História V de Vingança - Capítulo 4


Escrita por: e topkthsquad

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, Personagens Originais, V
Tags Bottom!jeongguk, Bts, Comedia, Jungkook, Lemon, Menção Jihope, Romance, Sexcam, Short, Taehyung, Taekook, Top!taehyung, Vingança, Vkook
Visualizações 3.240
Palavras 2.280
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Vingança Número: 4


Fanfic / Fanfiction V de Vingança - Capítulo 4 - Vingança Número: 4

 

— Vai me ignorar agora?

 

Taehyung fechou a porta do armário com força e não se deu ao trabalho de responder a pergunta de Jeongguk, virando-se para o lado contrário ao dele e seguindo caminho pelo corredor, sem pressa.

 

— Três dias, Taehyung! — Revirou os olhos, já sem paciência, apertando os passos para alcançar o Kim. — Isso é muito infantil, sabia?

 

— Ah, então agora você quer ditar o que é, e o que não é infantil? — Virou-se para Jeongguk, trombando-se com ele. — Só cale a boca.

 

— Você ainda está esperando, não é? — Riu de canto, cruzando os braços numa posição superior. — Esperando que eu me declare, use palavras bonitinhas, e talvez, num ápice, te dê uma cartinha de amor. É isso?

 

— Você não é nem um pouco romântico. — Taehyung suspirou frustrado. Apesar de não parecer, ele era bem romântico quando gostava de alguém. E Jeongguk, como um oposto, era frio, como uma pedra de gelo. — O que custa falar um “eu gosto de você”?

 

— Mas eu já falei que gosto de você. — Deu de ombros. — Mas eu sei que não é isso que você quer. Você espera por muito mais, e eu não posso te dar isso. Eu simplesmente…

 

— Não gosta de mim o suficiente. É isso.

 

— Não! Claro que não, para de ser idiota. — Puxou a gola de Taehyung, que já se preparava para virar ao lado contrário novamente. — Isso de declaração não é comigo. Simples. — Roubou um selinho de Taehyung, grudando os lábios num estalo rápido e que logo se desfez. — Me perdoa. — Fez bico.

 

— Problema é seu. — Se afastou. — Eu falei, você ainda vai se declarar para mim. E eu não retiro o que eu disse. Enquanto isso se conforme em me ver de longe e em me beijar só em pensamento. — Ajeitou a camiseta e se afastou. — Tchau.

 

— Quer saber? Vai se foder!

 

Taehyung riu baixo e Jeongguk revirou os olhos. Aqueles dois simplesmente eram os polos opostos que não tinham como dar certo.

 

Ou quase isso.

 

 

— Hoje o Jeongguk vai vir me assistir no treino, então você vai ter que ficar no time adversário.

 

Jimin parou de vestir o uniforme e franziu o cenho no mesmo instante, encarando Taehyung como se ele fosse algum tipo de extraterrestre.

 

— O quê?! Mas eu nunca joguei com o time B. O que está acontecendo?

 

— É um plano. Eu quero que o Jeongguk se declare para mim. Mas está um pouco difícil porque ele é muito evasivo, então eu vou apelar. — Riu maroto e vestiu a última peça do conjunto vermelho. — Você fica no time adversário jogando contra mim e casualmente, numa jogada normal, você erra a força do seu chute e acaba me machucando. Então o Jeongguk corre até mim para me ajudar, chama uma ambulância em desespero, com lágrimas nos olhos e o claro medo de me perder. Eu faço uma atuação digna de Óscar de pré-morte, e então ele se declara.

 

— Isso foi péssimo e você sabe que eu vou te chutar de verdade. — Amarrou a chuteira. — Sério, vou arrancar sua perna fora, eu não sei chutar de mentirinha.

 

— Tenta. Por favor. — Segurou as mãos do amigo, apertando-as com uma força moderada. — Por mim.

