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História Valiant. 3. Da saga "Novas espécies" - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Se conhecendo.


Fanfic / Fanfiction Valiant. 3. Da saga "Novas espécies" - Capítulo 7 - Se conhecendo.


— Vou tomar um banho. — Kyungsoo pôs as mãos no quadril. — Saia da frente.

Kai grunhiu baixinho para ele.

— Permita que Minseok dê uma olhada em você primeiro. Ele deve chegar logo.

— Quero me limpar primeiro. Posso sentir o meu cheiro e está horrível. Eu tenho — ele soltou o quadril e tocou a cabeça. — coisas no meu cabelo, talvez até coisas vivas, e não aguento mais. Poderia ficar limpinho e decente antes do médico chegar aqui se saísse da minha frente. Aposto que ele agradeceria a gentileza. Agora, saia.

— Você está machucado e mancando. Vou ficar no boxe com você se insiste em tomar banho. — Ele tocou o cós da calça.

— Não! — Kyungsoo o olhou com raiva. — De jeito nenhum. Fique com a calça fechada. Agora, se comporte e pare de ficar mandando em mim. Eu sei que pensa que sou seu, mas me deixe te dizer uma coisa. Não sou muito bom em aceitar ordens. Vou tomar banho sozinho e você vai ficar aqui. Agora me deixa passar.

Ele urrou outra vez, mas saiu do caminho para o banheiro.

— Também não sou muito bom em aceitar ordens.

— Não vou ficar mandando em você se não fizer o mesmo comigo. É justo. — Kyungsoo parou na porta do banheiro. — Por favor, poderia ver se consegue umas roupas para mim?

— Eu vou fazer uma ligação e verei se podem trazer agora.

— Obrigado. — Kyungsoo entrou no banheiro, ligou a luz e fechou a porta. Tinha uma tranca e ele a pôs no lugar.

— Destranque isso! — Urrou Kai.

Kyungsoo apertou os dentes ao virar a maçaneta, destrancando-a, e escancarou a porta.

— Sabe o quanto fala alto? Está no meio da noite e eu aposto que algumas pessoas estão tentando dormir por aqui. Pode falar baixo?

— Nunca mais tranque uma porta entre nós ou irei arrombá-la.

Kyungsoo levantou as sobrancelhas ao encarar os olhos dourados e exóticos, lembrando-o de que ele não era completamente humano. Provavelmente lhe daria uma liçãozinha se ele fosse um cara normal e dissesse aquilo para ele. Teria fugido o mais rápido possível achando que era um maníaco. Mas Kai não pensava como a maioria dos homens.

— Poderia se machucar se caísse e uma tranca me retardaria.

Kyungsoo respirou fundo para se acalmar ao ouvir suas palavras. Tinha acabado de salvar a sua vida, sabia que ele arriscou a dele pela sua, e não tinha que ter ido atrás dele em primeiro lugar. Talvez ele temesse que desmaiasse ou algo do gênero. Podia lidar com as suas ordens se elas se originavam de sua preocupação. Não tinha certeza da razão verdadeira, mas estava disposto a suportar aquilo.

— Tudo bem. Não trancarei a porta se você não entrar. — Kyungsoo fechou a porta antes que ele pudesse dizer alguma coisa, mas não voltou a trancá-la. Caminhou até o espelho e fez uma careta. — Oh, cara. — suspirou. — Estou horrível. Olha só o que o gato trouxe pra casa.

Estremeceu instantaneamente assim que as últimas palavras passaram pelos lábios, percebendo o trocadilho infeliz. Olhou para a porta, mordeu o lábio e esperou que ele não tivesse escutado o que disse. Voltou o olhar para o espelho quando ele não fez nenhum som irritado que pudesse ouvir dali. Graças a Deus. Ele perdeu aquele deslize. Esse era outro ditado popular que precisava esquecer. Cortar todos os ditados inapropriados com referências a gatos.

Seu cabelo estava um ninho, com terra e folhas secas por todo lugar. Tinha terra no rosto e desde que chorou, linhas mais claras marcavam as bochechas. O único ponto limpo de verdade era o corte, a área roxa atingida pelo retrovisor. Os paramédicos a limparam. Ele virou a cabeça e viu que o corte não era tão ruim, mas a área roxa, definitivamente, iria adquirir umas cores bem feias nos próximos dias.

Tirou o suéter enorme do corpo e o largou na bancada da pia para estudar o resto do corpo, quase chorando outra vez. Tinha hematomas se formando no quadril, em um lado das costelas e nos ombros quando um daqueles otários o empurrou. Levantou o queixo e soltou um palavrão. Quase conseguia ver a marca de uma mão sob o queixo em um machucado que se formava. Baixou o olhar para os mamilos sensíveis e apertou os dentes quando notou a aparência inchada dos mamilos por terem sido quase arrancados. Arranhões também o marcavam por ter corrido e batido no que tinha no caminho.

— Está tudo bem? — Kai falou contra a porta.

— Só estou checando os machucados no meu corpo e reclamando comigo mesmo. Estou bem, mas fulo da vida. — Ele tirou os curativos dos pulsos para que não molhassem.

— Posso entrar?

— Não. Eu serei breve. — Kyungsoo se virou do espelho e tentou desamarrar a espécie de “fralda” que Kai fez com a camiseta. Tentou puxá-la, mas praguejou baixo. Ele tinha dado nós no tecido rasgado e Kyungsoo não conseguia desatá-los. — Kai? Preciso de ajuda.

Tapou os mamilos com as mãos quando a porta se abriu de repente antes que terminasse de falar e ele entrou no banheiro. Seu olhar se prendeu imediatamente em seu corpo. Kyungsoo mordeu o lábio. Bem, ele podia não se parecer com um homem comum, mas com certeza agia como se fosse um.

