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História Valiant. 3. Da saga "Novas espécies" - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Talvez...


Fanfic / Fanfiction Valiant. 3. Da saga "Novas espécies" - Capítulo 2 - Talvez...


— Droga, Kai. — gritou Wonho. — Traga esse homem de volta agora!

— Kai! — gritou Jongho. — Solte-o! Ele vai matá-lo. Faça alguma coisa!

— Vão embora. — urrou Kai sobre o ombro enquanto corria até a casa.

— Traga-o de volta, homem! — gritou Wonho. — Não me faça trazer uma equipe de caça aqui para pegá-lo. Lay vai querer as suas bolas se você a machucar.

Kyungsoo agarrou sua camisa quando ele diminuiu o ritmo e o apertou contra o seu corpo um pouco mais alto quando deu alguns passos. Não conseguia ver nada além da camisa amarronzada em seu rosto. O homem-fera parou de repente, eles viraram e Kyungsoo ouviu uma porta bater. Um segundo depois o som distinto de fechaduras girando se registrou antes dele se mover outra vez.

Subiram vários degraus. Kyungsoo fechou os olhos e não lutou. Podia sentir a força dos braços que o seguravam forte contra seu corpo firme e rígido. Inalou e admitiu que o cara cheirava muito bem, que qualquer que fosse a colônia que usou era boa e não muito forte. Conteve um pouco de autodesprezo. Estava perdendo a cabeça por estar pensando na colônia do cara nessas circunstâncias. Estava sendo levado a algum lugar por Kai, o homem-fera, e estava preso dentro da casa, que por acaso era dele.

Outra porta bateu e Kai parou de andar, mas seu corpo se virou e outra fechadura girando se registrou em sua mente. Virou-se outra vez, as pernas de Kyungsoo balançando levemente pelos movimentos repentinos, e deu mais uns dez passos antes de soltá-lo de repente. Kyungsoo ofegou quando caiu, mas não bateu em um chão duro, ao invés disso caiu em uma cama macia. Aterrissou de costas com as pernas para fora do enorme colchão em estado de choque olhando mudo para o homem em pé entre suas coxas. Os olhos exóticos de Kai estavam fixos nele.

Oh, merda. Finalmente encontrou a capacidade para se mover. Estava em sua cama e ela tinha o cheiro dele. Instintivamente soube que era seu quarto. Olhou para o vasto ambiente mobiliado em madeira escura. Recuou, usando os cotovelos e colocando os pés na cama para tentar se afastar dele. O homem enorme o observava em silêncio.

— Não. — rugiu baixo.

Kyungsoo congelou.

— Você que não.

Seus lábios se curvaram e os olhos estreitaram um pouco.

— Não o que?

— Não... — Kyungsoo franziu o cenho. — Pare de me assustar.

Lábios cheios se curvaram em um sorriso.

— Você tem medo de mim?

Kyungsoo assentiu.

— Claro que tenho.

Ele se moveu de repente, suas mãos apoiadas sobre o colchão quando se inclinou sobre Kyungsoo na cama. Seu corpo estava instantaneamente debaixo do dele quando Kai espalhou o corpo sobre Kyungsoo , derrubando-o, e impedindo o seu plano de engatinhar para longe dele.

— Por quê? Não vou te machucar. O que quero fazer com você o fará se sentir muito bem.

Estava brincando? Não achava que estivesse, considerando o olhar intenso que lhe dava. Essa situação era um monte de coisas, mas engraçada não era uma das descrições que vieram à sua mente.

— Você é enorme e tem dentes afiados e... me trouxe aqui para dentro. Quero ir embora.

— Eu não quero que você vá. Como você disse, eu sou maior.

Sua boca abriu e fechou quando olhou para ele.

— Eles vão entrar para me pegar.

Ele assentiu.

— Eles virão.

Hã? Franziu o cenho.

— Por que estamos aqui se já sabia disso?

— Tempo. — De fato sorriu pra Kyungsoo . — Vai levar uma porção de tempo para eles juntarem gente suficiente do meu povo para invadir minha casa. Poucos seriam tolos de tentar. Eles me temem.

