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História Uzumaki Ahmya Shinden - Livro do Sol Nascente - Capítulo 30


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Notas do Autor


Arco 4 - Recomeço

Com apenas sete anos, Uzumaki Ahmya se formaria na academia e foi recomendada pelo misterioso 'anjo de Amegakure' para participar da próxima edição do exame chunnin.

Capítulo 30 - Próxima parada, Konohagakure


Fanfic / Fanfiction Uzumaki Ahmya Shinden - Livro do Sol Nascente - Capítulo 30 - Próxima parada, Konohagakure

Ahmya iria se formar na academia. E não era só isso. Com apenas sete anos, ela foi recomendada para integrar uma das equipes que representaria o país da Chuva no próximo exame chunin. 

O hospital escola, no qual ela estudava, não era exatamente uma academia ninja. A instituição foi criada por Azumi com um objetivo prático muito claro, reparar os efeitos da guerra. 

Depois dos primeiros anos de funcionamento, Hanzo Slamandra enviou um superintendente para verificar o local. 

O homem gostou do que viu e informou que se, Azumi conseguisse consolidar um currículo e montar um quadro de professores adequado, seu líder estava disposto a permitir que a instituição concedesse o grau de genin aos formandos. 

Na época, Azumi encarou a atitude como uma jogada política. 

Hanzo aumentaria sua popularidade e estima na região, sem que precisasse deixar sua fortaleza ou investir qualquer recurso próprio. 

No entanto, a médica aceitou a proposta. O título de genin poderia melhorar as condições de  atuação e rendimentos para os trabalhadores locais. 

Mas o acordo só foi fechado sob a condição de que a escola manteria-se relativamente independente do poder central de Amegakure e que o currículo seria restrito às artes da cura e técnicas defensivas. 

Como contrapartida, o homem exigiu o envio de relatórios e registro dos estudantes.

Como não se tratava da formação de carreira shinobi, o currículo e rituais da instituição continuaram respondendo às demandas da região. 

O antigo hospital-escola passou a se chamar Academia de Ninjutsu Médico e Técnicas Defensivas. 

Suas instalações passaram por alguma ampliação, assim como o quadro de funcionários. 

Mas hospital e academia, mesmo que em alas separadas, permaneceram compartilhando o mesmo prédio.

Como anteriormente, não existia uma idade exata para entrar ou para sair da academia. As turmas eram formadas por crianças, adolescentes e adultos, separadas por nivelamento de habilidades. 

Os interessados procuravam o local para adquirir ou refinar suas habilidades e recebiam o título mediante a realização de prova. 

A ala de tratamento e serviços médicos também continuou operando. 

Era muito comum que os estudantes mais habilidosos auxiliassem os médicos mais experientes em suas tarefas rotineiras. 

Este foi o cenário no qual Ahmya ingressou quando iniciou seus estudos. Mas já não era mais assim agora que ela estava para se formar.

Após cerca de meio ano depois da morte de Azumi, um mensageiro, acompanhado de guarda-costas, chegou à pequena vila nas proximidades da fronteira.

O homem informou a todos que a vila da Chuva havia passado por uma guerra civil, Hanzo e seus apoiadores estavam mortos e um novo líder comandava o país. 

O mensageiro  chamava o líder de Deus. Uma forma de tratamento que Ahmya achou bem extravagante e um pouco patética.

Mas não era apenas isso. 

Segundo o mensageiro, o tal Deus, que se comunicava com o povo da capital por meio de um anjo, havia pronunciado seu interesse na região das fronteiras do país da Chuva.

O shinobi enviado ao interior seria responsável pelo auxílio e supervisão da execução dos desejos do novo líder do país naquela região.

Este homem era Watanabi Daisuke, aquele que se tornou o novo diretor do hospital e supervisor do treinamento médico de Ahmya. Por quem, apesar da falta de intimidade, parecia sustentar grande interesse.

Segundo Daisuke, o novo líder de Amegakure pretendia integralizar todos os territórios do país da Chuva sob seu poder e modificar as políticas de relações interiores e exteriores. 

Toda a extensão do país seria gerenciada por seus subordinados e as fronteiras do país seriam definitivamente fechadas a qualquer estrangeiro.

Isso repercutiu, também, sobre a pequena academia da região. 

O setor de ensino foi desmembrado do hospital. Um novo prédio de arquitetura futurista, que mais parecia uma prisão, foi construído para esse fim. 

Também o currículo foi drasticamente alterado. 

O espaço finalmente se transformou em uma academia ninja para a formação de shinobis completos. 

Diversos professores foram enviados de Amegakure para completar o quadro.

A instituição tornou-se Academia Ninja da Região da Fronteira. E atendia não só estudantes do vilarejo que a sediava, mas de diversos outros espalhados pela região leste do país da Chuva.