— Não consigo tirar essa coisa que você fez para mim. Os nós estão muito apertados.

O olhar dele continuou preso em seu corpo. Kyungsoo virou, presenteou-o com as costas, mas olhou por cima do ombro para observá-lo. Kai imediatamente franziu o cenho, obviamente não gostando de ter escondido aquela parte dele.

— Preciso de ajuda com a fralda. Não preciso que seque o meu corpo com os olhos.

Kai grunhiu ao caminhar para ficar detrás dele. Uau, ele é grande, Kyungsoo notou mais uma vez, com certeza nunca se acostumaria a fitar um homem de quase dois metros de altura. O foco dele desceu para o seu traseiro coberto e as pontas dos dedos roçaram sua pele bem na cintura quando as deslizou para dentro.

— Eu tentei empurrar para baixo, mas você amarrou muito forte e ela não passa pelos ossos do meu quadril.

Kyungsoo ouviu o tecido rasgar conforme ele desfazia cada nó que fez dessa maneira. Os restos da camiseta caíram ao chão. Kyungsoo se virou um pouco, olhando para os dedos dele e para a camiseta esfarrapada no chão. Soltou um mamilo e segurou o dedo dele. Teve cuidado para pegar e evitou a unha afiada. Levantou a mão dele para fitar em choque as suas unhas. Elas não eram compridas, mas levemente pontudas e obviamente afiadas o bastante para cortarem pano.

— Você devia mesmo cortas às unhas.

Ele grunhiu outra vez. Kyungsoo soltou sua mão e levantou os olhos para ele.

— Obrigado.

O olhar dele desceu pelo seu corpo e ele rugiu outra vez.

— Eu quero você.

Kyungsoo se afastou rápido até o boxe do chuveiro.

— Obrigado, mas saia logo. Eu vou me limpar e o médico não está chegando?

Entrou na banheira e fechou firmemente o boxe quase transparente. Ele fez um som parecido com um ronronar quando Kyungsoo se abaixou para ligar as torneiras. Ajustou a temperatura, decidindo ignorá-lo se estava determinado a observá-lo.

— Preciso de roupas, Kai. Por favor?

— Está bem. — concordou em voz alta, mas soou irritado já que sua voz saiu mais grossa que o de costume. Algo que notou que ele fazia quando ficava com raiva ou excitado.

Ele saiu do banheiro e Kyungsoo relaxou. Impressionava-o que ele o quisesse na condição em que se encontrava. Virou a torneira do chuveiro e ficou surpreso quando olhou para a prateleira cheia de opções. Virou-se para olhar.

Tinha se hospedado em muitos hotéis para esperar amostras individuais. Os Novas Espécies forneciam os produtos completos. Examinou os dois tipos de xampu, dois de condicionador e eles até tinham sabonete líquido. Havia duas lâminas de barbear —uma rosa e outra azul — creme de barbear e pedra-pomes com cabo. Sorriu ao vê-la.

Eles realmente se importavam com os seus hóspedes.

Banhou-se rapidamente e infelizmente achou um corte atrás da cabeça quando o xampu fez arder. Barbeou os pelos das pernas com a lâmina rosa para se demorar mais um pouco e não ter que ficar sozinho com Kai por muito tempo antes do médico chegar. Sabia que ele o queria e não tinha muita certeza de como lidar com isso.

Secou-se e amarrou uma tolha em volta da cabeça e outra no corpo. Ficou parado por um segundo e suspirou. Estava limpo e não podia se esconder dentro do banheiro para sempre. Abriu a porta e agarrou a toalha com mais força quando entrou no quarto.

— Alguém já conseguiu roupas para mim?

Kyungsoo congelou instantaneamente ao ver que Kai não estava mais sozinho no quarto. Ele olhou o enorme macho Nova Espécie e um macho menor com cabelo loiro. O homem era humano e obviamente estava grávido. Três pares de olhos encontraram os seus.

O loiro sorriu, aproximando-se.

— Oi. Eu sou Minseok.

— Um médico. — o homem ao lado dele disse rapidamente. — Eu sou um oficial de segurança. Ele é um humano visitante que se candidatou ao emprego de médico aqui e é amigo de Lay.

O homem franziu o cenho enquanto o olhava com raiva antes de voltar a atenção para Kyungsoo .

— Ouvi falar que você teve uma noite difícil. Lamento se demorou muito para que eu chegasse aqui, mas Chen teve que me acordar e tive que me trocar.

— Eu o acordei porque durmo no quarto ao lado do dele. — o homem alto com os olhos realmente azuis rosnou. — Eu faço a segurança dele quando está aqui.

O homem o olhou outra vez com o cenho franzido.

— Este é Chen e ele é muito protetor comigo. — O homem parecia estar se divertindo bastante. — Ele é o meu guarda-costas.

Ele ficou tenso.

— Oficial de segurança.

O médico riu.

— Tanto faz.

Kyungsoo olhou para o homem de olhos azuis. Estava ali vestindo nada a não ser uma toalha e nem era uma das grandes. Mas ele marcou pontos por não ficar olhando para ele naqueles trajes. Voltou toda sua atenção para Minseok..

— Obrigado por concordar em me ver tão tarde ou devo dizer tão cedo, já que é o mais correto.

— O prazer é meu. Os homens vão nos deixar sozinhos enquanto checo os seus ferimentos.

Kai rugiu.

— Eu não tenho que sair. Já o vi nu. Mande Chen ir embora. Ele não pode vê-lo assim.

Kyungsoo olhou com raiva para Kai.

— Por favor, saia. Não me faça discutir com você na frente desse médico gentil e grávido e do cara protegendo-o. Ele saiu da cama para vir até aqui me examinar e a última coisa que precisa é nos ouvir lutando outro round.