Kyungsoo omeçou a ficar nervoso enquanto o estudava.

— Podia, por favor, sair de cima de mim?

Ele sacudiu a cabeça.

— Não.

— Está me assustando de novo.

O sorriso se apagou.

— Não quero que fique com medo.

— O que você quer?

Seu olhar desceu lentamente sobre o corpo de Kyungsoo antes de encontrar novamente seus olhos.

— Eu quero você.

Seu coração parou de bater.

— Sem chance.

— Ummm. — Ele não parecia convencido. Levantou-se de repente da cama com as mãos e voltou a ficar de pé. Manteve-se focado somente em Kyungsoo . — Tem certeza?

— Você prometeu que não me machucaria.

Kyungsoo viu quando ele agarrou a camiseta, os dedos puxando a bainha e ele rasgou o tecido de baixo para cima. Jogou-a no chão atrás de si. Não pôde evitar olhar. A pele do homem era de um marrom dourado por inteiro e ele tinha um peitoral perfeito. Imaginava que era peludo, mas não. Era todo musculoso e todo coberto de uma pele macia e quase sem pelo. Não conseguiu evitar a barriga claramente definida. Seus braços eram grossos, maciços, definidos com músculos e tinha um peito largo. Os círculos dos seus mamilos eram de um avermelhado claro que era quase igual aos cílios e cabelo. Seu olhar desceu e viu uma linha fina de pelo loiro-avermelhado iniciar uma trilha debaixo do umbigo até mais além do primeiro botão do jeans.

— Eu não vou machucar você. — Ele alcançou o botão de pressão de sua calça. — De todas as coisas que eu quero fazer com você, não há nada que envolva dor.

Abriu o primeiro botão, que revelou mais do seu abdômen reto. O queixo de Kyungsoo caiu quando ele agarrou o zíper. Seu olhar voou para o rosto dele e não pôde evitar ver como parecia estar se divertindo. Seus olhos dourados brilhavam com divertimento.

O som do zíper se abrindo era alto dentro do quarto. Teve efeito de um banho de água gelada em Kyungsoo , como se tivesse jogado um balde nele. Tirou-o do seu estado de choque quando compreendeu que Kai realmente planejava transar com ele.

— Não se atreva a tirar essa calça.

Ofegou, rolou pelo colchão, e puxou freneticamente a roupa de cama, tentando se afastar dele. Mãos grandes e fortes agarraram seu quadril e o jogaram com cuidado de costas deixando-o fitando seu rosto de novo. Três coisas instantaneamente se tornaram claras quando seu olhar desceu à cintura dele. A calça do homem estava aberta, ele viu pele, e Kai não estava usando cueca. Também não pôde deixar de ver que o cara não se importava em ajustar as partes íntimas, julgando pelo grande volume que descia pela parte interna de sua coxa debaixo do jeans.

— Onde está indo? Perderia a melhore parte se fosse embora agora.

— Pare.

Ele sorriu, mostrando as presas. —Você tem lindos olhos azuis.

Piscou.

— Você também tem olhos bonitos. Isso não quer dizer que possa… — Kyungsoo apontou para sua cintura. — Isso não vai acontecer.

Ele riu.

— Sério?

Kyungsoo assentiu.

— Sério. De jeito nenhum. Faça as contas, grandão.

— Fico feliz que tenha recuperado a voz e o meu nome é Kai. Pode usá-lo.

— Você não parava de urrar e rugir para mim.

— Então se eu não quiser que fale nem que me diga só preciso urrar e rugir? — Uma de suas sobrancelhas arqueou. — Obrigado por me informar como silenciar você. É uma informação útil de se ter.

Kyungsoo se afastou mais na cama, tentando alcançar o outro lado.

— Como eu disse, faça as contas. Não tem jeito de nós, é, fazermos o que pessoas fazem dentro dos quartos.

— Contas não têm nada a ver com o que tenho em mente.

