se virou para ele, o desconhecido tinha desaparecido.

Ela estava confusa. Sabia que conversava com alguém. Mas não conseguia se lembrar da aparência dele ou sobre o que falavam. 

Mas o chakra emanado por aquela pessoa, isso ela ainda recordava muito bem. E, por isso, tinha certeza de que a pouco havia alguém ali.

“O que foi que eu te disse sobre conversar com estranhos?” um momento depois Azumi estava às costas da filha e sua voz era severa.

Quando Ahmya se voltou para a mãe, percebeu uma mulher zangada com o contorno dos olhos esverdeados. 

Aquele era o maior poder de Azumi, mas a filha não estava em condições de admirá-lo. Era preciso justificar sua desobediência.

“Essa pessoa tinha um chakra parecido com o do Shisui-san e... com o meu” ela olhou para o chão em uma demonstração infantil de arrependimento “achei que não fosse uma má pessoa...”

As últimas palavras saíram com alguma tristeza.

Azumi se aproximou, se abaixou e abraçou a filha. 

Ela conhecia as habilidades sensoriais de Ahmya e desconfiava que perceber as semelhanças entre o próprio chakra e o de Shisui era uma das razões para a forte ligação entre os dois.

A médica também havia sentido o chakra do estranho. E era exatamente por isso que ela estava ali com o poder sábio já ativado. Aquela pessoa era um Uchiha. 

Azumi se afastou para encarar a filha nos olhos. Ahmya logo ligaria os pontos, mas este ainda não era um momento que a menina fosse capaz de compreender todos os detalhes dos eventos que resultaram em sua existência.

“Eu sei que você sente falta de um pai e também de explicações.” 

Ainda com um olhar tristonho, Ahmya mirava a mãe e Azumi continuou.

“Por hora, o que eu posso te contar é que o seu pai... ele possui outra vida e nós nunca compartilhamos o mesmo sonho. Ele pertence a um clã poderoso, mas também temido. Um clã que pode ser perigoso.”

“É por causa dele que eu tenho liberação de fogo?”

“Sim. Essa liberação é característica dos membros do clã do seu pai. E é por isso que Shisui também...”

Ahmya interrompeu. Sua tristeza pareceu dissipar-se imediatamente “Shisui-san é…” ela hesitou por um instante “Shisui-san é meu irmão... não é?”

“Sim. Ele é filho do homem que é seu o pai. É por isso que você consegue perceber que há uma ligação entre o chakra de vocês”

“Mas se o Shisui-san pertence a um clã ruim…” com os olhos começando a lacrimejar a criança não conseguiu concluir a frase.

A mãe apressou-se em explicar. 

“Shisui é uma boa pessoa. E te ama verdadeiramente. O pertencimento a um clã não precisa determinar que tipo de pessoas podemos ser. Os Uzumaki também sabiam ser cruéis e intolerantes algumas vezes. Mas eu escolhi meu próprio caminho. Assim como Shisui… assim como você”

Ahmya encarou a mãe com os olhos surpresos. Mas Azumi ainda não tinha terminado.

“No entanto, eu tenho motivos para não confiar nas pessoas do clã de seu pai. Por isso mantenho sua genealogia em segredo. E preciso te pedir algo...”

Azumi hesitou por um instante e tomou um tom de seriedade. 

“Se você sentir esse padrão de chakra e perceber que não é o Shisui, quero que invoque Magami-san imediatamente e peça que ela te leve para o vale Rokugan. Entendeu?” 

“Sim, mamãe”

Ahmya não tinha grande habilidade com técnicas de invocação. Embora possuísse um controle de chakra excepcional para a idade, não seria o suficiente para invocar grandes louva-deuses como sua mãe fazia.

Mas ela já tinha feito o contrato e conhecia o mecanismo de invocação reversa. Magami era um dos menores louva-deuses do reino. 

Essa era uma estratégia da mãe de manter sua filha segura. 

‘Segurança em primeiro lugar…’ 

Ahmya repetiu as palavras que sempre ouvia da mãe em sua mente, mas teve seus pensamentos interrompidos pelo chakra e voz que ela conhecia muito bem.

“Azumi-san! Procuramos em toda a área, mas não encontramos ninguém” era Konan. Os três membros da Akatsuki acabavam de se reunir às outras duas no bosque. 

Assim que Azumi sentiu um chakra desconhecido próximo de sua filha, ainda quando os três amigos caminhavam pela estrada, voltando da reunião, ela pediu que os outros dois verificassem o perímetro e se dirigiu para a localização de Ahmya. 

“Azumi-san, eu... me desculpe. Eu deveria estar…” Yahiko estava evidentemente decepcionado consigo mesmo.

“Está tudo bem. Não se preocupe com isso” Azumi sorriu para ele enquanto se levantava “Foi apenas o instinto superprotetor de mãe”.

A médica não queria preocupar o líder da Akatsuki e pensava que o líder deveria investir suas energias para sua importante função.

“Bom… se está tudo bem… vamos voltar. Teremos ramen vegetariano para o jantar”

Com as palavras entusiasmadas acompanhadas por um grande sorriso de Yahiko, revelando ter preparado o prato favorito de Ahmya, ela acompanhou os adultos sentindo-se confortável. 

Logo, os pensamentos da criança já não carregavam qualquer angústia. 

Assim como Shisui, aquelas pessoas eram sua verdadeira família e Ahmya não precisaria de um pai biológico ou se preocupar com o clã do qual descendia se pudesse estar próxima das pessoas que escolheu amar.



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