História Vai uma carona aí? - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jisung, Mark
Tags Jimark, Marksung
Visualizações 57
Palavras 1.335
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Fluffy, LGBT, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


olha só quem está de volta, rs

esta fanfic é mais uma da série de fanfics que eu escrevo de última hora e posto antes das que estão criando poeira, psé

fiquem com esse marksungie super aleatório e vejo vocês nas notas finais <33

Capítulo 1 - Unique


O sol parecia lhe atravessar a pele de tão quente que estava, sua testa suava, e os cabelos loiros estavam coladoa na mesma. Seus olhos ardiam, e sequer podia limpar o excesso do suor para se livrar daquela tortura por estar usando uma camisa que não tinha mangas compridas, e mesmo se estivesse, o peso dos livros não o deixaria se aliviar até que chegasse ao seu apartamento. Odiava estar prestes a entrar na faculdade e ter que andar com os livros para lá e para cá, mas se aliviava sempre que lembrava que era para um bem maior.

Seu sonho sempre fora cursar medicina, mas após terminar os estudos, com plenos dezessete anos, foi terminantemente obrigado a começar a trabalhar para conseguir juntar o dinheiro para pagar a faculdade, pois vinha de família pobre, e mesmo conseguindo uma bolsa, ainda teriam despesas como aluguel, àgua e luz, era menor de idade, de qualquer forma, então não poderia simplesmente sair de casa para construir seus sonhos. Sozinho.

E mal podia acreditar que aquele era ele, recentemente havia completado dezenove anos, o dinheiro somado pelos dois – quase três – anos trabalhando em tempo integral numa cafeteria perto de casa já era o suficiente para pagar suas próprias despesas, e de quebra, ajudar os pais, talvez com muita sorte conseguisse uma bolsa integral caso atingisse a nota máxima no exame prestado antes de iniciar seu curso na faculdade, o que esperava muito que acontecesse, pois assim teria uma folga com o dinheiro e poderia ir até Jeju, visitar os pais aonde agora moravam, pois o rendimento, mesmo baixo, já era o suficiente para viverem bem.

O som estridente da buzina lhe assustou, e ele lançou um olhar mortífero ao causador da mesma, que sorriu leve antes de se inclinar levemente sobre o banco de passageiro.

– Oi gracinha – Disse, a voz suave acariciando as orelhas do Park de forma que o fez quase se derreter, mas mais do que já estava, parecia ser impossível.

Uma garota de cabelos longos e negros que estava a seu lado, apontou para seu próprio peito. Jisung notou o sorriso oferecido na mesma, mas apenas desviou o olhar, apertando os olhos enquanto olhava em direção ao sol.

Quando você vai dar uma trégua, mano?, Se perguntava, e se alguém lesse seus pensamentos, o julgaria de louco.

– Está falando comigo, por acaso? – Ouviu a voz fina indagar, falsamente confusa pelo o que o loiro julgou. Estava pensando seriamente em desistir de medicina e cursar artes cenicas depois daquela dedução.

– Não, estou falando com ele – Jisung abaixou finalmente o olhar, se assustando ao ver o garoto dentro do carro apontando levemente para si.

– Co-Comigo? – Se matou internamente por gaguejar, mas não podia ser julgado. Aqueles olhos castanhos e quentes pareciam querer despi-lo, e mesmo se não quisessem, o dono de tais parecia bem disposto a fazer tal coisa.

– Sim, esses livros devem estar pesados, huh? Entra, eu não vou te fazer te fazer nada de demais – Sorriu de forma confortante para o Park, lhe fazendo suspirar levemente – A menos que você queira, é claro – E piscou para Jisung.

Se tivesse juízo, negaria, mas aquele sol parecia lhe provocar, esquentando ao extremo até que cedesse.

– Abre a porta.

Nunca em sua vida contaria aquilo a seus pais, sentia que eles lhe esfolariam vivo caso soubessem.

{∆}


– Então quer dizer que você é de Busan? – Indagou Mark, o garoto que lhe ofeceu carona, realmente interessado. Em pouco menos de dez minutos conversaram como se fossem melhores amigos de infância. Jisung assentiu, concordando com a pergunta – E como veio parar em Seul? Sei que aqui é o fluxo, mas na minha opinião, Busan é melhor de se viver – Deu de ombros, os olhos fixos na estrada, mas ao mesmo tempo, fixos no garoto loiro a seu lado.