— Sério? — Kyungsoo estava extremamente grata por não estar mais mudo. Sentia-se mais calmo agora que não estava paralisado de terror. Começava a se acostumar à aparência do cara e desde que ele o trouxe para dentro da casa, parecia mais humano do que animal. Falava com ele ao invés de apenas rugir. — Eu discordo. Você é enorme e eu sou pequeno em comparação. Nós dois não vamos encaixar.

Ele observou, mas não tentou pará-lo quando saiu da cama e foi para o outro lado do quarto para manter a enorme mobília entre eles. Kyungsoo ficou de pé com as pernas tremendo e o encarou. Estudou enquanto o observava, só que ele sorria enquanto Kyungsoo continuava desconfiado.

— Discordo. Acho que poderíamos resolver isso. Acha que machucaria você? Negativo. Posso ser muito gentil quando preciso. — Varreu seu corpo como olhar. — Admito que vai ser difícil controlar todas as minhas vontades, mas eu me controlarei.

— Eu não vou dormir com você.

Ele riu.

— Fico feliz. Dormir é a última coisa que eu quero fazer com você na minha cama.

— Também não vou fazer isso. Não transo com estranhos, e inferno, com certeza absoluta não vou transar com você.

O sorriso dele morreu e o divertimento o deixou quando seu olhar pareceu ficar levemente frio, parecendo um pouco assustador.

— Você tem preconceito? Não estou te rejeitando por ser completamente humano.

Kyungsoo franziu o cenho.

— Isso, bem, ao menos você sabe o que eu sou. — Focou em sua boca. — E eu não poderia rasgá-lo com os dentes. Não sou assustador, Senhor Leão. É isso que você é em parte? Leão? Tigre? O quê?

Ele só piscou, mas algo em sua expressão endureceu.

— Pode se dizer que sim. — declarou lentamente.

Kyungsoo tinha pisado em um calo ou algo do gênero. Engoliu em seco, decidindo que ele parecia um pouco bravo.

— Desculpe. Eu não quis insultar você. Eu nunca… — Cala a boca, ordenou ao seu cérebro. Estava cavando um buraco e sabia disso. — Eu não quis te desrespeitar nem nada assim. Você me assusta, ok? Eu nunca vi um Nova Espécie antes de hoje e você tem que admitir que é mesmo bem intimidante. O cara na portaria que me deixou entrar na Reserva parecia muito um humano. Você não. Se fosse menor ajudaria, mas é enorme, todo musculoso e eu sei o quanto poderia me machucar se quisesse. Provavelmente estou falando pelos cotovelos, mas pare de me olhar desse jeito porque está me assustando de novo. Eu tenho um metro e sessenta e dois e peso cinquenta e nove quilos. Você tem o que? Um e noventa e três ou um e noventa e cinco e... — Seu olhar o percorreu. — Uns noventa quilos?

— Tenho um metro e noventa e oito e cento e dezoito quilos.

— Enorme. — resumiu. — Bem maior do que eu e não se aproximou de mim muito educadamente para informar que eu estava no lugar errado. Você rugiu para mim, me olhou com ódio e me assustou mais do que já fiquei na minha vida inteira. Eu nunca fico calado. Nunca. Pergunte a qualquer pessoa. Você me aterrorizou tanto que esqueci de respirar por alguns momentos ali e não poderia ter falado nem para salvar minha vida. Eu tentei muito falar.

Os lábios de Kai se curvaram e a raiva se dissipou dos seus olhos.

— Você nunca fica calado.

Kai Sacudiu acudiu a cabeça.

— Nunca. Escuto isso desde que tenho uns cinco anos mais ou menos, que consigo tagarelar até a morte de qualquer um. Minha família vivia me dizendo que o pior erro que cometeram foi me ensinar a falar, e se pudessem voltar no tempo, teriam me ensinado a linguagem dos sinais, assim só teriam que fechar os olhos para me calar.

O homem cruzou os braços sobre o amplo peito. Ele sorriu, mostrando aqueles dentes.

— Você é mesmo adorável e eu gosto do som da sua voz. Tem uma voz muito bonita. Venha aqui.

