História Valente - Capítulo 3


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Categorias TWICE
Personagens Chaeyoung, Personagens Originais, Sana, Tzuyu
Tags 99line, Chaetzu, Chaeyu, Disney, Fadas, Girl&girl, Magia, Teenfic, Twice, Valente, Yuri
Visualizações 44
Palavras 1.274
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Postando de madrugada somente para não deixar passar em branco o dia de atualização rs

Capítulo 3 - "Não preciso de um garoto"


Depois de tudo que eu enfrentei realmente achei que estaria preparada para conhecer a família de Tzuyu. Quer dizer, a família de Chaeyoung não era uma das melhores, mas eu tinha certeza que a de Tzuyu conseguiria ser pior.

Chaeyoung não queria que eu fosse embora, mas tive que a convencê-la que seria somente por um dia. Apenas um dia! Tenho certeza que ela conseguiria sobreviver sem mim por um dia se conseguiu fazer isso por quinze anos.

O relatório que eu tinha até então da família das minhas protegidas era:

Hirai Momo - Abandono total

Im Nayeon - Desprezo total

Son Chaeyoung - Incapacidade total

Sim, eles eram incapazes de ser uma família para Chaeyoung — se assim posso nomeá-la — seu pai nem estava presente no jantar, mandou uma mensagem em um daqueles aparelhos eletrônicos que os humanos insistem em considerar tecnologia e avisou que não iria jantar. Jeonghun, que era o irmão mais novo de Chaeyoung, nem sequer saiu da tela do celular enquanto comia e Haseul estava entretida em seu próprio mundo aleatório prestando minimamente atenção nos sobrinhos.

Eu não conheci a senhora Son, mas pelo o que soube e pelo o que vi sabia que ela era uma boa pessoa e que jamais deixaria a filha largada com esses três, mas ela não estava mais aqui para ver isso.

Eu agradeci pelo jantar ter acabado e antes de dormir Chaeyoung me contou diversas histórias sobre ela mesma e acredite se quiser, ela era boa imaginando coisas. Digno de uma daquelas pessoas que escrevem livros sobre nós fadas, pois era preciso ser criativo para por tanta baboseira em apenas uma folha de papel.

O dia começava cedo assim como era na casa de Nayeon, mas diferente de lá, Chaeyoung não era acordada a gritos histéricos em plena manhã. Antes da sete horas tudo estava pronto para voltar a escola e encontrar com mais pessoas que tratavam Chaeyoung como se ela fosse completamente nada e ás vezes faziam pior. Ás vezes também zombavam dela por ser inútil e fraca.

Respirei fundo observando com calma o sol exalando calor e me lembrei de casa, enquanto caminhava com Chaeyoung em direção a escola. Eu sentia muita falta de lá, deveria ser sincera com isso. Sentia falta de todos, inclusive da minha família, mas sabia que eu estava quase conseguindo uma promoção no emprego que me tornaria Fada Madrinha Chefe e eu não precisaria mais conhecer humanos e sim treinar novas Fadas Madrinhas assim como fui treinada, usando como base meus conhecimentos e tudo que passei no mundo dos estranho dos humanos.

— Você precisa mesmo ficar na casa dela? — Chaeyoung perguntou pela milésima vez. — Mas foi tão divertido ficar lá com você.

— Se vocês não fossem duas poderiam ficar lá sempre. — Comentei. — E não pense que estou satisfeita em te deixar sozinha para passar um dia com a "Senhorita Mata Quem Ver Pela Frente".

Chaeyoung deu uma risada baixa ao me ouvir, mesmo ainda parecendo decepcionada com o fato de que teria que passar um dia sem mim. É, eu também estava decepcionada.

— Fique bem, Sana Unnie. — Ela abraçou-me antes de entrar na escola. — E não deixe que ela acerte uma flecha em você.

Aquela menina estava fazendo uma piada com isso? Muito engraçado! Pior que a pestinha número um ainda tinha razão, eu precisava ficar de olho na senhorita Sally. Ela era perigosa demais para andar por aí á solta.

                       ***

— Não pense que estou satisfeita com isso porque não estou. — Tzuyu disse. — E espero que você se mantenha a quilômetros de distância de mim, estaria me fazendo um grande favor.

Revirei os olhos após ouvi-la.