Kai rugiu para ele outra vez.

— Pare com isso. — disparou. — Pare de rugir para mim. Eu tive uma noite longa, estou cansado e com dor. Não pode fazer nada que não me leve a discutir com você? Por favor?

Ele saiu do quarto como uma bala. O homem Nova Espécie riu e uma expressão de alegria cruzou as suas feições.

— Só isso já valeu a pena ter o trabalho de me vestir e vir até aqui. — Sorriu um segundo antes de girar nos calcanhares e também deixar o quarto. A porta se fechou atrás dele.

— Obrigado. — disse Kyungsoo — Eu agradeço. — Ele olhou para o doutor, sabendo que suas bochechas estavam um pouco coradas de vergonha. — Desculpe.

Minseok sorriu.

— Nem se incomode. Eu teria pago para ver alguém desafiar Kai. — Ele carregava uma bolsa que colocou aos pés da cama. — Por que não me diz onde está doendo e veremos o que eu posso fazer? O que aconteceu com você especificamente?

Kyungsoo se aproximou da cama, hesitou e soltou a toalha.

— Acho que dá para ver. Quatro homens me levaram, meio que me bateram um pouco na caçamba de uma caminhonete, e me arrastaram para a floresta. Eles também me torturaram, mas Kai e os seus amigos vieram me resgatar. — Girou lentamente para mostrar todos os ferimentos. — Meu ombro dói e estou mancando. Meu quadril bateu no chão da caçamba quando dois dos imbecis se empilharam em cima de mim. Fiquei preso, então o peso deles piorava tudo quando passávamos por qualquer buraco. — Ele exibiu os pulsos. — Isso é de um cinto que usaram para amarrar minhas mãos nas costas.

O homem não estava mais sorrindo. Ele deixou Kyungsoo de pé enquanto permanecia sentado na cama e abria a bolsa.

— Me deixe tratar alguns desses arranhões e fazer um curativo neles. — O homem tocou o quadril de Kyungsoo , tentando sentir alguma coisa. — Desculpe se dói. Eu só quero ter certeza que não tem nada quebrado.

— Não está quebrado, mas com certeza dói.

Kyungsoo ficou lá enquanto o médico colocou algum tipo de pomada nos cortes e fez curativos nos piores. O médico deu alguns sacos de gelo e disse a Kyungsoo que os sacudisse para que ficassem gelados. Minseok se levantou e pediu que Kyungsoo virasse para que pudesse girar seu ombro. Kyungsoo estremeceu.

— Isso é o que mais dói.

— Você tem uns hematomas feios. A sua garganta dói?

— Está desconfortável, mas não acho que tenha ocorrido algo sério. Está dolorida como quando tenho uma gripe leve.

— Vou te dar alguns analgésicos que trouxe para caso de necessidade. Quero que tome dois quando sentir dor e se ficar sem, mande Kai me ligar. Quero que vá até a clínica médica em alguns dias se a dor no seu quadril ou ombro piorar ou não diminuir. Vamos tirar alguns raios-x.

Kyungsoo assentiu.

— Obrigado. — Ele pegou a toalha e se cobriu. — Eu agradeço de verdade.

Minseok sentou na cama.

— Então, tinha visto Kai desde o incidente na casa dele?

Kyungsoo quis fazer uma careta, mas suprimiu a vontade.

— Ficou sabendo daquilo?

Minseok assentiu.

— Sim. Chen, Wonho, Lay e eu sabemos que você transou com ele, mas somos os únicos.

— Não. Hoje foi a primeira vez que o vi desde aquele dia. Não posso acreditar que tenha me perdoado por tê-lo apagado com o abajur e ele já fez demais indo atrás de mim hoje.

A voz de Minseok diminuiu drasticamente de volume.

— Você o apagou com um abajur? Achei que ele tinha deixado você ir embora. Wonho não nos contou isso.

— Eu fiz com que desmaiasse.

Um sorriso separou os lábios do homem.

— Obrigado. — ele sussurrou. — Vou rir muito disso quando for seguro. A audição deles é incrível então sempre tenha isso em mente.

— Obrigado pelo aviso. — Kyungsoo sussurrou de volta.

Ele baixou os olhos para a barriga de Minseok.

— Aposto que o seu marido está muito feliz. É o seu primeiro bebê?

O homem tocou a barriga com um sorriso e sua voz ficou alta quando falou.

— Eu não sou casado. O cara me engravidou e simplesmente deu o fora.

Um rosnado soou do corredor e alguém bateu na porta.

— Ele está decente? Estou entrando.

Minseok piscou para Kyungsoo .

— Entre, Chen.

Chen parecia furioso quando disparou um olhar raivoso na direção de Minseok. Kai o seguia de perto. Minseok riu.

— Só estava falando com Kyungsoo sobre o bebê. — Ele deu tapinhas na barriga.

— Quando ele nasce? — Kyungsoo agarrou a toalha com mais firmeza em volta do corpo, tentando não se sentir muito desconfortável por Chen também estar no quarto.

O homem hesitou.

— Não tenho certeza. Só vou descobrir quando ele decidir nascer.

Kyungsoo tentou entender.

— Eu quis dizer, para quando é?

O homem hesitou outra vez.

— Estou com cinco meses.

O olhar de Kyungsoo desceu mais uma vez para a barriga enorme do médico.

— Uau. Tem certeza que não são gêmeos? Uma das minhas amigas está grávida de oito meses e ela… — Kyungsoo fechou a boca e corou. — Desculpe. Você não está gordo nem nada. Acabei de perceber que o que eu disse poderia ser interpretado de maneira errada. É só que você é tão pequeno e sua barriga parece de uma gravidez bem mais avançada. Eu...