Kyungsoo o olhou com raiva.

— De jeito nenhum. Você fica aí e eu estou bem feliz exatamente onde estou.

— Venha cá. — ele ordenou outra vez.

Kyungsoo cruzou os braços do mesmo jeito que ele havia feito e arqueou a sobrancelha.

— Não. Eu quero ir embora agora.

Ele soltou os braços e suspirou.

— Eu não vou machucar você. Lembre-se disso.

Oh merda. Kyungsoo ficou tenso. Tinha certeza que não iria gostar do que quer que ele planeje fazer. Ele ao menos lhe avisou antes de se mover, rodeando a cama rapidamente. Kyungsoo pulou em cima do colchão, caiu de quatro e começou a engatinhar para atravessá-lo já que não tinha mais para onde ir. Uma mão de repente agarrou o seu tornozelo, deu um puxão forte o bastante para derrubá-lo de barriga, e o girou de costas. No piscar de um olho, Kai se agachou por cima dele até que só centímetros separassem seus corpos. Ele não colocou nenhum peso em cima dele, mas estava preso entre seus braços e pernas na cama. Seu olhar se prendeu ao dele.

— Não. — Seu coração martelava. Kyungsoo não tentou tocá-lo para afastá-lo mesmo que quisesse empurrar seu peito. Medo o envolveu. — Por favor?

Ele sorriu.

— Eu insisto.

Olhou os dentes afiados e engoliu o bolo que se formou na garganta.

— É. Você fica bem assustador quando mostra seus... é... dentes. Eles parecem bem afiados.

Ele não ficou com raiva. De fato, suas palavras pareciam diverti-lo imensamente.

— São para te comer melhor. — provocou baixinho.

O coração de Kyungsoo deu um salto dentro do peito.

— Essa é uma péssima brincadeira, certo? Por favor, me diga que só está brincando.— Kyungsoo pediu suplicante.

— Eu não sou um lobo.– Kai respondeu o olhando sem saber se ele realmente tinha acreditado em sua fala.

— E eu não estou de vermelho.

— eu ainda quero te comer— Kai voltou a dizer.

Ficou chocado com sua sinceridade, e percebeu que nenhum homem tinha falado com ele assim antes. Ele não o atacou, mas ao invés disso parecia feliz só em olhar nos seus olhos. Ficou um pouco mais calmo.

— Eu nunca pensei que diria isso, mas é melhor que esteja falando no duplo sentido comigo.

Ele riu.

— Estou.

— Bom. — Kyungsoo corou, percebendo o que tinha falado. — Quer dizer, nada bom. Mau. Sabe que isso é uma coisa totalmente imprópria de se dizer para um estranho, certo?

Seu sorriso cresceu quando ele mostrou mais dentes.

— Me beije.

Estudou sua boca com cautela.

— Sem chance.

Kyungsoo hesitou e mordeu o lábio inferior por alguns segundos. Estava estranhamente atraído pelo cara. Ele o agarrou e matou de medo, mas não estava fazendo nada além de prendê-lo no colchão. Já teria rasgado suas roupas e o estuprado se fosse uma pessoa desprezível. De fato apreciava o seu senso de humor.

— Não vai se machucar.

Eles se olharam. Os olhos dele provavelmente eram os mais bonitos que já tinha visto. De perto podia ver que suas pupilas eram levemente ovais ao invés de redondas, lembrando-o de um gato que teve. Definitivamente não eram humanas, mas estranhamente sexy. Seu olhar foi delas até os lábios. Lábios grossos e masculinos que ele achava atraentes por alguma estranha razão. Como seria beijá-lo? Estava tentado a descobrir. Quais eram as chances de estar numa situação daquelas outra vez? Realmente esperava que a resposta fosse nunca. Talvez. Pense, maldição. Não pode estar realmente considerando isso! É loucura.

— Eu não conheço você. — Teve orgulho de dizer isso.

— É um bom jeito de me conhecer.

— A maioria dos homens levam para jantar ou para o cinema antes de tentarem avançar para a primeira base.

