História Vai sonhando! (Clace) - Capítulo 22


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Categorias Shadowhunters
Tags Clace
Visualizações 152
Palavras 2.123
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - Twenty two



Na segunda-feira de manhã, quando Jonathan chegou ao treino dirigindo o próprio carro, as pessoas do clube o receberam com aplausos. Tinha ficado fora por muitos meses e ter o jogador de volta trouxe uma nova energia para todos. Os fisioterapeutas e o médico do clube dedicaram a manhã a fazer mil exames e, quando ele finalmente acabou tudo no centro esportivo, já estava esgotado. Foi até o estacionamento e deixou a bolsa de ginástica no porta-malas do carro. 
— Como foi seu primeiro dia? — ouviu alguém dizer. Olhou em volta e avistou o técnico saindo do carro do lado.
— Frustrante. — Frustrante?! 
— Achei que ia fazer alguma coisa além de responder perguntas e deixar que me fizessem mil exames médicos. Norton sorriu e respondeu, com os olhos no rapaz: 
— Fique tranquilo, temos que voltar à normalidade aos poucos. Amanhã você começa um treino com o segundo técnico. Lembre-se de que você ficou parado por vários meses e, se a gente forçar sua reintegração, podemos colocar em risco o trabalho excelente que você fez com sua fisioterapeuta. — Jonathan fez que sim e o técnico prosseguiu, mudando o tom:
 — A respeito da minha filha, queria te dizer uma coisa, rapaz. — Jonathan o encorajou a continuar. 
— Clarissa é uma moça fantástica que não merece sofrer nem ser desvalorizada por ninguém. Acredito que você é um jogador nota dez, um homem que pode ter tudo o que quer, então por que a minha filha? Por acaso já não existem mulheres suficientes em volta de você? Quase não nos conhecemos e não tenho direito de dizer o que estou a ponto de dizer, mas vou falar mesmo assim, porque estamos falando da minha pequena. Clarissa merece ser tratada com carinho, respeito e amor e você nunca vai dar isso a ela. Por isso, se afaste antes de magoá-la. Desconcertado, Jonathan  não soube o que responder. 
— Ela é minha filha e não vou permitir que sofra por você, entendeu? Quando Norton se virou para ir embora, Jonathan o agarrou pelo braço para impedir que se fosse e o fitou fixamente nos olhos.
 — Não tenho intenção de faltar com o respeito em relação à sua filha, especialmente porque entre mim e ela… 
— Não quero saber o que existe entre vocês, só quero que se afaste dela, de Suhaila e de Israel. Ouvindo isso, a paciência do jogador se esgotou e, fincando os pés no chão, Jonathan tomou coragem e o desafiou
 — Por quê? Por que me afastar deles? 
— Porque estou mandando, não é suficiente?
 — Não, não, senhor, não é suficiente. Admirado, o técnico o encarou por uns instantes. Não esperava tanta resistência por parte de seu jogador.
 — Vou te dar um exemplo pra você me entender. Compare meu carro ao seu. — Jonathan enrugou a testa. Não sabia aonde isso ia levar.
 — Meu carro é um veículo familiar e o seu, um carro esportivo. Minha vida é familiar e a sua é tudo, menos isso. Precisa de mais exemplos? — Jonathan estava a ponto de rebater, porém Norton se adiantou:
 — Não brinque com a minha filha, nem com as crianças. Se você brincar e eles sofrerem por sua culpa, te juro que você vai se ver comigo.
 — Não estou brincando com ninguém. 
— E por isso ela foi pra Toscana com você? Por que você foi ao aniversário da Suhaila? Olha, Jonathan, sejamos maduros, sei o que vai acontecer com a minha filha, eu a conheço muito bem e você não é o que ela precisa.
 — Mas que droga, senhor! — Jonathan se alterou.
 — Já é a segunda vez que me diz isso. O que a sua filha precisa que eu não possa oferecer? O senhor me enxerga, de verdade, como uma má pessoa? John Norton mordeu a língua. Não devia continuar falando e passou a mão pelo cabelo. 
— Escute, senhor… — prosseguiu Jonathan, um pouco mais calmo. 
— Não, me escute você: não sei o que você sabe sobre a Clarissa, nem o que ela contou sobre a vida dela, mas o que, sim, sei é que você não vai estar à altura do que ela precisa. Clarissa é forte, mas está passando por um momento na vida em que precisa de alguém que seja mais forte do que ela, que lhe dê apoio, e você não é essa pessoa. Jonathan se surpreendeu muito com aquelas palavras. Não sabia o que o técnico queria dizer.
 — Do que está falando? O que ela tem?