Minseok explodiu em risos.

— Pare! Eu não estou insultado nem ofendido. Sei que estou enorme e pareço pronto para explodir a qualquer momento. O pai é enorme e o bebê também.

Kyungsoo ficou feliz por não tê-lo ofendido.

— Você ao menos falou com o pai? Deveria forçá-lo a pagar uma pensão. Crianças dão muita despesa nos dias de hoje.

Chen rosnou outra vez. Minseok riu.

— Nós resolvemos as coisas e ele percebeu que foi um idiota em me deixar. Vou fazer com que se case comigo. Eu amo bastante o imbecil, mas ele é meio cabeça-dura, sabe? Trouxe a palavra casamento à tona algumas semanas atrás e ele disse que não era necessário já que já éramos uma família.

— Homens. — Kyungsoo sacudiu a cabeça. — Eles simplesmente não entendem nada.

Minseok riu.

— Verdade. Acho que vou fazer uma greve de sexo.

Kyungsoo sorriu para ele.

— Isso pode funcionar. Também poderia dizer a ele que, se não se casar com você, outra pessoa vai. Você é lindo. Tenho certeza que outro homem ficaria feliz de casar com você se ele não for esperto o bastante para selar o acordo.

Chen rosnou novamente. Kyungsoo olhou para ele preocupado. Seu olhar foi para Minseok.

— Tudo bem com ele?

Minseok passou para Kyungsoo um pote de remédios.

— Ele fica mal humorado quando o acordam, mas vai ficar bem. Mandarei ele para o quarto de hóspedes quando voltarmos para onde estou hospedado e ele pode tirar um cochilo lá. Foi ótimo te conhecer, Kyungsoo . Peça para Kai me chamar se precisar de qualquer coisa. Talvez um dia essa semana possa vir almoçar. Será muito bom conversar com outro homem especial.

Kyungsoo sorriu.

— Eu gostaria se ainda estiver aqui. Obrigado outra vez, Minseok. Foi muito bom mesmo te conhecer.

Minseok se virou para estudar Kyungsoo .

— A propósito, Wonho interferiu com o seu depoimento desta noite. O xerife virá pela manhã. Espero que esteja tudo bem, mas eu disse a ele que você precisava descansar. Pedi que dissesse ao xerife que você já foi medicado e ele voltará às nove da manhã para falar com você.

— Isso é ótimo. Obrigado. Estou meio exausto.

Minseok parou ao lado de Kai.

— Ele tem uns hematomas feios. Seja gentil com ele e garanta que descanse bastante. Ele precisa de dois analgésicos a cada quatro ou seis horas, dependendo de com quanta dor estiver. Faça com que coma antes de tomá-los.

— Obrigado. — Kai hesitou antes de abrir os braços.

Minseok riu quando o abraçou.

— Está aprendendo.

Ele recuou.

— Não é tão ruim. Você ainda tem um cheiro bom.

Aquelas pessoas eram muito esquisitas. Kyungsoo observou quando o homem deixou o quarto. O seu oficial de segurança o estapeou de repente no traseiro quando saiu com ele no corredor. Minseok pulou, virou a cabeça e riu para o homem enorme que o seguia antes que sumissem de vista. Kyungsoo olhou Kai de boca aberta. Ele se moveu de repente, bloqueando sua linha de visão.

— O cara da segurança acabou de dar um tapa na bunda dele?

Ki sorriu.

— Sim.

Kyungsoo sacudiu a cabeça.

— O namorado dele pode não gostar que ele faça isso.

Kai encolheu os ombros, sorrindo.

— não acho que vá achar ruim. Ele e Chen são muito próximos. — riu.

Kyungsoo deixou aquela declaração passar, sem querer fazer perguntas indiscretas demais.

— Já tenho roupas?

— Elas estão no outro quarto.

— Poderia me trazê-las, por favor?

— Não precisa delas. — Kai foi até a cama e tirou os cobertores de cima. — Solte a toalha e venha para a cama. Está tarde e precisa dormir. Vou pegar um copo d’água para que tome o seu remédio. Você comeu hoje à noite ou devo pedir que tragam comida?

— Eu comi. — Ele hesitou. — Poderia ao menos se virar?

Ele virou. Kyungsoo soltou a toalha e subiu na cama. Puxou as cobertas até os ombros.

— Acabei.

Kai caminhou até o banheiro. Voltou com um copo d’água. Kyungsoo ainda segurava o pote de remédios. Engoliu dois analgésicos com a bebida.

Kai colocou o copo no criado-mudo.

— Está cansado?

— Sim. Acabado.

Ele piscou.

— Acabado significa cansado?

Kyungsoo assentiu.

— Gíria não é muito a sua não é?

— Estou aprendendo. Cresci cercado por médicos, técnicos de laboratório e guardas. Temo que o meu vocabulário seja limitado ao que me ensinaram. Não fui muito exposto a eles como alguns dos outros foram. Eu era diferente.

Kyungsoo franziu o cenho.

— Sabe ler?

— Sim. Aprendi depois que me libertaram nos meses que passamos nos escondendo e esperando que o nosso lar fosse arrumado.

Ele sentou aos pés da cama.

— A maior parte do meu povo foi ensinada antes, mas eu era proibido de qualquer interação com humanos. Era uma perda de tempo de acordo com eles. Só queriam me manter vivo por eu ser muito forte e mais parecido com um animal que a maioria.

Kyungsoo o olhou sem falar nada. Estava chocado demais para sequer responder. Kai parecia um pouco triste quando olhou em seus olhos.

— Quanto você sabe sobre Novas Espécies?