— Primeira base? — Ele arqueou uma sobrancelha.

— É um modo de dizer que significa beijar alguém. É uma analogia de beisebol. Primeira base é beijar.

— Existe uma segunda base?

— Isso é tocar da cintura para cima.

— É fazer um pouco mais, o que inclui tocar partes sexuais do corpo da cintura para baixo, normalmente por cima das roupas, mas há exceções tipo apalpar de leve debaixo da roupa.

— Terceira base?

— É fazer um pouco mais, o que inclui tocar partes sexuais do corpo da cintura para baixo, normalmente por cima das roupas, mas há exceções tipo apalpar de leve debaixo da roupa.

Não conseguia acreditar que estava tendo aquela conversa com um Nova Espécie, mas Kai parecia genuinamente curioso e ele estava falando pelos cotovelos, mais do que ciente que deveria se calar, mas o nervosismo sempre fazia sua boca enlouquecer.

— Quarta base?

— Não. Só três bases e depois disso vem o Home run.

— E o que acontece nele?

— Tudo. Tudo mesmo.

Ele riu.

— Nesse caso, eu quero um Home run.

— Não.

Deu uma risada.

— Me beije, Kyungsoo . Ao menos, me dê uma chance de te mostrar que não vou machucá-lo de modo algum. Prometo que você vai gostar do que quero fazer tanto quanto eu.

— Eu não beijo estranhos. — Mas você está me tentando a violar essa regra. Empurrou aquele pensamento, tentando se concentrar nas razões para não beijá-lo. Ele é um Nova Espécie. Assustador. Grande. É. Matemática lembra? E tinha achado que nunca lhe serviria de nada no ensino médio enquanto sofria naquelas aulas tediosas.

Ele piscou algumas vezes e seu sorriso apagou.

— Nós realmente vamos nos conhecer. Me beije. Estou morrendo para sentir o seu gosto.

Kyungsoo estava tentado. Admitia estar mais do que um pouco curioso sobre que tipo de beijo ele teria e se alguém tão intimidador poderia ser apaixonado na mesma proporção. Não beijava um homem a mais ou menos um ano, não desde que o seu último namorado havia partido seu coração lhe traindo. Debatia se deveria deixar Kai beijá-lo ou não quando ele abaixou o rosto alguns centímetros até seus lábios quase se encostarem. Respirou de forma trêmula sabendo que ele não lhe daria escolha.

— Feche os olhos e não tenha medo de mim. — ordenou Kai em um sussurro rouco e grosso. — Relaxe. Não vou machucar você.

Relaxar? Era piada? Ele era enorme e o tinha preso na cama mesmo que não o tocasse. Ops! Pensou quando seus lábios roçaram os dele. Está me tocando agora. Ficou um pouco tenso e estendeu a mão para colocar as palmas no peito dele. Ele era quente e sua pele parecia macia, mas tão morna que parecia que estava com febre. Seus lábios foram gentis quando usou a boca para abrir a dele. Não lutou, mas ao invés disso forçou seu corpo a relaxar.

Espero que os dentes dele não machuquem a minha boca. Esse foi o ultimo pensamento que teve quando sua língua o invadiu. Não o beijava do modo que já fora beijado e Kyungsoo não tinha pouca experiência nesse departamento. Namorou muito na época do colégio quando beijar garotos foi um ótimo passatempo, contanto que não se transformassem em polvos — cheios de mãos e apalpação. Não era esse tipo de garoto na escola, colocando uma linha bem firme entre aquilo e ir além com os garotos.

Kai devorou sua boca. A língua explorava cada centímetro, esfregando de forma erótica na dele e varrendo o céu da boca, o que fez uma leve cócega. Seus lábios eram firmes sobre os dele, abrindo mais a sua boca para que tomasse posse. Quando Kai rugiu baixo ele pôde sentir as vibrações em suas palmas e até em sua língua. Foi um choque ver que aquilo o excitou e seu corpo respondeu instantaneamente quando retribuiu o beijo.

