História Vai sonhando! (Clace) - Capítulo 21


Escrita por:

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Categorias Shadowhunters
Tags Clace
Visualizações 254
Palavras 3.615
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OIIIIIIIIIIIIIIIIIII Genteeeee!!!
Eu peço mil desculpas por não está respondendo os comentários é que eu estou super sem tempo mas, assim que der eu respondo todos!
Só mais uma coisa
PASSADAAAAAAAAAAAA COM SHADOWHUNTERS. ATÉ AGORA TO IMPACTADA COM A VOLTA DO NOSSO JACE E COM A PARTIDA DE CLARY :(
NOSSA RUIVINHA FOI LIGADA AO DEMON DO IRMÃOOOOOO AAAAAH!! Gostaram da adaptação ? Eu sinceramente gostei porque Jace já sofreu demais tadinho EM FIIIIMMMMMM.
BOA LEITURA HAHAH

Capítulo 21 - Twenty one



Os dias se passaram e, depois desse episódio, Clarissa tentou afastar o jogador das crianças, pois ele estava começando a se apegar demais, ter sentimentos, e isso a assustava. Mas foi impossível. Jonathan não permitiu. No dia 12 de março, ele se reuniu com amigos e vários colegas de time num restaurante para assistir ao jogo do Milan contra o Barcelona. O Barça ganhou com quatro golaços. Ver a derrota irremediável do arqui-inimigo do Inter de Milão os alegrou. 
— Experimenta essa pizza, o que você acha? — perguntou Jonathan a Clarissa. Depois de uma mordidinha e de saborear com gosto, ela arregalou os olhos e deu seu veredito: 
— Maravilhosa, uma das melhores que já provei na vida.
Jonathan riu e, sem se importar com os olhares de alguns de seus amigos, beijou Clary, que correspondeu com prazer. Todos conversaram durante o jantar. Era um grupo de 15 pessoas, cada uma mais animada do que a outra, e quando terminaram o jantar, propuseram tomar uns drinques no Santofredi, uma balada da moda. De início Jonathan recusou, mas cedeu ante a insistência de Jandro. Clarissa decidiu convidar Antonella e marcaram de se encontrar direto lá. Chegando ao Santofredi, Jonathan se admirou de não ver os paparazzi na entrada. Isso era maravilhoso, mas uma vez lá dentro, a irritação surgiu: todos queriam tirar fotos com ele, o que depois de um tempo passou a ser um problema, embora ele continuasse aceitando com bom humor. Clarissa entrou na área VIP com o resto do grupo. Em seguida, quando viu Antonella chegando, deu um aceno para cumprimentá-la e a fez entrar. 
— Uhuu, área VIP?
— É isso que a gente consegue acompanhando os astros do futebol — brincou Clarissa, abraçando a amiga. Conversaram animadas durante um tempo. Jandro, que tinha se entretido dando autógrafos, entrou na área VIP naquele instante e viu Antonella. 
— A gente se conhece, não? — perguntou, dirigindo-se a ela. 
— Sim, nos vimos na Casa della Nonna.
 — Posso te convidar pra um drinque? 
— Não. — E acrescentou quando viu a cara dele: — Melhor que sejam dois. Clarissa e Antonella trocaram um olhar cúmplice e deram risadinhas. Quando ficou sozinha, olhou com curiosidade para o salão onde Jonathan ainda estava. Ela o viu sorrindo e tirando fotos com centenas de jovenzinhas que morriam por uma foto com ele, até que o dono da casa atendeu a um sinal de Jonathan, foi resgatá-lo e dispersou a multidão, escoltando o jogador até a entrada da área VIP. Clarissa o esperava com um sorriso espetacular.
— Tudo bem? Jonathan beijou-a nos lábios, confirmou e aproveitou sua companhia. Porém, à medida que a noite avançava e a área VIP começava a se encher de meninas desejando as atenções dos deuses gregos do futebol, Clarissa e Antonella começaram a se sentir incomodadas. Jonathan se divertia com Jandro e outros jogadores e parecia ter jogado Clarissa para escanteio, a fim de conversar com um grupo de mulheres, como ele diria, tecnicamente perfeitas.