 

— Esse plano é horrível, sinceramente. Jeongguk nem vai ligar para você. No máximo vai te chutar até você levantar de novo. Nossa, Taehyung, nem eu sou assim. — O olhou de cima abaixo, como se tivesse o avaliando negativamente. — Mas vou te ajudar.

 

— Nossa Jimin eu não…

 

Eu não sei como ainda sou seu amigo. Beleza, já gravei o roteiro, lindão. — Piscou. — Nos vemos no campo.

 

— Okay. — Taehyung suspirou. — Vai dar tudo certo. — Fechou os olhos, confirmando para si mesmo que ia ficar tudo bem. — Tudo certo

 

 

Taehyung estava animado com o fato de que Jeongguk tinha realmente ido lhe assistir, sentando-se bem pertinho do campo, no último degrau da arquibancada. Os olhares se encontraram e os dois sorriram. E foi algo natural e que aqueceu o coração de ambos, afinal, apesar das brigas, desavenças e competições, eles estavam realmente gostando um do outro. E ter certeza de que o sentimento era recíproco era ainda mais reconfortante. Apesar da relação deles ser meio torta.

 

O Kim, porém, não podia se desviar de seu plano, então se aproximou de Jimin, antes do início do jogo de futebol, repassando para ele o plano que havia arquitetado. Dando detalhes mínimos para que nada desse errado.

 

Ele iria conseguir aquela declaração, de uma forma ou de outra, ou não se chamaria Kim Taehyung — era uma afirmação arriscada, mas ele não ligava muito.

 

— Começa essa droga logo e parem de enrolar antes que eu arranque a cabeça de um. — O árbitro improvisado, Jin, apitou. Ele era o auxiliar do time porque tinha que ficar em algum clube por conta dos pontos adicional no fim do bimestre. Então era basicamente uma obrigação, e ele odiava, afinal era um quase “faz tudo” do time. Não tinha outra função para ele ali, Jin era um péssimo jogador. E por esses e vários motivos ele era um dos garotos mais estressados que aquele clube conhecia. Mas todos o amavam. Jin, porém, não amava ninguém. — Jimin joga direito, a bola tá no meio do campo não na canela do Taehyung!

 

— Porra Jimin. — O Kim bufou, correndo atrás da bola ao lado do amigo. — Seja mais discreto, cadê seus dotes de atuação? — Passou a bola para MinHo, o artilheiro.

 

— Mas… — Jimin tentava conciliar a atenção no jogo, com sua fala sussurrada e sua falta de ar pela corrida constante. — Se eu tivesse dotes de atuação eu estava no clube de teatro, não aqui.

 

— Okay, mas pelo menos não se comporte como uma ameba que chuta.

 

— Eu te odeio. — Se afastou se Taehyung, focando em marcar um jogador na linha de ataque.

 

— Ei! Nessa relação essa frase é minha! — Gritou, mas como de costume, Jimin não deu à mínima.

 

O resto do jogo seguiu normalmente, sem tentativas de chutes aleatórios, sem acidentes e sem declarações.

 

Isto, até o segundo tempo começar.

 

— Puta merda! — O campo inteiro cessou os movimentos quando o corpo de Taehyung trombou contra o chão de forma agressiva. A bola rolou pelo gramado e pela primeira vez ninguém ligou para ela. Os olhares acusatórios pairaram sobre Jimin, este que sorriu amarelo enquanto se afastava alguns passos da vítima tombada no chão. — Aí, Jimin, eu te odeio. — Resmungou com a bochecha prensada na grama, não conseguia nem abrir os olhos. A dor na canela latejava, Jimin não tinha chutado, tinha atravessado a chuteira na sua perna, dilacerando seus músculos, não era possível…

 

— Eu falei. — Foi a única coisa que disse, antes de receber uma encarada mortal de Jin, que até largou o apito de tanta indignação.

 

— Vocês são uns brutamontes, meu Deus. Cadê a delicadeza? — Se aproximou de Taehyung, que choramingava baixinho. O cutucou com a ponta do dedo, mas não obteve resposta. — Você consegue se mexer?