A mão dele agarrou sua camisa, levantou-a e repentinamente roçou seu estômago. Os dedos calejados exploraram sua pele. A sensação era loucamente boa. Kyungsoo gemeu dentro da boca dele e a mão subiu para acariciar seu mamilo.Ele também não foi gentil. A mão era firme ao apertar seu mamilo sensível. Ele conseguiu sentir a textura áspera da mão por cima do mamilo. Este reagiu imediatamente, endurecendo, e o bico ficou ereto. Kyungsoo ouviu alguém gemer em voz alta, só para perceber de novo que o som saiu dele.

A boca na dele se afastou e deixou Kyungsoo sem fôlego. Seus olhos se abriram para ver Kai observá-lo, uma expressão intensa em suas belas, mas estranhas feições. A mão dele ainda segurava seu mamilo direito e ele esfregava o polegar calejado no bico. Seu peito parecia ter ficado bem pesado e o bico tão duro que imaginava se poderia de fato se partir. Kyungsoo arqueou o peito contra a mão, sem querer, mas o fez. Podia sentir um calor se acumulando entre as coxas e seu estômago estremecer. Estava altamente excitado e seu corpo começou a latejar.

Ele aproximou o corpo mais do dele.

— Só um gostinho. — rugiu.

Era um tom baixo, mais profundo, que fez o peito dele vibrar de novo contra as suas mãos. Ele o olhou antes de soltar o mamilo.

— Lindos e você tem tanto para alguém tão pequeno. — ele urrou suavemente antes de abaixar a cabeça. — Aposto que se eu lambê-los vão ter um gosto tão bom quanto o que aparentam.

Kyungsoo fechou os olhos quando sua respiração soprou pelo seu mamilo. Ele abriu a boca e tocou o bico com a língua. Kyungsoo fez um som de surpresa porque a textura dela era macia, mas áspera ao mesmo tempo, a sensação única, enviando mais calor entre suas pernas. Seu nível de excitação ficou quase insuportável. Ofegou quando a boca se fechou ao redor do mamilo.

Sua língua áspera se moveu, deslizando rapidamente de um lado para outro do mamilo. Kyungsoo gemeu, levando o mamilo para sua boca. Pôde imaginar instantaneamente o que aquela língua poderia fazer se ele a usasse em outras partes do seu corpo. Os dentes raspavam gentilmente sua pele acima e abaixo do mamilo, e em resposta, seus dedos se enterraram na pele, agarrando-se a ele. Sabia que deveria afastá-lo, mas não o fez. Ao invés disso, curvou os dedos em volta dos topos dos seus ombros, encorajando-o. Kai rugiu de novo, vibrou contra ele, e outro gemido saiu dos seus lábios. O cara lembrava a ele um enorme vibrador em seu mamilo e o jeito que a língua deslizava pelo bico era intensamente prazeroso. Ofegou quando ele rodeou seu mamilo com a língua e começou a sugá-lo. O estômago apertou com força e a dor entre suas coxas começou a gritar de vontade.

Sua mão no estômago desceu e houve um puxão na sua cintura. Não conseguiu pensar de fato sobre aquilo. Concentrar-se em algo além do que ele estava fazendo era difícil demais com Kai brincando com seu mamilo. Kyungsoo mal registrou o fato de que algo puxava sua calça até ele liberar o mamilo. Seus olhos se abriram de novo.

— Erga o quadril.

Meu quadril? Kyungsoo o olhou confuso.

— O que?

Ele sorriu. Sua boca desceu e capturou o outro mamilo. Um gemido rasgou sua garganta. Ele não provocava seu mamilo, ele o sugava com a boca, usando a língua e os dentes. A habilidade de pensar saiu voando quando ele aumentou a sucção e os chupões fortes em seu mamilo faziam sua glande pulsar como se estivessem conectados. Uma das mãos dele deslizou pelas suas costas quando ele arqueou da cama para se pressionar mais em sua boca. A mão desceu, apalpou seu traseiro e apertou.

