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História Valentine's Day - Capítulo 2


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Notas do Autor


Um bônus feito, por conta de um pedido. Espero que gostem.

Capítulo 2 - A neve traz esperança (bônus)


Fanfic / Fanfiction Valentine's Day - Capítulo 2 - A neve traz esperança (bônus)

Desde aquele dia, nunca parei de pensar em Chan. Nem mesmo quando conheci outras pessoas. Tudo me levava até ele, mas eu sabia que não ficaríamos juntos.

 

 

 

 

Sendo um idol, de um grupo em ascensão, eles receberiam mais atenção das pessoas, não podiam se dar ao luxo de um relacionamento. Só me restava engolir o choro e seguir com a vida.

 

 

Seria muita ilusão minha, se eu quisesse acreditar, que o Chan pensa em mim? Ele sempre foi muito querido, muito atencioso, coisas que me fizeram ama-lo. Então, eu poderia acreditar que tenho um lugar em seu coração?

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Pensando nessas coisas, enquanto ando pelas ruas de Seoul, durante a madrugada. É o meu período favorito, para dar uma caminhada e passar em uma loja de conveniência. 

 

 

As ruas estão vazias e o silêncio domina, às vezes sendo interrompido pelo vento. Tão silencioso, que eu consigo sentir as memórias interagirem comigo, de maneira mais intensa. Coisa que a correria do dia-a-dia, não permitiria.

 

 

 

Antes que eu pense em me emocionar, no meio da rua, eu decido entrar em uma lojinha. Queria apenas um chocolate e me sentar em um banco.

 

 

E então, alguém decidiu sair, na mesma hora em que iria entrar. Resultando em uma pequena esbarrada.

 

 

_Me desculpe, eu não q-. -disse interrompendo minha fala, ao ver o sujeito.

 

 

Era Chan, usando um casaco grande, com uma touca e a máscara abaixada. Ainda continuava lindo, droga. Meu coração está errando suas batidas.

 

 

_Ah, não se preocupe -disse descontraído, saindo de seu choque, enquanto eu continuava no meu- Você está bem?

 

 

Não.

 

 

_Sim, sinto muito, vou embora -disse, fazendo uma reverência e tentando sair o mais rápido dali.

 

 

Sendo segurada pela minha mão. 

 

 

_Podemos conversar? -perguntou Chan, ainda segurando minha mão. 

 

 

Eu não sei se deveria fazer isso. Jogar todo o esforço que fiz, para poder esquecer, no lixo.

 

 

_Olha, Chan... -disse, tentando arranjar forças para rejeitar.

 

 

_Eu tenho chocolate aqui -disse, soltando minha mão e mostrando a sacola.

 

 

_Eu aceito -disse, pensando em como eu vou me arrepender disso depois.

 

 

Mas que droga, ele me conhece mesmo. Inferno de homem perfeito, que me faz dizer sim.

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O segui até seu carro, para podermos conversar melhor. Como estava escuro e ele estava coberto, seria mais difícil de ser achado.

 

 

_Então, como tem passado esse tempo? -perguntou Chan- Conheceu alguém?

 

 

_Eu saí com algumas pessoas, mas... -disse, desviando o olhar de Chan.

 

 

_Mas...? -Perguntou, me olhando atentamente.

 

 

_Eu não consigo te superar, Chan, que droga -disse, já sentindo as lágrimas escorrerem- Ninguém nunca foi melhor do que você e isso me irrita. Eu não consigo seguir com a minha vida!

 

 

Foi uma péssima ideia ter aceitado conversar. Então, eu tento abrir a porta do carro e apenas ir embora. Dane-se o chocolate. Eu quero meus dias indolores de volta. Quero fugir dali.

 

 

Mas a porta não abriu. Por que deus?

 

 

_Eu quero conversar, se acalma, por favor... -disse Chan, tentando tirar meus braços da porta e me virar para ele- Por favor.

 

 

Eu decidi parar, apenas para ouvir o que ele tem a dizer, mas eu daria um jeito de sair, caso não gostasse.

 

 

_Olha Chan, eu tenho sofrido muito nesses meses. Então, por favor, se você não quiser me amar...me deixa ir -disse, tentando segurar o choro, mas sem sucesso.

 

 

Ele me abraçou e eu pude sentir suas mãos, fazendo carinho nas minhas costas, como se estivesse me acolhendo.

 

 

_Não houve um dia, em que te esqueci. Eu tive medo de me apaixonar, porque meu trabalho só iria tornar tudo mais complicado, mas... -disse, dando uma pausa e engolindo seco- Quando você se foi, eu senti que te amava e não poderia fugir disso, se tivesse outra chance.

 

 

 

Eu me desvencilhei um pouco de seu abraço, o suficiente para olhar seu rosto. No fundo, eu achava que aquilo era um sonho, mas se fosse, jamais gostaria de acordar.

 

 

_Outra chance? -foi tudo o que pude perguntar.

 

 

 

_Tive medo de te procurar, tive medo de como reagiria. Então, apenas rezei para que pudesse cruzar seu caminho, mais uma vez -disse Chan, passando sua mão em meu rosto e limpando minhas lágrimas- Porque...eu te amo e te quero.

 

 

 

 

Então, eu o beijei. Beijei como nunca fiz antes. Com muita vontade, me agarrei ao seu corpo e ele me permitiu ir mais, mais longe. Enquanto ele me segurava forte e ia abaixando os bancos, me puxando para o fundo do carro.

 

 

 

A neve começou a cair, enquanto estávamos no nosso momento. Dando uma atmosfera esperançosa, para mim, que a observava, do lado de dentro do carro. Não sei se Chan sentiu a mesma coisa, por estar muito ocupado, mas... Dentro daquele momento, senti que ficaríamos bem.

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Recordações daquele tempo, me atingem, enquanto olho a janela e vejo a neve cair. É véspera de natal e a casa está mais calorosa. Não só pelo aquecedor ou as roupas.

 

 

_Pode me ajudar aqui? -disse Chan, segurando nossa filha.

 

 

 

Sim, eu e Chan tivemos uma filha. Não faz muito tempo, ela ainda é um bebê de colo.

 

 

_Claro -disse, segurando nossa filha, enquanto ele ajeita a câmera polaroid.

 

 

 

Ele então, tirou algumas fotos e elas ficaram ótimas. 

 

 

 

No fim da noite, coloquei a bebê no berço e fui para a sala. Chan estava lá, descansando também e eu me sentei ao seu lado, apoiada nele.

 

 

Conforme senti o sono chegar, eu avistei as rosas douradas, as mesmas de nossa despedida. Agora, elas tem outro significado para mim.

 

 

Chan sempre será meu amor e meu melhor amigo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Tururu


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