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História Valentine's Day - Capítulo 1


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Notas do Autor


Boa noite. Mais desse casal lindo fodasi
Feliz dia dos namorados para quem tiver namorado(a) yay!
Algo bobo, pode ter erros, mas é isso aí.
Boa leitura!

Capítulo 1 - Excited for the White Day;


Dia dos namorados sempre fora uma data sagrada para os estudantes. Principalmente para os garotos que inevitavelmente colocavam os pés na escola com grandes expectativas de receber um chocolate de alguma garota. Abrir o armário com tamanha excitação. Checar dentro da mesa. Ou aguardar ansiosamente alguém chamar-os para uma conversa “particular”.

Grande parte dos estudantes pensavam assim para aquele específico dia onde o amor pairava pela atmosfera, porém um garoto possuía outros problemas para preocupar-se.

Uma sacolinha com doces decorados com grande delicadeza que nem dava para notar o gênero verdadeiro de quem preparou. Minamoto Kou estava em um grande dilema digno de clichê. Ter chocolates caseiros no Valentine’s Day e não no White Day era autoexplicativo o suficiente.

Como prosseguir? Claro, ele havia feito os chocolates com todo carinho que jamais admitiria em voz alta, mas e agora? Simplesmente se declararia para um espírito? Mais especificamente Hanako-san do banheiro? O mistério escolar número sete? Não, não. Impossível! Então para que elaborou todas as decorações? Kou até delineou um coração no chocolate branco com glacê cor de rosa. O vermelho fez-se presente no rosto do loiro. Ele estava completamente ferrado.

Entretanto não queria que o esforço da sua senpai fosse em vão também. Minamoto havia pedido a ajuda de Yashiro e gastado o seu tempo. Nada mais justo que cumprir o seu objetivo, certo? Seria maravilhoso se fosse tão simples assim.

Talvez estivesse pensando demais. Poderia somente entregar o saquinho como um “agradecimento” por tudo que Amane já fez por ele e Yashiro. Sim, era uma boa ideia.

O fim das aulas aproximava-se.

O.k, ele faria aquilo. Recuar não possuía espaço em seus planos. Ao menos sabia que o sabor dos chocolates estavam deliciosos (palavras da senpai) e aquilo era o suficiente para que Kou ficasse feliz. Mesmo a rejeição sendo inevitável.

Nene havia dado uma desculpa qualquer (Estou com dor de barriga, irei me atrasar) para que pudesse ajudar o loiro. A senpai praticamente tornou-se um anjo para o Minamoto mais novo. O coração falhou uma batida quando Kou viu Hanako flutuando, enquanto observava distraidamente algo afora.

Os raios dourados que atravessavam a janela conjuravam uma magia nos cabelos negros do fantasma, transformando-os em uma bela tentação de tocá-los.

Hanako percebeu a presença do mais novo.

— Opa, e aí, garoto? — Ele disse, aproximando-se. — Yashiro vai demorar para vir. — Amane disse com certo desapontamento na voz.

— Não tem jeito. Senpai está com dor de barriga.

Um biquinho formou-se nos lábios do Mistério Escolar Número 7. Logo a expressão de Yugi alternou-se.

— Como foi o dia dos namorados? — perguntou animado. — Recebeu algum chocolate?

— Senpai me deu chocolate. — ganhou tempo enquanto tentava encontrar o momento para entregar os doces.

Subitamente Hanako segurou os seus ombros, causando espanto em Kou.

— Ela se declarou para você!? — questionou com os olhos arregalados.

— O quê!? Não. Chocolate de amigo. — falou rapidamente.

Amane largou-o, muito aliviado ao ver de Kou com aquela afirmação.

— Ela deu chocolate logo para você e eu não recebi nada. — Novamente o biquinho presente no rosto do espírito. — O presidente ganhou muitos chocolates também. — falou com desprezo.

O loiro observou ao redor do banheiro, percebendo uma caixa de coração em um canto. Ele caminhou até a embalagem.

— Como assim você não ganhou chocolate? E isto? — apontou para o papelão.

— Recomendo não abrir, garoto. — disse, porém não tempo o suficiente para impedir Kou.

Um grito ecoou pelos corredores.

— M-Mas que merda é essa!? — disse, dois pulos de distância do pacote.

— Ha-ha-ha — riu desanimadamente — Tsukasa. — finalizou, com a expressão apagada.

O exorcista apenas assentiu, ainda horrorizado pelo cenário.

Está na hora, pensou, colocando a mão no bolso. Após aquilo, nada poderia ser pior.

— Ei, Hanako. — chamou-o.

— Hm?

Sem dizer nada, Kou jogou a sacolinha para o espírito, que pegou-a, confuso.

— Chocolate. Para você. — explicou.

O nervosismo havia se dissipado. De certa forma, Tsukasa contribuiu para aquilo. De uma forma estranha. Totalmente estranha.

Amane analisou os chocolates dentro do pacote. Então um sorrisinho pendeu nos lábios do moreno.

— Chocolate para mim? — começou, provocativo. — Yashiro não consegue decorar assim. Não me diga que você fez esses chocolates para mim, garoto.

Kou nada respondeu.

— Será que… você gosta de mim? — completou, o sorriso maior que antes.

A resposta era óbvia para aquilo. Eles tinham um roteiro a seguir. Kou deveria negar rapidamente e dar desculpinhas bobas para aquele ato; um típico tsundere. Entretanto, por algum motivo, ele encarou os grandes olhos âmbar do espírito e disse simplista:

— Sim.

Poucos segundos foram necessários para que o sorrisinho de Amane sumisse e um rubor predominasse as suas bochechas; os olhos surpresos pela situação.

Ver a reação de Hanako fez subitamente o nervosismo voltar para o corpo de Minamoto.

O que estava acontecendo?, ambos perguntavam-se mentalmente.

Silêncio total. Constrangedor. Era esquisito observar a cena. Eles se encaravam, porém nenhum dos dois atreviam-se a falar algo. Então o peso pendeu para o lado de Kou.

— E-Eu preciso ir! — pronunciou e saiu correndo do banheiro, deixando um fantasma completamente confuso para trás.

 

[. . .]

 

Amane observava o pequeno pacote em suas mãos. Ainda não conseguira desenvolver uma resposta para aquela situação. A delicadeza no trabalho era admirável. Ele apenas falou brincando, realmente não esperava aquilo.

Porém era inevitável estar feliz. Ele nunca recebeu chocolates, nem mesmo quando vivo. Apenas de Tsukasa em todo caso. E ainda recebeu especificamente de Minamoto Kou. Da pessoa pela qual possuía um sentimento diferente que Nene. Yashiro era uma amiga muito querida, mas Kou era totalmente diferente.

Sorriu bobo. Qual seria o gosto dos chocolates? Yugi esperava que o loiro não tivesse usado água benta na receita.

Mokkes apareceram, atraídos pelos doces.

Um sentimento bom crescia gradativamente no interior do espírito, aos poucos que percebia que não era um sonho.

Amane iria desfazer o laço avermelhado, quando Nene adentrou no banheiro. Instintivamente o Mistério escondeu o pequeno pacote nas costas.

— Hanako-kun? — Ela disse. — Aconteceu algo de bom? — Yashiro sorriu.

— Por que teria acontecido? — rebateu, inocente.

— Porque Hanako-kun está com um grande sorriso no rosto! — apontou acusadoramente para a face do fantasma.

É, ela me pegou, pensou.

Valentine’s Day nunca foi tão interessante quanto naquele dia e Amane aguardava excitadamente o White Day.


Notas Finais


Desculpem os erros. Eu estou dopado de sono.
Bye~


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