 — A verdade é que o Jandro é um gato — confidenciou Antonella. 
— Me deu o telefone dele, mas não vou ligar. 
— Por que não? 
— Sou ciumenta demais pra suportar um caso desse tipo. Passo… passo… Clarissa fez que sim, entendendo o que sua amiga insinuava. 
— Veja você, já sabe no que vai dar sair com ele.
 — E você que está saindo com o Jonathan, como estão as coisas?
— Não estou saindo com o Jonathan, de onde você tirou isso? Antonella balançou a cabeça e suspirou: 
— Tenho olhos e sei que desde o dia em que você deu o primeiro passo e dormiu com ele, quase não se separaram mais. O que significou aquela viagem pra Toscana, o aniversário da Suhaila, tantas noites que vocês passam juntos… entre muitas outras coisas? Posso fazer uma lista.
 — Temos uma amizade colorida — respondeu ela, na defensiva, sabendo que sua amiga tinha razão.
 — Não me faça rir. Ha, ha, ha.
 — Você sabe o que está acontecendo, Antonella — sussurrou. — Vai ser por pouco tempo. Como pode ver, ele não tem tempo pra mim e sinceramente eu não acho que aguento esse ritmo de vida. Naquele momento, uma daquelas mulheres sentou no colo de Jonathan para tirar uma foto. Ele a agarrou pela cintura achando graça, e Clarissa não gostou nem um pouco.
— Acho que o que temos vai durar ainda menos do que eu imaginava. Não suporto ver como essas belas sentam no colo dele, o apalpam e, principalmente, não suporto que ele ache que está tudo bem.
 — Ciumenta? Clarissa confirmou. Não tinha por que fingir para Antonella.
 — Muito. E fica pior a cada dia. Começou a tocar Jesse James e Antonella pegou a amiga pela mão, obrigando-a a se levantar, e a conduziu até a pista. 
— Venha, vamos dançar. Clarissa seguiu sem falar nada. Precisava se distrair, pois se continuasse olhando aquela cena ridícula, ia explodir. Dez minutos depois, Jonathan viu que Clarissa não estava em seu reservado na área VIP e se levantou para ir procurá-la. Onde teria se metido? Com expressão confusa, começou a procurá-la com o olhar por todo o lugar, e então Jandro se aproximou.
— A morena que está no balcão do bar quer te conhecer.
 — Agora não.
 — Mas, caraaa, aquela belezinha é de deixar louco, você viu? Jonathan olhou na direção indicada pelo amigo e, ao ver que a moça sorria, enfatizou: 
— Agora não posso. Você viu a Clarissa? Sem entender, Jandro o encarou. 
— Ué, cara, mas o que você está fazendo? 
— Procurando a Clary, não sei onde ela se enfiou. 
— Não me diga que você está interessado na fisioterapeuta? — Jonathan não respondeu e Jandro insistiu, bufando: 
— Você está fazendo papel de idiota, Jonathan, a Clarissa não é o que você precisa. Ela é uma boa moça e…
 — … eu sou um bad boy — terminou a frase pelo amigo. 
— Não estou dizendo isso, cara, só digo que as boas moças vão pro céu e as más vão aonde quiserem! E você sempre gostou das meninas más. Vamos… a morena te espera. Ouvindo aquilo, Jonathan sorriu, porém agarrou o grande amigo pelo colarinho e gritou em seu ouvido para que não restasse dúvida de que tivesse ouvido: 
— Sabe de uma coisa, Jandro? Se gostou, pegue a morena pra você. 
— Mas, caraaa… Ignorando a resposta, ele saiu da área VIP em busca de Clarissa. Depois de dançarem várias músicas, muito animadas, na companhia uma da outra, saíram da pista e contentes cumprimentaram alguns amigos que encontraram. Clarissa sentiu que alguém pegava em sua mão e, quando olhou, viu que se tratava de Jonathan, olhando-a de cara fechada. Clarissa se assombrou com seu jeito sério:
 — Que foi?