— Só o que vejo na TV e que leio de vez em quando nos jornais. Sei que uma companhia farmacêutica fez pesquisas ilegais em vocês e que finalmente foram descobertos. Sei que eles fizeram vocês parte humanos e parte animais. Bem, basicamente isso, além de que vocês têm uma Homeland ao sul, perto de Daegu e que abriram esse local aqui recentemente. — Ele encolheu os ombros.

Kai suspirou.

— Nós fomos modificados com DNA de animais diferentes. Alguns mais que outros, como eu. Eles cometeram erros e eu sou um deles. — Raiva endurecia a sua expressão enquanto o avaliava, parecendo esperar uma reação.

Kyungsoo fitou os seus olhos exóticos.

— Um erro? Eu não entendo.

— Sou diferente. Meus traços animais são mais dominantes do que os humanos.

Kyungsoo olhou para seu rosto, checando seus olhos, nariz, boca e maçãs.

— Você parece mais com um Nova Espécie do que a maioria.

— Não é apenas a minha aparência. Meus instintos são mais fortes que os da maioria do meu povo.

— O que isso quer dizer? — Ficou feliz por estar sentado, pois quase temia ouvir o que Kai queria compartilhar com ele.

— Sou mais animal do que homem. É o único jeito que posso explicar. Os “erros” das instalações de pesquisas como eu eram treinados para serem agressivos, para lutarem e suportarem bastante dor. Éramos considerados descartáveis e, portanto, éramos altamente abusados em seus experimentos com drogas novas. Eles testavam as mais perigosas em nós. Éramos inúteis para qualquer outro propósito que tivessem.

Ele teve um daqueles raros momentos onde não conseguia formas palavras. Kai tinha um talento para deixá-lo sem palavras.

— Eles fizeram vários testes de drogas na maioria dos Novas Espécies. Esperavam obter lucros enormes com drogas que aumentam o desempenho físico ou que deixariam atletas e soldados mais fortes, mais rápidos e melhores. Eles os treinavam para demonstrar o que as suas drogas podiam fazer. Eles eram valiosos. As falhas não. Tentaram umas experiências de procriação comigo, mas decidiram depois de algumas tentativas sem sucesso que não queriam mais reproduzir mais dos nossos.

— Experiências de procriação? — Ele verbalizou a pergunta, mas não tinha certeza se queria mesmo ouvir a resposta.

— Eles traziam algumas fêmeas para a minha cela para procriarem comigo para ver se eu conseguia emprenha-las. Os outros machos não tinham produzido resultados. As experiências falharam comigo também.

Kyungsoo tentou com todas as forças esconder seu horror. Sabia que não tinha feito um bom trabalho quando Kai baixou o olhar e os ombros. A tristeza em seu rosto rasgou seu coração. Ele não teve escolha alguma, foi horrivelmente abusado, foi uma vítima.

Kai se recusava a continuar a olhar para os lindos olhos de Kyungsoo . A repulsa que viu neles o magoou profundamente. Queria ser honesto com ele contando-lhe tudo sobre sua vida. Seu companheiro precisaria saber. Não seria justo pedir que passasse a vida com ele se tivesse segredos. Olhou para o cobertor cobrindo o seu colo.

— Temos sentidos mais elevados, olfato, audição, e a nossa visão é melhor do que a da maioria dos Espécies. Somos mais fortes, mais rápidos, e até a nossa inteligência era mais elevada em alguns casos. Éramos protótipos experimentais que falharam e para compensar suas perdas eles até tentaram nos transformar em máquinas de matar perfeitas. Queriam aniquilar a nossa humanidade para que pudéssemos ser treinados como animais puros que seguiriam as suas ordens. Não funcionou muito bem para eles quando não cedemos. Ao invés disso, lutamos contra eles, matávamos quando tínhamos chance e nos recusávamos a fazer sua vontade. Ainda estavam trabalhando conosco quando fomos descobertos e libertados.

— Tentaram converter você em um assassino? — Ele sussurrou as palavras.

Kai levantou os olhos e o fitou.

— Por favor, não me olhe assim. Eu sei como lutar e matar. Não significa que sou uma máquina de matar. Eles tentaram salvar as falhas nos tornando lutadores em sua maior parte e já que éramos tão impressionantes de se ver, acreditavam que isso poderia gerar algum lucro. Eles queriam que eu fosse o… — Ele pausou. — O modelo Nova Espécie das falhas que pretendiam vender. Eu não aceitei.

— Modelo?

— Para nos vender. — A voz de Kai se apertou. — Países de terceiro-mundo, exércitos privados de ricos fanáticos, ou para quem quer que estivesse disposto a pagar uma fortuna por um animal que podia falar e matar de maneira eficiente sob comando. Para a nossa sorte, nunca aceitamos ordens muito bem. Tínhamos defeitos demais para que, de fato, nos colocassem no mercado à venda. — Ele deu de ombros. — Pelo menos a maioria de nós. Descobrimos agora que alguns foram vendidos.

Kyungsoo o olhou com horror.

— Então alguns de vocês estão por aí sendo forçados a matar pessoas?

Ele sacudiu a cabeça.

— Eu não sei exatamente que DNA foi usado em mim. Pode ter sido o de múltiplas espécies de felinos grandes devido à minha aparência e habilidades, mas achamos que o de leão é o mais óbvio. Os registros deles que tinham a ver com o modo com que éramos criados foram destruídos. A maioria dos nossos protótipos experimentais foi alterada com DNA de espécies conhecidas por serem bons rastreadores, caçadores fortes e lutadores. Caninos. Felinos. Primatas. Descobrimos que alguns dos nossos foram misturadas com um DNA animal mais fraco para torná-los menores e menos agressivos. Eles foram vendidos para fornecer o capital para continuar com os testes.

— Vendidos para quem e para quê?

Kai parecia furioso.