– Até agora eu me pergunto o mesmo sobre você, Lee – Sorriu, deixando as mãos vagarem pela janela fechada. Não se sentia sufocado como estando em outros carros, do contrário, sentia conforto com aquele cheiro fraco de lavanda que inundava o carro, junto a uma música calma e baixa, que reconheceu como sendo Someone To Stay, a música responsável por seus surtos mais profundos – Como pode, um garoto filho de família de músicos, com tudo aos seus pés em Vancouver, rico, bonito e talentoso como você querer vir morar justamente em Seul? – Indagou, contando nos dedos as vantagens alheias.


– Você me acha bonito, então? – Perguntou, risonho, fazendo o loirinho bater a mão contra a testa fortemente, fazendo o som estalado reverberar dentro do carro fechado.


– Não muda o foco da pergunta, por favor?


– Que estressadinho, você – Riu levemente, logo pensando nas palavras para explicar sua situação – Bom... Acho que justamente por eu ser filho de músicos, rico, bonito e talentoso foi que eu quis vir para cá – O rosto de Jisung se retorceu em uma leve confusão.


– Para debutar em algum grupo de k-pop?


– Não, para fugir deles – A expressão confusa tomou força, ficando hilária para o Lee, que se segurou para não gargalhar, ou acabaria batendo o carro – Eu não quero ter ligação alguma com música, Sungie, eu só quis ser livre, e quando soube que uns tios meus vinham para cá, uns cinco anos atrás, decidi vir com eles, e meus pais aceitaram numa boa. Agora eu estou terminando meu quarto ano em medicina – Se gabou, um sorriso convencido lhe brilhando nos lábios.


– Espera... Então foi por isso que me ajudou? Por causa dos livros de medicina? – Apontou levemente para o banco de trás, onde os três livros estavam.


– Em partes – O Park lhe encarou, pedindo para que explicasse de forma muda – Você é bonito demais para ficar debaixo desse sol todo, iria estragar sua pele de neném – Acariciou levemente uma das bochechas, agora vermelhas, do Park, aproveitando que estavam num sinal fechado.


– Isso foi um flerte, Minhyung? – Ergueu a sobrancelha, retirando a mão alheia de seu rosto, por mais que ela fosse macia e tão suave quanto sua voz ao toque.


– Eu estou flertando contigo desde antes de você entrar neste carro, Jisung – Ergueu também uma das sobrancelhas, fazendo o mais novo rir, lhe fazendo rir também.


– Pervertido – Revirou os olhos, ainda sorrindo.


– Pelo menos sou um pervertido bonito.


– Convencido também!


E novamente, o carro foi preenchido por risadas, altas e claras. Era a áurea alegre dos garotos se misturando, e se espalhando ali.


{∆}


– Então, aqui é a parada final – O canadense murmurou, triste por perder a companhia alheia, mas com uma ideia ainda lhe pinicando a mente – A menos que você me deixe te acompanhar até seu apartamento.


– Nem fodendo, um pervertido igual você no mesmo lugar que eu? Nem pensar, sou puro demais para isso – Disse Jisung, rindo, enquanto abria a porta de trás e pegando seus livros.


– Ah, qual é? Nós ficamos praticamente quarenta minutos dentro do mesmo carro, sem ninguém para observar, e eu não tentei nada! – Sua voz soava com um tom de indignação incrivelmente verdadeiro, mas que Jisung sabia ser de brincadeira.


– É diferente – Bateu a porta do carro, com uma leve dificuldade, sorrindo ao rodeá-lo e ficar “de frente” para o Lee – Boa noite, hyung, obrigado pela carona – Fez uma breve reverência, como forma de respeito e agradecimento.


– E o meu beijinho de despedida? – Disse quando Jisung já estava de costas para si, caminhando em direção ao prédio.


– Eu disse boa noite! – Aumentou a voz, rindo ao ouvir um bufar baixo do Lee, sabendo que ele havia ido embora pela barulheira que o carro fez ao sair de vista quando olhou para trás.


Não lembrava de um dia ter sorrido tanto em meio ao caminho de volta para casa, apenas sabia que aquele havia se tornado seu percurso favorito do dia.


O cansaço nos braços não parecia lhe incomodar, pois chegou sorrindo ao apartamento, e riu mais ainda com mensagem que havia recebido do outro.


Um boa noite animado, com promessas de beijos futuros e boa sorte para passar em seu teste.


Talvez não fosse tão ruim assim aceitar caronas de desconhecidos, afinal.



Notas Finais


ai, ai, eu amo esses dois

só para lembrar que isso aqui é pura ficção, não é muito recomendável se confiar em um estranho, mas aí é o mark... aí o negócio muda

eu sou simplesmente apaixonada em marksung, e se deus quiser (e minha preguiça deixar, rs) antes do final do ano eu ainda começo uma shortfic deles

até uma próxima, bye~ <3


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