 — Me diga você — respondeu ele. — Viro as costas e quando me dou conta, você desapareceu. Depois te encontro aqui, de risadinha com esses caras. 
— Esses caras são meus amigos, alguma coisa contra? — Ele não respondeu e ela rebateu: 
— Olha, não se irrite pelo que vou te dizer, mas não estou a fim de ficar te esperando como uma idiota durante a noite inteira enquanto você se diverte com suas amiguinhas. Irritado com aquela resposta, ele chegou mais perto dela.
 — Do que você está falando? 
— Você já sabe a que me refiro, não se faça de inocente que somos bem grandinhos. Jonathan balançou a cabeça e, percebendo que estavam sendo observados, disse, puxando Clarissa pela mão:
 — Vem, vamos pra área VIP.
 — Não. 
— Não? 
— Exato, não!
Entretanto, sem se importar com as palavras dela, ele a puxou, deixando Clarissa sem opções a não ser acompanhá-lo debaixo de demasiados olhares atentos. Não queria armar um barraco. Quando entraram no reservado, o jogador caminhou com passo decidido até uma lateral onde não havia ninguém. 
— Escuta, Clary, o que foi? Incapaz de esconder o que pensava, ela respondeu: 
— Quando você vai se dar conta de que eu não sou uma delas? Só porque dormimos juntos não quer dizer que você pode me tratar como apenas mais uma. E se te digo isso é porque você fez eu me sentir mal agora há pouco com a sua atitude. 
— Minha atitude? Levando as mãos à cabeça, Jonathan tirou o cabelo do rosto. — Só fui gentil com as pessoas, sou uma figura pública e essas coisas são assim. Se eu quiser ter uma boa imagem, tenho que ser gentil com aqueles que me cercam. Não quero que a imprensa fale mal, nem que diga bobagens sobre mim.
 — Pois então não reclame que te apontem mil namoradas. Seu comportamento esta noite com essas mulheres deixa muito a desejar. 
— Mas do que você está falando? Clarissa se sentia cada vez mais desconfortável no rolo no qual estava se metendo.
 — Vejamos como posso te explicar isso sem parecer que exijo ser sua namorada, ou qualquer coisa que você acha que eu sou, ou não. Não é isso que eu quero. A questão é: se você sai pra jantar comigo, fica comigo e não se fazendo de bobo com outras mulheres bem debaixo do meu nariz, porque se você fizer isso, eu tenho duas opções: olhar pra você fingindo que sou idiota, ou me divertir e esquecer que você existe. Neste caso, escolhi a segunda opção e sabe por quê? — Ele negou com a cabeça e ela continuou: — Porque temos apenas uma “amizade colorida”. Então, se você quer continuar flertando com essas mulheres tecnicamente perfeitas, bola pra frente! Não se importe comigo, mas também não venha pra cima de mim dando uma de machinho latino porque eu não vou permitir, entendeu? Quando acabou o sermão, Clarissa respirou. Tinha sentido um gostinho tão bom! Mas Jonathan ficou com cara de ponto de interrogação. 
— Saí pra jantar com você e estou com você. E volto a repetir que, se tirei fotos com aquelas mulheres é porque tive que tirar, nada mais. Minha vida é assim. Se você quiser aceitar, ótimo, senão, você é quem sabe! Boquiaberta com a explosão, Clarissa fez que sim e respondeu sem mudar de expressão: 
— Acho que quero é ficar com meus amigos. Pelo menos eles não se acham e têm um pouco mais de bom senso do que você. Sinceramente, Jonathan, você acabou de me decepcionar com a sua resposta. Acho que deveria ter pensado um pouquinho mais antes de falar.