 

— Não… — A dor até mesmo o fez esquecer-se do seu plano mirabolante, e nem precisou fingir muito uma pré-morte, afinal estava realmente contando os segundos para ter um encontrinho caloroso no colo de Lúcifer.

 

— Para de frescura e levanta logo. — Jeongguk chutou o braço de Taehyung, sem muita força. Apenas como um aviso. Sabia que aquilo nem devia estar doendo tanto, ele que era dramático. — O badboy não aguenta um chutezinho de nada? Esperava mais de você.

 

— Eu acho que minha hora está chegando, Jeongguk. Eu deixo você ficar com minhas cuecas.

 

— Cala a boca. E eu não vou dizer que te amo, se é isso que está pensando.

 

— Ah qual é. — Taehyung se sentou no campo, completamente frustrado. A canela estava doendo demais, mas a grama pinicando todo seu corpo conseguia se superar, e realmente, boa parte da dor era drama. — Só um pouquinho?

 

— Não.

 

— Jeongguk…

 

— Não.

 

— Jeongguk!

 

— Ah fala sério, eu não tô aqui pra vê isso. Tchau pra vocês. — Jin resmungou, saindo irritado e indo em direção ao vestiário, deixando o casal discutir sozinho. Os outros jogadores, inclusive Jimin, o seguiram.

 

— Se eu sou importante para você, então não deveria ser difícil.

 

— A verdade é que você só quer isso para aumentar seu ego. — Jeongguk bufou. — Você acha que sua declaração foi uma humilhação, então você trata isso de forma banal, apenas como um modo de se rebaixar. Mas não é. Ninguém tem culpa de sentir e isso não deve ser considerado vergonhoso. E eu quero me declarar quando for o momento para isso. Queria que fosse bonito, especial. — Suspirou. — Você está tão desesperado que nem se ligou que todo esse tempo eu estive preparando uma surpresa para você.

 

— Surpresa?

 

— Eu queria te pedir em namoro. — Sentou-se no campo, de frente para Taehyung. — Sei que a imagem que você tem de mim é de uma pessoa evasiva e geniosa, mas eu só… — Respirou fundo. — Só queria achar uma forma inesquecível de mostrar que eu gosto de você de verdade.

 

— E eu estraguei tudo? — Taehyung sorriu melancólico. — Como sempre.

 

— Não. — Levou a mão ao joelho dele, acariciando sua pele e gostando do calor que ela emanava. — Eu que não ajudei. Nós dois somos infantis, somos uma bagunça.

 

— Somos estranhos. — Riu. — É isso.

 

— Talvez. — Tocou o queixo pensativo. — Você mais do que eu. Não acha?

 

— Claro, concordo plenamente. — Riu fraco, acompanhando Jeongguk. Às vezes ficava o olhando por muitos minutos seguidos e se perdia na beleza dele. Era tão único.

 

— Quer ir para a enfermaria? — Tocou a canela de Taehyung, que mordeu os lábios devido a dor que sentia. O machucado estava vermelho e sensível.

 

— Acho que vou precisar.

 

— Se apoie em mim. — Se aproximou, na intenção de ajudá-lo a se levantar. — Acha que consegue andar?

 

— Consigo. Sentindo como se minha perna estivesse sendo dilacerada. Mas consigo.

 

— Ótimo. — Sorriu para Taehyung. — Já é um começo… Ah, e depois me lembre de chutar a bunda do Jimin até que ele não possa mais andar.

 

— Chuta mesmo, filho da mãe. Isso é pouco ainda para aquele ingrato.

 

Jeongguk gargalhou.

 

— Você é um péssimo amigo.

 

— Eu não sou um péssimo amigo, se eu não tiver um amigo para ser péssimo com ele. E adivinha? Jimin agora é um homem morto.

 

 

Taehyung, como um bom preguiçoso, utilizou a desculpa do machucado superficial na perna para faltar aos três dias de aula posteriores ao acidente. Podendo, assim, se aconchegar em sua cama confortável, ligar sua televisão num canal qualquer de esportes e ingerir toda a quantidade de nutrientes que podia e que não precisava através de pratos generosos de comida. Aproveitando seu feriado improvisado.