— Vendidos para quem quer que desejasse fazer doações generosas para as Indústrias Mercile. Eles os chamavam de Presentes e em troca a grandes somas de dinheiro e ajuda no encobrimento do que estavam fazendo para evitar serem pegos, eles os entregavam a humanos. Eles deram os nossos homens e mulheres àqueles bastardos como escravos sexuais. Recuperamos alguns corpos e alguns ainda vivos.

Kyungsoo engoliu em seco e lágrimas encheram os seus olhos.

— Nunca vi nada disso nos jornais. Meu Deus. Isso é terrível. Essas pobres pessoas.

— Não iria ver isso nos jornais. Lay acha que se a imprensa tornar isso público, os homens que estão com eles lhes matarão imediatamente para destruir qualquer evidência de que já mantiveram um. Lay e o seu governo estão rastreando registros financeiros e cumprindo mandados de busca e apreensão para encontrar os que estão faltando. Não sabemos os números devido à destruição dos registros, mas encontramos mais um há poucas semanas atrás.

Kyungsoo estendeu o braço e seus dedos tocaram as costas da mão dele.

— Isso é horrível. É simplesmente doentio, não é? Coitadas dessas pessoas. — Fez uma pausa. — Espero que todos sejam encontrados.

Ele assentiu seriamente.

— Também esperamos. Estamos livres e nos incomoda saber que alguns dos nossos ainda estão sendo atormentados e confinados.

— Não tem como recuperar as informações para encontrá-los?

— Quando as instalações de testes foram invadidas pelos oficiais do seu governo, alarmes onde ficávamos escondidos foram acionados. Os funcionários começaram a atear fogo nas salas de registros e a destruir os computadores que continham informações. Também começaram a matar o nosso pessoal. Alguns morreram, mas a maior parte sobreviveu. Pouquíssimos registros foram salvos.

— Odeio dizer isso, mas provavelmente isso é uma coisa boa. Você sabe como funciona. Alguém poderia se apoderar dessas informações e usá-las para começar tudo isso de novo. Vocês são muito impressionantes. Aposto que aquela empresa ficaria tentada a recomeçar em novas instalações com novas pessoas de cobaias.

Ele estremeceu.

— Um médico que foi preso nos disse que o pesquisador-chefe que nos criou destruiu essa informação. Ele não concordou com o que a Mercile planejava fazer conosco depois que teve êxito em nossa criação e desapareceu, levando o conhecimento consigo. É por isso que eles começaram as tentativas de procriação. Espero que ninguém nunca consiga repetir o que foi feito conosco. Pensar nisso já nos dá pesadelos suficientes. Estamos tentando destruir financeiramente as Indústrias Mercile. Ganhamos em suas cortes várias vezes em questões financeiras e o seu governo já colocou vários deles na cadeia.

— Também é o governo de vocês. Vocês são coreanos, não são?

Ele assentiu.

— Sempre estivemos separados. É difícil tentar pensar de outra forma. É por isso que Lay e o nosso conselho lutaram tanto pela nossa independência adquirindo Homeland e usaram o dinheiro que ganhamos nos processos judiciais para comprarem a Reserva.

— Ouvi falar que vocês têm algo parecido à imunidade diplomática em Homeland e aqui também. Um cara novo disse que era similar a um consulado e que vocês têm suas próprias leis e sistema de justiça.

— Acredito que sim. O seu governo não pode nos invadir nem nos forçar a nos submetermos às suas leis. Não nas nossas terras.

— Então, eu meio que estou em outro país agora, hã?

Kyungsoo sorriu de repente.

— E sequer tenho um passaporte. Pode ficar mais legal que isso?

Ele lutou contra um sorriso. 3 ficava adorável quando sorria e ele resistiu à vontade de estender a mão e tocar o seu rosto. Estudou o machucado em sua bochecha e lutou para conter a raiva pelo que os humanos a fizeram.

— Isso é legal?

— Acho que sim.

Prendeu seu olhar.

— Quero beijar e tocar você. Deixe-me fazer isso, Kyungsoo .

O sorriso de 3 morreu quando ele o fitou, mordendo o lábio.

— Eu não sei.

— O que você não sabe? Machuquei você da última vez? Não gostou do meu toque? Eu sei que gostou. — Esperança ardia dentro dele de que estivesse tentada a ceder. Ansiava tocá-lo novamente.

Kyungsoo não podia negar. O tempo que passou no quarto de Kai tinha lhe assombrado por cinco semanas. Ele o virou do avesso. Quando o tocava, Kyungsoo perdia a habilidade de pensar. Ele pareceu aceitar o seu silêncio como concordância quando se aproximou lentamente. Estendeu a mão e acariciou o lado não machucado do seu rosto.

— Eu nunca o machucaria.

Kyungsoo acreditava nele. Tinha o aterrorizado quando se conheceram pela primeira vez, mas depois do que ele contou sobre os Novas Espécies, entendia que aquilo não foi sua intenção. Ele tinha instintos e necessidades que a maioria das pessoas não tinha. Tinha lhe desejado e possuído. Era meio sexy.

As mãos de Kai se afastaram quando ele se levantou para tirar os sapatos. A próxima coisa que fez foi desabotoar a calça. Kyungsoo não protestou quando o viu tirá-la. Outra vez sem cueca. Fitou um Kai nu com um pouco de medo. O cara era tão grande. Baixou os olhos. Grande em todos os lugares. Forçou o olhar para o seu rosto.

Kai se abaixou, agarrou o cobertor que o cobria e o puxou para os pés da cama. Kyungsoo ficou tenso, mas não tentou usar o travesseiro para esconder o corpo. Os olhos de Kai varreram cada pedacinho de pele exposta, que era toda a parte que não estava em contato com o colchão. Ele rugiu de repente de modo violento. Fez com que arregalasse os olhos e seu coração acelerasse.