Dando um passo para trás, Jonathan sibilou, todo arrogante: 
— Olha quem fala. A grosseria a atingiu em cheio e, estreitando os olhos, ela rebateu antes de ir embora:
 — Exatamente… é o que eu falo! Jonathan a observou se afastar, mas foi incapaz de ir atrás dela. Seu orgulho o impedia. Clarissa tinha o descaramento de lhe dizer sempre o que pensava, quer ele gostasse ou não, e esse episódio, aliás, era um dos que ele não tinha gostado. Disfarçadamente, da área VIP, ele a viu se divertir com os amigos durante algumas horas. Mulheres tecnicamente perfeitas o rodeavam, fazendo charme e tentando atrair sua atenção, mas ele não podia deixar de observar sua atacadinha. Quando viu que ela se preparava para ir embora, Jonathan agarrou pela mão a primeira que apareceu ao seu lado, puxou-a consigo e alcançou a saída da balada junto com Clarissa. Sem olhá-la, passou por ela e, quando saiu, a imprensa se jogou indiscriminadamente sobre ele e sua acompanhante, que sorria para os flashes com cara de boba. Surpresa pelo que acabava de ver, Clarissa pensou em protestar, mas Antonella a interrompeu com um puxão no braço.
 — Vamos entrar de novo, acho que você não está preparada pra voltar pra casa. Duas horas mais tarde, por volta das cinco da manhã, Clarissa se despediu dos amigos que a acompanharam até a porta de seu prédio. Entrou, subiu no elevador e tirou os sapatos de salto. Seus pés a estavam matando. Quando o elevador parou no seu andar e as portas se abriram, ela ficou sem palavras: sentado no chão em frente à sua porta, estava Jonathan. Ao vê-la, ele se levantou, e ela deu um passo para entrar no hall. Entreolharam-se em silêncio durante alguns segundos, até que ele, por fim, começasse a falar:
 — Você disse que sou caliente, possessivo e passional, não disse? — Ela concordou e ele continuou: — Pois então quero que saiba que minha parte possessiva não admite que você esteja, na minha presença, com outros homens além de mim, por isso te peço desculpas. Sei que pisei na bola. Clarissa respirou, fechou os olhos e se xingou em silêncio: o que estavam fazendo? 
— Não sei bem o que acontece comigo, mas gosto de você e por isso… — acrescentou, ao ver a expressão dela.
 — Não, não continue. Surpreso com as palavras ditas de forma categórica, Jonathan quis continuar falando, mas ela se adiantou: 
— Peço desculpas por ter me irritado, mas minha parte possessiva sentiu o mesmo que a sua quando vi você com outras e… Não pôde dizer mais nada. Jonathan chegou junto dela e a beijou com paixão. Aquilo estava saindo de seu controle e eles sabiam, porém, não podiam impedir. Clarissa jogou a bolsa ao chão e o agarrou. Beijar Jonathan era uma delícia e decidiu se deixar levar pelo momento. Se tinha uma coisa clara, era que necessitava daqueles beijos. Continuaram assim alguns minutos no hall do elevador até que a coisa começou a esquentar e ele tirou as chaves da mão dela.
 — Vamos entrar. 
— Vamos — disse ela, sem forças para pensar nem para se opor a nada. Lá dentro, com as luzes apagadas, Jonathan a apoiou contra a porta e voltou a beijá-la. Sem soltar Clarissa, tirou seu casaco e depois o dela. Alguns beijos e mil carícias depois, a temperatura entre eles continuava subindo até que ela finalmente decidiu fazer o que tinha vontade: desabotoou a camisa dele, deixou que caísse no chão e num segundo, suas mãos já tinham voado para o botão da calça jeans dele.
 — Impaciente. 
— Muito. Quando seus olhos se acostumaram à escuridão, Jonathan olhou Clarissa fixamente e confessou:
 — Gosto muito de você, Clary, muito.
— Também gosto de você e isso não é bom.
 — O que não é bom? Por quê? 
— Porque acho que isso não vai nos levar a lugar algum. Aproximando a boca do ouvido dela, excitado, ele arriscou: 
— Isso vai nos levar aonde a gente quiser.
 — Disso eu não duvido, principezinho. Riram e ele acrescentou: 
— Você é passional, doce, possessiva, caliente e muito… muito bonita. 