— Antes de tudo sempre saiba que eu dito as regras. — Falei. — Não você, eu. Estamos entendidas?

— Tanto faz. — Ela respondeu impaciente.

— E aja com respeito. — Retruquei.

— Só me diz, como vou explicar aos meus pais quem é você? — Tzuyu perguntou parando em frente a uma casa que imaginei ser a dela.

— Não se preocupe com isso, eles nem vão saber que eu estou lá. — Respondi com um sorriso que fez Tzuyu me olhar como se eu fosse estranha.

— Tanto faz. — Ela deu de ombros e abriu a porta bruscamente, logo entrando sem delicadeza nenhuma e largando a mochila no sofá.

— Aí não, Tzuyu. — Uma mulher reclamou. — Quantas vezes preciso dizer isso? Guarde suas coisas lá no seu quarto.

Tzuyu revirou os olhos e com um sorriso forçado, disse:

— Tá, mãe. — E então retirou a mochila do sofá subindo as escadas.

Encarei a senhora que havia falado com Tzuyu e deduzi que mesmo que ela não tivesse dito "Mãe" eu saberia quem era, como boa Fada Madrinha que sou.

Tzuyu desceu as escadas rapidamente ainda usando uniforme e com o arco em mãos.

— Onde você vai com isso? — A mulher perguntou observando a garota que lhe encarou como se fosse óbvio.

— Lá fora, treinar e…

— Tzuyu, é hora do jantar. — A mulher suspirou. — Você pode treinar quando quiser, filha. só respeite a hora do jantar.

Tzuyu bufou irritada e largou o arco no sofá caminhando em passos largos até a cozinha.

— E nada de armas no meu sofá, mocinha! — A senhora retrucou.

Eu senti pena dela, de verdade. De todas as mães do mundo ela deveria sofrer bastante — até mais que a minha — para educar a ferinha que chama de filha.

                       ***

Se tinha alguém desanimado no jantar esse alguém era Tzuyu. Todos pareciam ao menos aturar uns aos outros, exceto Tzuyu que praticamente esfaqueava a sua própria comida. Os pais de Tzuyu pareciam ser mais gentis que o de Chaeyoung e seu irmão mais velho não estava no celular e realmente tentava interagir com os outros ali presentes. Somente Tzuyu agia como pessoa indesejada, além de que estava com a típica expressão de "Alguém, por favor, me salve".

— Então como foi na escola? — O pai de Tzuyu perguntou a garota que esfaqueava a pobre comida.

— Legal. — Respondeu sem animação.

— Só isso? Legal? — Ele perguntou. — Você sempre diz isso.

— Deixe-a. — A mãe de Tzuyu pediu. — Ela não está em um bom dia.

— Ela nunca está. — Comentou o irmão de Tzuyu.

— Será que vocês poderiam parar de falar de mim como se eu não estivesse aqui? — Tzuyu perguntou, irritada.

— Mas é sério. — O garoto continuou. — Acho que você precisa ocupar sua mente com alguma coisa.

— Já ocupo minha mente. — Tzuyu disse o encarando como se ele tivesse dito a maior besteira do mundo. — Eu tenho meu arco.

— Oras, Tzuyu aquilo não é ocupar a mente. — Sua mãe falou. — Acho que se arranjasse um amigo seria melhor.

— Ou um namorado. — O irmão dela deu de ombros.

— Um namorado não seria uma boa ideia. — Comentou o pai de Tzuyu.

— Claro que seria, seria ótimo e nossa filha pararia com esses atos violentos e…

— Eu não preciso de um garoto! — Tzuyu disse alto o bastante para todos ouvirem e se retirou da cozinha praticamente correndo e eu pude notar que ela estava muito irritada.

Acho que entendi o problema da família de Tzuyu e Fadas dos Céus que problema!

Eles queriam que a garota arrumasse um namorado para tentar fazer com que isso modificasse seus hábitos, um pensamento machista é claro. Mas o que dizer de uma família tradicional de humanos? Não era culpa deles se foram criados para serem assim.

Mas agora que eu sabia o problema, tanto de Tzuyu quanto o de Chaeyoung, sabia como solucioná-lo e isso deveria me fazer conseguir uma promoção no emprego e um aumento por ser uma Fada Madrinha tão eficaz. Não é mesmo, Fada Superior?



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