— Eu quero matar todos os que te atacaram. Olhe o que fizeram com o seu corpo lindo. Isso me enfurece. Quero rasgá-los com as próprias mãos e vê-los morrerem uma morte dolorosa.

— Eu estou bem.

— Ainda assim quero matá-los. Teria me banhado no sangue deles se tivessem estuprado você.

Kyungsoo o fitou. Nojento. Mas a intenção era doce. Acreditava nele. Bem, na parte de que queria matar aqueles homens. Kai colocou os joelhos na cama e se agachou lentamente em cima de Kyungsoo . Ele levantou os olhos. Kai prendeu o seu olhar, mas não tocou nele.

— Você ficará comigo para sempre e ninguém nunca mais lhe fará mal.

Kyungsoo não o corrigiu. Não poderia ficar com ele indefinidamente. Teria que voltar para a vida que levava em breve. Lambeu os lábios. Kai observou sua língua e grunhiu. Ele se mexeu, recuando na cama em direção aos seus pés. Perguntou-se se Kai tinha mudado de ideia sobre querer transar com ele até que ele parou quando o rosto ficou no nível da sua barriga.

— Abra as coxas para mim.

Ele as abriu. Kai agarrou seus tornozelos, tirou-os do caminho e recuou mais até sentar-se nas pernas no lugar onde as dele tinham acabado de estar. Desceu suas pernas até as costas de suas coxas descansarem em cima das dele. Alguns centímetros separavam seu quadril do dele enquanto o estudava com o olhar da cabeça até o pênis.

— Você é tão pequeno comparado a mim. Sempre tenho medo de te machucar sem querer.

Sim, Kyungsoo concordou em silêncio, entendo esse medo. Ele tinha o dobro do seu peso e era trinta centímetros mais alto. Seu peitoral era maciçamente amplo e quando olhou para os braços musculosos, sabia que se os comparasse às suas coxas, sairiam ganhando por alguns centímetros.

— Confie em mim que não vou machucá-lo.

Kyungsoo decidiu usar humor.

— Eu estaria gritando agora se achasse que fosse.

Ele sorriu.

— Quero que grite, mas não de terror por mim.

Kyungsoo de repente usou os cotovelos para levantar o corpo e dar uma olhada melhor nele. Apreciou a visão sexy da sua pele bronzeada e do seu corpo belamente esculpido. Ele grunhiu outra vez antes que um ronronar baixo saísse de sua garganta.

— Esses sons são bons ou maus?

Ele lhe deu um sorriso.

— Estou decidindo o que quero fazer com você primeiro.

— Quais são as opções disponíveis?

Seu sorriso aumentou, revelando mais dos seus dentes afiados.

— Eu rugi quando pensei em virá-lo de bruços e montá-lo por trás. Montá-lo rápido e com força faz o meu sangue ferver. Ronronei porque senti vontade de te comer. Gostaria de lamber o seu pênis até ter outra vez o seu gosto na minha língua.

Seu coração martelou e seu corpo esquentou.

— Podíamos fazer os dois.

Ele assentiu.

— Ótimo plano.

Kyungsoo o olhou quando se levantou e trocou sua posição para se deitar de costas até suas pernas ficaram penduradas para fora da cama. Ele ajustou seus pés para que descansassem nos ombros largos, seus joelhos dobrados. A língua dele saiu e os olhos se prenderam aos de Kyungsoo . Lambeu o ossinho do seu quadril.

Kyungsoo respirou de forma entrecortada. A língua do cara não parecia humana. Era macia, mas meio áspera. A sensação era estranha, mas de um jeito muito, muito bom que o deixava mais excitado ainda. Ele abriu a boca e raspou os dentes afiados na curva do seu quadril com gentileza. Kyungsoo respirou de maneira instável outra vez quando o desejo começou a queimar dentro dele. Realmente queria que descesse mais, a lembrança da boca dele era algo que jamais iria esquecer.

Kai de repente pôs as mãos debaixo dele e agarrou seu quadril para coloca-lo na posição que queria. Inclinou-se para frente. Os ombros dele eram largos e abriram suas coxas mais ainda, dando-lhe espaço para a boca.

— Estou ficando impaciente. Paciência não é o meu ponto forte. — rugiu ele. — Eu sei que você merece mais preliminares, mas eu o desejo demais.

— Ok. Não estou reclamando e quero mesmo que vá logo com tudo. — Kyungsoo sabia que corava por ser tão direto, mas realmente queria que ele tocasse a sua glande latejante, que parecia ter criado um coração.

Ele levantou seu traseiro da cama. Kyungsoo caiu para trás e sua cabeça atingiu o travesseiro. Ele o abriu mais ainda e sua língua maravilhosa começou a lambê-lo. Kyungsoo apertou os olhos com força e gemeu de prazer. Kai não provocava. Ele mirava direto no lugar gostoso. Nada de se aventurar ao redor. Nada de provocar e lambê-lo em qualquer outro lugar que não fosse no feixe sensível de nervos. A língua dele o pressionou com força e começou a se mover, esfregando-o com força suficiente que o assegurava que não aguentaria por muito tempo. Ele parecia saber o ponto exato que enviava um prazer indefinível diretamente ao seu cérebro.

Kyungsoo enterrou as unhas nos lençóis, seus mamilos endureceram e gemidos rasgavam de sua garganta. Kai rugiu quando ele gemeu mais alto. Meu Deus! A língua dele é um vibrador. Os lábios se fecharam sobre a sua glande e ele começou a chupá-lo com a língua vibrando. Seu corpo ficou tenso até que ele se perguntou se suas costas rachariam. Um grito emergiu dele quando gozou tão forte que quase desmaiou.