 

Mas isso incomodou uma pessoa em especial, e que incrivelmente não foi sua mãe. Na verdade, era Jeon Jeongguk. O nerd de gênio forte, que apesar de muito orgulhoso, admitia estar com saudades do irritante e popular Kim Taehyung, afinal, aos poucos, sua presença foi se tornando constante e necessária. Mas não vê-lo diariamente, como via antes, era extremamente estranho. E horrível.

 

Por isso ele não tardou em bater a porta do garoto, sabendo que naquele momento ele estaria sozinho em casa, sem intenção alguma, óbvio. Uma presa fácil e indefesa para as garras do perigoso Jeon, que estava sedento por sangue.

 

— A escola ainda está lá, em pé e funcionando, e ainda estamos em época de aulas. Então o que o senhor acha que está fazendo se fingindo de doente? Seu imbecil. — Jeongguk despejou a chuva de palavras em Taehyung, assim que ele abriu a porta e sorriu para si. Ignorando cumprimentos e bons modos.

 

— Boa tarde para você também. É bom te ver.

 

— Você me deixou sozinho naquele antro de animais selvagens por culpa de um drama sem fundamentos e eu sou o errado? — Riu desacreditado. — Não sei de onde eu tiro tanta paciência com você.

 

— Dramático como sempre. — Taehyung se escorou tranquilamente no batente da porta e alargou o sorriso. — E seu amiguinho Hoseok?

 

— Ele e Jimin agora são melhor amigos agora, pelo jeito. Não se desgrudam um segundo sequer, não existe espaço para um terceiro ali, ainda mais se for eu.

 

— Mas… você não tem outros amigos?

 

— Ei, você é o popular aqui. — Se defendeu. — Eu sou o preocupado com cálculos matemáticos, não tenho tempo para vida social, se é que eu tenho uma.

 

— Certo, entendi que esse é seu jeito torto de dizer que sentiu saudades.

 

Jeongguk desviou os olhos e bufou baixo. Sentia suas guardas baixas quando Taehyung deixava seus sentimentos assim, tão escancarados.

 

— Tá, talvez. Mas vamos entrar que eu tenho umas coisas para te mostrar.

 

— Hum, certo. Pode entrar, a casa é toda sua.

 

Jeongguk adentrou a residência ainda um pouco cauteloso, em passos lentos e olhar observador, encarando a beleza da sala de estar com olhos encantados. O luxo da casa de Taehyung ultrapassava os limites e nada tinha a ver com a sua.

 

— Então, me diga. O que você tem de tão interessante para me mostrar?

 

Jeongguk piscou os olhos agressivamente, como se acordasse de um transe. E então se tocou de que tinha um objetivo ali. Deslizou a mochila dos ombros a jogou sobre o sofá que figurava o centro da sala, de frente para uma gigantesca televisão.

 

— Bom… você está sozinho em casa? Quando seus pais voltam?

 

— Só à noite. Por quê? — O encarou desconfiado.

 

— Andei pesquisando. Acho que agora estou devidamente preparado para isso. — Respirou fundo e se colocou de frente para Taehyung, o encarando nos olhos, mesmo que estivesse delirando de nervoso. — Agora é pra valer. Sem jogos.

 

— O quê? Vai se ajoelhar, tirar uma caixinha de alianças da mochila e me pedir em namoro? — Taehyung sugeriu, com uma sobrancelha arqueada em suspeita.

 

— Não. — Respirou fundo mais uma vez, de forma bem audível. E depois segurou as mãos de Taehyung junto às suas, finalmente tomando coragem para falar: — Vamos fazer sexo.

 


Notas Finais


Não esqueci a fanfic no churrasco, juro ashusdhsh
O próximo capítulo será o último (amém)
Preparadas?



CuriousCat: https://curiouscat.me/Be_Strong_
Twitter: https://twitter.com/kibumonster


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