— Tira a roupa. Jonathan sorriu e murmurou, em meio a um beijo: 
— E mandona. Você gosta muito de dar ordens. 
— Tira a roupa — insistiu, excitada. Ele atendeu à exigência enquanto Clarissa o observava, apoiada no batente da porta. Sem enxergar direito, ele tirou os sapatos, as meias, a calça jeans e finalmente, a cueca. Jonathan era sexy, um pedaço de mau caminho, um deus grego musculoso… a respiração de Clarissa foi se acelerando pouco a pouco. A única luz que existia na sala era a da lua que entrava pela janela. Observar como ele tirava a roupa nessas circunstâncias o fazia parecer quase uma aparição, algo irreal. Quando por fim ele se mostrou como ela queria, ficou parado e pediu: 
— Agora tira a sua roupa. Ela obedeceu sem demora. Enquanto isso, ele pegava e abria uma embalagem de camisinha da carteira. Apoiada na porta, ela tirou a meia-calça e depois o vestido e, quando foi tirar o fio dental e o sutiã, ele a deteve: 
— Disso cuido eu. Sem dizer mais nada, ele a pegou nos braços e a levou até o sofá da sala. Sentou-se pelado, colocou Clarissa por cima e percorreu as costas dela com as mãos para puxá-la mais para perto. Os seios dela encontraram sua boca e ele deu mordidinhas por cima do sutiã. Os mamilos ficaram arrepiados e, com desejo de chupá-los, Jonathan passou a boca ardente por cima deles até que deu um puxão na lingerie e eles apareceram diante de seus olhos.
— Seios lindos… Com prazer, ele os enfiou na boca e deu mordidinhas. Clarissa fechou os olhos e jogou a cabeça para trás. Desejo e prazer: o que Jonathan lhe dava era prazer em estado puro. Havia um magnetismo que os atraía um para o outro e cada vez os envolvia mais e mais. Sem parar para tirar a calcinha dela, excitado como ela sempre o deixava, Jonathan apenas puxou o tecido de lado, levantou Clarissa um pouco e a penetrou, fundindo-se a ela pouco a pouco até tê-la totalmente encaixada. O gemido que ela soltou ao se sentir preenchida fez com que ele procurasse sua boca. Encontrou-a e beijou com sofreguidão, apertando o corpo dela contra o seu em busca do prazer. Gemidos. Sentada em cima dele, Clarissa começou a se mexer. Primeiro devagar, mas a cada segundo que passava, a urgência crescia. Mexeu os quadris para frente e para trás e notou como sua vagina sugava o pau de Jonathan, arrancando fortes gemidos dele. Repetiu os movimentos uma vez depois da outra, até que ele não aguentasse mais e a agarrasse pelos quadris, apertando-a contra ele, e provocasse mais gemidos. Sem parar, Jonathan se fundiu nela repetidas vezes e, quando gritaram a uma só voz, souberam que tinham chegado ao clímax ao mesmo tempo. Nus, abraçados e suados, continuaram na escuridão do sofá durante alguns minutos. Aquilo tinha sido fogo puro, ou assim lhes parecia. 
— Onde você estava até uma hora dessas? — perguntou ele, sem se mexer. 
— Com meus amigos. Jonathan balançou a cabeça e preferiu não perguntar mais. 
— Me desculpa pelo que aconteceu, às vezes eu me comporto como um imbecil. Sem olhar para ele, mas sabendo a que ele se referia, ela perguntou: 
— Sobre o que você está falando? O jogador deu risada.
— O que eu quero dizer é que, se saio com você, devo ficar com você. Você tinha razão e eu queria te pedir desculpas por… A boca dela procurou a dele para silenciá-lo e dar mais um beijo apaixonado.
 — Está desculpado. 
— Eu queria ver seu rosto agora, pode acender a luz? Sem sair do colo dele, ela se esticou até um abajur ao lado da poltrona de leitura. Jonathan, percorrendo seu rosto com a ponta dos dedos, sorriu com delicadeza. Então se aproximou dos lábios dela e os beijou.
 — Quer jantar comigo amanhã? 
— Não posso. 