Norton o observou por um bom tempo, com o olhar duro. Tinha quase dado com a língua nos dentes e sua filha nunca o teria perdoado. Furioso consigo mesmo, disse erguendo um dedo: 
— Se afaste dela antes que ela sofra também por amor. Dito isso, o técnico foi embora, deixando Jonathan perdido, sem saber o que fazer e sem entender nada. Quando Clarissa chegou à sua casa naquela tarde para a sessão de fisioterapia, Jonathan não comentou nada do acontecido com o pai dela. Limitou-se a observá-la e não viu nada fora do normal. A que se referia Norton? Ela, sim, notou-o estranho, calado demais e observador. Ao fim, ele pediu que ela sentasse ao seu lado, pois queria conversar. 
— Clarissa, hoje eu falei com seu pai. 
— E o quê? — murmurou ela, com um fio de voz. 
— Bom, Clary, o que está acontecendo? É a segunda vez que ele me diz que eu não vou estar à altura do que você precisa e isso me deixa desconcertado. Você tem alguma coisa pra me contar?
 — Não. 
— Tem certeza? 
— Absoluta — mentiu ela com muita convicção. 
— E por que seu pai me disse que você está num momento muito particular da sua vida e que tem necessidade de alguém do seu lado que seja mais forte que você? Ela ficou sem palavras durante uma fração de segundo. Quando visse seu pai, ele ia ver só. Deveria contar a verdade a Jonathan? Reagiu a tempo.
 — Ai, Deus…! Como o Grande Chefe é chato! Não dê atenção ao que ele diz, coisa de pai superprotetor. 
— Mas, Clarissa, eu trabalho com ele e…
 — Eu sei, não se preocupe, eu converso com ele. — E tentando brincar, disse em tom de confidência: — Sou filha dele, entenda. Ele se preocupa comigo e conhece seu currículo amoroso. 
— Também te entendo, juro que entendo, Clary, mas quando ele me disse que… 
— Olha só, Jonathan — interrompeu. — Você não se preocuparia se soubesse que sua filha está saindo com um sujeito tão mulherengo quanto você? Depois de pensar, ele fez que sim e respondeu: 
— Eu a proibiria de sair com um sujeito como eu. — Jonathan só precisou pensar por uma fração de segundo. Clarissa soltou uma gargalhada: Jonathan se parecia com seu pai mais do que ele podia imaginar. Naquela noite, depois que terminaram o jantar na casa dele, ela voltou do banheiro e se sentou ao seu lado. Havia algo que queria esclarecer.
 — Quero que saiba que, apesar de, no início, seu tratamento ter sido uma tortura pra mim, acabei gostando muito. Você acabou sendo um cara melhor do que eu imaginava.
Jonathan sorriu e, depois de tomar um gole do copo, respondeu: 
— Digo o mesmo, sua atacadinha.
 — Então, dou por finalizado o nosso contrato. Já não sou mais sua fisioterapeuta, nem você é meu paciente, por isso, já posso te insultar! Jonathan caiu na Gargalhada. Clary e seus comentários: sempre partindo para o ataque. Em seguida ele a puxou e a fez sentar em seu colo para beijá-la.
 — Acabaram-se os pagamentos de mil euros por sessão, Tio Patinhas! — disse ela, quando seus lábios se separaram, 
— Ah… e também acabou a história de nos vermos todos os dias. — O rosto de Jonathan se fechou. 
— Não faça essa cara, tá? Sem querer polemizar, ele concordou com a cabeça, tentando não pensar mais no assunto. 
— Que nosso contrato tenha acabado não significa que as doações à Casa della Nonna também acabam. — Clarissa olhou para ele assombrada. 
— Se você me ensinou uma coisa nesse meio-tempo, é que nós que temos mais recursos precisamos ajudar os que não dispõem disso. Portanto, vou continuar doando esse dinheiro para as crianças, inclusive, vou falar com o clube e com meus colegas de time pra ajudarem outros centros de acolhimento. Clarissa sorriu muito feliz e sussurrou, aproximando os lábios dos dele:
 — Me dá vontade de te encher de beijos. Obrigada, muito obrigada. Abraçando Clarissa, Jonathan inspirou seu perfume, seu cheiro. Gostava muito de tudo nela… Gostava demais. Vinte minutos depois, quando o jogador já tinha conseguido se conformar de que não a veria todos os dias, ela murmurou: 
— Lembre-se, amanhã quando for ao treino, não se faça de herói, ou vai acabar com o nosso trabalho, entendeu? 
— Entendi. Abriu a mochila e tirou uma pasta.
 — Entregue esse relatório ao seu fisioterapeuta do clube. Aliás, você deveria ter levado hoje. Quero que ele saiba o que fiz com você. 