Kai levantou a cabeça. Kyungsoo ofegava. Nem conseguia abrir os olhos. Seu corpo tinha aquela sensação de flutuar, mole como um espaguete cozido, impossível de se mover nem se a cama pegasse fogo quando espasmos do orgasmo ainda contraíam os músculos do pênis. As mãos dele o agarraram e então Kyungsoo ofegou quando o virou facilmente de bruços.

Kyungsoo se forçou a abrir os olhos quando Kai agarrou o seu quadril e o ergueu. Ele o colocou de joelhos na cama. Sua força provavelmente deveria tê-lo assustado, mas não teve receio quando a cama afundou com o peso dos joelhos dele assim que se mexeu atrás dele, abriu as pernas além das suas e as prendeu para mantê-las no lugar.

Ele tentou se posicionar para se segurar nas mãos, mas não tinha energia para isso. Kai rosnou. Um som selvagem e animalesco quando a crista grossa do pênis dele pressionou a entrada. Uma das mãos continuou segurando o seu quadril para firmá-lo no lugar enquanto ele assumia que a outra segurava a ereção para garantir que não deslizasse por estar tão molhado do orgasmo que lhe deu.

Seu corpo sacudiu quando Kai entrou devagar nele, avançando, forçando as paredes internas a estirarem para recebê-lo. Kyungsoo gemeu com a sensação maravilhosa de ser preenchido. Não tinha certeza se conseguiria suportar a intensidade daquilo com o orgasmo ainda vibrando pelo seu corpo, mas Kai não lhe deu chance quando afundou mais dentro dele. Um arrepio de tesão o surpreendeu. Não tinha percebido como ficava excitado ao se sentir indefeso enquanto ele assumia total controle da situação.

Sua glande estava um pouco hipersensível depois do que fez, mas ele não lhe deu tempo para se recuperar. A mão em seu quadril deslizou por sua pele para segurá-lo em volta da cintura. A outra agarrou seu mamilo e apalpou. Ele gritou de surpresa com o quanto os seus mamilos estavam sensíveis do abuso que sofreu mais cedo. Mas ele não os beliscou, ao invés disso os dedos massagearam o montículo.

— Sensíveis. — ofegou ele.

Ele o soltou instantaneamente e agarrou seu quadril com as duas mãos. Retirou-se quase que totalmente de sua entrada, mas deslizou devagar dentro outra vez, bem fundo. Kyungsoo gemeu, encorajando-o enquanto ele trabalhava com o pênis para dentro e para fora, fazendo com que o tomasse cada vez mais. De repente ele tirou uma mão do seu quadril e se apoiou no colchão ao se pôr acima dele. O quadril dele espancava a sua bunda quando ele pareceu perder o controle. Investiu nele mais rápido, com força e bem fundo. Rosnados que combinavam com os seus gritos ofegantes de prazer saíam de sua garganta.

Kyungsoo perdeu a habilidade de pensar. A sensação de Kai dentro dele tinha que ser a melhor do mundo, superior até do que a língua lambendo-o até gozar. Apreciou cada pedacinho duro que nem rocha dele entrando e saindo de sua abertura enquanto emitia sons que nunca emitiu antes. A mão de Kai em volta da sua cintura se moveu e ele deslizou o polegar em seu pênis, pressionando a glande e fodendo-o com mais força. O atrito em sua glande já supersensível e inchado foi demais.

Outro orgasmo se formou, seus músculos internos apertaram o pênis em movimento e a sua mente explodiu quando o prazer rasgou outra vez. Gritou o nome dele, gozando forte, e Kai rugiu devido ao seu próprio gozo. Ele esfregava o quadril em sua bunda, enterrou o pênis nele fundo e um calor se espalhou em seu interior quando ele continuou gozando. Kai grunhiu baixinho com cada sacudida que seu corpo vivenciava enquanto seu sêmen explodia dentro de Kyungsoo , até cair na cama com ele ainda nos braços.

Kyungsoo ofegava, os olhos fechados, e um sorriso curvando os lábios enquanto seus músculos ainda o apertavam, contraindo-se ao redor do seu membro. Ele se aconchegou mais perto, beijou-lhe a curva do ombro e aquela foi a última coisa que se lembrou.

Kai abraçava Kyungsoo , envolveu o corpo ao redor do de Kyungsoo para dormir de conchinha, e correu os dedos por sua pele para garantir que não estava com frio. A respiração de Kyungsoo diminuiu o ritmo, ele sabia que tinha dormido, e tentou não se sentir culpado. Kyungsoo passou por muita coisa, mas não conseguia se arrepender de tê-lo possuído.

Ele é meu e nunca permitirei que me deixe. Não poderia sobreviver sem ele. Aquela compreensão o atingiu em cheio. O homem em seus braços significava aquilo tudo para ele. Kyungsoo conseguiu a única coisa que alguns dos humanos mais cruéis e maldosos com quem tinha lidado jamais foram capazes de conseguir. De repente conheceu o terror ao pensar em perder algo com que se importava tanto assim. Apertou os braços em volta dele e jurou que lhe mostraria que o seu lugar era com ele.

Ele o faria feliz. Daria o que comer, preencheria todas as suas necessidades e teria que ver o quanto significava para ele. Enfiou o nariz em seu cabelo molhado, apreciando tê-lo tão perto de si.

Mostraria a Kyungsoo que ele era o macho certo. Um bom protetor, um amante que procuraria o seu prazer, e queria lhe fazer sorrir o tempo inteiro. Amava quando ele ria, o jeito que os seus olhos azuis cintilavam, e o som era contagioso. Deixava-o feliz. Ele o fazia feliz.

Não posso perdê-lo. Simplesmente não posso.


Notas Finais


Kyungsoo lerdinho...
Minseok.. Chen...


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