— Depois de amanhã — insistiu. 
— Impossível.
 — Na sexta? 
— Desculpa, mas tenho planos. Surpreso, a expressão em seu rosto se alterou.
— Como assim você tem planos pra semana inteira? 
— Bom, Jonathan… 
— Planos com quem?
 — Jonathan… acho que a gente precisa se afastar um pouco. O olhar dele se tornou sombrio. 
— Não quero me afastar de você de jeito nenhum — respondeu num sussurro. — Gosto de estar com você, não percebe? Clarissa estava se convencendo de que aquilo não estava tomando um bom rumo. 
— Escuta, eu… 
— Não, escuta você — interrompeu ele. — Preciso de você perto de mim e, mesmo que você não admita, sei que sente o mesmo. Por que quer que a gente se afaste? Clarissa desejou contar a verdade, mas não podia. O certo é que não queria. Tinha medo da reação dele e de não poder superar depois.
— Jonathan, simplesmente tenho coisas pra fazer esta semana. Sinto muito de verdade, não fique bravo, mas tenho certos compromissos que… 
— Podemos jantar no sábado? Ouvindo aquilo, ela esteve a ponto de soltar uma gargalhada. 
— Não posso. Vou passar o fim de semana fora e… 
— Vai viajar no fim de semana? 
— Vou.
 — Com quem? 
— Jonathan, não vamos entrar nesse jogo. Não quero que… 
— Com quem você vai passar o fim de semana? — insistiu. 
— Tenho coisas pra fazer. Desculpa o pé na bunda — respondeu ela saindo de cima dele. Jonathan  olhou para ela de mau humor.
 — Está me dando um pé na bunda? 
— Estou.
Incrédulo, ele se levantou e caminhou até a porta, onde sua roupa estava espalhada. Ninguém recusava um encontro com ele. Sem olhar para trás, começou a se vestir. Ela fez o mesmo. Discutir sem roupa a deixava insegura, e quando colocou o vestido, foi até Jonathan para tentar resolver o assunto. 
— Escuta… 
— Não, não vou escutar. Fico aqui te esperando mais de duas horas sentado na porta da sua casa com a bunda congelada como um imbecil pra, depois de fazer amor e te pedir desculpas por hoje à noite, você me dê o fora? Isso é inacreditável. 
— Desculpa, não era o que eu pretendia, mas… 
— Te disse que gosto muito de você, algo que nunca disse a nenhuma outra mulher, o que mais você precisa? Clarissa passava a mão no rosto e no cabelo, nervosa, tensa por ver Jonathan tão alterado. 
— Também gosto de você, mas não estou procurando uma relação estável e, se me permite o comentário, acho sinceramente que isso também não funciona pra você. Seu estilo de vida não permite. Você é Jonathan Herondale , “o touro espanhol”, o queridinho das belas, não se esqueça disso! Seu jeito irônico fez os cantos dos lábios dele se curvarem. Aquela mulher era incrível: quanto mais tentava afastá-lo de seu lado, mais ele queria ficar perto. Ela o fazia passar da fúria ao riso em décimos de segundo. 
— Clarissa, vamos deixar isso pra lá. — Ela tentava conter o riso.
 — Faça o favor de não rir, atacadinha, ou vai me irritar ainda mais.
 — Sabia que adoro ser a atacadinha?
 — Que máximo! — respondeu ele com ironia. Quando ele começou a fechar a camisa, ela se aproximou mais e começou a beijar o nó de seus dedos até conseguir que ele olhasse para ela. 
— O que acha de ir me buscar na terça lá em casa e me acompanhar no meu compromisso às sete?
 — Agora quer que eu fique segurando vela? 
— Não. 
— Então que diabos você quer que eu faça?
— Me acompanhe, tenho certeza de que você vai gostar. — Boquiaberto, ele pensou em responder, mas ela disse antes:
 — E agora pode parar com o mau humor, com as paixonites e as bobagens e vamos pro meu quarto. Quero que você tire a roupa e que passe a noite comigo. A ideia te agrada?



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