— Nestes documentos você explica tudo… tudo… tudo? Com malícia, ela ergueu as sobrancelhas e respondeu, depois de dar risada: 
— Mais ou menos. Jonathan sorriu, se levantou e estendeu a mão como um cavalheiro para ajudá-la a se levantar. Depois, puxou-a para junto de si e murmurou, olhando-a nos olhos: 
— Vou sentir falta de te ver todos os dias. 
— Você supera — brincou ela, com o coração partido. 
— Quando sua rotina diária recomeçar, pode ter certeza de que você vai superar. Ele concordou com a cabeça, convencido de que isso custaria mais do que ela imaginava. Aproximou seus lábios para um novo beijo. Assim que se desgrudaram um pouco, perguntou: 
— Você vai retomar o emprego no hospital? 
— Dentro de umas semanas. Surpreso assim mesmo, ele deixou escapar:
— Não quero parar de te ver. A combinação daquelas palavras, daquela voz, daquele olhar, daquelas mãos acariciando todo seu corpo, deixou Clarissa toda arrepiada. Seus olhos falaram por si mesmos. 
— O mais inteligente seria acabar com isso, acredite em mim — disse ela, apesar de tudo. Jonathan sorriu. Sem dizer nada mais, ele a tomou nos braços e a colocou sentada sobre a mesa. Sem tirar os olhos de cima dela, ele a beijou, tocou, tirou sua roupa… e quando, por fim, teve Clarissa do jeito que queria, desejando sexo, murmurou: 
— Por que eu deveria deixar de te ver? Desabotoando a camisa dele, depois de aproximar a boca do mamilo tatuado, Clary lambeu a estrela, deu mordidinhas, soprou em seguida e só então respondeu: 
— Porque vou estar muito ocupada e você também. — Jace fez menção de responder, mas ela não deixou, agarrando-o e exigindo: 
— Mas agora, neste instante, se concentre em mim, tá? Vamos curtir, amanhã é outro dia. Mas Jonathan não conseguia deixar de pensar no que aconteceria. 
— Você acha mesmo que a gente deveria deixar de se ver? Clarissa suspirou, olhou Jonathan nos olhos, e fez que sim depois de pensar um pouco. 
— Acho, vamos fazer as coisas do jeito certo. 
— Gosto de você, Clary, gosto demais e… Ela cobriu a boca dele com a mão e murmurou com sinceridade: 
— Não diga mais nada. Jonathan passeou a língua pelo pescoço de Clarissa enquanto ela abria sua calça. Seu pênis desejava estar dentro dela. Resplandecia ereto. Clarissa sorriu ao vêlo e o tocou com carinho antes de dizer: 
— Precisamos de uma camisinha urgentemente. O jogador fez que sim, pegou Clarissa nos braços e a levou até o quarto, a passos largos. Uma vez lá, colocou-a na cama, abriu a gaveta da mesinha de cabeceira e pegou três preservativos. Olhando para ela, anunciou, vendo que ela sorria:
 — Por enquanto, vamos começar com esses. Naquela noite, Clarissa se sentiu especial, muito especial. Jonathan a abraçou de uma maneira diferente e fez amor com mais ímpeto e mais prazer do que das outras vezes. Na manhã seguinte, eram sete horas quando o jogador acordou. Tomou uma chuveirada rápida e se aproximou da cama, onde ela ainda dormia. Com um sorriso nos lábios, sentou-se junto dela e a beijou. Clarissaa acordou.
 — Bom dia, bela adormecida. Ela sorriu e se espreguiçou tranquilamente ao ver que horas eram. Sem desviar os olhos, Jonathan fixou sua atenção naqueles seios pequenos que tanto gostava e, tirando a toalha enrolada na cintura, deitou sobre Clarissa, abrindo as pernas dela. 
— Vamos… acorda. Ela percebeu a ereção enorme e pronta e sorriu.
— Olha só… Olha só como você acordou hoje. — De uma só vez ele a penetrou. Ela arqueou o corpo na cama, excitadíssima.
 — Ai, meu Deus…! Adoro acordar assim. 
— Eu também… pode ter certeza — sussurrou, agarrando-a pela cintura para penetrar mais fundo. Gemidos ressoaram várias vezes pelo quarto até que um orgasmo avassalador os fez gritar de prazer. Minutos depois, Jonathan voltou ao chuveiro aos risos com Clarissa agarrada a seus ombros. Naquela manhã, quando cada um tomou seu rumo para enfrentar o dia, Jonathan se sentiu feliz. Assim que chegou ao local do treino, enquanto trocava de roupa, mandou uma mensagem:
"A que horas passo pra te buscar?" 



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