Seu principal propósito tornou-se capacitar ninjas para garantir o isolamento do país e zelar pelas fronteiras com as outras nações. 

Tanto os métodos de ensino, como as políticas de educação tornaram-se mais rígidas e severas. Sobretudo no ensino da história das guerras e técnicas de combate a forasteiros.

Ahmya não sabia exatamente como julgar todas essas mudanças. 

Por um lado seu país parecia afastar-se cada vez mais da tradição de ajuda incondicional e voluntária praticada pela Akatsuki e por sua mãe. Isolando-se em seu próprio território e fomentando, a cada dia mais, o sentimento de aversão pelas outras nações.

Mas, por outro, o país da Chuva nunca havia conhecido um período de tanta ordem e estabilidade. Com exceção dos estrangeiros e traidores, é claro, para estes raramente havia clemência.

Este foi o cenário no qual a menina foi aprovada como formanda pela academia, mediante a realização de exame. 

Mesmo considerando a repentina elevação de exigências, a Uzumaki passou em todos os exames com bastante facilidade. 

Não havia aula ou teste na academia que chegasse próximo do nível de dificuldade de seu treinamento com Shisui.

Dada a nova forma de administração, o pedido de colação de grau adiantada precisou ser encaminhado para a capital. 

Na verdade, quase tudo que se fazia nessa região carecia da aprovação dos superiores instalados em Amegakure.

Provavelmente os documentos de Ahmya seguiram para a aprovação do tal Deus ou de qualquer subordinado em maior posição hierárquica que aqueles enviados para o interior.

Como esperado, o pedido foi aprovado. Mas retornou com um anexo. 

Segundo o mensageiro que trouxe a resposta, o ‘anjo’ de Amegakure recomendou pessoalmente que Ahmya participasse do próximo exame chunin.

O evento aconteceria em Konoha. O que, apesar do impacto de tantas mudanças repentinas, deixou a recém formada kunoichi bastante entusiasmada. 

Ahmya finalmente conheceria o outro mundo de Shisui. Aquele sobre o qual ele pouco falava.

Ela decidiu que não contaria a novidade para o irmão. Seria uma surpresa. 

O evento aconteceria em um mês. 

E a Uzumaki dedicaria os próximos dias a treinar até a exaustão e traçar estratégias para sua atuação no exame. 

À revelia a todos os concelhos do irmão, a participação da menina no exame teria como maior propósito impressioná-lo.

 

***

 

Já em território do país do Fogo os seis gennins deslocavam-se pelas árvores rapidamente. 

Ahmya conheceu os outros cinco um dia antes, quando se encontraram no ponto combinado próximo à fronteira. 

Todos os outros vinham de Amegakure. 

Como se formou mais cedo, a Uzumaki ainda não tinha uma equipe. 

Daisuke a informou que o alto escalão de seu país enviaria mais dois colegas para que a menina pudesse competir com um time. Além de um outro time completo que também participaria do exame. 

O time dos mais velhos era formado por três irmãos, entre dezessete e treze anos. Sendo um garoto, Inoue Ishiro, e duas garotas, Inoui Hiromi e Inoui Junko. 

Hiromi e Junko eram usuárias do estilo água. E Ishiro do estilo vento. 

Os três também ainda eram habilidosos no uso de uma arma ninja que muito se assemelhava com um guarda-chuva. 

Segundo os documentos, as armas eram capazes de atirar centenas de agulhas venenosas em um segundo. O que, quando combinadas à aplicação coordenada dos jutsus dos três, poderia fazer um grande estrago.

Esta era a segunda vez que o grupo participaria do exame chunin e, nesta ocasião, formaria o time um.

Para acompanhar Ahmya foram designados dois meninos com as idades de doze e treze anos. Seus nomes eram Ikeda Makoto e Tamura Koji. 

Ambos eram versados em jutsu sensorial.

Makoto era usuário de genjutsu. Mesmo à moderada distância, ele conseguia manipular os sentidos do oponente, criando ilusões capazes de distorcer a percepção do outro ninja sobre o ambiente. 

Koji era usuário do estilo vento e o mais habilidoso em taijutsu. Normalmente lutava com auxílio de uma katana que, combinada a seu ninjutsu, conseguia prolongar o impacto do golpe em quase um metro e meio sem precisar tocar o oponente.

Ahmya sabia de todas essas informações porque, antes de se apresentarem, ela já havia estudado os registros de habilidades de cada um deles. 

Uma ação que a ajudaria a traçar estratégias antecipadamente.

No caminho para a Folha eles falavam sobre o plano de ação. 

Os outros estavam visivelmente incomodados com a idade da criança. Mas receberam ordens para que os times atuassem de forma independente e que Ahmya comandasse sua equipe.

Aparentemente quando se tratava de ordens do ‘Deus’ de Amegakure, não havia objeções.



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