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História Vai saber? - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Tudo ao mesmo tempo agora


Fanfic / Fanfiction Vai saber? - Capítulo 6 - Tudo ao mesmo tempo agora

Juliette atravessou a pista lotada e colorida e pediu uma água com gás no bar. "Coloca umas rodelas de limão, por favor! Faz um 'drink' bem bonito!" Era muito estranho estar naquele ambiente sem Sarah. Não queria beber álcool para não fazer besteira, nem falar demais. Avistou Gilberto e o boy, acenou e foi ao encontro deles. Os três riram, dançaram e se divertiram muito. De repente começaram aqueles acordes tão conhecidos e em seguida 'Baby, can't you see I'm calling?
A guy like you should wear a warning
It's dangerous, I'm falling'
"Bicha, vou embora!" Gilberto chega mais perto e pergunta "tem certeza, Ju?" 
"Tenho. Dou conta não.  Essa música é ela todinha fazendo a coreografia."
Eles se abraçam e Gil a acompanha até a saída. "Olha, vocês se amam. Tenha calma. Tudo vai se ajeitar." Juliette apenas sinaliza que 'sim' com a cabeça e entra no carro  que vai levá-la  de volta ao hotel.

* * * 

Passava um pouco da meia-noite quando Sarah ouviu o barulho da porta abrindo. Ela não havia dormido. Permaneceu deitada na cama, no escuro, repassando todos os acontecimentos desde que conhecera Juliette.  

Ficou olhando para a advogada se despindo devagar na penumbra da luz que vinha do banheiro. A paraibana tateava procurando a camisola e passou pisando com cuidado ao lado da loira que não se conteve: "vem cá" e estendeu a mão. 

Juliette se deitou ao lado de Sarah e a olhou nos olhos. Sarah foi chegando perto e acariciou seus cabelos. As duas se abraçaram e ficaram abraçadas por alguns minutos. Elas podiam sentir os batimentos de seus corações e a respiração de ambas acelerando.

Juliette fez menção de falar; Sarah colocou o indicador de leve nos lábios dela e sussurrou "eu não gostaria de conversar agora, quero só sentir, por favor..." E deu um selinho nela. Depois mais outro e foram se beijando, se entregando, se sentindo cada vez mais livres.

Os gestos, os toques, os arrepios pareciam estar em câmera lenta. Até que aquela convivência intensa, pausada pelas circunstâncias, foi retomada de uma forma contundente. Só que agora sem exposição, sem jogo, sem encenação, sem preocupações, sem amarras. Os sentimentos mantidos velados vieram à tona, as sensações se tornaram corredeiras permeando a pele delas. O desejo crescia se misturando com a lembrança dos fragmentos dos dias na Casa. Bocas, mamilos, saliva, línguas, mãos faziam parte desse pas de deux intuitivo. Os dedos exploravam  o sexo encharcado, com movimentos cada vez mais ritmados que culminaram em orgasmos inéditos para ambas.

Depois da respiração normalizada, Sarah, a mesma Sarah que Juliette conhecera e se apaixonara,  brincou: "olha, eu não sou de falar palavrão mas porra..."  Juliette emendou: "tô passada." E caíram na gargalhada.

 




 



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