Foi aí que ele percebeu que a mão dele estava na pele nua. Seus olhos se abriram quando tentou afastá-lo. A boca dele soltou o mamilo e seus olhares se encontraram. Kyungsoo se retorceu, tentando ver além do corpo dele e percebeu que de algum modo ele havia aberto sua calça e descido a mesma até seus joelhos. Sua cueca também estava lá em baixo, enrolada com a calça. Kyungsoo ficou de queixo caído.

— Eu nem percebi. Como desceu a minha calça sem que eu percebesse?

Ele riu.

— É tudo o que tem a dizer?

Kai tentava manter o controle do seu desejo. O queria tanto que a dor era física. Provavelmente gritaria se ele tirasse a calça dele, considerando que parecia preocupado com o tamanho do seu pênis. A diferença de tamanho entre eles poderia ser um problema, mas os homens especiais eram feitos para dilatarem ao dar à luz. Poderia conseguir se fosse gentil, cuidadoso, e fosse devagar o bastante para que se ajustasse a ele.

Ele é humano. Kai apertou os dentes, mas finalmente relaxou. Não importava que nunca tivesse acreditado que ficaria atraído por um humano ou que tivesse achado que outros machos de sua espécie eram idiotas em querê-los, porque tudo isso deixou de ser verdade. Desejava e precisava daquele.

Inalou o seu maravilhoso e sexy cheiro, e conteve um rosnado. Kyungsoo admitiu que o som o assustava. Mulheres das Espécies saberiam que ele fazia isso porque estava excitado, mas Kyungsoo não era de seu povo. Ele não ficaria excitado se ele não controlasse seus instintos animais. Tinha sido difícil de fazer, mas por ele, lutaria com todas as forças para manter o controle. Teve que respirar algumas vezes para se acalmar. Resistiu à vontade de rasgar as roupas do seu corpo, abrir suas pernas e enterrar o rosto no meio daquelas coxas pálidas e sensuais dele. O cheiro de sua excitação o fazia ansiar em enterrar a língua fundo em sua fonte. Lutava para pensar, mas era difícil quando uma imagem de como seria provar o seu desejo, conhecer a profundidade morna da sua doce abertura, e saber que ele daria mais daqueles gemidos se o fodesse com a boca.

Seu pau endureceu até ele imaginar se o tecido do jeans se rasgaria para que saísse de seu confinamento. Seu eixo inchou a um doloroso tamanho só de pensar onde sua língua queria ir — dentro dele. Contudo, medo esfriou o seu sangue. Ele não era uma Espécie. Não podia simplesmente lhe dar um orgasmo, virá-lo, levantar o seu traseiro no ar e estocar nele até gozar. O machucaria.

Kai fitou seus belos olhos. O azul deles o lembrava do oceano. Nunca viu pessoalmente, mas assistiu vários DVDs sobre o Havaí. Era apenas um dos lugares que viu na televisão que nunca pôde visitar. Primeiro foi confinado em prisões de concreto, e mais tarde no quente e miserável deserto em um motel horrível com nada além de milhas e milhas de vazio. A Reserva tinha sido adquirida para fornecer uma locação melhor e permanente para as Espécies e agora ele tinha árvores, céu azul e um lar. Dele. Algo que lhe pertencia.

Kyungsoo piscou e inspirou profundamente, seus mamilos se ergueram quando inalou, e ele percebeu que havia algo mais que queria que pertencesse a ele — Kyungsoo . Poderia feliz fitar aqueles olhos todos os dias. Tê-lo deitado nu em sua cama seria uma alegria. O cheiro dele era algo em que facilmente poderia se viciar. Tudo nele o atraía, encantava, e não iria permitir que escapasse por entre os dedos. Só iria precisar deixá-lo viciada nele e convencê-lo de que seu lugar era em sua vida. Tinha desejado um companheiro, mas imaginava que ele seria Espécie. Dispensou aquela fantasia mentalmente. Nenhum deles o afetou do jeito que o pequena humano debaixo dele. Tinham lhe negado muito em sua vida, mas Kyungsoo ele teria.

Meu! Completamente meu. Não vou desistir dele. Nunca.



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